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Ao analisar o sistema de saúde brasileiro, dialogando com preceitos internacionais e tratando dos desafios da implantação dos princípios do SUS, denota-se que “os modelos de atenção à saúde são sistemas lógicos que organizam o funcionamento das RAS (Redes de Atenção à Saúde), articulando, de forma singular, as relações entre os componentes da rede e as intervenções sanitárias, definidos em função da visão prevalecente da saúde, das situações demográfica e epidemiológica e dos determinantes sociais da saúde, vigentes em determinado tempo e em determinada sociedade”.
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. No SUS, ainda que o discurso oficial seja da APS (Atenção Primária de Saúde) como Estratégia de Saúde da Família, ela, na realidade, ainda mistura elementos culturais, técnicos e operacionais das duas outras interpretações mais restritas: a APS seletiva e a APS como nível primário de atenção à saúde.
II. Apesar da importância da mudança semântica de Programa Saúde da Família para Estratégia Saúde da Família, é necessário “aprofundar a transformação para que alcance uma mudança de paradigma”. O novo paradigma incorpora preceitos da Atenção Primária de Saúde, reportando-se à resolução da Conferência de Alma Ata (1978) e a definição de Cuidados Primários de Saúde. Defende que “a institucionalização da APS do SUS como Estratégia de Saúde da Família (ESF) significará dois grandes movimentos de mudanças: a superação do ciclo da atenção básica à saúde pelo ciclo da atenção primária à saúde, e a consequente superação do Programa de Saúde da Família (PSF) pela consolidação da Estratégia de Saúde da Família (ESF).
III. A ESF pode ser entendida como uma formulação que indica problemas e soluções modelares para uma comunidade de praticantes, “no sentido de renovar e produzir novos instrumentos, alternativos aos existentes, capazes de resolver os problemas de saúde da população brasileira, aparentemente sem respostas suficientes pelo modelo biomédico flexneriano”. No entanto, a legitimidade e o alcance da condição de hegemonia do novo paradigma dependem de forte apoio social, e a resolução dos problemas a que se propõe não deve se limitar à esfera da ESF, mas englobar todo o sistema de saúde, nos seus diferentes níveis de complexidade, bem como a efetivação de ações intersetoriais.
IV. O modelo da Estratégia Saúde da Família (ESF) configura-se como uma proposta de referência que emergiu na década de 1980, no Brasil, para incentivar mudanças no modelo assistencial em saúde, com vistas a atender ao prescrito na constituição de 1988 (Lei nº 8.080/1990) e aos princípios do SUS. Assim, nas dimensões político-jurídica e político-institucional, o SUS já se constitui em um novo paradigma. Entretanto, é na dimensão político-operacional, ou seja, no plano das práticas de atenção, onde se situa a ESF, que se encontra o grande desafio.
V. Atualmente, a ESF está incorporada no Plano Nacional de Humanização e o seu conteúdo resgata referências internacionais, como o desenvolvimento conceitual dos Cuidados Primários de Saúde e os ideais e experiências de medicina de família acumuladas em países como o França, Cuba, Alemanha e Noruega.
Está correto o que se afirma em
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Dados epidemiológicos provenientes de estudos que partem do pressuposto que o pesquisador irá acompanhar uma população ao longo do tempo para buscar possível associação (ao menos estatística) entre exposição e desfecho. O objetivo de tais estudos é comparar dois grupos de pessoas de status diferentes para verificar causas de problemas. Após o período do estudo, o pesquisador poderá relacionar a exposição ao(s) fator(es), utilizando o Risco Relativo (RR) e, ao finalizar o estudo, o pesquisador analisa a incidência do desfecho no grupo de expostos e não expostos ao(s) fator(es) de risco em uma tabela de contingência. Diante da descrição, de que tipo de estudo se trata?
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Considerando que a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) em adolescentes é classificada com base no percentual da pressão arterial, sexo, idade e estatura além da ausculta cardíaca, analise as afirmativas a seguir.
I. Medidas elevadas devem ser repetidas em pelo menos três ocasiões diferentes se estiverem assintomática.
II. É classificada como primária e está presente em adolescentes com história familiar de HAS ou doença cardiovascular, ou secundária, devido a alguma alteração hepática ou endócrina.
