Foram encontradas 50 questões.
Com base nos conhecimentos sobre técnicas de
contagem, incluindo o princípio multiplicativo,
permutações e arranjos (com e sem repetição), julgue as assertivas a seguir, indicando V para verdadeiro e F para
falso:
(__) O princípio multiplicativo afirma que, se uma tarefa pode ser realizada de m maneiras e outra tarefa independente de n maneiras, então as duas tarefas realizadas em sequência podem ser feitas de m + n maneiras.
(__) O número de permutações de 5 elementos distintos é 5!.
(__) O número de arranjos (ordem importa, sem repetição) de 6 elementos tomados 3 a 3 é 6 x 5 x 4 = 120.
(__) Se a repetição de símbolos é permitida, o número de "palavras" de 4 letras formadas a partir de um alfabeto de 26 letras é 2644 .
(__) O número de anagramas distintos da palavra AMAR (4 letras, com a letra A repetida duas vezes) é 4!/2! = 12
(__) O número de maneiras de formar uma comissão ordenada (ou seja, em que a ordem importa) de 3 pessoas escolhidas entre 8 é dado por (8¦3)=56.
Escolha a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(__) O princípio multiplicativo afirma que, se uma tarefa pode ser realizada de m maneiras e outra tarefa independente de n maneiras, então as duas tarefas realizadas em sequência podem ser feitas de m + n maneiras.
(__) O número de permutações de 5 elementos distintos é 5!.
(__) O número de arranjos (ordem importa, sem repetição) de 6 elementos tomados 3 a 3 é 6 x 5 x 4 = 120.
(__) Se a repetição de símbolos é permitida, o número de "palavras" de 4 letras formadas a partir de um alfabeto de 26 letras é 2644 .
(__) O número de anagramas distintos da palavra AMAR (4 letras, com a letra A repetida duas vezes) é 4!/2! = 12
(__) O número de maneiras de formar uma comissão ordenada (ou seja, em que a ordem importa) de 3 pessoas escolhidas entre 8 é dado por (8¦3)=56.
Escolha a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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O texto seguinte servirá de base para responder a questão.
Quais os riscos econômicos se o Brasil declarar
facções criminosas como terroristas
Parlamentares e governadores de oposição articulam leis
para classificar facções criminosas, como o PCC e o
Comando Vermelho, como grupos terroristas. A proposta
ganhou força após operação no Rio de Janeiro que
deixou mais de cem mortos. A Câmara dos Deputados
deve votar projeto que amplia o conceito de terrorismo
para incluir organizações criminosas e milícias.
De autoria do deputado Danilo Forte e relatado por
Nikolas Ferreira, o texto altera a Lei Antiterrorismo para
abranger grupos que cometam atos violentos e permitir o
bloqueio de bens de investigados. O objetivo é fortalecer
o combate às facções e ampliar o poder de investigação
da Polícia Federal.
Especialistas, porém, alertam para riscos econômicos e
diplomáticos. O pesquisador Roberto Uchôa, da
Universidade de Coimbra, afirma que classificar facções
como terroristas pode gerar sanções internacionais, pois
países como os Estados Unidos tenderiam a adotar a
mesma classificação. Isso permitiria congelar ativos de
empresas e indivíduos brasileiros ligados a investigações
sobre crime organizado.
Uchôa ressalta que o crime organizado está infiltrado na
economia nacional, o que poderia levar à punição de
empresas e instituições financeiras. A Polícia Federal
estima que o PCC movimentou cerca de cinquenta
bilhões de reais entre dois mil e vinte e dois mil e vinte e
quatro, por meio de esquemas de lavagem envolvendo
postos, fintechs e fundos de investimento.
O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio
Vargas, alerta que a designação de terrorismo permite
aos EUA aplicar sanções severas, inclusive sobre o
sistema bancário e empresas públicas. "Se considerarem
que o Banco do Brasil ou o Pix têm ligações com
facções, podem agir imediatamente", afirma.
Apesar de pressões externas, o governo brasileiro
rejeitou o pedido americano para adotar a designação de
terroristas ao PCC e ao CV, alegando que tais grupos
não se enquadram na legislação nacional. Países
vizinhos, como Argentina e Paraguai, já anunciaram que
adotarão essa classificação.
