Foram encontradas 700 questões.
leia os artigos seguintes:
Art. 1°; O exercício das atividades compreendidas na Contabilidade, considerada esta na sua plena amplitude e condição de Ciência Aplicada, constitui prerrogativa, sem exceção, dos contadores e dos técnicos em contabilidade legalmente habilitados, ressalvadas as atribuições privativas dos conta-dores.
Art.2º O contabilista pode exercer as suas atividades na condição de profissional liberal ou autônomo, de empregado regido pela CLT, de servidor público, de militar, de sócio de qualquer tipo de sociedade, de diretor ou de conselheiro de quaisquer entidades, ou, em qualquer outra situação jurídica definida pela legislação, exercendo qualquer tipo de função. Essas funções poderão ser as de analista, assessor, assistente, auditor, interno e externo, conselheiro, consultor, controlador de arrecadação, controler, educador, escritor ou articulista técnico, escriturador contábil ou fiscal, executor subordinado, fiscal de tributos, legislador, organizador, perito, pesquisador, planejador, professor ou conferencista, redator, revisor.
Considerando esse contexto, avalie as seguintes afirmações sobre as atribuições privativas dos profissionais da contabilidade:
I- apuração do valor patrimonial de participações, quotas ou ações;
II- abertura e encerramento de escritas contábeis;
III- elaboração de balancetes e de demonstrações do movimento por contas ou grupos de contas, de forma analítica ou Sintética;
IV- controle, avaliação e estudo da gestão econômica, financeira e patrimonial das empresas e demais entidades.
Estão corretas:
Provas
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão.
Somos Todos Estrangeiros.
Estrangeiro é o bairro em que moramos, estrangeira é a mulher que encoxamos no elevador, estrangeiros são nossos pais, nossos filhos. Nunca me senti em casa no Brasil, ninguém está em casa no Brasil: todo mundo foi até a esquina, todo mundo foi tomar um cafezinho. Achava que, de uma maneira ou de outra, eu estava embromando ou sendo embromado por alguém. Que viver não era nada daquilo, que eu não tinha nada com o peixe, que os verdadeiros brasileiros estavam misteriosamente ocupados com seus sofrimentos, ou então atarefados criando um Brasil melhor: gente andando rapidamente nas ruas da cidade, ou cavando uma terra dura e ingrata. Os brasileiros eram abstratos, distantes, mais calados do que comumente se supõe. Conheço algumas vozes brasileiras: gostaria de saber escrever na tonalidade do Jorge Veiga, ou do Moreira da Silva, misturada a uma retórica aborrecida e às avessas semelhante à de Ruy Barbosa - como o Hino à Bandeira acompanhado de caixinha de fósforos. Os sambinhas, claro, eram brasileiros, o pessoal que sentava ao meu lado no Maracanã era brasileiro, as piadas de papagaio eram brasileiras. Mas tudo era de mentirinha, beirando sempre o pitoresco ou se precipitando na tragédia policial ou no editorial dos jornais. A vida a sério, os seis quarteirões em que me locomovia, as seis pessoas com quem convivia não eram, digamos assim, bem brasileiros - assim como eu, tinham máquina fotográfica a tiracolo e camisas com palmeiras.
Em tudo que eu engolia ficava uma ponta de tradução atravessada em minha garganta: os filmes com legendas em português, as histórias em quadrinhos, os livros, as notícias; os foxes. Éramos uma versão pobre do que a vida deveria ser - e a vida vinha sempre em inglês, em francês, em alemão. Mesmo quando dizia "eu te amo", ou "não me chateia", eu me sentia vagamente ridículo, apropriador - feito um homem de série da televisão mal dublado: minha boca fechada e as palavras ainda saindo, um ventríloquo com descontroIe psicomotor.
