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Foram encontradas 30 questões.

3021864 Ano: 2022
Disciplina: Informática
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Ao trabalhar com MS-Word 2016 (em português e em sua configuração padrão), se o usuário clicar com o mouse na opção “Arquivo” da barra de menus, serão disponibilizadas algumas opções que poderão ser utilizadas. Dentre essas opções está uma chamada “Informações”, que possibilita ao usuário fazer algumas configurações no seu documento. Com base nesses dados, assinale a alternativa que não representa uma das funções disponibilizadas na opção “Informações”, localizado no caminho: Arquivo/Informações.

 

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3021863 Ano: 2022
Disciplina: Informática
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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As redes sociais substituem, aos poucos, os meios de comunicação tradicionais. Hoje, as pessoas interagem, consomem, criam e mantém laços afetivos, produzem conteúdo, realizam transações comerciais, expressam emoções e formam opinião muito mais rápido. Além de aumentar a visibilidade, as redes sociais são ótimos canais de relacionamento com o público. Elas possibilitam conhecer a opinião real dos seus clientes para construir uma relação de proximidade. Considerando o tema redes sociais, assinale a alternativa que melhor representa a seguinte definição de rede social: “É uma rede social que é usada como rede de negócios, lançada no início de 2003. Permite a criação de perfis, visando a divulgação de informações profissionais de seus usuários. Permite a criação de curriculum online, e assim manter contato com colegas, empresas e networking”.

 

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3021862 Ano: 2022
Disciplina: Informática
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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O certificado digital é a identidade eletrônica de uma pessoa ou empresa. Ele funciona como uma carteira de identificação virtual e permite assinar documentos à distância com o mesmo valor jurídico da assinatura feita de próprio punho no papel, mas sem precisar reconhecer firma em cartório.

Considerando o tema certificado digital, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.

I. Certificado Digital é um documento eletrônico garantido por uma Autoridade Certificadora, que contém dados sobre o emissor e o seu titular.

II. O Certificado Digital torna mais rápida e segura atividades como a assinatura de documentos eletrônicos com validade jurídica, acesso a portais do Portais do Governo e envio de informações, como Imposto de Renda.

III. O Certificado Digital para advogados (e-jurídico) possibilita que o profissional inscrito na OAB possa assinar, por exemplo, petições, pareceres, procurações e contratos, além de acessar processos remotamente e comunicar-se com a Receita Federal.

IV. Entre outras vantagens do Certificado Digital, uma delas é que a partir da sua certificação aprovada, a pessoa ou empresa não precisa mais se preocupar com a sua validade, visto que a mesma não tem prazo de vencimento.

 

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3021861 Ano: 2022
Disciplina: Informática
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Os pilares da segurança da informação sustentam as práticas, estratégias e políticas de proteção de dados nas empresas e órgãos públicos. Essencialmente, eles são referências para orientar os processos de Segurança da Informação e preservar as informações mais importantes para as corporações, especialmente no meio digital. Sobre esses 5 principais pilares estão a proteção dos dados armazenados e processados pelas corporações, que são uns dos seus ativos mais valiosos. Considerando o tema segurança da informação e seus pilares de sustentação, assinale a alternativa que apresenta todos os cinco pilares de sustentação da segurança da informação.

 

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3021860 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Por que sonhar alto é um desafio para as pessoas negras?

Por Gabriela Vallim à colunista Cristiane Guterres

Meus sonhos sempre me levaram a lugares até então inimagináveis para minha realidade. Quando decidi tirar um ano sabático na Inglaterra para aprender inglês, não parei para pensar quais seriam os impactos dessa escolha na minha rotina diária, apenas queria, com todas as minhas forças, realizar esse projeto. Sou uma mina preta, de quebrada, vinda de família pobre, com pais divorciados e saída de escola pública. Moro em Londres, falo inglês e, agora, sonho em me tornar uma versão brasileira da Bozoma Saint John, a executiva de marketing nascida em Gana que recebeu uma posição diplomática, além de ser atualmente chefe global de marketing na Netflix nos Estados Unidos.

