Magna Concursos

Foram encontradas 164 questões.

1937308 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Assinale a alternativa em que a pontuação está INCORRETA:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937307 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Assinale a alternativa em há erro(s) quanto à flexão verbal.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937306 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, considerando a relação de sentido estabelecida pelo conetivo em destaque:

1ª Coluna:

1. Relação de proporcionalidade.
2. Relação de causa/consequência.
3. Relação de temporalidade.
4. Relação de conformidade.
5. Relação de condicionalidade.
6. Relação concessão/oposição.

2ª Coluna:

( ) À medida que nos libertamos dos preconceitos, tornamo-nos mais livres para sermos quem somos.

( ) Desde que me convenci de que estamos sempre mudando, não busco mais estar tão enquadrada em regras e convenções.

( ) Podemos seguir regras e convenções, desde que seja por opção livre, sem atender a pressões externas.

( ) Como as pressões do mundo externo nos afetam, facilmente nos submetemos aos padrões culturais sem questioná-los.

( ) Como a Lia Luft deixou claro, ela usa esporadicamente as redes sociais.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937305 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Vamos ser quem somos

Tanto tenho lido e escutado sobre diferenças, preconceitos, o politicamente correto (detestável na minha opinião, hipócrita e gerador de mais preconceito), que começo a pensar se não devíamos nos livrar das exigências, receitas, códigos, ordens, enquadramentos rigorosos e por vezes cruéis desta nossa cultura atual.

Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de força umas sobre as outras, lá vamos nós carregando esse ônus, e achando que somos livres – mas nem sabemos o que queremos.

Não é fácil descobrir quem a gente é: primeiro, estamos sempre mudando. Na essência somos alguém, mas algumas camadas legítimas da nossa alma (psiquê, mente, não me importa) vão se transformando, para melhor ou pior (quem sabe o que é isso?) com o passar do tempo e as circunstâncias.

E as escolhas nossas, claro. Conseguimos ser mais abertos ou nos fechamos mais; ficamos mais lúcidos ou mais alienados; enfrentamos o mundo de peito mais ou menos aberto ou nos anestesiamos com drogas, bebida, remédios; queremos verdadeiros afetos ou deliramos num sexo sem ternura nem parceria; enfim, escolhas ou destino, e alguma coisa muda.

Porém, dentro do que de verdade somos, ainda que não sabendo muito bem, poderíamos ser fiéis a nós mesmos. Mas as pressões externas se tornam internas, o diabinho do espírito de manada sopra em nosso ouvido, é isso aí, vai ser da turma, vai fazer isso e aquilo, e ser assim ou assado, e se vestir (ou despir) conforme a moda, e tudo vale o sacrifício.

Porque, se botarmos a cabeça fora da manada, saindo um pouco do que seja do rebanho, aparece alguém para cortar cabeça, braço ou pernas que ficaram fora do quadro.

Como? Você não foi àquele vernissage, não visitou aquela cidade, não viu aquele filme, não frequenta aquela academia, não transa tantas vezes, e daqueles jeitos que hoje são os melhores, não tem aquele vibrador, ou vibrador nenhum, que coisa mais sem graça! Você tem só vinte amigos em uma rede social? Eu tenho mais de mil, em outras muito mais, nunca estou sozinho, tenho um milhão de amigos.

E nos sentimos de fora, nos sentimos pobres, sem jeito, esquisitos até para nós mesmos. Mas, por que, se nos sentimos bem com essas limitações, com nossa pobreza nas redes sociais, se não conhecemos bem Paris, não frequentamos academia, ou não aquela mais chique, não estamos dentro dos padrões, estaríamos errados? Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem!

Ainda uso a palavra “negro”, por exemplo, porque quando começava, burramente, a pensar em “afrodescendente”, me achando ridícula – porque tenho negros muito próximos, e árabes, e para mim são todos apenas pessoas -, me dei conta de que existe uma banda excelente chamada Raça Negra, que os negros batalham pela valorização da negritude, que as cotas nas universidades vão para “negros
autodeclarados”.

Isso faz o politicamente correto parecer incorreto. Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente à vontade sendo mais fechado, mais tímido, poucos amigos, mas verdadeiros, e aí fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil.

Quero deixar claro aqui que nada tenho contra redes sociais, uso alguma vez o Facebook ou outro, mas nem precisei de mil amigos, nem critico quem os tem. Pois sou mais para reservada do que social, coisa minha.