Reconheci, pelo paladar, pelos olhos, certos molhos, certas bossas tipicamente brasileiras (o problema é que eram típicos): feijoada, dendê, folha seca de Didi, Noel Rosa, escola de samba. Mas a essência, a parte que tratava de mim (nos meus seis quarteirões, na cidade no sul do país) e de minha relação com os severinos todos, essa parte era sempre tratada em outra língua; eu pertencia aos estrangeiros, foram eles que me disseram como vim a fazer parte ou como nunca fiz parte. Eu era, como todo brasileiro, um improvisador, um adaptador, um tradutor, consequentemente um traidor - porque eu olhava para a cara de meu semelhante e não sabia como poderíamos nos entender, o que ele tinha a me dizer, o que eu poderia lhe dizer, como juntos conseguiríamos nos salvar. No entanto, o tempo todo, eu era, eu sou, apenas mais um João, só que em russo.
Não consegui, como tanta gente de minha geração ou mais moça do que eu, me interessar pelo folclore caboclo. A própria palavra folclore já leva embutido um desaforo urbano. No entanto, achava que o setor, devidamente estudado por profissionais competentes, me seria útil, me forneceria, por exemplo, dados para escrever com justeza para um público moço que vive de cinema, disco e que sabe, curiosamente, que há uma tremenda safadeza, uma violência no ar. Não lia, portanto, O Negrinho do Pastoreio - o que já preparava o terreno até para eu deixar de ler Machado de Assis ou Dalton Trevisan. Comprava pocketbooks, que eram mais baratos, mais engraçados, e, de certa forma, sobre mim, a meu respeito. Preocupado comigo mesmo, com esse "meu respeito", descobri-me sozinho no melo da avenida repetindo eu ... eu ... eu ... como um pronome enguiçado que não consegue engatar a segunda e a terceira do singular. Perdi os joões, os josés, os severinos, vim para o original, o estrangeiro, dando início a uma certa paz, tranquilidade, a noção de ordem: as legendas acabaram, sou finalmente, completamente, um estrangeiro. Posso agora conjugar-me no plural, dizer nós. Somos todos estrangeiros, sois todos estrangeiros, são todos estrangeiros. Não há nada a fazer a não ser descobrir esse estrangeiro que há na gente. Daí então a gente começa a falar brasileiro, coça o saco, conta como é que é. Daí então o papo, aquele papo, pode começar. Só que agora pra valer.
Londres, 7 de setembro, 1910. (LESSA. Nan. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. p. 227/229)
Sobre a estrutura: "( ... ) as seis pessoas com quem convivia não eram, digamos assim, bem brasileiros" assim como eu, tinham máquina fotográfica a tiracolo e camisas com palmeiras: é inadequado afirmar:
Provas
Utilize o excerto seguinte para responder a questão: “É por isso que seria excelente de vez em quando uma cartinha como aquela de Remy de Gourmont a Figueredo Pimentel.”
A ideia do conectivo “como” é de:
Provas
Disciplina: Agronomia (Engenharia Agronômica)
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
De acordo com MALAVOLTA, PIMENTEL-GOMES &ALCARDE (2011), os fertilizantes podem ser apresentados em diferentes formas e tipos. Quando os fertilizantes são sólidos e se apresentam em partículas pequenas, recebem a denominação:
I- Fertilizantes fluidos se apresentam na forma de solução ou suspensão.
II- Fertilizantes em pó são fertilizanles sólidos que se apresentam em partículas pequenas.
III- Fertilizantes granulados são fertilizantes sólidos que se apresentam na forma de grânulos.
