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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Os termos “mesmo” (L.3) e “por exemplo” (L.7/8), respectivamente, expressam ideias:

 

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AS QUESTÕES DE 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO

TEXTO

  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Completa o sentido de um verbo o termo transcrito em:

 

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  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

No texto,

 

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  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

Expressa uma relação de causa e consequência, respectivamente, o trecho em destaque na alternativa:

 

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  1. A educação brasileira recebe investimento alto, porém é carente de qualidade. São cerca de 6,4%
  2. do PIB investidos em educação, correspondendo a cerca de 17% do gasto público total (2012). Tal valor está
  3. acima da média mundial levantada pela OCDE (cerca de 12%), e mesmo assim, alguns problemas estruturais
  4. persistem. Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de
  5. informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por
  6. mês, trabalhando 40 horas semanais. 6
  7. Na esfera pública, é comum haver atrasos em repasses para os governos. Em maio de 2018, por
  8. exemplo, foi organizada uma Comissão Externa na Câmara dos Deputados para apurar o motivo de recursos
  9. do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
  10. Educação (FUNDEB) ainda não terem chegado ao seu destino. Em função de um erro de cálculo do Tribunal
  11. de Contas da União (TCU), municípios receberam cerca de R$ 90 bilhões a menos do que deveriam, o que
  12. representa um rombo considerável para as gestões municipais. Somado a isso, existem procedimentos de
  13. registro de aula e frequência, além de formas de documentação das práticas docentes, que exigem grande
  14. atenção da equipe escolar. Essa alta demanda de tempo dos profissionais é explicado por, na maioria das
  15. escolas, tais documentos ainda serem escritos à mão, demandando que funcionários das secretarias gastem
  16. muito tempo transferindo os dados para um sistema unificado. Este é um exemplo real de burocracia que
  17. ainda persiste e que poderia ser substituído por um programa de computador único, integrado e nacional, por
  18. exemplo.
  19. Além disso, embora os órgãos educacionais em todas as esferas possuam atribuições próprias, eles
  20. compartilham a responsabilidade de gerir a educação brasileira, ou seja, de mantê-la coesa. Isso significa que
  21. os órgãos educacionais precisam dialogar e estabelecer uma linha de ordem para que a comunicação entre
  22. eles seja efetiva, existindo, então, uma hierarquização dentro da federação. No caso, o Ministério da
  23. Educação (MEC) e a União são aqueles que detém maior autonomia em relação aos outros. “Descendo” na
  24. pirâmide organizacional, tem-se o nível estadual e, então, chega-se às redes municipais, que dependem das
  25. decisões das demais esferas para que possam funcionar. A lógica dessa hierarquização, em termos de manter
  26. a educação coesa, faz sentido, porém ela não é claramente aplicada.
  27. Existem cidades onde as redes estadual e municipal ofertam ensino fundamental, que acabam
  28. competindo pelo mesmo público e, consequentemente, gerando vagas que não são ocupadas. Existem,
  29. também, muitos processos de autorização ou burocratização entre os agentes coordenadores da educação
  30. brasileira, o que pode fazer com que muitos programas federais demorem a chegar a todas as escolas. Essa
  31. burocracia gera um “bloqueio” no sentido de que a educação brasileira é pouco adaptável às necessidades de
  32. cada geração e vem seguindo um mesmo modelo há décadas.
  33. Não é preciso ir muito longe para ver que é possível encontrar soluções para muitos dilemas
  34. internos e externos da educação brasileira. Em Santo André (SP), durante o ano de 2014, creches e escolas da
  35. cidade elegeram representantes infantis para fazerem parte da discussão sobre educação na prefeitura,
  36. durante as plenárias sobre orçamento participativo. Após 30 representantes da cidade serem eleitos, usando
  37. até recursos de urna eletrônica, os mesmos diagnosticaram nas escolas e bairros problemas enfrentados pelas
  38. crianças e trouxeram suas reivindicações em desenhos. Naquele ano, 66 propostas para a Câmara Municipal
  39. foram encaminhadas pelos meninos. Será que ouvir os estudantes não pode ajudar a resolver problemas
  40. estruturais e gritantes desse sistema? Afinal, o que os estudantes têm a dizer sobre o meio em que convivem
  41. todos os dias?