O que me interessa é que a gente tenha consciência de que não são os duzentos ou mil aqueles a quem posso telefonar no meio da noite dizendo “estou mal” e virão correndo me ajudar. O que quero dizer é que é bom, bonito, natural, ser natural: com olhos azuis ou chineses, perfil árabe ou cabelo crespo. É bom, bonito, ser tímido ou extrovertido (desde que educado nos dois casos), até mesmo ser meio esquisito, fechado, contemplativo.

Tudo é positivo se é natural, exceto grosseria, cinismo, hostilidade. E a gente sempre pode melhorar, desde que não seja apenas para ser como os outros querem – e que não seja “do mal”. Aí é chato demais.

(Lya Luft.
Texto adaptado. Disponível em
http://www.oficinadegerencia.com/2012/12/lya-luft-

escreve-sobre-pressao-do.html)

Assinale a alternativa que, da forma mais adequada, reescreve (parafraseia) o excerto do texto transcrito a seguir, considerando a fidelidade ao conteúdo e o uso do padrão formal da língua (correção linguística): “Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente à vontade sendo mais fechado, mais tímido, poucos amigos, mas verdadeiros, e aí fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil”.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937304 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Vamos ser quem somos

Tanto tenho lido e escutado sobre diferenças, preconceitos, o politicamente correto (detestável na minha opinião, hipócrita e gerador de mais preconceito), que começo a pensar se não devíamos nos livrar das exigências, receitas, códigos, ordens, enquadramentos rigorosos e por vezes cruéis desta nossa cultura atual.

Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de força umas sobre as outras, lá vamos nós carregando esse ônus, e achando que somos livres – mas nem sabemos o que queremos.

Não é fácil descobrir quem a gente é: primeiro, estamos sempre mudando. Na essência somos alguém, mas algumas camadas legítimas da nossa alma (psiquê, mente, não me importa) vão se transformando, para melhor ou pior (quem sabe o que é isso?) com o passar do tempo e as circunstâncias.

E as escolhas nossas, claro. Conseguimos ser mais abertos ou nos fechamos mais; ficamos mais lúcidos ou mais alienados; enfrentamos o mundo de peito mais ou menos aberto ou nos anestesiamos com drogas, bebida, remédios; queremos verdadeiros afetos ou deliramos num sexo sem ternura nem parceria; enfim, escolhas ou destino, e alguma coisa muda.

Porém, dentro do que de verdade somos, ainda que não sabendo muito bem, poderíamos ser fiéis a nós mesmos. Mas as pressões externas se tornam internas, o diabinho do espírito de manada sopra em nosso ouvido, é isso aí, vai ser da turma, vai fazer isso e aquilo, e ser assim ou assado, e se vestir (ou despir) conforme a moda, e tudo vale o sacrifício.

Porque, se botarmos a cabeça fora da manada, saindo um pouco do que seja do rebanho, aparece alguém para cortar cabeça, braço ou pernas que ficaram fora do quadro.

Como? Você não foi àquele vernissage, não visitou aquela cidade, não viu aquele filme, não frequenta aquela academia, não transa tantas vezes, e daqueles jeitos que hoje são os melhores, não tem aquele vibrador, ou vibrador nenhum, que coisa mais sem graça! Você tem só vinte amigos em uma rede social? Eu tenho mais de mil, em outras muito mais, nunca estou sozinho, tenho um milhão de amigos.

E nos sentimos de fora, nos sentimos pobres, sem jeito, esquisitos até para nós mesmos. Mas, por que, se nos sentimos bem com essas limitações, com nossa pobreza nas redes sociais, se não conhecemos bem Paris, não frequentamos academia, ou não aquela mais chique, não estamos dentro dos padrões, estaríamos errados? Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem!

Ainda uso a palavra “negro”, por exemplo, porque quando começava, burramente, a pensar em “afrodescendente”, me achando ridícula – porque tenho negros muito próximos, e árabes, e para mim são todos apenas pessoas -, me dei conta de que existe uma banda excelente chamada Raça Negra, que os negros batalham pela valorização da negritude, que as cotas nas universidades vão para “negros
autodeclarados”.

Isso faz o politicamente correto parecer incorreto. Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente à vontade sendo mais fechado, mais tímido, poucos amigos, mas verdadeiros, e aí fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil.

