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A ideia de humanidade construída pela
modernidade estabelece uma separação
entre sociedade e natureza, produzindo
uma compreensão na qual o ser humano se
percebe como exterior ao mundo natural. Essa
dissociação permite que a natureza seja reduzida
à condição de recurso, ao mesmo tempo em que
desconsidera outras formas de existência que
não se organizam a partir dessa distinção.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado.
No contexto das disputas contemporâneas pela terra envolvendo os povos originários no Brasil, as ações estatais entram em conflito com as formas indígenas de organização da vida, na medida em que
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. Adaptado.
No contexto das disputas contemporâneas pela terra envolvendo os povos originários no Brasil, as ações estatais entram em conflito com as formas indígenas de organização da vida, na medida em que
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A colonização não se contenta em impor sua lei
ao presente e ao futuro do país dominado. Ela
se ocupa igualmente em desfigurar, desvalorizar
e destruir o passado do povo oprimido. Ao negar
a historicidade das sociedades colonizadas,
o colonialismo constrói uma narrativa que as
apresenta como incapazes de produzir formas
próprias de organização política, econômica
e cultural, obscurecendo a complexidade de
suas formações sociais anteriores à dominação
europeia.
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.
A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
FANON, Frantz. Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1968. Adaptado.
A operação descrita no texto permite compreender que a construção historiográfica sobre as civilizações africanas pré-coloniais foi profundamente condicionada por uma lógica de deslegitimação que, ao negar sua historicidade, produziu interpretações que
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A institucionalização do regime militar brasileiro
não implicou a imediata supressão da
ordem constitucional, mas a sua progressiva
reconfiguração por meio de dispositivos de
exceção. Nesse processo, os Atos Institucionais
operaram como instrumentos jurídicos que
ampliaram os poderes do Executivo e restringiram
direitos políticos, preservando, ao mesmo tempo,
formas institucionais que conferiam aparência de
legalidade ao regime.
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Adaptado.
A partir do texto e dos conhecimentos sobre os Atos Institucionais durante o período militar no Brasil, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F, para as falsas.
( ) O Ato Institucional nº 1 instituiu mecanismos de cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos, ao mesmo tempo em que preservou formalmente o funcionamento do Congresso Nacional.
( ) O Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para governadores e vice-governadores, reforçando a centralização política e reduzindo a autonomia dos estados no interior do regime.
( ) O Ato Institucional nº 3 extinguiu os partidos políticos existentes, instituiu o bipartidarismo e ampliou o controle do Executivo sobre o sistema político, mantendo formas restritas de competição institucional.
( ) O Ato Institucional nº 4, ao reorganizar a ordem constitucional por meio da Constituição de 1967, extinguiu formalmente a função legislativa do Parlamento, concentrando a produção normativa no Poder Executivo.
( ) O Ato Institucional nº 5 ampliou os poderes do Executivo, permitindo a suspensão de garantias individuais e a intervenção nos demais poderes, sem implicar a revogação formal da Constituição vigente.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. Adaptado.
A partir do texto e dos conhecimentos sobre os Atos Institucionais durante o período militar no Brasil, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F, para as falsas.
( ) O Ato Institucional nº 1 instituiu mecanismos de cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos, ao mesmo tempo em que preservou formalmente o funcionamento do Congresso Nacional.
( ) O Ato Institucional nº 2 estabeleceu eleições indiretas para governadores e vice-governadores, reforçando a centralização política e reduzindo a autonomia dos estados no interior do regime.
( ) O Ato Institucional nº 3 extinguiu os partidos políticos existentes, instituiu o bipartidarismo e ampliou o controle do Executivo sobre o sistema político, mantendo formas restritas de competição institucional.
( ) O Ato Institucional nº 4, ao reorganizar a ordem constitucional por meio da Constituição de 1967, extinguiu formalmente a função legislativa do Parlamento, concentrando a produção normativa no Poder Executivo.
( ) O Ato Institucional nº 5 ampliou os poderes do Executivo, permitindo a suspensão de garantias individuais e a intervenção nos demais poderes, sem implicar a revogação formal da Constituição vigente.
A alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo, é:
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CALIXTO, Benedito. Proclamação da República, 1893. Óleo sobre tela.
A crise do Império brasileiro, nas décadas finais do século XIX, esteve profundamente associada às transformações estruturais do sistema escravista e às tensões políticas decorrentes de sua desagregação. A abolição da escravidão, em 1888, ao mesmo tempo em que representou a ruptura formal com a base do trabalho cativo, produziu reconfigurações nas alianças políticas que sustentavam o regime monárquico.