Para o relator da ONU, Ben Saul, ampliar o conceito de
terrorismo pode abrir brechas para abusos, como
ocorreu quando os EUA classificaram cartéis
latino-americanos como terroristas, resultando em
deportações e ações militares. Especialistas temem que
medidas semelhantes tragam impactos econômicos e
políticos graves ao Brasil, com sanções e perda de
credibilidade internacional.
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Quais os riscos econômicos se o Brasil declarar
facções criminosas como terroristas
Parlamentares e governadores de oposição articulam leis
para classificar facções criminosas, como o PCC e o
Comando Vermelho, como grupos terroristas. A proposta
ganhou força após operação no Rio de Janeiro que
deixou mais de cem mortos. A Câmara dos Deputados
deve votar projeto que amplia o conceito de terrorismo
para incluir organizações criminosas e milícias.
De autoria do deputado Danilo Forte e relatado por
Nikolas Ferreira, o texto altera a Lei Antiterrorismo para
abranger grupos que cometam atos violentos e permitir o
bloqueio de bens de investigados. O objetivo é fortalecer
o combate às facções e ampliar o poder de investigação
da Polícia Federal.
Especialistas, porém, alertam para riscos econômicos e
diplomáticos. O pesquisador Roberto Uchôa, da
Universidade de Coimbra, afirma que classificar facções
como terroristas pode gerar sanções internacionais, pois
países como os Estados Unidos tenderiam a adotar a
mesma classificação. Isso permitiria congelar ativos de
empresas e indivíduos brasileiros ligados a investigações
sobre crime organizado.
Uchôa ressalta que o crime organizado está infiltrado na
economia nacional, o que poderia levar à punição de
empresas e instituições financeiras. A Polícia Federal
estima que o PCC movimentou cerca de cinquenta
bilhões de reais entre dois mil e vinte e dois mil e vinte e
quatro, por meio de esquemas de lavagem envolvendo
postos, fintechs e fundos de investimento.
O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio
Vargas, alerta que a designação de terrorismo permite
aos EUA aplicar sanções severas, inclusive sobre o
sistema bancário e empresas públicas. "Se considerarem
que o Banco do Brasil ou o Pix têm ligações com
facções, podem agir imediatamente", afirma.
Apesar de pressões externas, o governo brasileiro
rejeitou o pedido americano para adotar a designação de
terroristas ao PCC e ao CV, alegando que tais grupos
não se enquadram na legislação nacional. Países
vizinhos, como Argentina e Paraguai, já anunciaram que
adotarão essa classificação.
Para o relator da ONU, Ben Saul, ampliar o conceito de
terrorismo pode abrir brechas para abusos, como
ocorreu quando os EUA classificaram cartéis
latino-americanos como terroristas, resultando em
deportações e ações militares. Especialistas temem que
medidas semelhantes tragam impactos econômicos e
políticos graves ao Brasil, com sanções e perda de
credibilidade internacional.
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facções criminosas como terroristas
Parlamentares e governadores de oposição articulam leis
para classificar facções criminosas, como o PCC e o
Comando Vermelho, como grupos terroristas. A proposta
ganhou força após operação no Rio de Janeiro que
deixou mais de cem mortos. A Câmara dos Deputados
deve votar projeto que amplia o conceito de terrorismo
para incluir organizações criminosas e milícias.
De autoria do deputado Danilo Forte e relatado por
Nikolas Ferreira, o texto altera a Lei Antiterrorismo para
abranger grupos que cometam atos violentos e permitir o
bloqueio de bens de investigados. O objetivo é fortalecer
o combate às facções e ampliar o poder de investigação
da Polícia Federal.
Especialistas, porém, alertam para riscos econômicos e
diplomáticos. O pesquisador Roberto Uchôa, da
Universidade de Coimbra, afirma que classificar facções
como terroristas pode gerar sanções internacionais, pois
países como os Estados Unidos tenderiam a adotar a
mesma classificação. Isso permitiria congelar ativos de
empresas e indivíduos brasileiros ligados a investigações
sobre crime organizado.