Quero deixar claro aqui que nada tenho contra redes sociais, uso alguma vez o Facebook ou outro, mas nem precisei de mil amigos, nem critico quem os tem. Pois sou mais para reservada do que social, coisa minha.

O que me interessa é que a gente tenha consciência de que não são os duzentos ou mil aqueles a quem posso telefonar no meio da noite dizendo “estou mal” e virão correndo me ajudar. O que quero dizer é que é bom, bonito, natural, ser natural: com olhos azuis ou chineses, perfil árabe ou cabelo crespo. É bom, bonito, ser tímido ou extrovertido (desde que educado nos dois casos), até mesmo ser meio esquisito, fechado, contemplativo.

Tudo é positivo se é natural, exceto grosseria, cinismo, hostilidade. E a gente sempre pode melhorar, desde que não seja apenas para ser como os outros querem – e que não seja “do mal”. Aí é chato demais.

(Lya Luft.
Texto adaptado. Disponível em
http://www.oficinadegerencia.com/2012/12/lya-luft-

escreve-sobre-pressao-do.html)

Considerando o texto acima, no enunciado, Porém, dentro do que de verdade somos, ainda que não sabendo muito bem, poderíamos ser fiéis a nós mesmos”, a alternativa que, da forma mais adequada, substitui os conectores destacados sem alterar a redação e o sentido/significado da frase é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937303 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Vamos ser quem somos

Tanto tenho lido e escutado sobre diferenças, preconceitos, o politicamente correto (detestável na minha opinião, hipócrita e gerador de mais preconceito), que começo a pensar se não devíamos nos livrar das exigências, receitas, códigos, ordens, enquadramentos rigorosos e por vezes cruéis desta nossa cultura atual.

Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de força umas sobre as outras, lá vamos nós carregando esse ônus, e achando que somos livres – mas nem sabemos o que queremos.

Não é fácil descobrir quem a gente é: primeiro, estamos sempre mudando. Na essência somos alguém, mas algumas camadas legítimas da nossa alma (psiquê, mente, não me importa) vão se transformando, para melhor ou pior (quem sabe o que é isso?) com o passar do tempo e as circunstâncias.

E as escolhas nossas, claro. Conseguimos ser mais abertos ou nos fechamos mais; ficamos mais lúcidos ou mais alienados; enfrentamos o mundo de peito mais ou menos aberto ou nos anestesiamos com drogas, bebida, remédios; queremos verdadeiros afetos ou deliramos num sexo sem ternura nem parceria; enfim, escolhas ou destino, e alguma coisa muda.

Porém, dentro do que de verdade somos, ainda que não sabendo muito bem, poderíamos ser fiéis a nós mesmos. Mas as pressões externas se tornam internas, o diabinho do espírito de manada sopra em nosso ouvido, é isso aí, vai ser da turma, vai fazer isso e aquilo, e ser assim ou assado, e se vestir (ou despir) conforme a moda, e tudo vale o sacrifício.

Porque, se botarmos a cabeça fora da manada, saindo um pouco do que seja do rebanho, aparece alguém para cortar cabeça, braço ou pernas que ficaram fora do quadro.

Como? Você não foi àquele vernissage, não visitou aquela cidade, não viu aquele filme, não frequenta aquela academia, não transa tantas vezes, e daqueles jeitos que hoje são os melhores, não tem aquele vibrador, ou vibrador nenhum, que coisa mais sem graça! Você tem só vinte amigos em uma rede social? Eu tenho mais de mil, em outras muito mais, nunca estou sozinho, tenho um milhão de amigos.

E nos sentimos de fora, nos sentimos pobres, sem jeito, esquisitos até para nós mesmos. Mas, por que, se nos sentimos bem com essas limitações, com nossa pobreza nas redes sociais, se não conhecemos bem Paris, não frequentamos academia, ou não aquela mais chique, não estamos dentro dos padrões, estaríamos errados? Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem!

Ainda uso a palavra “negro”, por exemplo, porque quando começava, burramente, a pensar em “afrodescendente”, me achando ridícula – porque tenho negros muito próximos, e árabes, e para mim são todos apenas pessoas -, me dei conta de que existe uma banda excelente chamada Raça Negra, que os negros batalham pela valorização da negritude, que as cotas nas universidades vão para “negros
autodeclarados”.

