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3812548 Ano: 2024
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Considere a sequência de atividades, a partir do texto Macabéa: Flor de Mulungu, de Conceição Evaristo:

Atividade: Explorando "Macabéa: Flor de Mulungu” de Conceição Evaristo como releitura de "A Hora da Estrela” de Clarice Lispector 

Objetivo: Analisar as obras "Macabéa: Flor de Mulungu” e "A Hora da Estrela" sob diferentes perspectivas criticas, considerando aspectos estruturais, estilísticos, discursivos e culturais, e estabelecer conexões com o contexto contemporâneo. 
Materiais necessários: Textos "Macabéa: Flor de Mulungu", de Conceição Evaristo; e "A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector; acesso a recursos para pesquisa (opcional), caderno ou meio digital para registro das respostas.  
Passo a passo:
1.Introdução as obras e as autoras: 
-Apresentar aos alunos as autoras Conceição Evaristo e Clarice Lispector, destacando suas contribuições para a literatura brasileira. 
-Explicar brevemente as obras "Macabéa: Flor de Mulungu" e "A Hora da Estrela”, contextualizando-as dentro do movimento literário e social em que foram produzidas. 

2.Comparagao estrutural e estilística: 
-Distribuir trechos selecionados de ambas as obras para os alunos. 
-Pedir para os alunos compararem a estrutura narrativa, o estilo de escrita, os recursos literários utilizados (como narrador, tempo narrativo e linguagem) em cada uma das obras. 
-Orienta-los a fazer anotações sobre semelhanças e diferenças perceptíveis na forma como as histórias são contadas e desenvolvidas. 

3.Análise de aspectos discursivos e culturais: 
-Promover uma discussão em grupo sobre os temas abordados nas obras, como identidade, marginalização social, condição da mulher na sociedade, entre outros. 
-Explorar como as personagens principais (Macabéa em "Macabéa: Flor de Mulungu" e Macabéa em "A Hora da Estrela") são retratadas e como suas histórias refletem visões de mundo especificas. 

4.Dialogo com o contexto de produção: 
-Incentivar os alunos a pesquisar sobre o contexto histórico e cultural em que cada obra foi escrita. 
-Discutir como essas obras dialogam com movimentos estéticos e culturais da época, como o modernismo, o pós-modernismo, o feminismo, o movimento negro, entre outros.  

5.Produgéo textual:
-Pedir aos alunos para escreverem um ensaio comparativo entre "Macabéa: Flor de Mulungu" e "A Hora da Estrela", destacando suas análises sobre estrutura, estilo, aspectos discursivos e culturais.  
-Eles devem incluir reflexões sobre como as obras dialogam com questões contemporâneas, como questões de identidade, representação e justiça social. 

6.Apresentação e discussão final: 
-Finalizar a atividade com uma sessão de apresentação dos ensaios produzidos pelos alunos. 
-Promover uma discussão final sobre as descobertas e insights obtidos durante a análise das obras, incentivando os alunos a compartilharem suas perspectivas e conclusões. 

Avaliação: Avaliar os alunos com base na profundidade da análise realizada no ensaio comparativo, na capacidade de estabelecer conexões significativas entre as obras e seu contexto, na clareza da argumentação e na habilidade de expressar ideias de forma crítica e fundamentada.  

Assinale a alternativa que apresenta a habilidade indicada no Ensino de Língua Portuguesa no Ensino Médio que mais coerentemente seria alcançada com a prática apresentada:
 

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3812547 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC

Leia, a seguir, o poema O menino que carregava água na peneira, de Manoel de Barros:

O menino que carregava água na peneira

(Manoel de Barros) 



Tenho um livro sobre águas e meninos.

Gostei mais de um menino

que carregava água na peneira. 



A mãe disse que carregar água na peneira

era o mesmo que roubar um vento e

sair correndo com ele para mostrar aos irmãos. 


A mãe disse que era o mesmo

que catar espinhos na água.

O mesmo que criar peixes no bolso. 


O menino era ligado em despropósitos.

Quis montar os alicerces

de uma casa sobre orvalhos. 


A mãe reparou que o menino

gostava mais do vazio, do que do cheio.

Falava que vazios são maiores e até infinitos. 


