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2602441 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado.” Assinale a opção que não poderia substituir o termo sublinhado acima, sob pena de grave alteração de sentido.

 

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2602440 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

O termo “preocupados” exerce a função sintática de

 

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2602439 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezesa, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quantob você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantosc organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quaisd as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhumae condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Assinale a opção em que o termo indicado exerça, no texto, papel adverbial.

 

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2602438 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

“É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais microorganismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.”

Assinale a opção em que esteja corretamente indicada, respectivamente, a classificação das ocorrências do QUE no período acima.

 

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2602436 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Por “pletora”, só não se pode entender

 

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2602435 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,
carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que células em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependência entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiose), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticos.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicos, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

A respeito do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:

I. Com a noção de que o corpo humano é uma sociedade, e não um organismo único, criam-se novas perspectivas para os estudos simbióticos entre seus habitantes.

II. O uso de probióticos, apesar de compatível com os novos achados científicos, ainda carecem de comprovações mais densas de sua eficácia.

III. Enquanto não se achar o padrão adequado dos microbiomas, não será possível indicar os tratamentos adequados aos seres humanos no tratamento de doenças crônicas.

Assinale

 

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2602472 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

A apropriação da linguagem oral e escrita é um marco no processo de desenvolvimento, a escrita ocupa espaço bastante estreito na prática escolar, se a relacionarmos com o papel fundamental que ela representa no desenvolvimento cultura da criança, estando para além da simples apropriação de grafemas e fonemas ou codificação e decodificação.

(VYGOTSKY, 1984).

O brincar é um componente essencial para o desenvolvimento infantil; ao brincar, a criança experimenta, conhece e explora o meio social em que está inserida. O desenvolvimento da imaginação depende do meio em que a criança se encontra e das possibilidades para experimentar, conhecer e explorar os elementos do meio. Assim, os ambientes escolares e a ação docente precisam estar marcados pela intencionalidade, e o lúdico surge como elemento indispensável nesse processo.

(LIMA, 2016).

Considerando os textos apresentados, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A ação de alfabetizar é um processo complexo, tendo em vista que o contexto da sala de aula é marcado pela heterogeneidade e que aprender a ler é uma apropriação do código linguístico para que o sujeito seja capaz de fazer o uso apropriado dele.

( ) O educador precisa buscar estratégias que restaurem o conceito de ler e escrever como condição mínima para vivência na sociedade letrada da qual fazemos parte e essencial para o exercício da cidadania.

( ) As brincadeiras são relevantes para o desenvolvimento cognitivo das crianças, estimulando a aprendizagem da linguagem e a resolução de problemas, e tornando o processo mais interessante.

As afirmativas são, respectivamente,

Questão Anulada e Desatualizada

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2602470 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Segundo Hoffman (2000), para que a avaliação passe a ser tida como referência pelo educador para compor suas práticas pedagógicas, deve iniciar-se pela abertura do professor ao entendimento das crianças com quem trabalha, pelo aprofundamento teórico que fundamenta a curiosidade sobre elas, pela postura mediadora, provocativa e desafiadora. Considerando o fragmento acima, analise as afirmativas a seguir:

I. A documentação pedagógica e o registro do cotidiano das crianças é um instrumento que deve vir acompanhado de reflexão.

II. O professor deve ser interessado em conhecer o mundo da criança, agindo como mediador de suas conquistas, no sentido de apoiá-la, acompanhá-la e favorecer-lhe novos desafios.

II. O processo avaliativo deve ser permanente por meio de observação, registro e reflexão acerca da ação e do pensamento das crianças, de suas diferenças culturais e de desenvolvimento.

É correto o que se afirma em

Questão Anulada e Desatualizada

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2602455 Ano: 2022
Disciplina: Pedagogia
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

A função social da escola é uma construção histórica e social, que carrega particularidades de acordo com o papel desenvolvido em cada contexto. Em relação à função social da escola, assinale a afirmativa correta.