Isso faz o politicamente correto parecer incorreto. Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente à vontade sendo mais fechado, mais tímido, poucos amigos, mas verdadeiros, e aí fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil.

Quero deixar claro aqui que nada tenho contra redes sociais, uso alguma vez o Facebook ou outro, mas nem precisei de mil amigos, nem critico quem os tem. Pois sou mais para reservada do que social, coisa minha.

O que me interessa é que a gente tenha consciência de que não são os duzentos ou mil aqueles a quem posso telefonar no meio da noite dizendo “estou mal” e virão correndo me ajudar. O que quero dizer é que é bom, bonito, natural, ser natural: com olhos azuis ou chineses, perfil árabe ou cabelo crespo. É bom, bonito, ser tímido ou extrovertido (desde que educado nos dois casos), até mesmo ser meio esquisito, fechado, contemplativo.

Tudo é positivo se é natural, exceto grosseria, cinismo, hostilidade. E a gente sempre pode melhorar, desde que não seja apenas para ser como os outros querem – e que não seja “do mal”. Aí é chato demais.

(Lya Luft.
Texto adaptado. Disponível em
http://www.oficinadegerencia.com/2012/12/lya-luft-

escreve-sobre-pressao-do.html)

Em relação ao texto, assinale “V” para Verdadeiro ou “F” para Falso:

( ) Lia Luft ordena que nos livremos das exigências, receitas, códigos, ordens e enquadramentos rigorosos e cruéis da nossa cultura atual.

( ) A autora busca um diálogo direto com o leitor, o que é evidenciado pela linguagem mais informal, conforme os exemplos: “Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem!”; ”E a gente sempre pode melhorar...”. “Aí é chato demais”.

( ) A passagem “Porque se botamos a cabeça fora da manada, saindo um pouco do que seja do rebanho, aparece alguém para cortar cabeça, braço ou pernas que ficaram fora do quadro” está em linguagem figurada, no sentido conotativo, cuja tradução para o sentido literal ou denotativo seria mais ou menos assim: Se nos comportarmos de forma diferente da maioria, aparece alguém para nos criticar, nos condenar.

( ) O ônus a que se refere a autora na passagem “lá vamos nós carregando esse ônus” refere-se a “Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de força umas sobre as outras”.

( ) O título do texto “Vamos ser quem somos” poderia ser substituído por “O preconceito contra os afrodescendentes”, sem prejuízo para a coerência do texto e a intenção comunicativa.

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937302 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Vamos ser quem somos

Tanto tenho lido e escutado sobre diferenças, preconceitos, o politicamente correto (detestável na minha opinião, hipócrita e gerador de mais preconceito), que começo a pensar se não devíamos nos livrar das exigências, receitas, códigos, ordens, enquadramentos rigorosos e por vezes cruéis desta nossa cultura atual.

Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de força umas sobre as outras, lá vamos nós carregando esse ônus, e achando que somos livres – mas nem sabemos o que queremos.

Não é fácil descobrir quem a gente é: primeiro, estamos sempre mudando. Na essência somos alguém, mas algumas camadas legítimas da nossa alma (psiquê, mente, não me importa) vão se transformando, para melhor ou pior (quem sabe o que é isso?) com o passar do tempo e as circunstâncias.

E as escolhas nossas, claro. Conseguimos ser mais abertos ou nos fechamos mais; ficamos mais lúcidos ou mais alienados; enfrentamos o mundo de peito mais ou menos aberto ou nos anestesiamos com drogas, bebida, remédios; queremos verdadeiros afetos ou deliramos num sexo sem ternura nem parceria; enfim, escolhas ou destino, e alguma coisa muda.

Porém, dentro do que de verdade somos, ainda que não sabendo muito bem, poderíamos ser fiéis a nós mesmos. Mas as pressões externas se tornam internas, o diabinho do espírito de manada sopra em nosso ouvido, é isso aí, vai ser da turma, vai fazer isso e aquilo, e ser assim ou assado, e se vestir (ou despir) conforme a moda, e tudo vale o sacrifício.

Porque, se botarmos a cabeça fora da manada, saindo um pouco do que seja do rebanho, aparece alguém para cortar cabeça, braço ou pernas que ficaram fora do quadro.

