Foram encontradas 617 questões.
Os tipos textuais correspondem a formas predominantes
de organização do discurso e podem coexistir em um
mesmo gênero textual, embora um deles costume
prevalecer na construção dos sentidos (MARCUSCHI,
2008).
Em relação aos tipos textuais, assinale a alternativa correta.
Em relação aos tipos textuais, assinale a alternativa correta.
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Os vícios de linguagem constituem desvios capazes de
comprometer a precisão, a clareza ou a expressividade
do enunciado, sendo identificados a partir dos efeitos
produzidos na construção linguística e não apenas pela
nomenclatura atribuída a cada ocorrência (CUNHA;
CINTRA, 2017).
Analise os vícios de linguagem apresentados na Coluna I e associe-os às respectivas características da Coluna II.
Coluna I
1.Ambiguidade
2.Eco
3.Barbarismo
4.Solecismo 5.Redundância
Coluna II
( ) Ocorrência em que a repetição de terminações ou de sequências sonoras semelhantes produz um efeito fonético indesejado, sem alterar a correção gramatical do enunciado.
( ) Desvio que incide sobre a forma da palavra, envolvendo aspectos como grafia, pronúncia, flexão ou formação vocabular em desacordo com a norma-padrão.
( ) Inadequação decorrente da organização sintática da frase, comprometendo relações estruturais exigidas pela norma culta, ainda que o sentido geral permaneça compreensível.
( ) Construção cuja organização permite mais de uma leitura compatível com o contexto, dificultando a determinação de um único sentido para o enunciado.
( ) Emprego de elementos linguísticos cujo conteúdo semântico já se encontra expresso por outros termos da mesma construção, sem acréscimo relevante de informação.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
Analise os vícios de linguagem apresentados na Coluna I e associe-os às respectivas características da Coluna II.
Coluna I
1.Ambiguidade
2.Eco
3.Barbarismo
4.Solecismo 5.Redundância
Coluna II
( ) Ocorrência em que a repetição de terminações ou de sequências sonoras semelhantes produz um efeito fonético indesejado, sem alterar a correção gramatical do enunciado.
( ) Desvio que incide sobre a forma da palavra, envolvendo aspectos como grafia, pronúncia, flexão ou formação vocabular em desacordo com a norma-padrão.
( ) Inadequação decorrente da organização sintática da frase, comprometendo relações estruturais exigidas pela norma culta, ainda que o sentido geral permaneça compreensível.
( ) Construção cuja organização permite mais de uma leitura compatível com o contexto, dificultando a determinação de um único sentido para o enunciado.
( ) Emprego de elementos linguísticos cujo conteúdo semântico já se encontra expresso por outros termos da mesma construção, sem acréscimo relevante de informação.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
A partir das informações do texto, infere-se que a criação do Prêmio Ganso de Ouro buscou:
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- SintaxeTermos Acessórios e Independentes
- MorfologiaAdjetivos
- MorfologiaAdvérbios
- MorfologiaPronomesPronomes Relativos
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
Analise se as afirmativas a seguir sobre os termos destacados são falsas (F) ou verdadeiras (V).
( ) O trecho "no 11 de setembro" exerce a função de adjunto adverbial de tempo, situando o fato narrado no tempo ocorrido.
( ) O termo "Atônito" atribui um estado ao sujeito "o mundo", exercendo a função sintática de predicativo do sujeito.
( ) O pronome relativo "que" retoma o termo "informações", estabelecendo com ele uma relação de caracterização.
( ) O vocábulo "tão" exerce a função de pronome indefinido, indicando quantidade imprecisa relacionada ao substantivo "volume".
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
I.O emprego da expressão destacada está correto no trecho.
PORQUE II.
Nesse contexto, "por qual motivo" pode substituir a referida expressão, justificando sua grafia em duas palavras.
Assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
No trecho apresentado, a expressão "das abelhas" exerce a função sintática de:
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Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
No trecho apresentado, as vírgulas foram empregadas para:
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Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
A progressão temática do texto é construída, principalmente, por meio da:
Provas
Questão presente nas seguintes provas
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças "à" sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da Universidade de Cornell.
Analise as proposições a seguir sobre o emprego da crase nos trechos destacados.
I.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase decorre do fato de os nomes de cidades serem empregados, em regra, sem artigo definido.
II.No trecho "Como viajava com frequência "a" Atlanta", a ausência do acento indicativo de crase está correta, pois, no contexto, o topônimo foi empregado sem artigo definido.
III.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o emprego do acento indicativo de crase está correto, pois ocorre a fusão entre a preposição exigida pela locução "graças a" e o artigo feminino que acompanha o substantivo "sabedoria".
IV.No trecho "graças "à" sabedoria da colmeia", o acento indicativo de crase decorre da regência do verbo "agem", que exige a preposição "a" antes do substantivo "sabedoria".
Assinale a alternativa correta.
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Quatro pesquisas científicas que pareciam absurdas,
mas tiveram resultados brilhantes
Há 25 anos, no 11 de setembro de 2001, um grupo
extremista transformou aviões comerciais em armas
contra alvos nos Estados Unidos. Atônito, o mundo
buscou informações na internet, que na época ainda não
suportava um volume tão grande de acessos e
praticamente parou.