Uchôa ressalta que o crime organizado está infiltrado na
economia nacional, o que poderia levar à punição de
empresas e instituições financeiras. A Polícia Federal
estima que o PCC movimentou cerca de cinquenta
bilhões de reais entre dois mil e vinte e dois mil e vinte e
quatro, por meio de esquemas de lavagem envolvendo
postos, fintechs e fundos de investimento.
O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio
Vargas, alerta que a designação de terrorismo permite
aos EUA aplicar sanções severas, inclusive sobre o
sistema bancário e empresas públicas. "Se considerarem
que o Banco do Brasil ou o Pix têm ligações com
facções, podem agir imediatamente", afirma.
Apesar de pressões externas, o governo brasileiro
rejeitou o pedido americano para adotar a designação de
terroristas ao PCC e ao CV, alegando que tais grupos
não se enquadram na legislação nacional. Países
vizinhos, como Argentina e Paraguai, já anunciaram que
adotarão essa classificação.
Para o relator da ONU, Ben Saul, ampliar o conceito de
terrorismo pode abrir brechas para abusos, como
ocorreu quando os EUA classificaram cartéis
latino-americanos como terroristas, resultando em
deportações e ações militares. Especialistas temem que
medidas semelhantes tragam impactos econômicos e
políticos graves ao Brasil, com sanções e perda de
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facções criminosas como terroristas
Parlamentares e governadores de oposição articulam leis
para classificar facções criminosas, como o PCC e o
Comando Vermelho, como grupos terroristas. A proposta
ganhou força após operação no Rio de Janeiro que
deixou mais de cem mortos. A Câmara dos Deputados
deve votar projeto que amplia o conceito de terrorismo
para incluir organizações criminosas e milícias.
De autoria do deputado Danilo Forte e relatado por
Nikolas Ferreira, o texto altera a Lei Antiterrorismo para
abranger grupos que cometam atos violentos e permitir o
bloqueio de bens de investigados. O objetivo é fortalecer
o combate às facções e ampliar o poder de investigação
da Polícia Federal.
Especialistas, porém, alertam para riscos econômicos e
diplomáticos. O pesquisador Roberto Uchôa, da
Universidade de Coimbra, afirma que classificar facções
como terroristas pode gerar sanções internacionais, pois
países como os Estados Unidos tenderiam a adotar a
mesma classificação. Isso permitiria congelar ativos de
empresas e indivíduos brasileiros ligados a investigações
sobre crime organizado.
Uchôa ressalta que o crime organizado está infiltrado na
economia nacional, o que poderia levar à punição de
empresas e instituições financeiras. A Polícia Federal
estima que o PCC movimentou cerca de cinquenta
bilhões de reais entre dois mil e vinte e dois mil e vinte e
quatro, por meio de esquemas de lavagem envolvendo
postos, fintechs e fundos de investimento.
O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio
Vargas, alerta que a designação de terrorismo permite
aos EUA aplicar sanções severas, inclusive sobre o
sistema bancário e empresas públicas. "Se considerarem
que o Banco do Brasil ou o Pix têm ligações com
facções, podem agir imediatamente", afirma.
Apesar de pressões externas, o governo brasileiro
rejeitou o pedido americano para adotar a designação de
terroristas ao PCC e ao CV, alegando que tais grupos
não se enquadram na legislação nacional. Países
vizinhos, como Argentina e Paraguai, já anunciaram que
adotarão essa classificação.
Para o relator da ONU, Ben Saul, ampliar o conceito de
terrorismo pode abrir brechas para abusos, como
ocorreu quando os EUA classificaram cartéis
latino-americanos como terroristas, resultando em
deportações e ações militares. Especialistas temem que
medidas semelhantes tragam impactos econômicos e
políticos graves ao Brasil, com sanções e perda de
credibilidade internacional.
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Durante ronda preventiva em cemitério municipal, a
Guarda Civil Municipal surpreende um homem
quebrando lápides e proferindo ofensas contra religião
específica. O local apresentava símbolos religiosos
depredados e restos mortais expostos. Considerando o
disposto no Código Penal, analise as afirmativas a
seguir.
