Foram encontradas 584 questões.
Disciplina: Matemática
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
O preço a ser pago por uma corrida de táxi inclui uma parcela fixa, denominada bandeirada, e uma parcela que depende da distância percorrida. Se a bandeira custa R$ 3,44 e cada quilômetro rodado custa R$ 0,86, a distância percorrida por um passageiro que pagou R$ 18,06 pela corrida é de:
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Disciplina: Estatística
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
O gráfico abaixo, mostra a produtividade de café, em milhões de toneladas, em um certo município:

De acordo com o gráfico, é correto afirmar que, em 1993, a produção de café nesse município foi, em milhões de toneladas:
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Disciplina: Física
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Para transformar grau Fahrenheit em graus Celsius, usase a expessão:

Onde F é o número de graus Fahrenheit e C o número de graus Celsius. Quando F= 122°F, o valor de C será:
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira Duarte – Jornal do Brasil)
No contexto: "O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais", a palavra em destaque, quanto à significação
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira Duarte – Jornal do Brasil)
Observe o trecho abaixo, extraído do quinto parágrafo, para responder às questões de 11 a 14:

Com referência à estruturação do período, pode-se concluir que:
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira Duarte – Jornal do Brasil)
Observe o trecho abaixo, extraído do quinto parágrafo, para responder às questões de 11 a 14:

Na primeira oração do período temos:
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira Duarte – Jornal do Brasil)
Observe o trecho abaixo, extraído do quinto parágrafo, para responder às questões de 11 a 14:

No trecho, o termo "livre" exerce função morfossintática de:
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
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Observe o trecho abaixo, extraído do quinto parágrafo, para responder às questões de 11 a 14:

As formas verbais, em destaque, encontram-se no:
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
Orgão: Pref. Tenente Laurentino Cruz-RN
Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira Duarte – Jornal do Brasil)
No trecho "...e voltamos aos bons tempos de colégio...", a palavra em destaque é acentuada pela mesma razão que:
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Disciplina: Português
Banca: MULT-SAI
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Leia, com atenção, o texto abaixo para responder às questões propostas.
Ouço muito: um bom texto deve ser claro e conciso.
Não há dúvida de que a clareza é a principal qualidade do texto. Ser conciso, entretanto, é uma luta muito árdua.
Ser conciso é dizer o necessário com o mínimo de palavras, sem prejudicar a clareza da frase. É ser objetivo e direto.
E aqui está a nossa dificuldade. Nós brasileiros, estamos habituados a falar muito e dizer pouco, a escrever mais do que o necessário, a discursar mais para impressionar do que comunicar.
Para muitos, esse hábito começa na escola. É só fazer uma “sessão nostalgia” e voltarmos aos bons tempos de colégio, às gloriosas aulas em que o professor anunciava: “Hoje é dia de redação.” Você se lembra da “alegria”que contagiava a turma? Você se lembra de algum coleguinha que dizia estar “inspirado”? Você se lembra de algum tema para a redação que tenha deixado toda a turma satisfeita? A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema. Se o professor apresentasse vários temas, pedíamos “tema livre”. E se fosse tema livre, exigíamos um. Era uma insatisfação total. Depois de muita briga, o tema era “democraticamente imposto”. E aí vinha aquela tradicional pergunta: “Quantas linhas?”A resposta era original: “No mínimo 25 linhas.”Eu costumo dizer que 25 é um número traumático na vida do aluno. A partir daquele instante, começava um verdadeiro drama na sua vida: “Meu reino pela 25ª linha.” Valia tudo para se chegar lá. Desde as ridículas letras que “engordavam” repentinamente até a famosa “encheção de lingüiça”.
E aqui pode estar a origem de tudo. Nós nos habituamos a “encher lingüiça”. Pelo visto, há políticos que fizeram “pós-graduação” no assunto. São os mestres da prolixidade. Falam, falam e não dizem nada. Em algumas situações não têm o que dizer, às vezes não sabem explicar e muitas vezes precisam “engordar”.
O problema maior, entretanto, é que a doença atinge também outras categorias profissionais.
Vejamos três exemplos retirados de bons jornais:
1 – “A largada será no Leme. A chegada acontecerá no mesmo local da partida.” Cá entre nós, bastava ter escrito: “A largada e a chegada serão no Leme”.
2 – “O procurador encaminhou o ofício à área criminal da Procuradoria determinando que seja investigado...” Sendo direto: “O procurador mandou investigar”.
3 – “A posição do Governo brasileiro é de que esgotem todas as possibilidades de negociação para que se alcance uma solução pacífica”.
Enxugando a frase: “O Brasil é a favor de uma solução pacífica.”
Exemplos não faltam, mas espaço sim. Por hoje é só. Prometo voltar ao assunto.
(Sérgio Nogueira Duarte – Jornal do Brasil)
"A verdade é que não aceitávamos tema algum. Pedíamos outro tema." Conservando-se a mesma relação semântica e a ordem dos dois períodos acima, seria possível reuni-los em um só, através do seguinte conectivo:
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