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Texto I
Bem-estar do adulto é determinado pela capacidade de manter relações sociais quando jovem, e não pela inteligência
O que faz uma pessoa sentir-se bem não é sua inteligência, mas a qualidade de relações pessoais que mantém. Esse é o resultado da pesquisa feita pelo professor Craig Olsson, da Universidade de Melbourne. Segundo o pesquisador, a capacidade de estabelecer e manter tais relações pessoais é aprendida na juventude. Para isso, é essencial que as escolas foquem não só no desenvolvimento intelectual, mas também no aprendizado de habilidades sociais: "Podemos desenvolver todas as maravilhas tecnológicas imagináveis através de nossas habilidades acadêmicas, mas isso não satisfaz nossa necessidade de criarmos relações saudáveis com os outros e com o mundo, o que é essencial para nosso bem-estar", diz Olsson, que é o doutor em psicologia e especialista na prevenção de desvios comportamentais.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista exclusiva ao Pensando Direito:
Sua pesquisa indica que as primeiras relações de uma criança e adolescente, e não sua inteligência, é que são fundamentais para a felicidade na vida adulta. Por que isso acontece?
Primeiro precisamos entender o que é bem-estar e felicidade. O conceito de bem-estar tem dois significados. O primeiro é o sentir-se bem, maximizando nossos prazeres e minimizando nosso sofrimento (hedonismo). Essa é a primeira ideia que vem à mente da maior parte das pessoas quando pensam no que é felicidade.
O segundo conceito de bem-estar é em relação ao propósito que temos na vida (eudemonismo), o qual foca em valores universais como o cuidado com o outro, bondade, compaixão e compromisso. Essencialmente, diz que na vida há coisas mais importantes do que o prazer em si.
Em nossa pesquisa, nós estudamos esse segundo significado de bem-estar. Focamos especificamente no que nos faz encarar a vida de forma positiva. Descobrimos que valores pró-sociais funcionam como uma ‘cola’ que fortalece relações positivas ao longo de nossas vidas, e que é na juventude que formamos o alicerce desses valores, quando os aprendemos e assimilamos.
Mas a inteligência não estaria correlacionada com a capacidade de construir e manter relação pessoais?
Nossos resultados sugerem que desenvolvimento acadêmico não está correlacionado com o desenvolvimento de relacionamentos positivos ao longo da vida. Se estivesse, apenas pessoas bem educadas teriam relações sociais saudáveis, o que não é verdade. Relacionamentos saudáveis podem florescer em todos os tipos de configurações, incluindo aquelas baseadas na deficiência intelectual e em extremos de pobreza. E isso é uma boa notícia porque significa que um relacionamento positivo está potencialmente disponível a todos.
Mas nossos resultados também indicam que, no fim da adolescência há, sim, uma relação entre desempenho acadêmico e relações humanas. E isso sugere que, naquele período da vida, a melhora do desempenho acadêmico aumenta a capacidade de conexões sociais. Isso significa que o sucesso acadêmico no final da adolescência leva a melhores conexões sociais, o que, por sua vez, aumenta o bem-estar daquela pessoa quando ela chega à fase adulta.
Tradicionalmente, a escola enfatiza o mérito intelectual e não os relacionamentos sociais.
As escolas são essenciais para estabelecer nossa capacidade de nos relacionarmos de forma saudável. Elas precisam oferecer ao aluno um currículo social, oferecido em paralelo ao currículo acadêmico tradicional.
Além disso, as escolas são mais do que meros lugares de ensino, elas são ambientes em si. Esses ambientes podem modelar valores competitivos e elitistas ou valores de fraternidade e generosidade. Mas note – e isso é muito importante – ensinar tais valores sociais não impede o sucesso dos jovens: apenas os ensina a não buscarem o sucesso a qualquer preço.
Uma sólida formação acadêmica é importante para a vida, mas uma educação que seja capaz de desenvolver nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros é ainda mais crítica. Podemos desenvolver todas as maravilhas tecnológicas imagináveis através de nossas habilidades acadêmicas, mas isso não satisfaz nossa necessidade de criarmos relações saudáveis com os outros e com o mundo, o que é essencial para nosso bem-estar.
Existe um risco causado pela atual tendência de enfatizar competição ao invés da cooperação entre as crianças?
Cooperação não deveria ser vista como o oposto de sucesso. Na verdade, o sucesso é muito mais provável de surgir em um ambiente de cooperação do que em um ambiente de competição. Quando se compete, há sempre vencedores e perdedores; existe uma hierarquia de valores com base no desempenho: você só tem valor se vencer.
