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3201731 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
Quanto à classe gramatical das palavras sublinhadas, tem-se a correspondência INDEVIDA em:
 

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3201730 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
No excerto “– Você enlouqueceu?” (12º§), é possível afirmar que a interrogativa revela:
 

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3201729 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
“Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.” (19º§) As ações verbais grifadas, nesse contexto, indicam:
 

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3201728 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
A alternativa em que a oração assinalada expressa ideia de comparação é:
 

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3201727 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
“Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:” (1º§) É possível deduzir que o personagem do conto, ao perguntar “com o canto da boca”, agiu de maneira
 

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3201726 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
Considerando o contexto em que estão inseridas, as palavras grifadas podem ser substituídas pelas expressões indicadas, conservando o mesmo sentido. No entanto, isso NÃO ocorre em:
 

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3201725 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
Luís Fernando Veríssimo é um escritor brasileiro. Famoso por suas crônicas e contos de humor é também jornalista, tradutor, roteirista de programas para televisão e músico. Levando-se em consideração as ideias evidenciadas ao longo do texto, há marcas de humor em:
 

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3201724 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
Beijos
      Esforçava-se para ser um homem moderno, mas tinha dificuldade com o protocolo. Não sabia, por exemplo, a quem beijar.
Quando via aproximar-se uma conhecida do casal, perguntava para a mulher, apreensivo, com o canto da boca:
     – Essa eu beijo?
      Nunca se lembrava. Para simplificar, começou a beijar todas. Conhecidas ou não. Quando lhe apresentavam uma mulher, em vez do aperto de mão, lhe aplicava dois beijos. “Muito prazer!”
    A quantidade era outro problema. Já tinha dominado os dois beijos, estava confortável com os dois beijos, quando a moda passou a ser três. A mulher, uma vez, observou:
        – Não sabia que você era tão amigo da Leonor.
       – Beijo todas!
       – Mas quatro beijos!
       – Me passei na conta.
       Era difícil. Às vezes ele partia para o terceiro beijo e a beijada não esperava. Ou então ela esperava e ele não dava, e quando ele voltava para o terceiro ela já recuara. O problema da vida, pensava, é que a vida não é coreografada.
        Aí os homens começaram a se beijar. Tudo bem. Seu lema passou a ser: se me beijarem eu beijo, mas não tomo a iniciativa. Sua vida social complicou-se. Quando chegavam numa reunião, fazia um rápido levantamento. Essa eu beijo duas vezes, essa três, esse me beija, esse não me beija, aquele já está me beijando três vezes... Quando, no seu grupo, as pessoas começavam a se cumprimentar com beijos na boca, ele se desesperou.
         Naquela noite, na volta de uma festa de casamento, a mulher comentou:
         – Você enlouqueceu?
         – Me descontrolei, pronto.
         – Você beijou todo mundo.
        – Todo mundo estava beijando todo mundo.
        – Você beijou homem na boca.
        – Espera aí. Foi por engano. E foi um homem só.
        – Mas logo o padre!
        Tomado de uma espécie de frenesi, depois de beijar uma fileira de conhecidos e desconhecidos, ele dobrara o padre pela cintura e o beijara longamente, como no cinema antigo.
(VERÍSSIMO, Luís Fernando. A mulher do Silva. Porto Alegre, L&PM, 1984. p. 40-1)
É possível inferir que a principal ideia do texto é:
 

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3202159 Ano: 2024
Disciplina: Informática
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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O Departamento financeiro de determinado órgão público está elaborando uma extensa planilha no Excel com várias páginas. A fim de garantir que os títulos das colunas, localizados na primeira linha, sejam impressos em todas as páginas para facilitar a compreensão dos dados, qual é o caminho correto para acessar essa ferramenta?
Questão Anulada

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3202158 Ano: 2024
Disciplina: Administração Geral
Banca: Consulplan
Orgão: Pref. Nova Iguaçu-RJ
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A ABNT NBR ISO 9001:2015 especifica os requisitos destinados para assegurar a qualidade dos processos e dar confiança aos produtos e serviços fornecidos por uma organização. Seu principal objetivo é proporcionar uma gestão de qualidade eficaz, com foco na conformidade dos produtos e serviços que aumentem a satisfação do cliente e na melhoria contínua.

(CARPINETTI, GEROLAMO, 2016.)


A ABNT NBR ISO 9001:2015 apresenta princípios da gestão da qualidade, dentre os quais está correto o seguinte Princípio:
Questão Anulada

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