Para pessoas negras, ter sonhos ousados é algo a ser aprendido e praticado, um desafio, pois nossos ancestrais foram submetidos a um processo violento de negação dos direitos humanos básicos, durante o período escravocrata com duração de 300 anos no Brasil. Éramos comprados e vendidos como mercadorias, destruíram e tentaram enterrar nossos sonhos mas, como brilhantemente escreve a autora Conceição Evaristo, "eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer". Nós somos os sonhos dos nossos ancestrais. Sonhar é político, as futuras gerações da nossa família dependem das decisões e sonhos que temos hoje.

Vida nova em Londres e a surpresa de ver muitos negros em posições de poder. Para minha grande surpresa, 40% dos londrinos são negros, e 37% deles não são nascidos no Reino Unido, mas no continente africano ou no Caribe. Vieram para Londres com seus pais na infância. Na capital londrina, especificamente, é perceptível a presença de pessoas negras enquanto tomadores de decisões, exercendo com grande êxito outras profissões, além do esporte e da música. Nos hospitais, há muitos médicos africanos. Há mulheres, idosos e jovens negros dirigindo carros de luxo como Range Rover, Porsche, Mercedes e BMW. Eu sorrio todos os dias ao ver negros nas propagandas da televisão, do metrô e dos outdoors, sem contar os jornalistas como âncoras e atores principais em filmes, series e reality shows.

Mas ser imigrante é exaustivo: tenho que aprender a língua, a cultura, fazer conexões do zero. A saudade, a distância da família e a brusca mudança climática faz com que nos sintamos, em alguma medida, depressivos, especialmente em dezembro, por causa das comemorações de final de ano. A forma que encontrei para manter minha sanidade mental, além da terapia e atividades físicas, foi vivenciar a comunidade negra londrina e ressignificar minha negritude em um contexto global. Uma negra brasileira não era mais como as pessoas ao meu redor me enxergavam, já que na maioria das vezes acreditam que sou africana de países como Etiópia ou Egito, ou até francesa. Minha amiga Esther Ajibodun, 25, médica, nascida na Inglaterra com pais nigerianos, sabendo desse contexto, me fez o melhor convite possível: ir ao jantar de gala anual promovido pela marca Clijé, uma companhia britânica de bebidas não alcoólicas, fundada pelo empreendedor Simon Yemoh, 31.

Aos 27 anos, essa foi a minha primeira vez em um evento de luxo dentro de um castelo, rodeada de pessoas que se pareciam majoritariamente comigo. Já estive em jantares de gala em outras ocasiões, mas desse, provavelmente, nunca vou me esquecer, pois era o reflexo do Brasil que eu quero. Meu sonho é que nós, brasileiros, possamos nos ver como realmente somos: o país com maior número de negros fora do continente africano. Hoje, além disso, somos também o país que mais nega oportunidades para essas pessoas. Quero um Brasil no qual jovens negros parem de ser brutalmente assassinados a cada 20 minutos. Não quero que precisemos cortar nossos dreadlocks, alisar nossos cabelos, tirar nossas tranças ou raspar careca para conseguirmos bons trabalhos.

Disponível em https://www.uol.com.br/universa/colunas/cris-

guterres/ 2022/02/02/o-sonho-londrino-de-uma-preta-patricia.htm

Analise: “Hoje, além disso, somos também o país que mais nega oportunidades para essas pessoas.” E assinale a alternativa incorreta.

 

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3021859 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Por que sonhar alto é um desafio para as pessoas negras?

Por Gabriela Vallim à colunista Cristiane Guterres

Meus sonhos sempre me levaram a lugares até então inimagináveis para minha realidade. Quando decidi tirar um ano sabático na Inglaterra para aprender inglês, não parei para pensar quais seriam os impactos dessa escolha na minha rotina diária, apenas queria, com todas as minhas forças, realizar esse projeto. Sou uma mina preta, de quebrada, vinda de família pobre, com pais divorciados e saída de escola pública. Moro em Londres, falo inglês e, agora, sonho em me tornar uma versão brasileira da Bozoma Saint John, a executiva de marketing nascida em Gana que recebeu uma posição diplomática, além de ser atualmente chefe global de marketing na Netflix nos Estados Unidos.

