Foram encontradas 85 questões.
Disciplina: Matemática
Banca: CONSULPAM
Orgão: Pref. Monte Azul Paulista-SP
- FundamentosUnidades de MedidaConversão de Medidas
- GeometriaGeometria PlanaTriângulosTriângulos RetângulosTeorema de Pitágoras
Sabe-se que 1 polegada mede 2,54 cm, então a medida em metros da diagonal de uma televisão de 50 polegadas é:
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Disciplina: Informática
Banca: CONSULPAM
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Com relação ao uso de correio eletrônico, responda às questões 13 e 14.
Suponha que um usuário enviou uma mensagem de email com os destinatários, conforme detalha a imagem a seguir:
Para: joão@prefeitura.br x Cc: patricia@prefeitura.br x Cco: antonio@prefeitura.br Reunião com a Secretária de Saúde |
Nessas condições, assinale a alternativa INCORRETA.
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Disciplina: Informática
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Em um documento no Word 2013, par inserir uma imagem que está no computador, são necessários os seguintes passos:
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Disciplina: Português
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- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração Coordenada
- SintaxeFrase, Oração e PeríodoOração Subordinada
- Semântica
Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
A relação sintático-semântica entre duas palavras do nome composto caçador-coletor é:
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Disciplina: Português
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Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
Entre as diversas afirmações que se podem fazer sobre os pirahãs, a única que está de acordo com o texto é:
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Disciplina: Português
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Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
Assinale a alternativa que classifica CORRETAMENTE oração destacada no trecho a seguir:
"os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferenças de cores"
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Disciplina: Português
Banca: CONSULPAM
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Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
Assinale a alternativa cuja asserção justifica CORRETAMENTE o emprego dos verbos conjugados no futuro do pretérito ao longo do texto.
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Disciplina: Português
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Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
Assinale a alternativa cujas orações NÃO estão relacionadas por meio de uma noção semântica de concessão.
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Disciplina: Português
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Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
O pronome demonstrativo presente no enunciado “A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado contar” remete a uma ideia expressada em um enunciado anterior, a qual está reformulada na alternativa:
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Disciplina: Português
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Daniel Everett define a linguagem como um fato cultural. Ou seja, uma língua humana reflete às necessidades e os valores culturais do povo que se utiliza da língua. Estruturada como instrumento cultural, a língua então se impõe sobre o pensamento e faz o falante de uma dada língua ver o mundo segundo a ótica de uma cultura. Em suma, uma cultura tem como efeito uma língua, que tem como efeito uma forma de pensar. Everett exemplifica sua hipótese com exemplos da língua pirahã. Os pirahãs habitam a floresta amazônica e vivem quase isolados. E uma população pequena, de menos de mil pessoas. Esse povo teve uma grande repercussão na mídia, anos atrás, em função de características da língua que eles falam. A língua pirahã não teria pouquíssimos termos de parentesco, e, segundo Everett, não possuiria nenhuma palavra específica para cores, nem para números ( nem mesmo os numerais um e dois). Também não haveria registros orais, na língua pirahã, de mitos da criação, que configurem uma mitologia ou religião específica. A resposta de Everett para isso é que a língua reflete a cultura do povo pirahã. este grupo de caçadores-coletores não possui quantidade relevante de nenhum bem material. São seminômades e carregam poucas coisas quando se deslocam. Culturalmentre, valorizam o aqui e o agora, as circunstâncias concretas da vida na selva tropical. Não valorizam o abstrato nem a quantificação. dado esse sistema cultural, os pirahãs não usariam nenhum tipo de numeração e não saberiam contar. Ainda segundo Everett, uma mãe pirahã não sabe dizer quantos filhos tem, embora saiba o nome de cada um deles. Houve várias tentativas de ensinar matemática elementar para os pirahãs, mas eles teriam apresentado muita dificuldade, em especial os adultos. A razão aparente para isso seria o fato de o pensamento deles não estar treinado para contar. E não estaria treinado porque a língua não tem números que seja aprendidos. Segundo Everett, a razão última dessa inexistência de números é que, para a cultura pirahã, a contagem de coisas é um processo irrelevante e que, por isso, não faz sentindo para eles. Everett toma cuidado de dizer que nem sempre a ausência de palavra (como no caso dos números) tem como efeito a inexistência dos conceitos correspondentes. Por exemplo, não haveria palavras específicas para cores na língua pirahã, mas os pirahãs são perfeitamente capazes de identificar diferentes cores, quando são feitos os devidos testes. Assim, há conceitos (as diferentes cores) que existem no pensamento, independentemente de não existirem na linguagem. Já que no caso dos números, a inexistência de quantificação e contagem reflete a falta de valor cultural dessas operaçõoes cognitivas para o povo pirahã.
Fonte: MOURA, Heronides; CAMBRUSSI, Morgana. Uma breve história da linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
Considerando as marcas linguísticas presentes no cotexto e no paratexto, pode-se afirmar que o objetivo principal do texto acima é:
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