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Foram encontradas 315 questões.

2157243 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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Leia o texto a seguir para responder à questão

TEXTO I

Erros e adequação de linguagem - Como evitar o preconceito linguístico?

Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação.

O filósofo Spinoza escreveu: "Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las." (apud BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico).

Diante desse convidativo pensamento do excomungado filósofo racionalista, cabe-nos uma profunda reflexão quando, ao nos referimos às variedades linguísticas de uma determinada língua - neste caso, as variações de uso da língua portuguesa - as tratamos, muitas vezes, sob o signo do erro.

Precisamente em função disso, seria bom esclarecer que há certas afirmações equivocadas, que ainda são bastante usuais para avaliar o desempenho linguístico em geral dos falantes das variantes não-padrão da língua. Afirmações que, além de equivocadas, não são politicamente corretas e, por isso, devem ser evitadas.

Sendo a língua uma realidade essencialmente variável, em princípio não há formas ou expressões intrinsecamente erradas. Há, na verdade, variações. Assim, caberia a todo falante dessa língua adequar seu discurso a determinadas situações linguísticas de uso, que fossem necessárias à comunicação urgente e eficaz, seja ela culta ou não.

Portanto, dentro dessas variações (desde a norma padrão até a forma mais coloquial possível) há defeitos - e não erros - que deveriam ser observados e reparados. De modo que, quando falamos em linguagem coloquial, soa-nos que esta atua como um termômetro social, que mede o quanto um falante está socialmente mais ou menos afastado de uma elite social, falante de um português padrão culto.

Ora, isso não passa, no mínimo, do desconhecimento de qualquer análise de caráter sociolinguístico. Em princípio, mesmo nos falantes que usualmente utilizam, na maior parte do tempo, a chamada variante padrão, percebe-se também em suas falas a utilização da variante coloquial como forma de expressão.

Nossos discursos não são tão puros assim, de tal forma que, ao falarmos, fazemos separações rigorosas daquilo que é formal do que não é formal. Ademais, devemos atentar para as diferenças existentes entre as modalidades falada e escrita da língua. Essas diferenças devem ser estabelecidas e mostradas a todos, de maneira clara e objetiva, quando se aborda o assunto língua.

A partir dessas observações, usar conceitos como adequação e inadequação, dependendo, é claro, da situação comunicativa em que o falante / escritor está inserido, seria mais proveitoso e menos preconceituoso.

Não podemos incidir no mesmo equívoco que algumas pessoas cometem - em manuais, gramáticas ou livros didáticos - quando comparam a variante padrão, escrita, da língua, com a variante não-padrão, falada, se valendo dos mais arraigados e difundidos preconceitos linguísticos contra os falantes dessas variantes não-padrão, dizendo que estes não conhecem a própria língua, pelo fato de "maltratarem-na", "errarem-na" etc.

Tal comportamento explica-se pelo fato de essas pessoas (que atuam praticamente como verdadeiras donas da língua) perceberem a língua como um bloco monolítico, com uma única possibilidade de realização, e que está estática, tal como uma língua morta. E que qualquer manifestação linguística que não siga os padrões do passado (normalmente literários, que são legitimados pelas gramáticas normativas) é traduzida em erro.

Marcos Bagno mostra-nos exatamente isso, quando afirma: "O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo. [...] Também a gramática não é a língua".

Além do mais, o preconceito linguístico está intimamente relacionado à imagem que cada um dos falantes tem do outro, e não necessariamente sobre o grau de conhecimento efetivo que estes falantes têm do padrão culto da língua.