São corretas:
Provas
Os jogos pré- desportivos, como os demais, são de caráter lúdico, portanto. a evidência está no prazer de jogar, sendo a competição um aspecto do jogo, e não da razão de jogar. Sobre jogos pré- desportivos, assinale a alternativa correta:
Provas
São objetivos fundamentais da educação ambiental nos termos da Lei n.º 9795 e suas alterações:
Provas
Uma coloração simples é uma solução aquosa ou alcoólica de um único corante elementar. Já as colorações diferenciais reagem de modo distinto com diferentes tipos de bactérias, podendo assim serem usadas para diferenciá-Ias. Quanto às principais técnicas de coloração, analise as afirmações seguintes e marque a alternativa correta:
Provas
Disciplina: Atualidades e Conhecimentos Gerais
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Tailândia-PA
"Governo estuda reduzir correção de ações trabalhistas pela metade". (Fonte: https:llwww.oliberal.comleconomialgovemoestuda ·reduzlr-correcao-de-acoes-trabalhlstas-pela-metade1.209075). Analise as afirmativas seguintes sobre o assunto em destaque e marque a alternativa correta:
I - Os valores devidos por uma empresa (desde FGTS até horas extras, entre outras dividas com o trabalhador) são hoje atualizados pelo Indicador IPCA-E mais 12% ao ano.
II - A ideia é manter o indica de inflação, mas alterar o segundo componente da correção para o juro da poupança.
III- Nos cálculos da área econômica, o estoque de dividas trabalhistas acaba tendo uma atualização de cerca de 16% ao ano pelas regras atuais - ou seja, o passivo dobra de valor em aproximadamente cinco anos.
IV- Com o novo parâmetro, essa correção cairia para algo em tomo de 7% ao ano, levando mais de uma década para dobrar de valor.
Provas
Sobre a proteção das florestas e outras formas de vegetação, assinale a alternativa que contempla as assertivas corretas:
I - proibir ou limitar o corte das espécies da flora raras, endêmicas, em perigo ou ameaçadas de extinção, bem como das espécies necessárias à subsistência das populações tradicionais delimitando as áreas compreendidas no ato, fazendo depender de autorização prévia, nessas áreas, o corte de outras espécies são competências do Poder Público Federal, Estadual e Municipal.
II - declarar qualquer árvore imune de corte, por motivo de sua localização, raridade, beleza ou condição de porta- sementes compete, exclusivamente, ao Poder Público Municipal.
III - estabelecer exigências administrativas sobre o registro e outras formas de controle de pessoas físicas ou jurídicas que se dedicam à extração, indústria, ou comércio de produtos ou subprodutos florestais são competências do Poder Público Federal, Estadual e Municipal.
Provas
Leio o texto e responda o que se pede no comando da questão:
ÁGUA PARA O ALÉM
A devoção às vitimas do incêndio que destruiu o edifício
Joelma
Visitantes do Cemitério São Pedro costumam regar túmulos na esperança de "refrescar" os mortos.
Indio arrancou uma pitanga do pé, revirou a fruta na boca, cuspiu o caroço e indicou com o nariz uma fileira de sepulturas. “Aquelas almas ali estão vivas”, afirmou sem nenhuma hesitação. “Elas são muito legais.” O moreno atarracado referia-se às “Treze Almas do Joelma”. Assim ficaram conhecidos os ocupantes de treze túmulos que se perfilam num dos maiores cemitérios paulistanos, o São Pedro. Bombeiros descobriram os corpos dentro de um elevador no edifício Joelma, em 1º de fevereiro de 1974. Na manhã daquele dia, um incêndio varreu o prédio comercial de 25 andares, matou 191 pessoas e horrorizou o país. À época, não se identificaram dezenas de cadáveres, incluindo os do elevador, tamanha a desfiguração imposta pelas labaredas. “Somente Deus conhece seus nomes. Descansem em paz”, enuncia uma placa de bronze afixada perto dos jazigos. Logo, porém, os mortos ganharam celebridade no anonimato. A crendice popular lhes associou os atributos de benditos, iluminados, sabidos, milagreiros. Legais, enfim.
Naquele 2 de novembro, Dia de Finados, o movimento em torno dos sepulcros se mostrava intenso. O calor, idem. Mas os copos, garrafas e galões cheios que circulavam por lá não se destinavam à hidratação dos vivos. “Dá uma vontade de jogar água em cima, sabe?”, explicou Francisca Confessor de Lima, após regar túmulo por túmulo. “Refrescar as almas” que arderam no edifício é gesto habitual entre os que as cultuam. Enquanto molhava as lápides, a sexagenária – que se proclamava católica – rogava pelo “de sempre”: emprego e saúde para a família. “As Treze Almas nunca me faltaram”, garantiu, fervorosa.