FONTE: https://www.politize.com.br/educacao-brasileira-realidade-e-desafios/

" Os mais comuns são a falta de professores, bibliotecas, quadras esportivas e laboratórios de informática. Além disso, 99% dos professores do ensino básico no país ganham menos de R$ 3,5 mil por mês, trabalhando 40 horas semanais." (L.4/6)

Com a declaração em destaque, o articulista

 

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Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais – Meio Ambiente, “a opção pelo trabalho com o tema Meio Ambiente traz a necessidade de aquisição de conhecimento e informação por parte da escola para que se possa desenvolver um trabalho adequado junto dos alunos” (BRASIL, 1997, p. 30). Assim, as experiências escolares devem se organizar de forma a gerar oportunidades para que o aluno possa utilizar o conhecimento sobre Meio Ambiente para compreender a sua realidade e atuar sobre a mesma. Sobre o documento citado acima, analise as afirmativas abaixo:

I. O professor deve, sempre que possível, possibilitar a aplicação dos conhecimentos à realidade local, para que o aluno se sinta potente, com uma contribuição a dar, por pequena que seja, para que possa exercer sua cidadania desde cedo.

II. É importante que o professor possa dimensionar o trabalho, levando em conta a importância de se trabalhar com a realidade imediata da criança, mas sem haver a necessidade em reforçar nela o interesse pelo que transcende e amplia essa realidade, tendo em vista sua falta de compreensão.

III. A participação da escola em movimentos amplos de defesa do meio ambiente, quando estiverem relacionados aos objetivos escolhidos pela escola para o trabalho com o tema Meio Ambiente, deve ser incentivada.

A alternativa CORRETA é:

Questão Anulada

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1880816 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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Os gêneros textuais representam as diversas situações sócio-comunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Sobre o gênero textual Conto é INCORRETO afirmar:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
1880807 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
Provas:

Os gêneros textuais, diante das necessidades linguísticas dos grupos, renovam-se e criam-se para atender as demandas comunicativas nas esferas sociais. Sobre o gênero textual “Entrevista” é possível afirmar que:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
1880806 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
Provas:

Dentre os movimentos literários mais significativos para a Literatura, está o Simbolismo, em que é CORRETO afirmar:

Questão Anulada

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Questão presente nas seguintes provas
1880801 Ano: 2019
Disciplina: Português
Banca: IMA
Orgão: Pref. Paço do Lumiar-MA
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Por que as escolas não podem ficar alheias às questões contemporâneas?

1 Vivemos tempos turbulentos e de constantes acontecimentos importantes. Nas últimas semanas, vimos o Reino Unido votar por sua saída da União Europeia, acompanhamos a eleição na Espanha (com a crescente popularidade de novos partidos) e também seguimos a discussão acerca da liberdade de expressão nas eleições presidenciais nos Estados Unidos, que levantou debates e conflitos envolvendo imigrantes, negros e a população LGBT. Todas essas notícias nos mostram as crises econômicas, políticas e de valores pelas quais passa a sociedade contemporânea – e que estão conectadas com as crises específicas presentes no Brasil.

2 Ao tirarmos o foco desta visão abrangente de mundo e nos voltarmos para a educação, encontramos um paradoxo: embora a maioria dos Projetos Político Pedagógicos das escolas coloque como objetivo a formação de alunos críticos e participativos, ao longo do ano letivo, isso muitas vezes é deixado de lado pelos professores e pela coordenação. Vimos recentemente a falta de espaço para participação e diálogo ser questionada pelos alunos, sobretudo nas recentes ocupações das escolas em vários estados brasileiros. E os jovens estão certos ao levantar estas reivindicações. Como já disse em meu artigo anterior, é de fundamental importância que a escola se abra para o debate das questões contemporâneas, tanto as lidas em jornais como as trazidas pelos alunos e pela comunidade.