Para pessoas negras, ter sonhos ousados é algo a ser aprendido e praticado, um desafio, pois nossos ancestrais foram submetidos a um processo violento de negação dos direitos humanos básicos, durante o período escravocrata com duração de 300 anos no Brasil. Éramos comprados e vendidos como mercadorias, destruíram e tentaram enterrar nossos sonhos mas, como brilhantemente escreve a autora Conceição Evaristo, "eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer". Nós somos os sonhos dos nossos ancestrais. Sonhar é político, as futuras gerações da nossa família dependem das decisões e sonhos que temos hoje.

Vida nova em Londres e a surpresa de ver muitos negros em posições de poder. Para minha grande surpresa, 40% dos londrinos são negros, e 37% deles não são nascidos no Reino Unido, mas no continente africano ou no Caribe. Vieram para Londres com seus pais na infância. Na capital londrina, especificamente, é perceptível a presença de pessoas negras enquanto tomadores de decisões, exercendo com grande êxito outras profissões, além do esporte e da música. Nos hospitais, há muitos médicos africanos. Há mulheres, idosos e jovens negros dirigindo carros de luxo como Range Rover, Porsche, Mercedes e BMW. Eu sorrio todos os dias ao ver negros nas propagandas da televisão, do metrô e dos outdoors, sem contar os jornalistas como âncoras e atores principais em filmes, series e reality shows.

Mas ser imigrante é exaustivo: tenho que aprender a língua, a cultura, fazer conexões do zero. A saudade, a distância da família e a brusca mudança climática faz com que nos sintamos, em alguma medida, depressivos, especialmente em dezembro, por causa das comemorações de final de ano. A forma que encontrei para manter minha sanidade mental, além da terapia e atividades físicas, foi vivenciar a comunidade negra londrina e ressignificar minha negritude em um contexto global. Uma negra brasileira não era mais como as pessoas ao meu redor me enxergavam, já que na maioria das vezes acreditam que sou africana de países como Etiópia ou Egito, ou até francesa. Minha amiga Esther Ajibodun, 25, médica, nascida na Inglaterra com pais nigerianos, sabendo desse contexto, me fez o melhor convite possível: ir ao jantar de gala anual promovido pela marca Clijé, uma companhia britânica de bebidas não alcoólicas, fundada pelo empreendedor Simon Yemoh, 31.

Aos 27 anos, essa foi a minha primeira vez em um evento de luxo dentro de um castelo, rodeada de pessoas que se pareciam majoritariamente comigo. Já estive em jantares de gala em outras ocasiões, mas desse, provavelmente, nunca vou me esquecer, pois era o reflexo do Brasil que eu quero. Meu sonho é que nós, brasileiros, possamos nos ver como realmente somos: o país com maior número de negros fora do continente africano. Hoje, além disso, somos também o país que mais nega oportunidades para essas pessoas. Quero um Brasil no qual jovens negros parem de ser brutalmente assassinados a cada 20 minutos. Não quero que precisemos cortar nossos dreadlocks, alisar nossos cabelos, tirar nossas tranças ou raspar careca para conseguirmos bons trabalhos.

Disponível em https://www.uol.com.br/universa/colunas/cris-

guterres/ 2022/02/02/o-sonho-londrino-de-uma-preta-patricia.htm

Assinale a alternativa que apresenta um sujeito oculto.

 

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3021858 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Por que sonhar alto é um desafio para as pessoas negras?

Por Gabriela Vallim à colunista Cristiane Guterres

Meus sonhos sempre me levaram a lugares até então inimagináveis para minha realidade. Quando decidi tirar um ano sabático na Inglaterra para aprender inglês, não parei para pensar quais seriam os impactos dessa escolha na minha rotina diária, apenas queria, com todas as minhas forças, realizar esse projeto. Sou uma mina preta, de quebrada, vinda de família pobre, com pais divorciados e saída de escola pública. Moro em Londres, falo inglês e, agora, sonho em me tornar uma versão brasileira da Bozoma Saint John, a executiva de marketing nascida em Gana que recebeu uma posição diplomática, além de ser atualmente chefe global de marketing na Netflix nos Estados Unidos.