Nas imediações das velas, o umbandista Raphael Vinicius de Almeida – um rapaz de 16 anos – vestia-se completamente de branco e usava dois acessórios comuns às religiões afro-brasileiras: o filá, espécie de gorro, e o alaká, pano que se pendura num dos ombros e cruza o tronco. O adolescente havia colocado um filão de pão francês em cada tumba, junto de copos plásticos com água até a borda.
Em tamanho natural, um Cristo de gesso protege a saída da área onde se encontram as treze sepulturas. Vândalos investiram contra a estátua em várias ocasiões. Na última, arrancaram-lhe as mãos, depois recolocadas. A Nossa Senhora presente no altar da igrejinha tampouco escapou da selvageria. É a sexta ou sétima imagem desde a inauguração da capela (os funcionários já perderam as contas dos ataques). Não raro, por receio de assalto, há quem prefira nem entrar na parte reservada aos túmulos quando vai orar pelos mortos. “Paro diante das grades e rezo dentro do carro mesmo, olhando para todos os lados”, contou Patrícia Carla dos Santos, numa segunda-feira. “Venho de tarde e procuro ir embora antes das cinco e meia, porque depois fica muito perigoso.”
Consagrada pelo catolicismo às almas do purgatório, a segunda-feira é o dia em que o cemitério mais recebe visitas – excetuando-se, claro, o feriado de Finados. Uma média de 350 pessoas passa por ali semanalmente, de acordo com a prefeitura. A segunda-feira é também o único dia útil em que Francisco Edmilson da Silva, o “Sem- Terra”, deixa a capela aberta. O jardineiro, que ganhou o apelido após morar com a mulher numa ocupação em Mato Grosso, encarrega-se de manter em ordem as lápides das Treze Almas. Retira os copos d’água deixados sobre os jazigos (“para evitar focos de dengue”) e joga fora as embalagens de leite longa vida (“para não juntar rato nem barata”).
Muitos dos que morreram durante o incêndio trabalhavam no banco Crefisul, hoje extinto, que alugara boa parte do Joelma. Foi no 12º andar que uma faísca no ar-condicionado deflagrou o fogo. Entre nove e quase onze da manhã, homens e mulheres em trajes de escritório se amontoaram no topo do prédio à espera de socorro. Alguns, não suportando o calor e a fumaça, se atiraram antes de a ajuda chegar. Captado ao vivo pela tevê, o desespero de tantos profissionais diplomados acabou contribuindo para disseminar a crença de que as Treze Almas são sabidas e auxiliam os estudiosos. Aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, por exemplo, ainda mantêm a tradição de colocar placas de agradecimento ao redor dos túmulos. Segundo os frequentadores do cemitério, já houve muitas mais. Se antes os agraciados encomendavam uma treze na de placas para não ficar em dívida com nenhum dos espíritos, agora se restringem a uma só. A crise econômica não poupou nem mesmo as promessas.
Pendurado nas grades, um paninho branco exibia uma frase bordada que também expressava devoção: “Ana agradece as 13 almas bendita por graça recebida.” Surpreendentemente, a autora da mensagem – Ana Guedes, de 71 anos – materializou-se em meio às campas. Ela foi rezar pela nora, que amargava dificuldades financeiras. “Acredita que, num teste de emprego, pediram para a coitada vender um palito de fósforo usado?”, indignava-se. Em 2012, Guedes amarrou a toalhinha no gradil com o intuito de celebrar uma dádiva concedida à mesma nora. “Você está inteiro, hein?”, falou para o pano um tanto encardido. Depois, alisando-o, reiterou: “É das almas. Aqui deixei, aqui vai ficar.”
Piaui, fevereiro, 137, Namir, Mônica
No último parágrafo, os travessões destacam um:
Provas
Caderno Container