3 primeira vista, pode parecer que as questões relativas aos imigrantes e refugiados – principal motivador para a saída do Reino Unido da União Europeia e tópico presente nos debates americanos – não tenham nada a ver com o Brasil, e muito menos com as escolas. No entanto, é importante destacarmos que dados da Polícia Federal demonstram que, em 10 anos, o número de imigrantes aumentou 160% no país, sendo que, em 2006, tivemos 45.124 registros e, em 2015, esse número alcançou 117.745. Dentre os imigrantes, se destacam os haitianos e bolivianos, e entre os refugiados os mais numerosos são os sírios, colombianos e africanos de diversos países. Nossas escolas, especialmente as do centro de São Paulo, já precisam lidar com essa diversidade de culturas, valores, tradições e até mesmo de idiomas.

4 Outro ponto que merece destaque é o tema intergeracional, apontado também no meu último artigo. Na Inglaterra, 64% dos jovens entre 18 e 24 anos e 45% da população entre 25 e 49 anos votaram para ficar na União Europeia, mostrando claramente que se fosse pelos mais jovens, não haveria essa saída. Nas primeiras declarações, diante dos resultados do plebiscito inglês, vários jovens se expressaram nas redes sociais, com frases como "o futuro deste país foi decidido por quem não vai estar aqui para viver com as consequências", "que desastre" ou "não nos foi permitido votar pelo nosso futuro".

5 Podemos passar uma mensagem muito clara para os jovens ao usar música, vídeos e redes sociais como ferramentas de atuação. Finalmente, as discussões calorosas vistas dos Estados Unidos, sobretudo nas universidades, abordam o direito à liberdade de expressão e envolvem a temática das redes sociais e do acesso a informações.

6 Assim como nos Estados Unidos, no Brasil os jovens também se declaram descrentes dos partidos tradicionais e dos políticos, e seu engajamento se dá por causas diferenciadas que se alternam no tempo e no espaço. Diversas startups já foram criadas usando as mídias digitais, como foco no envolvimento e participação dos jovens em ações concretas e no debate por uma democracia digital e pelo direito ao livre discurso. Ao mesmo tempo, vemos surgirem debates sobre temas relativos à raça e gênero, que são motivos de agressões e homicídios cada vez em maior número. Todos esses temas afetam diretamente as nossas vidas, uma vez que as legislações e políticas públicas são muito influenciadas por todo esse processo.

7 A escola não pode estar alheia a esse debate, que engaja e motiva os jovens e sua visão de mundo. A educação tem como missão introduzir as crianças e jovens no espaço público, como nos diz a filósofa alemã Hannah Arendt. Ao iniciarmos os nossos alunos nas linguagens que possibilitam a participação na esfera pública, podemos contribuir para que eles criem uma ação mais livre, e que possibilite conservar o que faz sentido e renovar o que deve ser alterado, caminhando em direção ao futuro. É a possibilidade de recriar o mundo.

8 Não podemos negar que a diversidade de pontos de vista é uma parte central da sociedade contemporânea. Por isso, as escolas devem ensinar que o diálogo e a comunicação entre as pessoas deve levar em conta os que vieram antes e os que virão depois.

9 Acolher a criança e o jovem na sua singularidade e debater o mundo, apostando no potencial transformador de cada um, é um dos principais pilares da educação. Assim, toda escola tem que se abrir para a comunidade e para o mundo, de modo que os saberes escolares estejam articulados com os demais saberes e com o respeito às diferenças e ao diálogo.


Extraído de: http://educacao.uol.com.br/colunas/maria-alice-setubal/2016/07/05/por-que-as-escolas-nao-podem-ficar-alheias-as-questoes-contemporaneas.htm

“Outro ponto que merece destaque é o tema intergeracional, apontado também no meu último artigo”. (4º parágrafo)

De acordo com as ideias apresentadas no texto, o que se pode concluir sobre esse termo?

Questão Anulada

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