Com o tempo aquele menino

que era cismado e esquisito,

porque gostava de carregar água na peneira.


No escrever o menino viu

que era capaz de ser noviça,

monge ou mendigo ao mesmo tempo.


O menino aprendeu a usar as palavras.

Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.

E começou a fazer peraltagens.


Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.

O menino fazia prodígios.

Até fez uma pedra dar flor. 


A mãe reparava o menino com ternura.

A mãe falou: Meu filho você vai ser poeta!

Você vai carregar água na peneira a vida toda. 


Você vai encher os vazios

com as suas peraltagens,

e algumas pessoas vão te amar por seus

despropósitos! 

A respeito do texto, analise as afirmações a seguir:

l.O poema aborda a ideia paradoxal e aparentemente impossível de carregar água na peneira. Isso representa um desafio insensato, algo que vai contra a lógica e a funcionalidade comuns. Essa impossibilidade se torna uma metáfora para a vida do menino retratado, que talvez seja visto como alguém que tenta realizar o impossível ou que vive de maneira incomum, distante das normas estabelecidas. Esse fazer paradoxal, no texto, simboliza a prática de escrever poemas. Assim, podemos considerar o poema uma metanálise do fazer do poeta.

ll.O autor utiliza uma linguagem poética que brinca com as palavras e cria imagens vívidas e sensoriais. O uso de metáforas e comparações inusitadas é uma marca registrada de sua poesia, como "carregar água na peneira", que evoca uma imagem absurda e, ao mesmo tempo, poética.

Ill.Apesar da aparente simplicidade do tema, o poema sugere camadas mais profundas de significado. Pode se interpretar que o menino representa uma figura que desafia os limites impostos pela sociedade e até pela real idade e que vive em um mundo próprio, alheio às convenções e às limitações do real palpável.

IV.No que diz respeito à métrica, o texto apresenta versos decassílabos.

V.O texto apresenta paralelismo sintático no que diz respeito às menções indiretas às falas da mãe.

É correto o que se afirma em:


 

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A literatura pode chegar à sala de aula sob diversas formas, temas e gêneros discursivos. A respeito dos gêneros e formas literárias, analise as afirmações a seguir: 

I. __________ são formas tradicionais de poesia originárias do Japão, conhecidas por sua brevidade e simplicidade. Tradicionalmente, são compostos por três versos, sem rima, estruturados em três linhas que seguem uma métrica específica: a primeira linha tem 5 sílabas; a segunda linha tem 7 sílabas; a terceira linha tem 5 sílabas novamente.
II. __________ é uma obra que se passa antes de outra obra já existente, geralmente explorando eventos que ocorreram antes da história principal. Em termos simples, é uma narrativa que precede cronologicamente a narrativa de uma obra anteriormente lançada, expandindo o universo da história original ao explorar eventos que a antecedem.
III. __________ é um gênero que consiste em trocas de correspondências (cartas) entre personagens ou indivíduos reais, frequentemente utilizado para explorar relacionamentos e contextos históricos.

Assinale a alternativa que correta e respectivamente preenche as lacunas nos excertos:
 

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3812545 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O autor Marcos Bagno define variação linguística da seguinte forma: “O termo variação se aplica a uma característica das línguas humanas que faz parte de sua própria natureza: a heterogeneidade. A palavra língua nos dá uma ilusão de uniformidade, de homogeneidade, que não corresponde aos fatos. Quando nos referimos ao português, ao francês, ao chinês, ao árabe etc., usamos um rótulo único para designar uma multiplicidade de modos de falar decorrente da multiplicidade das sociedades e das culturas em que as línguas são faladas. Cada um desses modos de falar recebe o nome de variedade linguística. Por isso, muitos autores definem língua como ‘um conjunto de variedades’ e substituem a noção da língua como um sistema pela noção da língua como um polissistema, formado por essas múltiplas variedades” (Bagno, Dicionário do Ceale, online). A variação linguística ocorre de variadas formas, por fatores linguísticos e extralinguísticos. Nesse sentido, analise os textos a seguir: 

Texto I:
Enunciado 4595996-1 Disponível em: https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola/wp-content/uploads/2022/09/WhatsApp-Image2022-09-28-at-10.10.52-1024x1022.jpeg

