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Foram encontradas 78 questões.

INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.
“Receitamos remédios psiquiátricos a gente saudável”, diz o médico Allen Frances
O psiquiatra americano Allen Frances acha que usamos remédios demais, e para tratar gente que passaria bem sem eles. Frances é professor emérito da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1980 e 1990, participou da elaboração do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), um livro publicado pela Sociedade Americana de Psiquiatria que relaciona transtornos mentais diagnosticáveis e faz recomendações de como tratá-los. A equipe que ele liderou foi a responsável por incluir problemas como Asperger – uma forma branda de autismo – e transtorno bipolar ao rol de vilões para quais os médicos deveriam atentar. A intenção foi boa. O resultado, diz ele, o pior possível.
No início dos anos 1990, o DSM se tornara tão influente no mundo todo, que cada novo acréscimo à lista de doenças era seguido por uma explosão de diagnósticos errados. Os pacientes pensavam sofrer das novas doenças. Os médicos, que interpretavam mal o manual, achavam o mesmo. O resultado: pessoas saudáveis foram consideradas doentes – e passaram a receber medicamentos dos quais não precisavam. “Tratamos pessoas que estão, essencialmente, bem. Mas que estão vivendo sob circunstâncias difíceis”, diz ele. Frances reuniu suas críticas à medicalização excessiva em um livro – Voltando ao normal (Versal Editores, 365 páginas), lançado neste ano no Brasil. Segundo ele, desenvolvemos o mau hábito de medicar a angústia provocada por problemas alheios a nossa vontade – como o desemprego ou a instabilidade política em um país – em lugar de reservar as pílulas para o tratamento de doenças psiquiátricas reais.
Em entrevista à ÉPOCA, o médico falou sobre os males da medicalização excessiva, a influência da indústria farmacêutica e sobre como descobriu sofrer de um transtorno mental questionável: o transtorno da compulsão alimentar periódica.
ÉPOCA – O senhor ajudou a escrever um guia, o DSM, que, de certa maneira, tem a difícil missão de definir o que é um comportamento normal e o que é um transtorno mental. Como distinguir o que é normal do que não é?
Allen Frances – O problema é que não existe uma fronteira clara que separe essas duas condições, o que é normaleoquenãoé.Ansiedadeeangústiasãofenômenos inerentes à condição humana. Determinar qual tipo e qual nível de angústia constitui um transtorno psiquiátrico foge ao trivial. Os médicos e cientistas conseguem ser muito claros e precisos ao diagnosticar problemas psiquiátricos severos. Temos tratamentos para esses males, como a esquizofrenia. Tratamentos muito eficientes, mas que recebem pouco financiamento no mundo. De outro lado, tentar distinguir as angústias provocadas pela vida cotidiana de uma doença psiquiátrica é algo quase virtualmente impossível. E, comumente, essa tentativa leva a um uso excessivo de medicamentos. Tratamos pessoas que estão, essencialmente, bem.
Mas que estão vivendo sob circunstâncias difíceis. Tome o exemplo do Brasil. É um país que passou por muitos problemas econômicos e políticos recentemente. Onde as pessoas têm de lidar com o estresse gerado por epidemias de dengue e zika. Muitas pessoas podem estar se sentindo angustiadas, por causa de um ou mais desses fatores. A solução fácil – e enganadora – é justamente tomar uma pílula para tentar lidar melhor com essa inquietação. Mas ainda não temos sinais de que existe uma pílula para cada um dos nossos problemas.
ÉPOCA – As pessoas se sentem melhor ao tomar essas pílulas, mesmo sem precisar delas?
Allen Frances – As pesquisas mostram que a resposta dessas pessoas aos remédios não é muito maior do que a resposta a um placebo. Muitas pessoas que tomam uma pílula acabam se sentindo melhor. Mas isso não é resultado do princípio ativo da pílula. A melhora é resultado da expectativa de que o remédio vai funcionar. Ou da resiliência que surge com a passagem do tempo. Se você tomar um remédio no pior dia da sua vida, quando as coisas melhorarem, você vai achar que seu humor melhorou graças ao remédio. Foi a vida que ficou melhor. Tratar as dificuldades do dia a dia como se fossem uma “epidemia de ansiedade” pode, na verdade, aumentar o rol de problemas já enfrentados pelas pessoas. O melhor que temos a fazer é buscar soluções sociais mais eficientes, em lugar de melhores soluções médicas. Medicalizar problemas sociais frequentemente leva a negligenciar esses problemas sociais. E isso pode causar mais prejuízo que ajudar.
[...]
Disponível em: <https://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/09/
receitamos-remedios-psiquiatricos-gente-saudavel-diz-medico-
allen-frances.html>. Acesso em: 25 jul. 2019.
Releia o trecho a seguir.
“O psiquiatra americano Allen Frances acha que usamos remédios demais, e para tratar gente que passaria bem sem eles.”
A ideia sintetizada nesse trecho também está presente em:
 