III. A incidência da HA primária aumentou na última década devido ao sobrepeso e obesidade na faixa etária entre 7 a 14 anos. O diagnóstico é definido a partir da VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, o adolescente que estiver com o parâmetro maior ou igual a 100 mmHg da pressão sistólica e da pressão diastólica maior ou igual a 60 mmHg.
IV. As principais causas da HAS, de acordo com o grupo etário, são: de 6 a 12 anos – doença do parênquima renal, doença renovascular, hipertensão essencial.
Está correto o que se afirma apenas em
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Para que paciente deve ser indicado o protocolo de Rockwood?
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A artrose é uma das mais importantes doenças que causam limitação articular de forma crônica; a osteoartrite é a principal manifestação desta afecção. Verifica-se que a prevalência da osteoartrite sintomática é maior entre as mulheres. Essa disfunção afeta a funcionalidade nas atividades de vida diária; os componentes cinemáticos da marcha; e, a qualidade de vida. Considerando o exposto, assinale a afirmativa correta.
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Doenças neurológicas incapacitantes sempre foram objeto de estudo e atuação terapêutica, a fim de minimizar a sintomatologia e auxiliar os pacientes. Entre tantas, duas chamam a atenção: Esclerose Múltipla (EM) e Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A diferença entre a fisiopatologia é:
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Ao passar pelo médico geriatra do posto de saúde, Ana, 78 anos, se queixa de duas perdas: de memória e da força das pernas. Ela refere piora depois da última internação por infecção urinária, em que permaneceu por dez dias no hospital. Após examiná-la, o médico afirma que Ana tem um processo de sarcopenia em curso e que algumas medidas devem ser realizadas para não piorar ainda mais essa situação. Considerando as informações hipotéticas, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A redução no tamanho das fibras é intensa quando comparadas à redução na massa muscular; daí, postular-se sobre redução no tamanho e no número de fibras e distúrbios músculo/esqueléticos presentes nessa população.
( ) A prevalência de incapacidade e dependência funcional é maior em idosos e está intimamente associada à redução da massa muscular, que ocorre, até mesmo, em indivíduos saudáveis.
( ) A sarcopenia parece decorrer da interação complexa de distúrbiosda inervação; diminuição de hormônios; aumento de mediadores inflamatórios; e, alterações da ingestão proteico-calórica que ocorrem durante o envelhecimento.
( ) A perda de massa e força muscular é responsável pela redução de mobilidade e pelo aumento da incapacidade funcional e dependência. Quando associada à fragilidade, tal perda gera custos econômicos e sociais.
( ) Outros indicadores da síndrome de fragilidade, a qual a sarcopenia faz parte, incluem perda de peso recente, especialmente da massa magra; autorrelato de fadiga; quedas frequentes; fraqueza muscular; diminuição da velocidade da caminhada; e, redução da atividade física, todos relacionados ao desempenho do sistema músculo/esquelético.
( ) A redução da ingestão alimentar, a “anorexia do envelhecimento”, é fator preponderante no desenvolvimento e progressão da sarcopenia.
A sequência está correta em
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Estudos atuais revelam associação positiva de um novo recurso para tratar pacientes com espasticidade durante as sessões de fisioterapia. A espasticidade está associada à redução do movimento, dor, aumento do gasto energético e dificuldade para executar as tarefas diárias (alimentação, locomoção e transferências). Caso não seja tratada, pode levar a contraturas musculares, rigidez e deformidades articulares. Qual das alternativas evidencia esse novo recurso?
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Recentemente publicada, a Classificação Brasileira de Diagnósticos Fisioterapêuticos (CBDF) tem como finalidade:
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Osvaldo tem sessenta e cinco anos e refere dores na região do quadril. Durante a avaliação, seu fisioterapeuta pede que fique em decúbito lateral e de costas para o examinador com o joelho flexionado a 90° e o pé repousando sobre a fossa poplítea do membro contra lateral. Durante o exame físico, o terapeuta estabiliza a pelve com a mão fixa no quadril do paciente para estabilizar a pelve. Com a outra mão, o terapeuta exerce uma adução do membro inferior, levando o joelho do paciente até a maca. Nesse momento, mesmo antes de perguntar, Osvaldo refere aumento da dor. Diante disso:
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