Texto II:
Enunciado 4595996-2
Disponível em: https://arquivos.infra-questoes.grancursosonline.com.br/imagem/prova/115717/questao/3014824- 20230926110956000000-0.png

Texto III:
Enunciado 4595996-3 Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https:/pl-static.zdn.net/files/d37/f2c36ce27da1f7223bb7be618b6623df.jpg


Texto IV:
Enunciado 4595996-4 Disponível em: https://media.brainly.com.br/image/rs:fill/w:1920/q:75/plain/https:/pl-static.zdn.net/files/deb/0bceld516d05bb4b43a04aeb8dc2dac5.jpg


A respeito dos textos apresentados, analise as afirmações a seguir: 

I. As variações sociolinguísticas apresentadas nos textos I, II, III e IV são decorrentes de fatores linguísticos.
II. O texto I apresenta um tipo de variação chamada de diastrática.
III. O texto II apresenta um tipo de variação sociolinguística classificada como diamésica.
IV. O texto III exemplifica a chamada variação diacrônica.
V. O texto IV apresenta a variação diacrônica da linguagem.

É correto o que se afirma em:
 

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3812544 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Analise a seguinte atividade, planejada para o trabalho com turmas do 7.º ano do Ensino Fundamental: 
Leia atentamente a tirinha a seguir, depois responda ao que se pede:

Enunciado 4595995-1

a. No que consiste a situação apresentada na tirinha?
b. Podemos dizer que a palavra “sobremesariano” tem alguma relação com “vegetariano”? Por quê?
c. Circule os substantivos e, em seguida, classifique-os.
d. Marque os verbos empregados no texto e indique em qual pessoa, modo e tempo verbal estão conjugados.

A respeito da atividade apresentada, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas: 

( ) Considerando o elemento gerador de humor, o texto da atividade seria adequado para trabalhar os processos de formação de palavras, no estudo dos prefixos.
( ) A atividade de letra “a” consiste em uma prática de compreensão em leitura.
( ) A atividade de letra “c” consiste em uma prática de análise linguística. 
( ) A atividade como um todo pode ser considerada como uma atividade de gramática tradicional, pois trabalha com metalinguagem.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
 

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3812543 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
A ortografia consiste no conjunto de regras e convenções que regulam a forma de escrever as palavras em uma determinada língua. Ela define como as palavras devem ser grafadas, levando em consideração a pronúncia, a fonologia, a morfologia, a sintaxe e a etimologia das palavras. Trabalhar a ortografia em sala de aula é possibilitar que o estudante participe de práticas de linguagem que são fundamentais à sua efetiva inserção social. Nesse contexto, analise atentamente a ortografia das sentenças a seguir: 

I. Ele precisava usar óculos para enchergar melhor de perto.
II. Minha avó prepara um delicioso refogado com xuxu e cencura.
III. Ele deu um chilique quando percebeu que tinha perdido o celular.
IV. O artista decidiu pixar a parede com um mural colorido e vibrante.
V. Os dois rivais começaram a digladiar pelo controle da empresa durante a reunião.
VI. A falta de recursos financeiros foi um grande impecilho para o desenvolvimento do projeto.
VII. O excesso de bagagem era supérfulo para a viagem curta que ele planejava fazer.

Está correta a ortografia, considerando o sentido das sentenças, em:
 

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3812542 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
Analise atentamente os textos apresentados a seguir: 

Texto I:
Enunciado 4595993-1
Disponível em: https://mediabrainly.combr/image/rs:fill/w1080/q;75plain//pt-static.z-dn.net/files/d34/c4a3f58f761944840db26b5517c80e6d.jpg



Texto II:
Enunciado 4595993-2
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQRqPciyqYrcA6W6TZruld1HsnU7xURz2fJFg&s
 


Texto III:
Enunciado 4595993-3
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQD484isN8mj5zZXD1ve2oAPoJIX7-jb2Tgw&s