Para pessoas negras, ter sonhos ousados é algo a ser aprendido e praticado, um desafio, pois nossos ancestrais foram submetidos a um processo violento de negação dos direitos humanos básicos, durante o período escravocrata com duração de 300 anos no Brasil. Éramos comprados e vendidos como mercadorias, destruíram e tentaram enterrar nossos sonhos mas, como brilhantemente escreve a autora Conceição Evaristo, "eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer". Nós somos os sonhos dos nossos ancestrais. Sonhar é político, as futuras gerações da nossa família dependem das decisões e sonhos que temos hoje.

Vida nova em Londres e a surpresa de ver muitos negros em posições de poder. Para minha grande surpresa, 40% dos londrinos são negros, e 37% deles não são nascidos no Reino Unido, mas no continente africano ou no Caribe. Vieram para Londres com seus pais na infância. Na capital londrina, especificamente, é perceptível a presença de pessoas negras enquanto tomadores de decisões, exercendo com grande êxito outras profissões, além do esporte e da música. Nos hospitais, há muitos médicos africanos. Há mulheres, idosos e jovens negros dirigindo carros de luxo como Range Rover, Porsche, Mercedes e BMW. Eu sorrio todos os dias ao ver negros nas propagandas da televisão, do metrô e dos outdoors, sem contar os jornalistas como âncoras e atores principais em filmes, series e reality shows.

Mas ser imigrante é exaustivo: tenho que aprender a língua, a cultura, fazer conexões do zero. A saudade, a distância da família e a brusca mudança climática faz com que nos sintamos, em alguma medida, depressivos, especialmente em dezembro, por causa das comemorações de final de ano. A forma que encontrei para manter minha sanidade mental, além da terapia e atividades físicas, foi vivenciar a comunidade negra londrina e ressignificar minha negritude em um contexto global. Uma negra brasileira não era mais como as pessoas ao meu redor me enxergavam, já que na maioria das vezes acreditam que sou africana de países como Etiópia ou Egito, ou até francesa. Minha amiga Esther Ajibodun, 25, médica, nascida na Inglaterra com pais nigerianos, sabendo desse contexto, me fez o melhor convite possível: ir ao jantar de gala anual promovido pela marca Clijé, uma companhia britânica de bebidas não alcoólicas, fundada pelo empreendedor Simon Yemoh, 31.

Aos 27 anos, essa foi a minha primeira vez em um evento de luxo dentro de um castelo, rodeada de pessoas que se pareciam majoritariamente comigo. Já estive em jantares de gala em outras ocasiões, mas desse, provavelmente, nunca vou me esquecer, pois era o reflexo do Brasil que eu quero. Meu sonho é que nós, brasileiros, possamos nos ver como realmente somos: o país com maior número de negros fora do continente africano. Hoje, além disso, somos também o país que mais nega oportunidades para essas pessoas. Quero um Brasil no qual jovens negros parem de ser brutalmente assassinados a cada 20 minutos. Não quero que precisemos cortar nossos dreadlocks, alisar nossos cabelos, tirar nossas tranças ou raspar careca para conseguirmos bons trabalhos.

Disponível em https://www.uol.com.br/universa/colunas/cris-

guterres/ 2022/02/02/o-sonho-londrino-de-uma-preta-patricia.htm

Assinale a alternativa que aponta qual parágrafo é possível compreender o perfil da autora, suas características físicas e aspectos de sua vida pessoal.

 

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3021857 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Por que sonhar alto é um desafio para as pessoas negras?

Por Gabriela Vallim à colunista Cristiane Guterres

Meus sonhos sempre me levaram a lugares até então inimagináveis para minha realidade. Quando decidi tirar um ano sabático na Inglaterra para aprender inglês, não parei para pensar quais seriam os impactos dessa escolha na minha rotina diária, apenas queria, com todas as minhas forças, realizar esse projeto. Sou uma mina preta, de quebrada, vinda de família pobre, com pais divorciados e saída de escola pública. Moro em Londres, falo inglês e, agora, sonho em me tornar uma versão brasileira da Bozoma Saint John, a executiva de marketing nascida em Gana que recebeu uma posição diplomática, além de ser atualmente chefe global de marketing na Netflix nos Estados Unidos.

