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TEXTO II
O poder e a força do exemplo
Segundo Max Weber, “poder é a capacidade de mudar o
comportamento de terceiro”. Para que uma pessoa possa exercêlo, faz-se necessária a conjugação de dois fatores: as fontes e os
instrumentos do poder.
A propriedade ou capital, a personalidade e a
organização são as fontes de onde brota o poder. Hoje em dia, a
mais importante fonte do poder é a organização, pois ela
possibilita àquele que é organizado e trabalhe em equipe tenha
mais êxito que os que labutam de forma individual.
No que tange aos instrumentos de poder, o condicionado
ocorre pela mudança de atitude da certeza do que se quer,
enquanto o compensatório se dá quando alguém se submete à
vontade de outro em prol de uma vantagem. Já o condigno ou
punitivo é o recurso último para se conseguir o resultado almejado.
Para que o poder se manifeste em maior intensidade, há
necessidade daquele que o possui tenha enraizado valores éticos
e capacidade de transmitir a verdade aos demais por meio do
próprio exemplo. Diante da maior crise moral que o Brasil está
vivenciando, só o exemplo de pessoas altruístas, com virtudes e
autoridade moral em suas palavras e, principalmente, ações, pode
mudar o Brasil, servindo como uma bússola a guiar no rumo do
que é correto e justo para a formação de uma verdadeira nação.
Aguinaldo Bezerra Damasceno
Servidor da Justiça Federal no Ceará
Disponível em
https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/09/noticiasjornalopinia
o,3678740/o-poder-e-a-forca-do-exemplo.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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TEXTO II
O poder e a força do exemplo
Segundo Max Weber, “poder é a capacidade de mudar o
comportamento de terceiro”. Para que uma pessoa possa exercêlo, faz-se necessária a conjugação de dois fatores: as fontes e os
instrumentos do poder.
A propriedade ou capital, a personalidade e a
organização são as fontes de onde brota o poder. Hoje em dia, a
mais importante fonte do poder é a organização, pois ela
possibilita àquele que é organizado e trabalhe em equipe tenha
mais êxito que os que labutam de forma individual.
No que tange aos instrumentos de poder, o condicionado
ocorre pela mudança de atitude da certeza do que se quer,
enquanto o compensatório se dá quando alguém se submete à
vontade de outro em prol de uma vantagem. Já o condigno ou
punitivo é o recurso último para se conseguir o resultado almejado.
Para que o poder se manifeste em maior intensidade, há
necessidade daquele que o possui tenha enraizado valores éticos
e capacidade de transmitir a verdade aos demais por meio do
próprio exemplo. Diante da maior crise moral que o Brasil está
vivenciando, só o exemplo de pessoas altruístas, com virtudes e
autoridade moral em suas palavras e, principalmente, ações, pode
mudar o Brasil, servindo como uma bússola a guiar no rumo do
que é correto e justo para a formação de uma verdadeira nação.
Aguinaldo Bezerra Damasceno
Servidor da Justiça Federal no Ceará
Disponível em
https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/09/noticiasjornalopinia
o,3678740/o-poder-e-a-forca-do-exemplo.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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TEXTO I
Aonde vai a humanidade?
A humanidade atravessa atualmente várias crises. A
primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos
complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos,
substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto
prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como
consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse?
Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o
grande estadista da atualidade? Não se conhece.
A segunda é decorrente da sacralização da economia,
uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao
simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega
e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais
da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza
ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como
nunca, numa escala exponencial e universal.
A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza
humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta,
com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu
no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser
humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria,
na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza
ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos
telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É
outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico
Stephen Hawking.
A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições,
instituições e valores socialmente agregadores, como a família e
a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A
sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do
próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor
Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o
de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do
pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente
menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”,
no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o
mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da
política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos
países e as músicas que se ouvem).
Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as
demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a
qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se
resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e
aponta para o abismo.
Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão
dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova
cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte,
não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem
nós, mas a nossa própria.
João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Os termos destacados no período acima estão se referindo a quais outros elementos?
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TEXTO I
Aonde vai a humanidade?
A humanidade atravessa atualmente várias crises. A
primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos
complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos,
substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto
prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como
consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse?
Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o
grande estadista da atualidade? Não se conhece.
A segunda é decorrente da sacralização da economia,
uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao
simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega
e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais
da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza
ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como
nunca, numa escala exponencial e universal.
A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza
humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta,
com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu
no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser
humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria,
na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza
ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos
telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É
outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico
Stephen Hawking.
A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições,
instituições e valores socialmente agregadores, como a família e
a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A
sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do
próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor
Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o
de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do
pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente
menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”,
no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o
mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da
política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos
países e as músicas que se ouvem).
Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as
demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a
qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se
resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e
aponta para o abismo.
Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão
dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova
cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte,
não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem
nós, mas a nossa própria.
João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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Aonde vai a humanidade?
A humanidade atravessa atualmente várias crises. A
primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos
complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos,
substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto
prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como
consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse?
Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o
grande estadista da atualidade? Não se conhece.
A segunda é decorrente da sacralização da economia,
uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao
simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega
e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais
da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza
ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como
nunca, numa escala exponencial e universal.
A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza
humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta,
com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu
no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser
humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria,
na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza
ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos
telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É
outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico
Stephen Hawking.
A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições,
instituições e valores socialmente agregadores, como a família e
a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A
sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do
próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor
Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o
de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do
pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente
menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”,
no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o
mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da
política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos
países e as músicas que se ouvem).
Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as
demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a
qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se
resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e
aponta para o abismo.
Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão
dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova
cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte,
não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem
nós, mas a nossa própria.
João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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Aonde vai a humanidade?
A humanidade atravessa atualmente várias crises. A
primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos
complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos,
substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto
prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como
consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse?
Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o
grande estadista da atualidade? Não se conhece.
A segunda é decorrente da sacralização da economia,
uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao
simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega
e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais
da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza
ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como
nunca, numa escala exponencial e universal.
A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza
humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta,
com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu
no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser
humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria,
na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza
ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos
telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É
outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico
Stephen Hawking.
A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições,
instituições e valores socialmente agregadores, como a família e
a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A
sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do
próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor
Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o
de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do
pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente
menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”,
no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o
mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da
política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos
países e as músicas que se ouvem).
Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as
demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a
qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se
resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e
aponta para o abismo.
Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão
dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova
cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte,
não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem
nós, mas a nossa própria.
João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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Aonde vai a humanidade?
A humanidade atravessa atualmente várias crises. A
primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos
complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos,
substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto
prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como
consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse?
Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o
grande estadista da atualidade? Não se conhece.
A segunda é decorrente da sacralização da economia,
uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao
simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega
e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais
da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza
ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como
nunca, numa escala exponencial e universal.
A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza
humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta,
com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu
no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser
humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria,
na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza
ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos
telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É
outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico
Stephen Hawking.
A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições,
instituições e valores socialmente agregadores, como a família e
a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A
sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do
próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor
Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o
de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do
pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente
menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”,
no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o
mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da
política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos
países e as músicas que se ouvem).
Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as
demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a
qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se
resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e
aponta para o abismo.
Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão
dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova
cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte,
não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem
nós, mas a nossa própria.
João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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Aonde vai a humanidade?
A humanidade atravessa atualmente várias crises. A
primeira é a de estadistas, políticos generosos, de larga visão dos
complexos problemas da humanidade, nos últimos tempos,
substituídos pelo gerente pragmático, de visão estreita e de curto
prazo, que enxerga a sociedade como mercado, o povo como
consumidor e o Estado como empresa. Que ser político é esse?
Essa crise é uma das maiores de que se tem notícia. Qual o
grande estadista da atualidade? Não se conhece.
A segunda é decorrente da sacralização da economia,
uma visão mesquinha que reduz o complexo homem humano ao
simplório homem econômico, e tudo ao dinheiro, que desemprega
e concentra, faz com que 1% da população mundial detenha mais
da metade da riqueza de todos os povos. A terceira é de natureza
ambiental. Sempre o homem destruiu, mas agora destrói como
nunca, numa escala exponencial e universal.
A quarta relaciona-se à mudança em curso da natureza
humana, agora em grave confronto com as tecnologias de ponta,
com o sério risco de sua rápida transformação, como nunca se viu
no seu longo processo evolutivo. Esta crise já inseriu o ser
humano numa nova era, a do antropoceno, o reino da tecnolatria,
na qual ele descarta sua própria essência, robotiza-se e se idiotiza
ao mesmo tempo, como demonstra sua dependência psíquica aos
telefones celulares. Seremos brevemente criaturas androides? É
outra ameaça à espécie humana, como vislumbra o físico britânico
Stephen Hawking.
A quinta crise é de cunho moral. Destrói tradições,
instituições e valores socialmente agregadores, como a família e
a amizade, indispensáveis à sobrevivência da espécie humana. A
sexta crise é de natureza existencial, despoja o ser humano do
próprio sentido da vida, como anotou o psiquiatra austríaco Viktor
Frankl, lançando-o num incessante ativismo frenético, privando-o
de sua dimensão espiritual e de sua paz interior. A sétima é a do
pensamento e do sentimento. Hoje, a humanidade pensa e sente
menos, o que explicaria a “fluidez da existência contemporânea”,
no dizer do sociólogo europeu Zygmunt Bauman, bem como o
mau gosto e a breguice dominantes na cultura, a exemplo da
política e das artes (vejam-se a qualidade dos parlamentos dos
países e as músicas que se ouvem).