I. O artigo 208 do Código Penal tipifica o crime de escárnio por motivo de crença ou função religiosa, bem como o impedimento ou perturbação de cerimônia ou culto religioso.
II. O artigo 212 do Código Penal define o crime de vilipêndio a cadáver ou a suas cinzas, configurado quando há desprezo público aos restos mortais.
III. O artigo 163 do Código Penal trata do crime de dano e de sua forma qualificada, mas não inclui automaticamente toda destruição de lápide como dano qualificado ao patrimônio público, sendo necessária análise do caso concreto.
IV. O artigo 331 do Código Penal prevê o crime de desacato, mas o chamado "desacato religioso" não existe no ordenamento jurídico penal como tipo específico voltado a símbolos ou dogmas de fé.
Assinale a alternativa correta.
I. O artigo 208 do Código Penal tipifica o crime de escárnio por motivo de crença ou função religiosa, bem como o impedimento ou perturbação de cerimônia ou culto religioso.
II. O artigo 212 do Código Penal define o crime de vilipêndio a cadáver ou a suas cinzas, configurado quando há desprezo público aos restos mortais.
III. O artigo 163 do Código Penal trata do crime de dano e de sua forma qualificada, mas não inclui automaticamente toda destruição de lápide como dano qualificado ao patrimônio público, sendo necessária análise do caso concreto.
IV. O artigo 331 do Código Penal prevê o crime de desacato, mas o chamado "desacato religioso" não existe no ordenamento jurídico penal como tipo específico voltado a símbolos ou dogmas de fé.
Assinale a alternativa correta.
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A Guarda Civil Municipal é acionada por vizinhos que
relatam que um idoso é mantido trancado em um quarto
pelo próprio filho, sem alimentação adequada e impedido de sair de casa. No local, os agentes confirmam o
confinamento e o isolamento forçado. Com base no
Código Penal, analise as afirmativas a seguir.
I. O artigo 148 do Código Penal define o crime de sequestro e cárcere privado, que consiste em privar alguém de sua liberdade de locomoção.
II. A pena é aumentada quando o crime é cometido contra pessoa idosa, nos termos do §2º do artigo 148.
III. O crime de maus-tratos aplica-se automaticamente em qualquer situação envolvendo pessoa idosa.
IV. A redução à condição análoga à de escravo exige privação da liberdade e exploração de trabalho forçado.
Assinale a alternativa correta.
I. O artigo 148 do Código Penal define o crime de sequestro e cárcere privado, que consiste em privar alguém de sua liberdade de locomoção.
II. A pena é aumentada quando o crime é cometido contra pessoa idosa, nos termos do §2º do artigo 148.
III. O crime de maus-tratos aplica-se automaticamente em qualquer situação envolvendo pessoa idosa.
IV. A redução à condição análoga à de escravo exige privação da liberdade e exploração de trabalho forçado.
Assinale a alternativa correta.
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A lógica formal permite avaliar se um raciocínio é válido,
isto é, se a conclusão decorre necessariamente das
premissas. Analise as afirmações a seguir e assinale (V)
para verdadeiro ou (F) para falso:
(__) Se todo mamífero é vertebrado e o cachorro é mamífero, então o cachorro é vertebrado.
(__) "Se estudo, passo; se não estudo, reprovo.", as duas partes são contrárias, portanto, o argumento é inválido.
(__) Dizer que "se chove, então o chão fica molhado" é logicamente equivalente a afirmar "se o chão não está molhado, então não choveu."
(__) O raciocínio por analogia é uma forma de dedução, pois parte de um caso geral para outro também geral.
(__) Em um argumento válido, é impossível que todas as premissas sejam verdadeiras e a conclusão seja falsa.
(__) De "todo aluno que lê compreende melhor" e "João lê", pode-se inferir logicamente que "João compreende melhor".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(__) Se todo mamífero é vertebrado e o cachorro é mamífero, então o cachorro é vertebrado.
(__) "Se estudo, passo; se não estudo, reprovo.", as duas partes são contrárias, portanto, o argumento é inválido.
(__) Dizer que "se chove, então o chão fica molhado" é logicamente equivalente a afirmar "se o chão não está molhado, então não choveu."