Questão Anulada e Desatualizada

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2602437 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: ACESSE
Orgão: Pref. Ribeirão Preto-SP

Somos passageiros do mundo,

carregadores de micro-organismos

Por vezes, pacientes chegam ao consultório preocupados, ao constatar que testes de laboratório acusaram a presença de germes estranhos em seu organismo.

Quanto você ficaria surpreso se soubesse que somos um arcabouço que hospeda uma infinidade de vírus, bactérias, fungos e parasitas? E se dissermos que estes chegam a ultrapassar estimados 90 trilhões de micro-organismos?

O conhecimento do mundo microscópico que nos cerca e nos habita passou por grandes saltos de conhecimento. Quando Anton van Leeuwenhoek descobriu o microscópio, no século 17, não esperava encontrar tantos organismos, até mesmo numa única gota d’água. Uma nova via de conhecimentos estava aberta, trazendo mudanças na biologia e na medicina. Isso permitiu a Robert Koch e Louis Pasteur, entre outros, estabelecer a relação entre germes e doenças.

Há poucos anos, uma nova janela de descobertas foi ampliada. O surgimento de técnicas de detecção de fragmentos do genoma de germes criou uma nova espécie de "microscópio". Com elas, pode-se verificar a presença de sequências genômicas de um número muito maior de microorganismos, algo que os métodos tradicionais usados na microbiologia não conseguiram.

É possível inferir que temos ao menos 250 vezes mais micro-organismos do que célulasa em nosso corpo, interagindo em complexos sistemas, que denominamos microbioma.

Mas o que isso significa? O mapeamento da distribuição de germes, principalmente bactérias, nos órgãos e sistemas apontam que existem padrões. Ou seja, há uma interdependênciab entre o ser humano e sua flora, envolvendo mecanismos celulares e enzimáticos. Sem nosso microbioma, não sobreviveríamos.

Nossa saúde depende do equilíbrio deste microbioma conosco.

Estamos dando os passos iniciais na descoberta deste impressionante ecossistema.

Sabemos que algumas doenças estão relacionadas ao desequilíbrio nesta interação (disbiosec), mas ainda não sabemos como manipular a flora para tratar determinadas doenças humanas. Ainda não conhecemos quais as combinações adequadas de bactérias, vírus e fungos que devam ser consideradas como padrão de normalidade, se é que existe um.

É preciso cautela, portanto, no uso de testes comerciais de microbioma, pois ainda não há ferramentas suficientes para interpretá-los. Alguns têm sugerido o emprego de testes caros, além de reposições de bactérias da flora, com o uso dos chamados probióticos, além de regimes dietéticos, sem quaisquer comprovações de efeito benéfico. O uso de probióticos ainda não é reconhecido como tratamento de escolha para nenhuma condição ou doença humana.

Os atuais produtos contendo probióticos são muito variáveis, ainda carentes de padronização em sua produção.

Embora, geralmente, possam parecer inofensivos, ainda há dúvidas sobre a segurança em seu consumo indiscriminado. Há situações especiais a serem consideradas. Não sabemos, ao certo, como o sistema imune pode reagir em se tratando de pessoas com saúde fragilizada ou com imunodeficiências, idosos ou crianças muito novas, por exemplo.

Há também uma pletora de estudos mal conduzidos, com vieses que procuram sugerir apenas benefícios. São aguardados estudos mais rigorosos e robustos para termos melhor entendimento de como usar probióticosd.

Sabemos que, em grande parte, nossa flora de germes nos faz bem. Estamos conhecendo-a melhor e descobrindo como se distribui e interage nos órgãos e sistemas.

Quando se deparar novamente com seus exames bacteriológicose, lembre-se que somos hospedeiros de grande quantidade de outros seres, que viajam conosco neste mundo.

(Esper Kallás. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/esper-kallas/2022/06/somospassageiros- do-mundo-carregadores-de-micro-organismos.shtml. 7 de junho de 2022)

Assinale a opção em que esteja corretamente indicado um substantivo composto.

Questão Anulada e Desatualizada

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