Finalmente, há uma crise de fundo, base para todas as
demais: a de ética, ética que um dia nos salvou a espécie, sem a
qual não há futuro promissor para nós, humanos. Tudo isso se
resume numa grave crise cultural, que afeta todos os países e
aponta para o abismo.
Aonde vai a humanidade? Depende da compreensão
dessas crises, da vontade de mudar, de despertar para uma nova
cultura, a da vida, porque a que aí está se orienta para a morte,
não a da Terra e a dos outros seres vivos, que viverão melhor sem
nós, mas a nossa própria.
João Bosco Nogueira
Professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
Disponível em https://www20.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2017/01/12/noticiasjornalopinia o,3679334/aonde-vai-a-humanidade.shtml. Acesso em 14/11/2020.
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“A caracterização climática da região Nordeste é um pouco
complexa, conforme afirma Silva et al. (2008), pois constitui
domínio dos climas quentes de baixas latitudes, apresentando
temperaturas médias anuais sempre superiores a 18°C,
verificando-se desde territórios mais secos, no interior; até
mais úmidos, na costa leste da região.
No Nordeste Brasileiro (NEB), os principais mecanismos causadores de chuvas são os Sistemas Frontais, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e as perturbações ondulatórias no campo dos ventos alísios. O Estado da Paraíba é caracterizado por dois regimes de chuvas, um de fevereiro a maio, nas regiões do Alto Sertão, Sertão e Cariri/Curimataú; e o outro de abril a julho, no Agreste, Brejo e Litoral. Tais regiões homogêneas foram determinadas por Braga e Silva (1990) através de técnicas objetivas de análise multivariada, estendidas por Silva (1996), distribuídas no Litoral, Brejo, Agreste, Cariri/Curimataú, Sertão e Alto Sertão.”
Na Mata Paraibana, a umidade e os índices pluviométricos são mais elevados frente ao interior do Estado. Assinale a alternativa correta que apresenta um fenômeno que contribui para estes elevados índices no litoral paraibano.
No Nordeste Brasileiro (NEB), os principais mecanismos causadores de chuvas são os Sistemas Frontais, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e as perturbações ondulatórias no campo dos ventos alísios. O Estado da Paraíba é caracterizado por dois regimes de chuvas, um de fevereiro a maio, nas regiões do Alto Sertão, Sertão e Cariri/Curimataú; e o outro de abril a julho, no Agreste, Brejo e Litoral. Tais regiões homogêneas foram determinadas por Braga e Silva (1990) através de técnicas objetivas de análise multivariada, estendidas por Silva (1996), distribuídas no Litoral, Brejo, Agreste, Cariri/Curimataú, Sertão e Alto Sertão.”
Na Mata Paraibana, a umidade e os índices pluviométricos são mais elevados frente ao interior do Estado. Assinale a alternativa correta que apresenta um fenômeno que contribui para estes elevados índices no litoral paraibano.
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Leia o excerto escrito por F. Fernandes:
“A primeira parte conduz a uma conclusão negativa. Não se pode falar em ‘crise’ da democracia no Brasil, a menos que se pretenda, com isso, sugerir que as tendências em processo, de constituição da ordem social-democrática, estejam sendo neutralizadas ou contrariadas socialmente. A segunda parte conduz a uma conclusão positiva. As conclusões propriamente políticas para intensificar o desenvolvimento da democracia no Brasil existem, na realidade, embora devam ser apropriadas restritamente e aconselhem com certa prudência na focalização das potencialidades dinâmicas de alteração imediata ou a curto prazo da ordem social vigente.”
Fonte: FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. Global, 2008, p. 112-113.
A crise democrática no Brasil é um importante tema de estudo pelos intérpretes brasileiros. Sobre o tema, é correto afirmar que
“A primeira parte conduz a uma conclusão negativa. Não se pode falar em ‘crise’ da democracia no Brasil, a menos que se pretenda, com isso, sugerir que as tendências em processo, de constituição da ordem social-democrática, estejam sendo neutralizadas ou contrariadas socialmente. A segunda parte conduz a uma conclusão positiva. As conclusões propriamente políticas para intensificar o desenvolvimento da democracia no Brasil existem, na realidade, embora devam ser apropriadas restritamente e aconselhem com certa prudência na focalização das potencialidades dinâmicas de alteração imediata ou a curto prazo da ordem social vigente.”
Fonte: FERNANDES, Florestan. Mudanças sociais no Brasil. Global, 2008, p. 112-113.
A crise democrática no Brasil é um importante tema de estudo pelos intérpretes brasileiros. Sobre o tema, é correto afirmar que
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