Para pessoas negras, ter sonhos ousados é algo a ser aprendido e praticado, um desafio, pois nossos ancestrais foram submetidos a um processo violento de negação dos direitos humanos básicos, durante o período escravocrata com duração de 300 anos no Brasil. Éramos comprados e vendidos como mercadorias, destruíram e tentaram enterrar nossos sonhos mas, como brilhantemente escreve a autora Conceição Evaristo, "eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer". Nós somos os sonhos dos nossos ancestrais. Sonhar é político, as futuras gerações da nossa família dependem das decisões e sonhos que temos hoje.

Vida nova em Londres e a surpresa de ver muitos negros em posições de poder. Para minha grande surpresa, 40% dos londrinos são negros, e 37% deles não são nascidos no Reino Unido, mas no continente africano ou no Caribe. Vieram para Londres com seus pais na infância. Na capital londrina, especificamente, é perceptível a presença de pessoas negras enquanto tomadores de decisões, exercendo com grande êxito outras profissões, além do esporte e da música. Nos hospitais, há muitos médicos africanos. Há mulheres, idosos e jovens negros dirigindo carros de luxo como Range Rover, Porsche, Mercedes e BMW. Eu sorrio todos os dias ao ver negros nas propagandas da televisão, do metrô e dos outdoors, sem contar os jornalistas como âncoras e atores principais em filmes, series e reality shows.

Mas ser imigrante é exaustivo: tenho que aprender a língua, a cultura, fazer conexões do zero. A saudade, a distância da família e a brusca mudança climática faz com que nos sintamos, em alguma medida, depressivos, especialmente em dezembro, por causa das comemorações de final de ano. A forma que encontrei para manter minha sanidade mental, além da terapia e atividades físicas, foi vivenciar a comunidade negra londrina e ressignificar minha negritude em um contexto global. Uma negra brasileira não era mais como as pessoas ao meu redor me enxergavam, já que na maioria das vezes acreditam que sou africana de países como Etiópia ou Egito, ou até francesa. Minha amiga Esther Ajibodun, 25, médica, nascida na Inglaterra com pais nigerianos, sabendo desse contexto, me fez o melhor convite possível: ir ao jantar de gala anual promovido pela marca Clijé, uma companhia britânica de bebidas não alcoólicas, fundada pelo empreendedor Simon Yemoh, 31.

Aos 27 anos, essa foi a minha primeira vez em um evento de luxo dentro de um castelo, rodeada de pessoas que se pareciam majoritariamente comigo. Já estive em jantares de gala em outras ocasiões, mas desse, provavelmente, nunca vou me esquecer, pois era o reflexo do Brasil que eu quero. Meu sonho é que nós, brasileiros, possamos nos ver como realmente somos: o país com maior número de negros fora do continente africano. Hoje, além disso, somos também o país que mais nega oportunidades para essas pessoas. Quero um Brasil no qual jovens negros parem de ser brutalmente assassinados a cada 20 minutos. Não quero que precisemos cortar nossos dreadlocks, alisar nossos cabelos, tirar nossas tranças ou raspar careca para conseguirmos bons trabalhos.

Disponível em https://www.uol.com.br/universa/colunas/cris-

guterres/ 2022/02/02/o-sonho-londrino-de-uma-preta-patricia.htm

Assinale a alternativa que apresenta o gênero do texto.

 

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2340804 Ano: 2022
Disciplina: Português
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Por que sonhar alto é um desafio para as pessoas negras?

