A coroa portuguesa instituiu o Estado do Maranhão independente do Estado do Brasil. Conforme Carta Régia
de junho de 1621, o Estado do Maranhão abrangeu o vasto território do Ceará até as margens do Rio
Oiapoque. Extinto em 1652 e restaurado em 1654, perdeu o Ceará, em 1656, e tomou nova forma em 1774,
com o nome de Estado do Maranhão e Grão-Pará.
(LACROIX, Maria de Lourdes Lauande. A fundação francesa de São Luís e seus mitos. São Luís: Editora UEMA, 2008, p.63)
O período da organização administrativa do Maranhão, destacado no texto acima,
Os portugueses eram os dirigentes do Maranhão e, protestando contra a separação do Brasil dos territórios
lusitanos, reuniram-se para resistir, organizando um Governo – a Junta provisória – presidida pelo Bispo Dom
Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Esse foi o mais destacado ator político na defesa da pregação da
obediência brasileira ao ordenamento constitucional português. Não obstante os cuidados do religioso e
companheiros, nos campos e nas cidades eram crescentes os rumores favoráveis à liquidação da
subordinação do Brasil a Portugal: o Maranhão, ainda que, a princípio, minoritário, estava contagiado.
(CORRÊA, José Rossini Campos do Couto. Formação Social do Maranhão: o presente de uma arqueologia. São Luis:
Engenho, 2017, p.93, V.II)
À medida, então, que os independentistas se aproximavam do Maranhão, os portugueses,
Povoamento – [...]. Quando da transferência da capital piauiense para Teresina, 1852, se tinha conhecimento
da existência de um porto, onde as pessoas pernoitavam, o qual veio denominar-se Porto das Cajazeiras, as
margens do Parnaíba, em frente à capital do Piauí, onde se formava pequena povoação que, posteriormente,
provando mais uma vez o costume de nossa gente, chamava-se São José de Parnaíba para alguns,
identificando a povoação com a maior expressão geográfica existente na região que é o Velho Monge; para
outros, a maioria, São José das Cajazeiras, isto porque predominavam, orlando o rio, inúmeras mangueiras e
cajazeiras com predomínio destas que já haviam batizado o porto e que agora batizavam também a
povoação. [...].
(SOUSA, Raimunda de Carvalho. Timon sua história, sua gente. Teresina: Editora Halley, 2005. p.20).
O texto compreende aspectos históricos sobre o povoamento e formação do atual município de Timon (MA).
Sobre a constituição desse município é procedente afirmar que
A América Latina (AL), como se sabe, “nasceu” católica. Isto é, os primeiros viajantes e exploradores
espanhóis e portugueses aqui chegaram com o intuito não somente de conquistar economicamente terras e
riquezas naturais, mas, também, de ver concretizado o sonho milenarista e salvacionista cristão, acalentado
pelo imaginário europeu, de encontrar o paraíso terrestre, noção baseada no Gênesis e recheada pelo
imaginário edênico ao longo dos séculos. Portanto, a expansão ibérica significou também a expansão do
catolicismo na América Latina, mediante a união da cruz e da espada, do trono e do altar, fato este que não
mudou durante as décadas e os séculos, mesmo com a constituição dos Estados-Nações no continente,
posto que muitos países adotaram legalmente o catolicismo como religião oficial, com a consequente
ausência ou limitação da liberdade religiosa na região.
ORO,Pedro e URETA, Marcela. Religião e política na América Latina: uma análise da legislação dos países. In: Horizontes
Antropológicos, Porto Alegre, ano 13, n. 27, , jan./jun. 2007, p. 281-282).