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INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.
“Receitamos remédios psiquiátricos a gente saudável”, diz o médico Allen Frances
O psiquiatra americano Allen Frances acha que usamos remédios demais, e para tratar gente que passaria bem sem eles. Frances é professor emérito da Universidade Duke, nos Estados Unidos. Entre as décadas de 1980 e 1990, participou da elaboração do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), um livro publicado pela Sociedade Americana de Psiquiatria que relaciona transtornos mentais diagnosticáveis e faz recomendações de como tratá-los. A equipe que ele liderou foi a responsável por incluir problemas como Asperger – uma forma branda de autismo – e transtorno bipolar ao rol de vilões para quais os médicos deveriam atentar. A intenção foi boa. O resultado, diz ele, o pior possível.
No início dos anos 1990, o DSM se tornara tão influente no mundo todo, que cada novo acréscimo à lista de doenças era seguido por uma explosão de diagnósticos errados. Os pacientes pensavam sofrer das novas doenças. Os médicos, que interpretavam mal o manual, achavam o mesmo. O resultado: pessoas saudáveis foram consideradas doentes – e passaram a receber medicamentos dos quais não precisavam. “Tratamos pessoas que estão, essencialmente, bem. Mas que estão vivendo sob circunstâncias difíceis”, diz ele. Frances reuniu suas críticas à medicalização excessiva em um livro – Voltando ao normal (Versal Editores, 365 páginas), lançado neste ano no Brasil. Segundo ele, desenvolvemos o mau hábito de medicar a angústia provocada por problemas alheios a nossa vontade – como o desemprego ou a instabilidade política em um país – em lugar de reservar as pílulas para o tratamento de doenças psiquiátricas reais.
Em entrevista à ÉPOCA, o médico falou sobre os males da medicalização excessiva, a influência da indústria farmacêutica e sobre como descobriu sofrer de um transtorno mental questionável: o transtorno da compulsão alimentar periódica.
ÉPOCA – O senhor ajudou a escrever um guia, o DSM, que, de certa maneira, tem a difícil missão de definir o que é um comportamento normal e o que é um transtorno mental. Como distinguir o que é normal do que não é?
Allen Frances – O problema é que não existe uma fronteira clara que separe essas duas condições, o que é normaleoquenãoé.Ansiedadeeangústiasãofenômenos inerentes à condição humana. Determinar qual tipo e qual nível de angústia constitui um transtorno psiquiátrico foge ao trivial. Os médicos e cientistas conseguem ser muito claros e precisos ao diagnosticar problemas psiquiátricos severos. Temos tratamentos para esses males, como a esquizofrenia. Tratamentos muito eficientes, mas que recebem pouco financiamento no mundo. De outro lado, tentar distinguir as angústias provocadas pela vida cotidiana de uma doença psiquiátrica é algo quase virtualmente impossível. E, comumente, essa tentativa leva a um uso excessivo de medicamentos. Tratamos pessoas que estão, essencialmente, bem.
Mas que estão vivendo sob circunstâncias difíceis. Tome o exemplo do Brasil. É um país que passou por muitos problemas econômicos e políticos recentemente. Onde as pessoas têm de lidar com o estresse gerado por epidemias de dengue e zika. Muitas pessoas podem estar se sentindo angustiadas, por causa de um ou mais desses fatores. A solução fácil – e enganadora – é justamente tomar uma pílula para tentar lidar melhor com essa inquietação. Mas ainda não temos sinais de que existe uma pílula para cada um dos nossos problemas.
ÉPOCA – As pessoas se sentem melhor ao tomar essas pílulas, mesmo sem precisar delas?
Allen Frances – As pesquisas mostram que a resposta dessas pessoas aos remédios não é muito maior do que a resposta a um placebo. Muitas pessoas que tomam uma pílula acabam se sentindo melhor. Mas isso não é resultado do princípio ativo da pílula. A melhora é resultado da expectativa de que o remédio vai funcionar. Ou da resiliência que surge com a passagem do tempo. Se você tomar um remédio no pior dia da sua vida, quando as coisas melhorarem, você vai achar que seu humor melhorou graças ao remédio. Foi a vida que ficou melhor. Tratar as dificuldades do dia a dia como se fossem uma “epidemia de ansiedade” pode, na verdade, aumentar o rol de problemas já enfrentados pelas pessoas. O melhor que temos a fazer é buscar soluções sociais mais eficientes, em lugar de melhores soluções médicas. Medicalizar problemas sociais frequentemente leva a negligenciar esses problemas sociais. E isso pode causar mais prejuízo que ajudar.
[...]
Disponível em: <https://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/09/
receitamos-remedios-psiquiatricos-gente-saudavel-diz-medico-
allen-frances.html>. Acesso em: 25 jul. 2019.
Segundo o entrevistado, pessoas que não possuem transtornos psiquiátricos podem apresentar melhora na forma como se sentem após serem tratadas com medicamentos.
São causas dessa melhora, exceto:
 

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Assinale a alternativa na qual a concordância dos verbos está de acordo com a norma-padrão.
 