Por Gabriela Vallim à colunista Cristiane Guterres

Meus sonhos sempre me levaram a lugares até então inimagináveis para minha realidade. Quando decidi tirar um ano sabático na Inglaterra para aprender inglês, não parei para pensar quais seriam os impactos dessa escolha na minha rotina diária, apenas queria, com todas as minhas forças, realizar esse projeto. Sou uma mina preta, de quebrada, vinda de família pobre, com pais divorciados e saída de escola pública. Moro em Londres, falo inglês e, agora, sonho em me tornar uma versão brasileira da Bozoma Saint John, a executiva de marketing nascida em Gana que recebeu uma posição diplomática, além de ser atualmente chefe global de marketing na Netflix nos Estados Unidos.

Para pessoas negras, ter sonhos ousados é algo a ser aprendido e praticado, um desafio, pois nossos ancestrais foram submetidos a um processo violento de negação dos direitos humanos básicos, durante o período escravocrata com duração de 300 anos no Brasil. Éramos comprados e vendidos como mercadorias, destruíram e tentaram enterrar nossos sonhos mas, como brilhantemente escreve a autora Conceição Evaristo, "eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer". Nós somos os sonhos dos nossos ancestrais. Sonhar é político, as futuras gerações da nossa família dependem das decisões e sonhos que temos hoje.

Vida nova em Londres e a surpresa de ver muitos negros em posições de poder. Para minha grande surpresa, 40% dos londrinos são negros, e 37% deles não são nascidos no Reino Unido, mas no continente africano ou no Caribe. Vieram para Londres com seus pais na infância. Na capital londrina, especificamente, é perceptível a presença de pessoas negras enquanto tomadores de decisões, exercendo com grande êxito outras profissões, além do esporte e da música. Nos hospitais, há muitos médicos africanos. Há mulheres, idosos e jovens negros dirigindo carros de luxo como Range Rover, Porsche, Mercedes e BMW. Eu sorrio todos os dias ao ver negros nas propagandas da televisão, do metrô e dos outdoors, sem contar os jornalistas como âncoras e atores principais em filmes, series e reality shows.

Mas ser imigrante é exaustivo: tenho que aprender a língua, a cultura, fazer conexões do zero. A saudade, a distância da família e a brusca mudança climática faz com que nos sintamos, em alguma medida, depressivos, especialmente em dezembro, por causa das comemorações de final de ano. A forma que encontrei para manter minha sanidade mental, além da terapia e atividades físicas, foi vivenciar a comunidade negra londrina e ressignificar minha negritude em um contexto global. Uma negra brasileira não era mais como as pessoas ao meu redor me enxergavam, já que na maioria das vezes acreditam que sou africana de países como Etiópia ou Egito, ou até francesa. Minha amiga Esther Ajibodun, 25, médica, nascida na Inglaterra com pais nigerianos, sabendo desse contexto, me fez o melhor convite possível: ir ao jantar de gala anual promovido pela marca Clijé, uma companhia britânica de bebidas não alcoólicas, fundada pelo empreendedor Simon Yemoh, 31.

Aos 27 anos, essa foi a minha primeira vez em um evento de luxo dentro de um castelo, rodeada de pessoas que se pareciam majoritariamente comigo. Já estive em jantares de gala em outras ocasiões, mas desse, provavelmente, nunca vou me esquecer, pois era o reflexo do Brasil que eu quero. Meu sonho é que nós, brasileiros, possamos nos ver como realmente somos: o país com maior número de negros fora do continente africano. Hoje, além disso, somos também o país que mais nega oportunidades para essas pessoas. Quero um Brasil no qual jovens negros parem de ser brutalmente assassinados a cada 20 minutos. Não quero que precisemos cortar nossos dreadlocks, alisar nossos cabelos, tirar nossas tranças ou raspar careca para conseguirmos bons trabalhos.

Disponível em https://www.uol.com.br/universa/colunas/cris-

guterres/ 2022/02/02/o-sonho-londrino-de-uma-preta-patricia.htm

No segundo período do quarto parágrafo, há um erro de

 

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2340833 Ano: 2022
Disciplina: Direito Processual do Trabalho
Banca: UniFil
Orgão: Pref. Tamarana-PR
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Assinale a alternativa que não representa um recurso na Consolidação das Leis do Trabalho.

Questão Anulada

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