Como? Você não foi àquele vernissage, não visitou aquela cidade, não viu aquele filme, não frequenta aquela academia, não transa tantas vezes, e daqueles jeitos que hoje são os melhores, não tem aquele vibrador, ou vibrador nenhum, que coisa mais sem graça! Você tem só vinte amigos em uma rede social? Eu tenho mais de mil, em outras muito mais, nunca estou sozinho, tenho um milhão de amigos.

E nos sentimos de fora, nos sentimos pobres, sem jeito, esquisitos até para nós mesmos. Mas, por que, se nos sentimos bem com essas limitações, com nossa pobreza nas redes sociais, se não conhecemos bem Paris, não frequentamos academia, ou não aquela mais chique, não estamos dentro dos padrões, estaríamos errados? Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem!

Ainda uso a palavra “negro”, por exemplo, porque quando começava, burramente, a pensar em “afrodescendente”, me achando ridícula – porque tenho negros muito próximos, e árabes, e para mim são todos apenas pessoas -, me dei conta de que existe uma banda excelente chamada Raça Negra, que os negros batalham pela valorização da negritude, que as cotas nas universidades vão para “negros
autodeclarados”.

Isso faz o politicamente correto parecer incorreto. Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente à vontade sendo mais fechado, mais tímido, poucos amigos, mas verdadeiros, e aí fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil.

Quero deixar claro aqui que nada tenho contra redes sociais, uso alguma vez o Facebook ou outro, mas nem precisei de mil amigos, nem critico quem os tem. Pois sou mais para reservada do que social, coisa minha.

O que me interessa é que a gente tenha consciência de que não são os duzentos ou mil aqueles a quem posso telefonar no meio da noite dizendo “estou mal” e virão correndo me ajudar. O que quero dizer é que é bom, bonito, natural, ser natural: com olhos azuis ou chineses, perfil árabe ou cabelo crespo. É bom, bonito, ser tímido ou extrovertido (desde que educado nos dois casos), até mesmo ser meio esquisito, fechado, contemplativo.

Tudo é positivo se é natural, exceto grosseria, cinismo, hostilidade. E a gente sempre pode melhorar, desde que não seja apenas para ser como os outros querem – e que não seja “do mal”. Aí é chato demais.

(Lya Luft.
Texto adaptado. Disponível em
http://www.oficinadegerencia.com/2012/12/lya-luft-

escreve-sobre-pressao-do.html)

A alternativa que melhor resume a ideia central do texto é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937301 Ano: 2020
Disciplina: Português
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS

Vamos ser quem somos

Tanto tenho lido e escutado sobre diferenças, preconceitos, o politicamente correto (detestável na minha opinião, hipócrita e gerador de mais preconceito), que começo a pensar se não devíamos nos livrar das exigências, receitas, códigos, ordens, enquadramentos rigorosos e por vezes cruéis desta nossa cultura atual.

Cultura que propaga liberdade, mas nos veste camisas de força umas sobre as outras, lá vamos nós carregando esse ônus, e achando que somos livres – mas nem sabemos o que queremos.

Não é fácil descobrir quem a gente é: primeiro, estamos sempre mudando. Na essência somos alguém, mas algumas camadas legítimas da nossa alma (psiquê, mente, não me importa) vão se transformando, para melhor ou pior (quem sabe o que é isso?) com o passar do tempo e as circunstâncias.

E as escolhas nossas, claro. Conseguimos ser mais abertos ou nos fechamos mais; ficamos mais lúcidos ou mais alienados; enfrentamos o mundo de peito mais ou menos aberto ou nos anestesiamos com drogas, bebida, remédios; queremos verdadeiros afetos ou deliramos num sexo sem ternura nem parceria; enfim, escolhas ou destino, e alguma coisa muda.

Porém, dentro do que de verdade somos, ainda que não sabendo muito bem, poderíamos ser fiéis a nós mesmos. Mas as pressões externas se tornam internas, o diabinho do espírito de manada sopra em nosso ouvido, é isso aí, vai ser da turma, vai fazer isso e aquilo, e ser assim ou assado, e se vestir (ou despir) conforme a moda, e tudo vale o sacrifício.

Porque, se botarmos a cabeça fora da manada, saindo um pouco do que seja do rebanho, aparece alguém para cortar cabeça, braço ou pernas que ficaram fora do quadro.