Sobre isso, Marli Quadros Leite afirma o seguinte: "O preconceito decorre de incompatibilidades entre a pessoa e o ato que ela executa, ou, ao contrário, entre o ato e a pessoa, incluído aí o discurso. Isso quer dizer, se se tiver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ele fizer ou disser pode ser aceito, mesmo se o que disser ou fizer for errado, falso ou impreciso. Inversamente, se se tiver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que ela disser ou fizer pode ser rejeitado, mesmo se disser verdades ou se se comportar corretamente." Diante desses esclarecimentos, é fundamental que todos os falantes, sabendo exatamente das diferenças acima citadas, ao falarem linguisticamente em errado / certo, atentem para a existência das variações aqui esclarecidas e comecem a tomar a devida cautela quanto ao uso desses referidos conceitos (certo / errado), que, quando mal empregados, acabam por gerar pré-conceitos não somente nas já referidas gramáticas, manuais ou livros didáticos, mas principalmente em nossos mais variados discursos.

https://educacao.uol.com.br

“Além do mais, o preconceito linguístico está intimamente relacionado à imagem que cada um dos falantes tem do outro [...].” 12º§ No que se refere ao uso ou não do sinal indicativo de crase, a alternativa que apresenta uma adaptação correta do trecho acima é:
 

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2157242 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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TEXTO II – A bomba atômica (Vinicius de Moraes) Leia os versos a seguir e responda à questão
[...]
“A bomba atômica
A bomba atômica é triste
Coisa mais triste não há
Quando cai, cai sem vontade...”
[...]

[...]
“Bomba atômica que aterra
Pomba atônita da paz
Pomba tonta, bomba atômica...”
[...]
A repetição de elementos fônicos é um recurso estilístico denominado
 

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2157241 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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É correto afirmar sobre a colocação pronominal:
 

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2157240 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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Assinale a alternativa em que o emprego das palavras corresponde ao que recomenda a norma culta.
 

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2157239 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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Considere a colocação pronominal, nas seguintes frases, e assinale a alternativa em que o advérbio destacado exigiu a próclise do pronome SE.
 

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2157238 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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Assinale a frase que não apresenta erro de pontuação.
 

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2157237 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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“[...] a existência de conflitos chega a ser 50% menor que nas demais organizações.” (https://www.em.com.br)
O “a” empregado na frase acima, imediatamente depois do verbo “chegar”, deverá receber o sinal indicativo de crase, caso o segmento grifado seja substituído por:
 

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2157236 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: IBADE
Orgão: Pref. Sooretama-ES
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A alternativa que apresenta uma palavra em desacordo com a norma culta é:
 

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Leia o excerto abaixo.

“Francis Ford Coppola, diretor do clássico O Poderoso Chefão, deu uma entrevista ao Omelete e voltou a falar sobre a indústria do cinema e a forma como grandes produções acabaram, a seu ver, por se tornarem repetitivas.

‘Um filme contemporâneo como o novo Duna conta com artistas muitíssimo talentosos, mas é basicamente uma repetição’, afirmou. ‘Se você olhar com atenção, você vê muito do que já viu antes, como acidentes de carro, quedas de helicóptero, tudo isso são ideias já utilizadas. Para mim, é um desperdício de talento: os diretores claramente têm muito talento, assim como o elenco, mas o filme não me engaja, eles não aproveitaram a oportunidade para fazer algo realmente contemporâneo, o que eles podiam ter feito’. [...]”

COPPOLA critica "repetição" em blockbusters: "Desperdício de talento". Omelete, 24 de fevereiro de 2022. Filmes. Disponível em: https://www.omelete.com.br/filmes/coppola-critica-repeticao-em-blockbusters-desperdicio-de-talento. Acesso em: 08 mar. 2022.

Dentre as opções abaixo, marque aquela que apresenta uma estratégia argumentativa utilizada por Francis Ford Coppola em sua crítica.

 

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Leia o fragmento a seguir.

“Como estamos no mês em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer, que foi dia 4 de fevereiro, é muito importante fazermos aqui um alerta no que se refere à relação da obesidade com o câncer.”

RAUEN, Eduardo. Entenda a relação entre obesidade e câncer. Forbes Brasil, 10 de fevereiro de 2022. Colunas. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2022/02/eduardo-rauen-entenda-a-relacao-entre-obesidade-e-cancer/. Acesso em: 07 mar. 2022.

O conectivo “Como”, que introduz o parágrafo, confere à oração em que ele ocorre uma ideia de:

 

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