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TEXTO III
O GRITO
Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra. Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz
um amigo para o outro. Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho,
pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro
de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas
tolas, elocubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos
utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos
nossos planos: será infrutífero. A verdade já está lá dentro, a verdade impõe-se, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que
esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos
desviar este amor para outro amor, um amor aceitável,
fácil, sereno. Podemos dar todas as provas do mundo ao
mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos,
desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá
de dentro vêm todas as informações que passarão por
uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa
sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma:
ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
[...] Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o
esperado e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro:
mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o
alto. Sabe.
Eu não sei por que sou assim. Sabe.
MEDEIROS, Martha. Montanha-russa.
Porto Alegre: L&PM, 2001. p. 15-16.
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TEXTO III
O GRITO
Não sei o que está acontecendo comigo, diz a paciente para o psiquiatra. Ela sabe.
Não sei se gosto mesmo da minha namorada, diz
um amigo para o outro. Ele sabe.
Não sei se quero continuar com a vida que tenho,
pensamos em silêncio.
Sabemos, sim.
Sabemos tudo o que sentimos porque algo dentro
de nós grita. Tentamos abafar esse grito com conversas
tolas, elocubrações, esoterismo, leituras dinâmicas, namoros virtuais, mas não importa o método que iremos
utilizar para procurar uma verdade que se encaixe nos
nossos planos: será infrutífero. A verdade já está lá dentro, a verdade impõe-se, fala mais alto que nós, ela grita.
Sabemos se amamos ou não alguém, mesmo que
esteja escrito que é um amor que não serve, que nos rejeita, um amor que não vai resultar em nada. Costumamos
desviar este amor para outro amor, um amor aceitável,
fácil, sereno. Podemos dar todas as provas do mundo ao
mundo de que não amamos uma pessoa e amamos outra, mas sabemos, lá dentro, quem é que está no controle.
A verdade grita. Provoca febres, salta aos olhos,
desenvolve úlceras. Nosso corpo é a casa da verdade, lá
de dentro vêm todas as informações que passarão por
uma triagem particular: algumas verdades a gente deixa
sair, outras a gente aprisiona. Mas a verdade é só uma:
ninguém tem dúvida sobre si mesmo.
[...] Você cumpre o ritual todinho, faz tudo como o
esperado e é feliz, puxa, como é feliz. E o grito lá dentro:
mas você não queria ser feliz, queria viver!
Eu não sei se teria coragem de jogar tudo para o
alto. Sabe.
Eu não sei por que sou assim. Sabe.
MEDEIROS, Martha. Montanha-russa.
Porto Alegre: L&PM, 2001. p. 15-16.
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TEXTO II
MOTIVO
Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.
Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
mais nada.
MEIRELLES, Cecília. Viagem. In: Obra Poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. P. 228.
Considere as afirmações a seguir sobre o texto “Motivo”:
I - O gênero textual é um poema.
II - O tipo textual de base é dissertativo.
III - O domínio discursivo é ficcional.
Marque a alternativa que apresenta as afirmações corretas:
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TEXTO II
MOTIVO
Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.
Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
mais nada.
MEIRELLES, Cecília. Viagem. In: Obra Poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. P. 228.
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MOTIVO
Eu canto porque o instante existe
E a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
Sou poeta.
Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
No vento.
Se desmorono ou se edifico,
Se permaneço ou me desfaço,
não sei, não sei. Não sei se fico
Ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
mais nada.
MEIRELLES, Cecília. Viagem. In: Obra Poética.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1991. P. 228.
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TEXTO I
Viver Dói

Cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/Fabiana Langona.
17.jan.2024.
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Viver Dói

Cartum.folha.uol.com.br/quadrinhos/Fabiana Langona.
17.jan.2024.
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TEXTO I
Aula de religião
Magricela como a Olívia Palito, mulher de Popeye, parecia um galho seco dentro do vestido escuro.
Era antipática e ranzinza. Usava óculos de lentes grossas:
não enxergava direito, vivia confundindo um aluno com
outro.
A aula de religião não contava ponto nem influía
na nossa média, mas a diretora nos obrigava a frequentar.
Um dia apareceu uma barata na sala de aula. Descobrimos então que Dona Risoleta tinha um verdadeiro
horror de baratas: soltou um grito, apontou a bichinha
com o dedo trêmulo e subiu na cadeira, pedindo que matássemos. Era uma barata grande, daquelas cascudas. A
classe inteira se mobilizou para matá-la. Foi aquele alvoroço.
(SABINO, Fernando. Menino no espelho.
Rio de Janeiro, Record, 1990, p.113)
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TEXTO I
Aula de religião
Magricela como a Olívia Palito, mulher de Popeye, parecia um galho seco dentro do vestido escuro.
Era antipática e ranzinza. Usava óculos de lentes grossas:
não enxergava direito, vivia confundindo um aluno com
outro.
A aula de religião não contava ponto nem influía
na nossa média, mas a diretora nos obrigava a frequentar.
Um dia apareceu uma barata na sala de aula. Descobrimos então que Dona Risoleta tinha um verdadeiro
horror de baratas: soltou um grito, apontou a bichinha
com o dedo trêmulo e subiu na cadeira, pedindo que matássemos. Era uma barata grande, daquelas cascudas. A
classe inteira se mobilizou para matá-la. Foi aquele alvoroço.
(SABINO, Fernando. Menino no espelho.
Rio de Janeiro, Record, 1990, p.113)
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TEXTO I
Aula de religião
Magricela como a Olívia Palito, mulher de Popeye, parecia um galho seco dentro do vestido escuro.
Era antipática e ranzinza. Usava óculos de lentes grossas:
não enxergava direito, vivia confundindo um aluno com
outro.
A aula de religião não contava ponto nem influía
na nossa média, mas a diretora nos obrigava a frequentar.
Um dia apareceu uma barata na sala de aula. Descobrimos então que Dona Risoleta tinha um verdadeiro
horror de baratas: soltou um grito, apontou a bichinha
com o dedo trêmulo e subiu na cadeira, pedindo que matássemos. Era uma barata grande, daquelas cascudas. A
classe inteira se mobilizou para matá-la. Foi aquele alvoroço.
(SABINO, Fernando. Menino no espelho.
Rio de Janeiro, Record, 1990, p.113)
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