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Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A literatura brasileira sobre a evasão no ensino superior frequentemente emprega o termo de forma genérica, sem delimitar as especificidades do desligamento discente. Segundo o texto, essa imprecisão conceitual acarreta, principalmente, a seguinte consequência teórica e metodológica:
 

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Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A literatura sobre a evasão no ensino superior tem avançado na superação de diagnósticos genéricos ao propor tipologias capazes de conferir maior precisão analítica ao fenômeno. Com base na evolução conceitual e nos aspectos metodológicos descritos no texto, analise as partes que seguem:

(1ª parte): A expansão e mercantilização do ensino superior impossibilitam a aplicação de indicadores padronizados de evasão entre diferentes tipos de instituições.
(2ª parte): A limitação no acesso a dados é apontada como uma das razões pelas quais a maioria das pesquisas foca majoritariamente na evasão de curso.
(3ª parte): Tratar a evasão como um evento uniforme é uma limitação de abordagens tradicionais que vem sendo superada pela inclusão de dimensões como granularidade e temporalidade.

Pode-se afirmar que:
 

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4274386 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
A organização das cidades italianas em cidades-Estados ou em repúblicas independentes começa a manifestar-se, desde o século XI, através das lutas das comunidades citadinas contra os senhores feudais que se arrogavam poderes, tutelas e direitos sobre elas. O aumento da prosperidade econômica das cidades mercantis italianas provocou como uma de suas consequências:
 

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4274385 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
A Revolução do Haiti teve início em um contexto de intensas tensões sociais na colônia francesa de São Domingos. Um dos fatores que contribuiu para a eclosão da revolta escrava, em 1791, foi:
 

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4274384 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
Embora rica em carvão, a Alemanha não contava com poços de petróleo. Sem colônias, não podia produzir durante a guerra borracha, estanho e outras mercadorias, que vinham principalmente das regiões dos trópicos. O pacto secreto firmado entre Alemanha e União Soviética, em 1939, surpreendeu muitos líderes europeus, principalmente, porque:
 

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4274383 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
A tarefa do historiador consiste na exposição do acontecimento. Tanto maior será seu sucesso quanto mais pura e completa possível for esta exposição. Esta é a primeira inevitável exigência de seu ofício e, simultaneamente, o que ele pode pretender de mais elevado. Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo historiador, ao reconstruir os acontecimentos do passado, é que:
 

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4274382 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
No contexto do século XIX, o surgimento do nacionalismo árabe foi influenciado por diferentes fatores relacionados às comunidades cristãs da Grande Síria. Diante disso, analise as afirmativas a seguir:

I. O sistema Millet concedia autonomia a diversas comunidades cristãs dentro do Império Otomano.
II. Missionários americanos e europeus fundaram escolas que ampliaram o acesso à educação entre os cristãos falantes de árabe.
III. Os cristãos da Grande Síria demonstravam, desde o início do século XIX, forte lealdade política ao Império Otomano.

Estão CORRETAS:
 

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4274381 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
Em meados de outubro de 1969, Costa e Silva ainda vivia, mas sem possibilidades de recuperação. Após o afastamento definitivo de Artur da Costa e Silva, a Junta Militar declarou vagos os cargos de presidente e vice-presidente da República. Em seguida:
 

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4274380 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
No Brasil, há teóricos que apontam que os anos 1964 a 1968 não podem ser considerados como ditadura, no sentido da etimologia política desse conceito. O Congresso Nacional manteve-se aberto, assim como as Assembleias Legislativas e as Câmaras de Vereadores. Sobre a vida cultural e a liberdade de expressão nesse período, analise as afirmativas abaixo:

I. Jornais de oposição denunciavam problemas do regime, e editoras continuaram publicando livros, embora sofressem perseguições.
II. O Cinema Novo produziu obras críticas ao regime militar, algumas das quais receberam reconhecimento nacional e internacional.
III. A produção artística foi totalmente interrompida pela censura, impossibilitando a realização de festivais de música e a exibição de filmes.

Estão CORRETAS:
 

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4274379 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: Legalle
Orgão: Pref. Morro Redondo-RS
Na década de 1980, durante o governo de Ronald Reagan, uma das principais justificativas para a adoção de políticas econômicas neoliberais nos Estados Unidos foi a ideia de que:
 

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