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Leia os trechos de entrevistas de sobreviventes do rompimento da barragem do Fundão.
“Eu cheguei a um quadro alguns meses atrás que parecia que viver ou morrer era a mesma coisa. Perdi a vontade, a perspectiva foi a zero. Mas quando tenho esses pensamentos, eu lembro do meu pai que está com 88 anos e vai precisar muito de mim ainda. Nós morávamos a 10 metros de distância. Hoje ele está em outra casa, e eu estou a dois quilômetros dele. Ele chora por causa dessa situação e aquilo corta o coração da gente.” “O ócio é muito triste. As pessoas estão em um processo de adoecimento porque, na cidade, o modo de vida é completamente alterado. E além de terem perdido suas atividades cotidianas, os vizinhos não se encontram mais. Algumas situações, como o alcoolismo, já existiam na comunidade, mas foram aguçadas após o rompimento da barragem.” “Ela já morava na parte alta de Gesteira, que não foi afetada, mas tinha uma relação muito forte com a casa onde eu morava, que tinha sido dos meus avós. Ela ia lá todos os dias, ajudava a cuidar da casa e do meu tio, que morava comigo e tem problemas mentais. Ela acabou tendo um problema de depressão muito forte. E até hoje não foi reconhecida como atingida.” Disponível em: <https://goo.gl/YTCrEC>. Acesso em: 3 nov. 2018 (Adaptação).

Os relatos acerca das consequências do rompimento da barragem de Fundão no município de Mariana, Minas Gerais, ocorrido em novembro de 2015, revelam que, além dos prejuízos materiais, parte das vítimas do acidente
 

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160883 Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Nova Serrana-MG
A grande circulação de notícias falsas pelas redes sociais de maneira geral, e principalmente em momentos eleitorais, como vivido pelo Brasil recentemente e pelos EUA em 2016, tem chamado atenção principalmente no sentido de identificar os seus autores e promover sua disseminação.
Entre os recursos para esconder os autores e promover a disseminação das fake news, tem-se a
 

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160882 Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Nova Serrana-MG
Uma mulher, que não teve idade informada, foi vítima de tentativa de feminicídio na manhã desta segunda-feira (15 de outubro) em Nova Serrana. De acordo com as primeiras informações da Polícia Militar (PM), a vítima chegava para trabalhar quando o ex-companheiro se aproximou do local e atirou contra ela.
Disponível em:<https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/> . Acesso em: 23 jan. 2018.
O trecho da reportagem se refere a uma tentava de feminicídio.
Esse tipo de crime é compreendido como
 

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160879 Ano: 2019
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: FUNDEP
Orgão: Pref. Nova Serrana-MG
“De acordo com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater - MG), existem aproximadamente 30 mil produtores de queijos artesanais [...], que atuam em 503 municípios do Estado. Isto gera uma produção diária de 250 toneladas de queijos artesanais por dia.”
“Yes, nós temos queijos diversos, de tradição e qualidade”. Jornal O Tempo, seção Gastrô, 17 fev. 2019, p. 8.
De acordo com a matéria do jornal O Tempo, o queijo artesanal mineiro tem alcançado reconhecimento também em concursos internacionais. Além disso, ele é considerado patrimônio cultural imaterial porque é um produto
 

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Leia o gráfico a seguir

enunciado 160881-1
GUIA DO ESTUDANTE ATUALIDADES VESTIBULAR + ENEM. Ed. 28. São Paulo: Editora Abril, 2º Semestre 2018 (Adaptação).

Com base na tabela anterior, analise as seguintes afirmativas sobre o comércio exterior brasileiro, entre os anos de 2007 e 2017, e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.
( )Em 2011, embora o Brasil tenha batido recorde de exportações, o grande volume de importações impediu a ocorrência de superávit. ( )Em 2013, houve um recorde de importação, o que gerou um saldo negativo de quase 4 bilhões de dólares, pior resultado de todo o período retratado. ( )Em 2017, ocorreu um superávit recorde, alcançado, principalmente, com a exportação de commodities, como soja e petróleo bruto. ( )Em 2014, ocorreu o único déficit do período, consequência, entre outras razões, do grande volume importado de produtos industrializados de alto valor agregado.

Assinale a sequência correta.
Questão Anulada

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