(__) O raciocínio por analogia é uma forma de dedução, pois parte de um caso geral para outro também geral.
(__) Em um argumento válido, é impossível que todas as premissas sejam verdadeiras e a conclusão seja falsa.
(__) De "todo aluno que lê compreende melhor" e "João lê", pode-se inferir logicamente que "João compreende melhor".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
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Uma proposição é um enunciado declarativo que
expressa uma ideia completa e sobre o qual se pode
atribuir um valor lógico. Considere as proposições a
seguir:
I. Se um número é múltiplo de 6, então ele é par.
II. Todo número primo maior que 2 é ímpar.
III. Se uma pessoa estuda lógica, então ela entende argumentação. Logo, quem não entende argumentação não estuda lógica.
IV. Há números naturais que são divisíveis por 2 e 3 ao mesmo tempo.
V. Ou chove ou faz sol; como está nublado, então nem chove nem faz sol. Com base nas leis da lógica e na análise das proposições, assinale a alternativa CORRETA:
I. Se um número é múltiplo de 6, então ele é par.
II. Todo número primo maior que 2 é ímpar.
III. Se uma pessoa estuda lógica, então ela entende argumentação. Logo, quem não entende argumentação não estuda lógica.
IV. Há números naturais que são divisíveis por 2 e 3 ao mesmo tempo.
V. Ou chove ou faz sol; como está nublado, então nem chove nem faz sol. Com base nas leis da lógica e na análise das proposições, assinale a alternativa CORRETA:
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Quais os riscos econômicos se o Brasil declarar
facções criminosas como terroristas
Parlamentares e governadores de oposição articulam leis
para classificar facções criminosas, como o PCC e o
Comando Vermelho, como grupos terroristas. A proposta
ganhou força após operação no Rio de Janeiro que
deixou mais de cem mortos. A Câmara dos Deputados
deve votar projeto que amplia o conceito de terrorismo
para incluir organizações criminosas e milícias.
De autoria do deputado Danilo Forte e relatado por
Nikolas Ferreira, o texto altera a Lei Antiterrorismo para
abranger grupos que cometam atos violentos e permitir o
bloqueio de bens de investigados. O objetivo é fortalecer
o combate às facções e ampliar o poder de investigação
da Polícia Federal.
Especialistas, porém, alertam para riscos econômicos e
diplomáticos. O pesquisador Roberto Uchôa, da
Universidade de Coimbra, afirma que classificar facções
como terroristas pode gerar sanções internacionais, pois
países como os Estados Unidos tenderiam a adotar a
mesma classificação. Isso permitiria congelar ativos de
empresas e indivíduos brasileiros ligados a investigações
sobre crime organizado.
Uchôa ressalta que o crime organizado está infiltrado na
economia nacional, o que poderia levar à punição de
empresas e instituições financeiras. A Polícia Federal
estima que o PCC movimentou cerca de cinquenta
bilhões de reais entre dois mil e vinte e dois mil e vinte e
quatro, por meio de esquemas de lavagem envolvendo
postos, fintechs e fundos de investimento.
O professor Rafael Alcadipani, da Fundação Getúlio
Vargas, alerta que a designação de terrorismo permite
aos EUA aplicar sanções severas, inclusive sobre o
sistema bancário e empresas públicas. "Se considerarem
que o Banco do Brasil ou o Pix têm ligações com
facções, podem agir imediatamente", afirma.
Apesar de pressões externas, o governo brasileiro
rejeitou o pedido americano para adotar a designação de
terroristas ao PCC e ao CV, alegando que tais grupos
não se enquadram na legislação nacional. Países
vizinhos, como Argentina e Paraguai, já anunciaram que
adotarão essa classificação.
Para o relator da ONU, Ben Saul, ampliar o conceito de
terrorismo pode abrir brechas para abusos, como
ocorreu quando os EUA classificaram cartéis
latino-americanos como terroristas, resultando em
deportações e ações militares. Especialistas temem que
medidas semelhantes tragam impactos econômicos e
políticos graves ao Brasil, com sanções e perda de
credibilidade internacional.
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