A respeito dos textos apresentados, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( ) Podemos afirmar que os textos I, II e III estão interrelacionados porque compartilham da mesma dimensão temática.
( ) Os textos I, II e III podem ser considerados textos multissemióticos, pois associam diferentes modos de comunicação simultaneamente para construir significado.
( ) Os textos I, II e III apresentam o mesmo fenômeno textual, o diálogo com outros textos, o que é conhecido como intertextualidade.
( ) Os textos I e III pertencem ao mesmo gênero discursivo.
( ) Os textos I, II e III pertencem ao/circulam no mesmo domínio discursivo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
 

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3812541 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Produção de textos


O conceito de produção de textos orais e escritos baseia-se em teorias linguísticas da enunciação, que consideram a língua um fenômeno social, uma forma de ação e de interação social. Nessa perspectiva, produzir um texto significa dizer algo a alguém, por algum motivo, de algum modo, em determinada situação. O texto é resultado de um processo em que os sujeitos interagem através da linguagem. Nessas interações, os sujeitos compreendem, concordam, discordam e interrogam seus interlocutores. 


Nas situações cotidianas de comunicação oral, quem fala precisa planejar e produzir seu texto quase simultaneamente; não há tempo para pensar antes de definir o que dizer. Por isso, na conversa, são comuns as hesitações, as pausas, as autocorreções. É como se o “rascunho” saísse junto com o texto. Nessas circunstâncias, levar em conta o contexto é fundamental: o que tenho a dizer? Posso dizer agora? Em que ambiente ocorre a comunicação? Quem são meus interlocutores? O que eles sabem, do que eles gostam? O que eles pensam de mim? Que tipo de relação existe entre nós (intimidade, inimizade, distanciamento)? Que lugar social cada um de nós ocupa (pai/filho, professor/aluno, patrão/empregado, vendedor/comprador, namorado/namorada)? Que expectativa e que disposição têm meus interlocutores quanto à minha participação nessa conversa? A percepção do locutor sobre o contexto é que o guia na produção de sua fala. Mas o contexto é dinâmico, muda no decorrer da interação. Por isso o falante fica atento aos sinais que pode captar: estão entendendo? Estão gostando? Devo continuar? Devo insistir em tal opinião? Devo parar? 


Essas mesmas questões se colocam em situações informais de escrita e também em condições públicas e formais de uso tanto da linguagem oral quanto da linguagem escrita. A figura do interlocutor – distante, ausente, desconhecido ou apenas imaginado – está sempre presente na interação verbal e orienta a produção do texto. 


No caso da escrita, é possível planejar conscientemente cada etapa do processo de produção. Pode-se conceber previamente a situação de comunicação: que lugar, que papel quero assumir como autor do texto? Quais são meus objetivos? Quem é meu leitor? Em que ambiente e em que suporte meu texto vai circular? Em que circunstância será lido? As respostas a essas questões são a base do processo de produção e a partir delas é que se constroem as respostas para o que escrever e como escrever. Durante a escrita, pode-se mudar de ideia e cuscos, cortar ou acrescentar informações. Após a escrita, ainda é possível retomar o texto, com o objetivo de analisar sua adequação às condições de produção. Essa retomada leva o escritor a rever e a reescrever o texto antes de apresentá-lo a seu leitor.
Cada uma dessas etapas pode ser destacada e trabalhada especificamente na escola, desde o Ciclo de Alfabetização. O professor provoca a tomada de decisões coletivas, escreve no quadro o que os alunos propõem, compartilhando com eles as alterações necessárias, depois relê e avalia o texto junto com eles, para fazer a reescrita. Um convite para uma festa escolar, uma homenagem às mães, uma solicitação à diretoria – tudo isso pode ser objeto de escrita coletiva na sala de aula. 
Retirado e adaptado de: FIAD, Raquel Salek; COSTA VAL, Maria da Graça. Produção de textos. Glossário do Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos. Acesso em: 21 jul., 2024.
Analise o seguinte trecho, retirado do texto:

“O conceito de produção de textos orais e escritos baseia-se em teorias linguísticas da enunciação, que consideram a língua um fenômeno social, uma forma de ação e de interação social”.

A respeito dos aspectos sintáticos do trecho apresentado, analise as afirmações a seguir: 

I. A oração, precedida por vírgula, “que consideram a língua um fenômeno social”, pode ser classificada como subordinada adjetiva explicativa.
II. O termo “em teorias linguísticas da enunciação” funciona como um complemento nominal na oração subordinada.
III. O período é constituído por duas orações: uma principal e uma subordinada.
IV. Os termos “uma forma de ação e de interação social” desempenham a função de adjunto adnominal na oração principal.