Sunil Nakrani, engenheiro elétrico e doutorando em
Oxford, tentou compreender o colapso. Cada site ficava
hospedado em um servidor com capacidade limitada.
Quando milhares de pessoas acessavam o mesmo
conteúdo ao mesmo tempo, o servidor não conseguia
atender a todos, mesmo que outros servidores
estivessem ociosos. A questão era como alocar
servidores de maneira eficiente para acompanhar um
tráfego em constante mudança.
Como viajava com frequência a Atlanta, onde a mulher
trabalhava, Nakrani procurou especialistas do Instituto de
Tecnologia da Geórgia, onde conheceu Craig Tovey,
especialista em engenharia industrial. Depois de ouvir
Nakrani, Tovey percebeu que a resposta estaria nas
abelhas.
Para a colmeia, é essencial armazenar mel suficiente
para o inverno. As abelhas precisam coletar néctar de
milhões de flores que prosperam em épocas e horários
diferentes, disputando recursos com outras espécies.
Mesmo sem uma líder, agem com eficiência graças à
sabedoria da colmeia, explica Tom Seeley, biólogo da
Universidade de Cornell.
Anos antes, Tovey uniu-se a Seeley e a outros dois
engenheiros para entender como as abelhas resolvem
esse problema. A pesquisa envolveu transportar milhares
de abelhas identificadas até fontes artificiais de néctar
para observar seu comportamento. O segredo para
marcá-las era imobilizá-las, reduzindo a temperatura
corporal.
O estudo ajudou a compreender o comportamento das
abelhas, mas até Nakrani encontrar Tovey era o tipo de
pesquisa que críticos consideram inútil. Da parceria
surgiu o algoritmo das abelhas aplicado a servidores,
que lida com picos de acesso e evita o frustrante ícone
de carregamento.
Em 2016, o estudo recebeu o Prêmio Ganso de Ouro, criado para destacar pesquisas aparentemente obscuras
que resultaram em grande impacto social. A premiação
foi idealizada pelo congressista Jim Cooper para
contrapor o Prêmio Velocino de Ouro, que ridicularizava
gastos públicos com ciência.
Segundo Joanne Padrón Carney, da Associação
Americana para o Avanço da Ciência, o prêmio mostra
que descobertas científicas levam tempo e que
pesquisas consideradas tolas podem ter impacto
duradouro. A curiosidade, disse ela, é parte da natureza
humana. Quando os recursos são escassos, prioriza-se
a pesquisa orientada por missão, mas é preciso
equilibrá-la com a pesquisa básica, pois não se sabe de
onde virão os próximos avanços. Esse investimento vem
diminuindo em vários países.
Hoje, o mundo está voltado para a inteligência artificial,
cujas bases vieram da neurociência, não da
computação. Na década de 1970, cientistas modelaram
redes neurais para compreender a cognição humana.
Esse trabalho serviu de base para o aprendizado de
máquina. Geoffrey Hinton, homenageado com o Ganso
de Ouro, ganhou o Nobel em 2024. Ele e seus colegas
James McClelland e David Rumelhart começaram
movidos pela simples curiosidade de entender os
processos cognitivos do cérebro.
Carney citou outro caso: uma indústria de biotecnologia
surgiu porque dois cientistas queriam entender por que
certas bactérias sobrevivem em fontes termais. Na
década de 1960, Thomas Brock e Hudson Freeze foram
a Yellowstone estudar a lama esverdeada das águas
quentes. Descobriram a Thermus aquaticus, que se
desenvolvia em temperaturas extremas. Brock agia por
pura curiosidade.
Décadas depois, Kary Mullis percebeu que uma enzima
dessa bactéria, a Taq polimerase, resistia ao calor
exigido pela técnica PCR, que permite multiplicar
fragmentos de DNA. A técnica viabilizou os testes de
covid-19 em escala mundial e, antes da pandemia, já era
essencial na medicina, na genética e na ciência forense.
O estudo em Yellowstone, financiado com 80 mil dólares,
gerou retorno incalculável. Mullis recebeu o Nobel; Brock
e Freeze, o Ganso de Ouro.
O exemplo seguinte é ainda mais improvável. Na década
de 1960, o biofísico Barnett Rosenberg e sua equipe
estudavam como campos elétricos afetavam bactérias
quando algo inesperado aconteceu: as bactérias
pararam de se dividir. A equipe atribuiu o efeito ao
campo elétrico, mas estava errada. Os eletrodos de
platina liberavam compostos que impediam a
multiplicação celular. Essa observação, quase
descartada, levou à cisplatina, um dos quimioterápicos
mais importantes, aprovado em 1978. Antes dela, a
sobrevivência ao câncer de testículo era de cerca de
10%; com a cisplatina, passou de 90%. Em 2025, os três
pesquisadores receberam o Prêmio Ganso de Ouro. Não
buscavam a cura do câncer. Queriam apenas
compreender a natureza. Muitas vezes, isso basta.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c07rk5lrl38o.adaptado.
A leitura do texto permite concluir que a utilização sucessiva de exemplos de áreas distintas da ciência tem a finalidade de:
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