Foram encontradas 40 questões.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Tipos de evasão no ensino superior
A evasão no ensino superior é um fenômeno
amplamente reconhecido como um dos maiores desafios
enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas
educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema
assume proporções ainda mais preocupantes, dada a
complexidade das desigualdades sociais, econômicas e
regionais que caracterizam o país. A literatura
especializada converge para a ideia de que a evasão é um
fenômeno multifacetado, envolvendo interações
dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e
contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na
diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes
que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e
metodológicas robustas para sua compreensão.
A análise dos tipos de evasão revela que diferentes
formas de abandono ou migração no ensino superior
estão associadas a causas específicas, que demandam
intervenções igualmente específicas. A evasão de curso
pode estar relacionada a questões vocacionais ou
acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir
insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores
oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica,
considerada a mais grave, indica uma desistência completa
do sistema educacional superior e está frequentemente
associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.
Diante desse cenário, torna-se essencial
compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao
longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como
granularidade (curso, instituição e sistema) e
temporalidade (imediata, temporária e definitiva),
juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas
dimensões permitem uma caracterização mais precisa do
fenômeno, superando as limitações das abordagens
tradicionais que tratam a evasão como um evento
uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão
no contexto brasileiro é fundamental para identificar os
fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas
taxas de abandono no ensino superior.
Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão
no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma
genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno
específico está se referindo. A esmagadora maioria das
pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns
casos, da evasão de instituição) devido à restrição de
acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente
explicitada de forma sistemática. Como resultado,
fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma
denominação, dificultando a comparação entre estudos e
a acumulação de conhecimento no campo.
Nesse contexto, a construção de uma tipologia de
evasão constitui uma contribuição relevante ao propor
uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao
distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia
permite que pesquisas empíricas explicitem com maior
clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada,
aumentando a comparabilidade entre estudos que
investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo,
evitando a comparação indevida entre resultados que se
referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um
esforço de uniformização conceitual que contribui para
maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no
ensino superior.
Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um
arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases
empíricas e acomodar outras dimensões e recortes
analíticos relevantes, como forma de ingresso;
participação em programas específicos; recortes de raça,
gênero e origem geográfica; bem como a crescente
diferenciação institucional associada à expansão e à
mercantilização da oferta de ensino superior, já que é
possível calcular indicadores para cada uma dessas
perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões
sejam incorporadas de forma explícita à análise, a
tipologia entrega maior transparência na especificação do
objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação
entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.
Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino
superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc.,
Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Tipos de evasão no ensino superior
A evasão no ensino superior é um fenômeno
amplamente reconhecido como um dos maiores desafios
enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas
educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema
assume proporções ainda mais preocupantes, dada a
complexidade das desigualdades sociais, econômicas e
regionais que caracterizam o país. A literatura
especializada converge para a ideia de que a evasão é um
fenômeno multifacetado, envolvendo interações
dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e
contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na
diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes
que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e
metodológicas robustas para sua compreensão.
A análise dos tipos de evasão revela que diferentes
formas de abandono ou migração no ensino superior
estão associadas a causas específicas, que demandam
intervenções igualmente específicas. A evasão de curso
pode estar relacionada a questões vocacionais ou
acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir
insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores
oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica,
considerada a mais grave, indica uma desistência completa
do sistema educacional superior e está frequentemente
associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.
Diante desse cenário, torna-se essencial
compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao
longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como
granularidade (curso, instituição e sistema) e
temporalidade (imediata, temporária e definitiva),
juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas
dimensões permitem uma caracterização mais precisa do
fenômeno, superando as limitações das abordagens
tradicionais que tratam a evasão como um evento
uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão
no contexto brasileiro é fundamental para identificar os
fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas
taxas de abandono no ensino superior.
Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão
no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma
genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno
específico está se referindo. A esmagadora maioria das
pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns
casos, da evasão de instituição) devido à restrição de
acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente
explicitada de forma sistemática. Como resultado,
fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma
denominação, dificultando a comparação entre estudos e
a acumulação de conhecimento no campo.
Nesse contexto, a construção de uma tipologia de
evasão constitui uma contribuição relevante ao propor
uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao
distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia
permite que pesquisas empíricas explicitem com maior
clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada,
aumentando a comparabilidade entre estudos que
investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo,
evitando a comparação indevida entre resultados que se
referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um
esforço de uniformização conceitual que contribui para
maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no
ensino superior.
Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um
arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases
empíricas e acomodar outras dimensões e recortes
analíticos relevantes, como forma de ingresso;
participação em programas específicos; recortes de raça,
gênero e origem geográfica; bem como a crescente
diferenciação institucional associada à expansão e à
mercantilização da oferta de ensino superior, já que é
possível calcular indicadores para cada uma dessas
perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões
sejam incorporadas de forma explícita à análise, a
tipologia entrega maior transparência na especificação do
objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação
entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.
Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino
superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc.,
Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
(1ª parte): A expansão e mercantilização do ensino superior impossibilitam a aplicação de indicadores padronizados de evasão entre diferentes tipos de instituições.
(2ª parte): A limitação no acesso a dados é apontada como uma das razões pelas quais a maioria das pesquisas foca majoritariamente na evasão de curso.
(3ª parte): Tratar a evasão como um evento uniforme é uma limitação de abordagens tradicionais que vem sendo superada pela inclusão de dimensões como granularidade e temporalidade.
Pode-se afirmar que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A organização das cidades italianas em
cidades-Estados ou em repúblicas independentes começa
a manifestar-se, desde o século XI, através das lutas das
comunidades citadinas contra os senhores feudais que se
arrogavam poderes, tutelas e direitos sobre elas.
O
aumento da prosperidade econômica das cidades
mercantis italianas provocou como uma de suas
consequências:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A Revolução do Haiti teve início em um
contexto de intensas tensões sociais na colônia francesa
de São Domingos. Um dos fatores que contribuiu para
a
eclosão da revolta escrava, em 1791, foi:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
- História GeralSegunda Grande Guerra – 1939-1945
- História GeralConflitos/Revoluções/Guerras 2Período Entre-Guerras: Totalitarismos
Embora rica em carvão, a Alemanha não
contava com poços de petróleo. Sem colônias, não podia
produzir durante a guerra borracha, estanho e outras
mercadorias, que vinham principalmente das regiões dos
trópicos. O pacto secreto firmado entre Alemanha e União
Soviética, em 1939, surpreendeu muitos líderes europeus,
principalmente, porque:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
A tarefa do historiador consiste na exposição
do acontecimento. Tanto maior será seu sucesso quanto
mais pura e completa possível for esta exposição. Esta é a
primeira inevitável exigência de seu ofício e,
simultaneamente, o que ele pode pretender de mais
elevado. Uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo
historiador, ao reconstruir os acontecimentos do passado,
é que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
No contexto do século XIX, o surgimento do
nacionalismo árabe foi influenciado por diferentes fatores
relacionados às comunidades cristãs da Grande Síria.
Diante disso, analise as afirmativas a seguir:
I. O sistema Millet concedia autonomia a diversas comunidades cristãs dentro do Império Otomano.
II. Missionários americanos e europeus fundaram escolas que ampliaram o acesso à educação entre os cristãos falantes de árabe.
III. Os cristãos da Grande Síria demonstravam, desde o início do século XIX, forte lealdade política ao Império Otomano.
Estão CORRETAS:
I. O sistema Millet concedia autonomia a diversas comunidades cristãs dentro do Império Otomano.
II. Missionários americanos e europeus fundaram escolas que ampliaram o acesso à educação entre os cristãos falantes de árabe.
III. Os cristãos da Grande Síria demonstravam, desde o início do século XIX, forte lealdade política ao Império Otomano.
Estão CORRETAS:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Em meados de outubro de 1969, Costa e Silva
ainda vivia, mas sem possibilidades de recuperação. Após
o afastamento definitivo de Artur da Costa e Silva, a Junta
Militar declarou vagos os cargos de presidente e vice-presidente da República. Em seguida:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
No Brasil, há teóricos que apontam que os
anos 1964 a 1968 não podem ser considerados como
ditadura, no sentido da etimologia política desse conceito.
O Congresso Nacional manteve-se aberto, assim como as
Assembleias Legislativas e as Câmaras de Vereadores.
Sobre a vida cultural e a liberdade de expressão nesse
período, analise as afirmativas abaixo:
I. Jornais de oposição denunciavam problemas do regime, e editoras continuaram publicando livros, embora sofressem perseguições.
II. O Cinema Novo produziu obras críticas ao regime militar, algumas das quais receberam reconhecimento nacional e internacional.
III. A produção artística foi totalmente interrompida pela censura, impossibilitando a realização de festivais de música e a exibição de filmes.
Estão CORRETAS:
I. Jornais de oposição denunciavam problemas do regime, e editoras continuaram publicando livros, embora sofressem perseguições.
II. O Cinema Novo produziu obras críticas ao regime militar, algumas das quais receberam reconhecimento nacional e internacional.
III. A produção artística foi totalmente interrompida pela censura, impossibilitando a realização de festivais de música e a exibição de filmes.
Estão CORRETAS:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Na década de 1980, durante o governo de
Ronald Reagan, uma das principais justificativas para a
adoção de políticas econômicas neoliberais nos Estados
Unidos foi a ideia de que:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
Cadernos
Caderno Container