É correto o que se afirma em:
 

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3812540 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Produção de textos


O conceito de produção de textos orais e escritos baseia-se em teorias linguísticas da enunciação, que consideram a língua um fenômeno social, uma forma de ação e de interação social. Nessa perspectiva, produzir um texto significa dizer algo a alguém, por algum motivo, de algum modo, em determinada situação. O texto é resultado de um processo em que os sujeitos interagem através da linguagem. Nessas interações, os sujeitos compreendem, concordam, discordam e interrogam seus interlocutores. 


Nas situações cotidianas de comunicação oral, quem fala precisa planejar e produzir seu texto quase simultaneamente; não há tempo para pensar antes de definir o que dizer. Por isso, na conversa, são comuns as hesitações, as pausas, as autocorreções. É como se o “rascunho” saísse junto com o texto. Nessas circunstâncias, levar em conta o contexto é fundamental: o que tenho a dizer? Posso dizer agora? Em que ambiente ocorre a comunicação? Quem são meus interlocutores? O que eles sabem, do que eles gostam? O que eles pensam de mim? Que tipo de relação existe entre nós (intimidade, inimizade, distanciamento)? Que lugar social cada um de nós ocupa (pai/filho, professor/aluno, patrão/empregado, vendedor/comprador, namorado/namorada)? Que expectativa e que disposição têm meus interlocutores quanto à minha participação nessa conversa? A percepção do locutor sobre o contexto é que o guia na produção de sua fala. Mas o contexto é dinâmico, muda no decorrer da interação. Por isso o falante fica atento aos sinais que pode captar: estão entendendo? Estão gostando? Devo continuar? Devo insistir em tal opinião? Devo parar? 


Essas mesmas questões se colocam em situações informais de escrita e também em condições públicas e formais de uso tanto da linguagem oral quanto da linguagem escrita. A figura do interlocutor – distante, ausente, desconhecido ou apenas imaginado – está sempre presente na interação verbal e orienta a produção do texto. 


No caso da escrita, é possível planejar conscientemente cada etapa do processo de produção. Pode-se conceber previamente a situação de comunicação: que lugar, que papel quero assumir como autor do texto? Quais são meus objetivos? Quem é meu leitor? Em que ambiente e em que suporte meu texto vai circular? Em que circunstância será lido? As respostas a essas questões são a base do processo de produção e a partir delas é que se constroem as respostas para o que escrever e como escrever. Durante a escrita, pode-se mudar de ideia e cuscos, cortar ou acrescentar informações. Após a escrita, ainda é possível retomar o texto, com o objetivo de analisar sua adequação às condições de produção. Essa retomada leva o escritor a rever e a reescrever o texto antes de apresentá-lo a seu leitor.
Cada uma dessas etapas pode ser destacada e trabalhada especificamente na escola, desde o Ciclo de Alfabetização. O professor provoca a tomada de decisões coletivas, escreve no quadro o que os alunos propõem, compartilhando com eles as alterações necessárias, depois relê e avalia o texto junto com eles, para fazer a reescrita. Um convite para uma festa escolar, uma homenagem às mães, uma solicitação à diretoria – tudo isso pode ser objeto de escrita coletiva na sala de aula. 
Retirado e adaptado de: FIAD, Raquel Salek; COSTA VAL, Maria da Graça. Produção de textos. Glossário do Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos. Acesso em: 21 jul., 2024.
A partir da leitura do texto, podemos afirmar que são características da produção de textos orais e escritos: 

I. Nascem da língua como fenômeno social.
II. São decorrentes da interação e de um propósito comunicativo.
III. Requerem contextualização.
IV. São independentes do domínio discursivo.
V. Consistem em um processo dinâmico.
VI. Devem levar em conta sempre a revisão e a reformulação.
VII. Devem se constituir como uma prática na educação.