Mas se compreendermos que bem-estar depende da qualidade de nossas interações sociais, chegamos a um resultado radicalmente diferente. A longo prazo, relacionamentos sociais, e não posse ou status, são muito mais importantes para o bem-estar. Além disso, esses valores alimentam nossa automotivação, o que nos faz buscar a excelência, e não apenas o sucesso. Passamos a focar no resultado e não simplesmente em um objetivo.
(Para entender direito. Folha de S.Paulo. Uol.com.br.Disponível em: <http://direito.folha.uol.com.br/6/post/2012/09/bem-estar-do-adulto-determinado-pela-capacidade-de-manter-relaes-sociais-quando-jovem-e-no-pela-inteligencia.html>. Acesso em: 12 set. 2014.)
Sobre o Texto I, só NÃO é correto afirmar que:
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Texto I
Bem-estar do adulto é determinado pela capacidade de manter relações sociais quando jovem, e não pela inteligência
O que faz uma pessoa sentir-se bem não é sua inteligência, mas a qualidade de relações pessoais que mantém. Esse é o resultado da pesquisa feita pelo professor Craig Olsson, da Universidade de Melbourne. Segundo o pesquisador, a capacidade de estabelecer e manter tais relações pessoais é aprendida na juventude. Para isso, é essencial que as escolas foquem não só no desenvolvimento intelectual, mas também no aprendizado de habilidades sociais: "Podemos desenvolver todas as maravilhas tecnológicas imagináveis através de nossas habilidades acadêmicas, mas isso não satisfaz nossa necessidade de criarmos relações saudáveis com os outros e com o mundo, o que é essencial para nosso bem-estar", diz Olsson, que é o doutor em psicologia e especialista na prevenção de desvios comportamentais.
Leia abaixo os principais trechos da entrevista exclusiva ao Pensando Direito:
Sua pesquisa indica que as primeiras relações de uma criança e adolescente, e não sua inteligência, é que são fundamentais para a felicidade na vida adulta. Por que isso acontece?
Primeiro precisamos entender o que é bem-estar e felicidade. O conceito de bem-estar tem dois significados. O primeiro é o sentir-se bem, maximizando nossos prazeres e minimizando nosso sofrimento (hedonismo). Essa é a primeira ideia que vem à mente da maior parte das pessoas quando pensam no que é felicidade.
O segundo conceito de bem-estar é em relação ao propósito que temos na vida (eudemonismo), o qual foca em valores universais como o cuidado com o outro, bondade, compaixão e compromisso. Essencialmente, diz que na vida há coisas mais importantes do que o prazer em si.
Em nossa pesquisa, nós estudamos esse segundo significado de bem-estar. Focamos especificamente no que nos faz encarar a vida de forma positiva. Descobrimos que valores pró-sociais funcionam como uma ‘cola’ que fortalece relações positivas ao longo de nossas vidas, e que é na juventude que formamos o alicerce desses valores, quando os aprendemos e assimilamos.
Mas a inteligência não estaria correlacionada com a capacidade de construir e manter relação pessoais?
Nossos resultados sugerem que desenvolvimento acadêmico não está correlacionado com o desenvolvimento de relacionamentos positivos ao longo da vida. Se estivesse, apenas pessoas bem educadas teriam relações sociais saudáveis, o que não é verdade. Relacionamentos saudáveis podem florescer em todos os tipos de configurações, incluindo aquelas baseadas na deficiência intelectual e em extremos de pobreza. E isso é uma boa notícia porque significa que um relacionamento positivo está potencialmente disponível a todos.
Mas nossos resultados também indicam que, no fim da adolescência há, sim, uma relação entre desempenho acadêmico e relações humanas. E isso sugere que, naquele período da vida, a melhora do desempenho acadêmico aumenta a capacidade de conexões sociais. Isso significa que o sucesso acadêmico no final da adolescência leva a melhores conexões sociais, o que, por sua vez, aumenta o bem-estar daquela pessoa quando ela chega à fase adulta.
Tradicionalmente, a escola enfatiza o mérito intelectual e não os relacionamentos sociais.
As escolas são essenciais para estabelecer nossa capacidade de nos relacionarmos de forma saudável. Elas precisam oferecer ao aluno um currículo social, oferecido em paralelo ao currículo acadêmico tradicional.