CARVALHO, José Murilo de. Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. Adaptado.
A partir das informações contidas no texto, na imagem que retrata o golpe militar de 1889 e nos conhecimentos sobre a crise do Império, a abolição da escravidão e a Proclamação da República são eventos estruturalmente conectados, porque
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A Independência do Brasil não implicou uma
revolução social clássica, mas um processo
de reorganização política que preservou as
estruturas econômicas e sociais herdadas da
Colônia. A nova ordem nacional consolidouse mediante a conciliação entre as elites
agrárias e os setores emergentes, permitindo a
internalização do poder político sem ruptura com
o padrão de dominação vigente.
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.
A Independência do Brasil não configurou uma ruptura radical, sendo uma transição marcada pela conciliação entre uma nova burguesia e as antigas elites agrárias.
Considerando essa especificidade, as implicações socioeconômicas desse processo
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil: ensaio de interpretação sociológica. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.
A Independência do Brasil não configurou uma ruptura radical, sendo uma transição marcada pela conciliação entre uma nova burguesia e as antigas elites agrárias.
Considerando essa especificidade, as implicações socioeconômicas desse processo
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Guerrilha, Johann Moritz Rugendas. 1835
As formas de resistência protagonizadas por populações indígenas e africanas no contexto da colonização não se limitaram a rebeliões abertas, mas assumiram múltiplas expressões, que variavam desde confrontos armados até estratégias cotidianas de enfrentamento à dominação.
MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala: quilombos, insurreições, guerrilhas. São Paulo: Anita Garibaldi, 1981. Adaptado.
A interpretação de representações visuais da violência colonial exige considerar que tais imagens não apenas retratam conflitos, mas também expressam modos de compreensão das relações sociais em seu tempo.
Tomando como referência o texto de Clóvis Moura e a obra Guerrilha (1835), as resistências indígenas e africanas representadas
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A economia colonial brasileira integrou-se ao
processo de expansão do capitalismo comercial
europeu, articulando-se a circuitos mais amplos
de produção e circulação. Essa inserção
implicou formas específicas de organização
econômica e social, nas quais diferentes níveis
de determinação se combinavam na constituição
da dinâmica colonial.
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.
A compreensão da economia colonial exige distinguir, com precisão, o papel das determinações externas e das mediações internas na configuração de sua estrutura histórica. A formulação conceitualmente consistente dessa relação pressupõe reconhecer que o Brasil colonial
FERNANDES, Florestan. A revolução burguesa no Brasil. 5. ed. São Paulo: Globo, 2006. Adaptado.
A compreensão da economia colonial exige distinguir, com precisão, o papel das determinações externas e das mediações internas na configuração de sua estrutura histórica. A formulação conceitualmente consistente dessa relação pressupõe reconhecer que o Brasil colonial
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As sociedades pré-colombianas da América
desenvolveram formas complexas de
organização social e política antes da conquista
europeia. Civilizações como astecas e incas
estruturaram sistemas de poder, baseados na
articulação entre autoridade política, organização
religiosa e controle da produção agrícola, com
destaque para técnicas adaptadas a diferentes
condições ambientais.
BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp, 2004. Adaptado.
A caracterização das sociedades pré-colombianas como formas sociais simples e homogêneas implica um erro de interpretação histórica ao desconsiderar a complexidade de suas estruturas de organização social, política e econômica, uma vez que essas sociedades
BETHELL, Leslie (org.). História da América Latina: América Latina Colonial. São Paulo: Edusp, 2004. Adaptado.
A caracterização das sociedades pré-colombianas como formas sociais simples e homogêneas implica um erro de interpretação histórica ao desconsiderar a complexidade de suas estruturas de organização social, política e econômica, uma vez que essas sociedades
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A Guerra Fria caracterizou-se por uma tensão
permanente entre as superpotências, baseada
na combinação de dissuasão nuclear, rivalidade
ideológica e competição por zonas de influência.
Esse sistema não eliminava os conflitos,
mas os deslocava para formas indiretas de
enfrentamento, evitando a guerra nuclear entre
Estados Unidos e União Soviética.
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.
A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.
A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
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A Revolução Industrial consolidou profundas transformações na Inglaterra, com a introdução de novas técnicas,
a ampliação do uso de máquinas e a reorganização dos espaços produtivos. Esse processo esteve associado à
concentração das atividades produtivas em unidades maiores, à intensificação do ritmo de trabalho e à crescente
especialização das tarefas.
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.
A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.
A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
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