Embora a situação descrita acima para a América Latina (AL) tenha passado por mudanças em diferentes
aspectos, permitindo que exista hoje nos países que integram essa parte do continente uma heterogeneidade
de posicionamentos, no que concerne às relações oficiais entre religião e política, Igreja e Estado, observa-se
nessa trajetória
Disponível:em SenadoNoticiais 07/07/2015)
A historiadora Mary Del Priore, em História das Crianças no Brasil (2015), pontua que, desde o século XIX,
quando foram elaboradas as estatística criminais sobre a cidade de São Paulo, o menor de idade esteve
sempre representado, como atesta a notícia acima. A especialização dos aparelhos policiais e os avanços
das técnicas de controle e vigilância ao longo da República permitiram identificações cada vez mais precisas
de crimes e dos “criminosos” menores que transitavam pelas ruas das grandes cidades brasileiras. Na
tipificação criminal desse segmento da população, a literatura revela que,
FONTE:https://www.google.com/search. Acesso em 10/12/2019
A violência contra a mulher é reconhecida em muitos países como um problema social e tem sido alvo de
políticas públicas, legislações e ações de organizações não governamentais, com o objetivo de coibi-la e
proteger suas vítimas. Tratados e convenções internacionais, formulados a partir de meados de 1970, têm
procurado sensibilizar um número cada vez maior de governos e sociedades, visando ampliar adesão a essa
causa.
(LAGE, Lana e NADER, Maria Beatriz. Violência contra a mulher: da legitimação à condenação social. In:PINSKY, Carla Bassanezi e
PEDRO, Joana Maria (Orgs.) Nova História das mulheres no Brasil, 2012. p.286).
As imagens acima se referem ao famoso caso do assassinato da socialite brasileira Ângela Diniz, por seu
amante, o empresário Raul Fernando Amaral Street, o “Doca Street”, como era conhecido. O fato muito
divulgado pela imprensa nacional do período é uma evidência de que, na história do Brasil, a violência em
relação à mulher esteve sempre presente, independente do grupo social que ela integre, tendo sido
O cenário político brasileiro é perpassado por expressões como “lulismo”, “carlismo”, “malufismo”,
“sarneyismo”, “brizolismo”, “getulismo”, “janismo” etc.Esses “ismos” possuem uma função muito mais
avaliativa do que denotativa (COLLOVALD, 1991), isto é, julgamentos pejorativos e leituras consagradoras
mesclam-se em um universo de personificação do capital político como forma de capital simbólico.
(BOURDIEU, 1989). Tais termos fixam igualmente uma idéia (sic) de unidade e de continuidade, a partir da associação reivindicada ou
denunciada entre agentes atuantes no espaço político. (GRILL, 2012, p.193).
Dois indivíduos tiveram seus “nomes” e suas “lideranças” como bases da constituição de “etiquetas políticas”
que dominaram a cena eleitoral maranhense ao longo do período 1945- 2010, sucedendo-se nas posições de
poder político no estado: Victorino Freire e José Sarney. Em torno de ambos constituíram-se redes de
seguidores e, em oposição aos mesmos e às facções que dirigiram, consolidaram-se facções rivais (“frentes
oposicionistas” articuladas em nome do objetivo comum de derrotar o “grupo” dominante).
(GRILL, 2012, p.197). O autor dos textos acima destaca que os “ismos”, quando se referem ao universo da política, relacionam-se
diretamente às condições de elegibilidade, apresentando-se como “instrumentos de localização de agentes
em “linhagens” e agentes de associação com patrimônios coletivos”. Fez (fizeram) parte das dinâmicas de
estruturação do “vitorinismo” e do “sarneysmo”.
A organização da educação brasileira, conforme a LDB, dá-se em regime de colaboração, e a divisão de
atribuições considera os diversos âmbitos administrativos. Neste sentido, são incumbências exclusivas dos
Municípios
[...]. A partir da primeira Revolução, os mencheviques deduziam a necessidade de uma aliança com os
liberais, segundo o caráter burguês da Revolução, e colocavam esta aliança acima de uma colaboração com
a classe camponesa, considerada como aliada pouco segura. Os bolcheviques, contrariamente, baseavam
toda a perspectiva da Revolução numa aliança do proletariado com os camponeses contra a burguesia
liberal. Como os socialistas revolucionários julgavam-se, antes de mais nada, partido camponês, era de
esperar que na Revolução se efetuasse a aliança entre bolcheviques e populistas, em contraposição à
aliança dos mencheviques com a burguesia liberal. [...].
(TROTSKY, Leon. A História da Revolução Russa – A queda do Tzarismo. Brasília: Editora do Senado. v.1. p.245. Coleção Edições do
Senado Federal, v. 240-A).
O texto acima, escrito por um contemporâneo da Revolução e membro ativo do processo revolucionário, faz
referência