Além disso, as escolas são mais do que meros lugares de ensino, elas são ambientes em si. Esses ambientes podem modelar valores competitivos e elitistas ou valores de fraternidade e generosidade. Mas note – e isso é muito importante – ensinar tais valores sociais não impede o sucesso dos jovens: apenas os ensina a não buscarem o sucesso a qualquer preço.
Uma sólida formação acadêmica é importante para a vida, mas uma educação que seja capaz de desenvolver nossa capacidade de nos relacionarmos com os outros é ainda mais crítica. Podemos desenvolver todas as maravilhas tecnológicas imagináveis através de nossas habilidades acadêmicas, mas isso não satisfaz nossa necessidade de criarmos relações saudáveis com os outros e com o mundo, o que é essencial para nosso bem-estar.
Existe um risco causado pela atual tendência de enfatizar competição ao invés da cooperação entre as crianças?
Cooperação não deveria ser vista como o oposto de sucesso. Na verdade, o sucesso é muito mais provável de surgir em um ambiente de cooperação do que em um ambiente de competição. Quando se compete, há sempre vencedores e perdedores; existe uma hierarquia de valores com base no desempenho: você só tem valor se vencer.
Mas se compreendermos que bem-estar depende da qualidade de nossas interações sociais, chegamos a um resultado radicalmente diferente. A longo prazo, relacionamentos sociais, e não posse ou status, são muito mais importantes para o bem-estar. Além disso, esses valores alimentam nossa automotivação, o que nos faz buscar a excelência, e não apenas o sucesso. Passamos a focar no resultado e não simplesmente em um objetivo.
(Para entender direito. Folha de S.Paulo. Uol.com.br.Disponível em: <http://direito.folha.uol.com.br/6/post/2012/09/bem-estar-do-adulto-determinado-pela-capacidade-de-manter-relaes-sociais-quando-jovem-e-no-pela-inteligencia.html>. Acesso em: 12 set. 2014.)
Sobre o gênero a que pertence o Texto I, só NÃO é correto afirmar que:
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Analise o texto verbal e não verbal a seguir, observando o seu funcionamento linguístico-discursivo para responder a questão abaixo.

Por meio dos ativos de Natura Ekos somos reconectados à natureza. Suas cores, sabores e aromas evocam a exuberância das matas e florestas e a diversidade de espécies de nosso país, cada uma com suas qualidades e virtudes únicas. Os ativos também contam histórias, falam de costumes nacionais, como o gosto por banhos diários e refrescantes, descrevem paisagens do Brasil, religam-nos às tradições orais do interior e narram a vida das populações que souberam preservar os tesouros naturais desse vasto território.
(Disponível em:http:<//naturaekos.com.br/biodiversidade/ativos-materias-primas-da-biodiversidade-brasileira/>.Acesso em: 4 set. 2014)
O sentido da palavra ativos no texto é:
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- Legislação EspecialLei 11.340/2006: Lei Maria da PenhaDos ProcedimentosCapítulo II - Das Medidas Protetivas de Urgência
NÃO é uma medida protetiva de urgência, que pode ser aplicada pelo juiz, ao agressor que pratica violência doméstica e familiar contra a mulher:
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O artigo “A violência não é uma fantasia” (29 de janeiro), expressa o que eu penso sobre os acontecimentos nos grandes e pequenos centros do Brasil. Como Lya Luft, acho que isso nada tem de engraçado e natural. Por coincidência, li num livro da escritora italiana Susanna Tamaro que hoje falta diálogo entre as pessoas, na família, na escola, no dia a dia. Nem os programas de televisão são um estímulo saudável. Essas faltas deixam os jovens vazios, com sentimento de inutilidade, e geram a falta de educação, a revolta e a violência.
(Gerda Nageli- São Paulo- SP.
Disponível em:<http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx>Acesso em: 9 set.2014)
No fragmento “Li num livro da escritora italiana Suzanna Tamaro que hoje falta diálogo entre as pessoas, na família, na escola, no dia a dia.”, em relação à sintaxe, o período destacado exerce a mesma função que o termo sublinhado na alternativa:
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Analise o texto verbal e não verbal a seguir, observando o seu funcionamento linguístico-discursivo para responder a questão abaixo.

Por meio dos ativos de Natura Ekos somos reconectados à natureza. Suas cores, sabores e aromas evocam a exuberância das matas e florestas e a diversidade de espécies de nosso país, cada uma com suas qualidades e virtudes únicas. Os ativos também contam histórias, falam de costumes nacionais, como o gosto por banhos diários e refrescantes, descrevem paisagens do Brasil, religam-nos às tradições orais do interior e narram a vida das populações que souberam preservar os tesouros naturais desse vasto território.
(Disponível em:http:<//naturaekos.com.br/biodiversidade/ativos-materias-primas-da-biodiversidade-brasileira/>.Acesso em: 4 set. 2014)
A única frase que NÃO está relacionada à expressão “os ativos de Natura Ekos”, de acordo com a campanha publicitária, é:
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689145
Ano: 2014
Disciplina: Legislação dos TRFs, STJ, STF e CNJ
Banca: FUNEC-MG
Orgão: PRONASCI
Disciplina: Legislação dos TRFs, STJ, STF e CNJ
Banca: FUNEC-MG
Orgão: PRONASCI
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São princípios fundamentais que regem a atuação de conciliadores e mediadores judiciais:
I – Decisão informada – dever de manter o jurisdicionado plenamente informado quanto aos seus direitos e ao contexto fático no qual está inserido.
II – Competência – dever de possuir qualificação que o habilite à atuação judicial, com capacitação na forma da Resolução nº 125 do CNJ, observada a reciclagem periódica obrigatória para formação continuada.
III– Empoderamento – dever de ponderar corretamente sobre as vantagens e desvantagens da situação.
A alternativa CORRETA é:
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CLIMA ORGANIZACIONAL
O clima organizacional pode ser definido como os reflexos de um conjunto de valores, comportamentos e padrões formais e informais que existem em uma organização e, representa a forma como cada colaborador percebe a empresa e sua cultura, e como ele reage a isso. Resumindo, clima organizacional é a percepção coletiva que as pessoas têm da empresa.
Essa percepção pode ser boa ou ruim de acordo com a interpretação pessoal que cada colaborador faz das políticas, normas e conduta da empresa frente às diversas questões, tanto referentes ao mercado em que ela atua, como com relação às pessoas e a sociedade.
O clima organizacional influi diretamente na motivação da equipe, no seu grau de satisfação e, consequentemente, na qualidade de seu trabalho. Por isso, é tão importante para as empresas mensurar essa percepção que os colaboradores têm dela, ou seja, o clima organizacional.
Por meio de uma pesquisa de clima organizacional busca-se obter repostas que auxiliem as empresas a identificar possíveis falhas ou oportunidades de melhoria.
Esse tipo de pesquisa tem se tornado mais comum, devido aos cada vez mais utilizados processos de automação, que reduzem o quadro de funcionários, ao chamado downsizing, às fusões e privatizações que misturam culturas organizacionais completamente diferentes, gerando, todos eles, muitas vezes, instabilidade e insegurança aos funcionários, o que prejudica seu desempenho e, consequentemente o desempenho da organização como um todo.
O clima organizacional então age como um indicador de como as mudanças estão afetando a organização.
Outro ponto que favorece a realização da pesquisa de clima organizacional é a questão da imagem da empresa. Os colaboradores são os primeiros clientes que a empresa precisa conquistar para que, depois possa conquistar o mercado.
De nada adianta, por exemplo, uma empresa fazer uma campanha publicitária milionária a respeito da sua responsabilidade social ou ambiental para os clientes externos, se seus clientes internos não estão satisfeitos com as condições de trabalho ou não sabem de nada que empresa realiza a respeito destas questões.
O clima organizacional pode ser medido, também, através da percepção e alguns “sintomas”: quando o clima é bom, existe alegria no ambiente de trabalho, aplicação e surgimento de ideias novas, os funcionários se sentem confiáveis, engajados, e
predominam atitudes positivas; já quando o clima é ruim, existe tensão, rivalidades, desinteresse, erros constantes, desobediência às ordens, falta de comunicação, alto índice de absenteísmo, greves, desperdício de materiais e turnover alto (rotatividade de funcionários).
(Disponível em:<http://www.infoescola.com/administracao_/clima-organizacional> Acesso em:1 set.2014)
Leia o excerto do texto a seguir.
O clima organizacional influi diretamente na motivação da equipe, no seu grau de satisfação e, consequentemente, na qualidade de seu trabalho. Por isso, é tão importante para as empresas mensurar essa percepção que os colaboradores têm dela, ou seja, o clima organizacional.
Analisando sintaticamente o excerto, percebe-se que há um desvio linguístico em:
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Quanto à proteção constitucional da família, da criança, do adolescente e do idoso, a alternativa CORRETA é:
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A identificação dos sentidos dos vocábulos polissêmicos abaixo NÃO está correta em:
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