É correto o que se afirma em:
 

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3812539 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FURB
Orgão: SED-SC
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Produção de textos


O conceito de produção de textos orais e escritos baseia-se em teorias linguísticas da enunciação, que consideram a língua um fenômeno social, uma forma de ação e de interação social. Nessa perspectiva, produzir um texto significa dizer algo a alguém, por algum motivo, de algum modo, em determinada situação. O texto é resultado de um processo em que os sujeitos interagem através da linguagem. Nessas interações, os sujeitos compreendem, concordam, discordam e interrogam seus interlocutores. 


Nas situações cotidianas de comunicação oral, quem fala precisa planejar e produzir seu texto quase simultaneamente; não há tempo para pensar antes de definir o que dizer. Por isso, na conversa, são comuns as hesitações, as pausas, as autocorreções. É como se o “rascunho” saísse junto com o texto. Nessas circunstâncias, levar em conta o contexto é fundamental: o que tenho a dizer? Posso dizer agora? Em que ambiente ocorre a comunicação? Quem são meus interlocutores? O que eles sabem, do que eles gostam? O que eles pensam de mim? Que tipo de relação existe entre nós (intimidade, inimizade, distanciamento)? Que lugar social cada um de nós ocupa (pai/filho, professor/aluno, patrão/empregado, vendedor/comprador, namorado/namorada)? Que expectativa e que disposição têm meus interlocutores quanto à minha participação nessa conversa? A percepção do locutor sobre o contexto é que o guia na produção de sua fala. Mas o contexto é dinâmico, muda no decorrer da interação. Por isso o falante fica atento aos sinais que pode captar: estão entendendo? Estão gostando? Devo continuar? Devo insistir em tal opinião? Devo parar? 


Essas mesmas questões se colocam em situações informais de escrita e também em condições públicas e formais de uso tanto da linguagem oral quanto da linguagem escrita. A figura do interlocutor – distante, ausente, desconhecido ou apenas imaginado – está sempre presente na interação verbal e orienta a produção do texto. 


No caso da escrita, é possível planejar conscientemente cada etapa do processo de produção. Pode-se conceber previamente a situação de comunicação: que lugar, que papel quero assumir como autor do texto? Quais são meus objetivos? Quem é meu leitor? Em que ambiente e em que suporte meu texto vai circular? Em que circunstância será lido? As respostas a essas questões são a base do processo de produção e a partir delas é que se constroem as respostas para o que escrever e como escrever. Durante a escrita, pode-se mudar de ideia e cuscos, cortar ou acrescentar informações. Após a escrita, ainda é possível retomar o texto, com o objetivo de analisar sua adequação às condições de produção. Essa retomada leva o escritor a rever e a reescrever o texto antes de apresentá-lo a seu leitor.
Cada uma dessas etapas pode ser destacada e trabalhada especificamente na escola, desde o Ciclo de Alfabetização. O professor provoca a tomada de decisões coletivas, escreve no quadro o que os alunos propõem, compartilhando com eles as alterações necessárias, depois relê e avalia o texto junto com eles, para fazer a reescrita. Um convite para uma festa escolar, uma homenagem às mães, uma solicitação à diretoria – tudo isso pode ser objeto de escrita coletiva na sala de aula. 
Retirado e adaptado de: FIAD, Raquel Salek; COSTA VAL, Maria da Graça. Produção de textos. Glossário do Ceale. Disponível em: https://www.ceale.fae.ufmg.br/glossarioceale/verbetes/producao-de-textos. Acesso em: 21 jul., 2024.
Considerando as práticas de linguagem discutidas no texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas: 

( ) Os processos de produção de textos orais e escritos são ambos um meio de interação verbal entre as pessoas, por meio do qual algo é dito, com algum propósito, de alguma forma, em conformidade com uma dada situação.
( ) A concepção de linguagem apresentada no texto é a de linguagem como comunicação.
( ) Enquanto a produção de textos escritos é considerada um processo, pois permite desde o planejamento até a revisão e a reescrita; a produção de textos orais é constituída como um produto, pois não há tempo para se organizar aquilo que está sendo dito.
( ) A produção de textos orais e escritos pode ser considerada uma dicotomia, considerando-se as distinções guardadas entre si.
( ) Tanto a produção de textos escritos quanto a de textos orais podem ser ensinadas na escola.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
 

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