Como? Você não foi àquele vernissage, não visitou aquela cidade, não viu aquele filme, não frequenta aquela academia, não transa tantas vezes, e daqueles jeitos que hoje são os melhores, não tem aquele vibrador, ou vibrador nenhum, que coisa mais sem graça! Você tem só vinte amigos em uma rede social? Eu tenho mais de mil, em outras muito mais, nunca estou sozinho, tenho um milhão de amigos.

E nos sentimos de fora, nos sentimos pobres, sem jeito, esquisitos até para nós mesmos. Mas, por que, se nos sentimos bem com essas limitações, com nossa pobreza nas redes sociais, se não conhecemos bem Paris, não frequentamos academia, ou não aquela mais chique, não estamos dentro dos padrões, estaríamos errados? Nem aceitamos policiamento da linguagem, imaginem!

Ainda uso a palavra “negro”, por exemplo, porque quando começava, burramente, a pensar em “afrodescendente”, me achando ridícula – porque tenho negros muito próximos, e árabes, e para mim são todos apenas pessoas -, me dei conta de que existe uma banda excelente chamada Raça Negra, que os negros batalham pela valorização da negritude, que as cotas nas universidades vão para “negros
autodeclarados”.

Isso faz o politicamente correto parecer incorreto. Se sou de uma cor de pele ou outra, mais agitado ou sossegado, gordo ou magro, ativo ou reservado, por que eu teria de mudar quando surge algum esperto querendo dar ordens? Tem gente que se sente à vontade sendo mais fechado, mais tímido, poucos amigos, mas verdadeiros, e aí fica inquieto porque teria de ter cem, ou mil.

Quero deixar claro aqui que nada tenho contra redes sociais, uso alguma vez o Facebook ou outro, mas nem precisei de mil amigos, nem critico quem os tem. Pois sou mais para reservada do que social, coisa minha.

O que me interessa é que a gente tenha consciência de que não são os duzentos ou mil aqueles a quem posso telefonar no meio da noite dizendo “estou mal” e virão correndo me ajudar. O que quero dizer é que é bom, bonito, natural, ser natural: com olhos azuis ou chineses, perfil árabe ou cabelo crespo. É bom, bonito, ser tímido ou extrovertido (desde que educado nos dois casos), até mesmo ser meio esquisito, fechado, contemplativo.

Tudo é positivo se é natural, exceto grosseria, cinismo, hostilidade. E a gente sempre pode melhorar, desde que não seja apenas para ser como os outros querem – e que não seja “do mal”. Aí é chato demais.

(Lya Luft.
Texto adaptado. Disponível em
http://www.oficinadegerencia.com/2012/12/lya-luft-

escreve-sobre-pressao-do.html)

Assinale a única alternativa que corresponde ao texto, considerando os sentidos explícitos e implícitos:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937300 Ano: 2020
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS
Provas:

A NBC TSP – Estrutura Conceitual não propõe uma única base de mensuração (ou a combinação de bases de mensuração) para todas as transações, eventos e condições. Apresentando assim bases de mensuração para ativos e passivos que fornecem informações sobre
o custo de serviços prestados, a capacidade operacional e a capacidade financeira da entidade, além da extensão na qual fornecem informação que satisfaça as características qualitativas. Relacione as bases de mensuração com sua respectiva descrição e assinale a alternativa correta:

I. Custo de cumprimento da obrigação.

II. Valor de mercado (quando o mercado é aberto, ativo e organizado ou inativo).

III. Custo Histórico.

IV. Preço líquido de venda.

( ) Importância fornecida para se adquirir ou desenvolver um ativo, o qual corresponde ao caixa ou equivalentes de caixa ou o valor de outra importância fornecida à época de sua aquisição ou desenvolvimento.

( ) Custos nos quais a entidade incorre no cumprimento das obrigações representadas pelo passivo, assumindo que o faz da maneira menos onerosa.

( ) Montante que a entidade pode obter com a venda do ativo após deduzir os gastos para a venda.

( ) Montante pelo qual um passivo pode ser liquidado entre partes cientes e interessadas em transação sob condições normais de mercado.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas
1937299 Ano: 2020
Disciplina: Contabilidade Pública
Banca: IBRASP
Orgão: Pref. Rio Grande-RS
Provas:

O Grupo de Natureza da Despesa (GND), é um agregador de elementos de despesa orçamentária com as mesmas características quanto ao objeto de gasto. Nesse sentido, assinale a alternativa que se classifica como Investimentos:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas