“A questão da ética na prática profissional dos sociólogos está presente desde a origem da disciplina, no debate sobre
como estudar os fenômenos sociais, e sobre como o pesquisador lida com um objeto que, de um jeito ou de outro, não
lhe é externo. No cotidiano da atividade profissional enfrentamos diversos desafios éticos e morais que nem sempre
aparecem como tal, ou que às vezes atribuímos a fatores culturais difíceis de combater. Os códigos de ética buscam
estabelecer critérios que norteiam a ação frente às fraudes que a acompanham. Assim como fazemos regras,
construímos formas de burlá-las.”
(Disponível em: http://www.sbsociologia.com.br/revista/index.php/RBS/article/view/101/75.)
Em relação aos códigos de ética que devem nortear a ação do profissional em sociologia, é correto afirmar que
“Em Minas Gerais um projeto de mediação de conflito está mudando a rotina de violência em escolas públicas. Em uma
companhia policial para menores infratores, em Belo Horizonte, chegam todos os dias muitos casos de alunos que
saíram direto das escolas, nos carros da polícia, porque ameaçaram professores ou deram socos em colegas. Um projeto
desenvolvido pelas Secretarias de Educação de Minas, Ministério Público, Tribunal de Justiça e UFMG quer transformar
os conflitos em oportunidades de mudança para os jovens, e resolver tudo dentro da própria escola. ‘O encarceramento
só transforma aquela pessoa numa pessoa pior. Quando você é criança, adolescente, você está em formação de caráter,
de personalidade; é o acolhimento da pessoa é que vai transformá-lo. Não é a punição, o castigo, a raiva, a vingança’,
diz Valéria Rodrigues, juíza da Vara da Infância e Juventude de Belo Horizonte. Educadores voluntários e até alunos de
240 escolas públicas estão sendo treinados para ser mediadores.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2018/04/mediacao-de-conflito-muda-rotina-de-violencia-em-escolas-publicas-emmg.html.)
A violência, especificamente nos meios escolares, é debatida e pesquisada pelo mundo inteiro por conta da gravidade
e frequência em que se repete no cotidiano. Sobre esse problema, especificamente no que diz respeito ao Brasil:
“No Brasil e no mundo, a crise econômica e política, a falta de perspectiva e as distâncias culturais e sociais abrem
espaço para discursos extremistas e impulsionam manifestações de intolerância como racismo, homofobia, xenofobia e
preconceito religioso. Impulsionados pelas redes sociais, esses episódios de intolerância se multiplicam, revelando uma
sociedade cada vez mais discriminatória e menos propensa ao diálogo.”
(Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/brasil-cultiva-discurso-de-odio-nas-redes-sociais-mostra-pesquisa-19841017.)
Tendo em vista a intolerância especificamente religiosa, analise as afirmativas a seguir. I. Verificando-se os diferentes povos em todo o mundo pode-se dizer que a intolerância é característica específica dos
povos subdesenvolvidos e economicamente frágeis.
II. A ideia de dubiedade das religiões entre tolerância e intolerância foi revelada em todos os tempos.
III. O Brasil, desde a colonização pelos portugueses, tem sido palco de diversas formas de intolerâncias religiosas.
IV. Como o mosaico religioso brasileiro é muito extenso, caracterizado desde o início pelo sincretismo religioso, não há
casos de intolerância religiosa.
V. O país se tornou um laboratório de fé, em razão das mudanças culturais, de modo que algumas religiões caíram no
esquecimento e outras se adaptaram ou surgiram.
Estão corretas apenas as afirmativas
“A escola cria suas próprias desigualdades, a economia cria suas próprias desigualdades, a cultura cria suas
desigualdades, a política cria suas desigualdades... As desigualdades de cada um desses domínios podem e precisam ser
combatidas. Mas há desigualdades e injustiças novas quando as desigualdades produzidas por uma esfera de justiça
provocam automaticamente desigualdades em outra esfera.” (Dubet, 2004, p. 549.)
Um sistema escolar justo deveria assegurar um combate constante às desigualdades, promovendo ações justas – ou
que pelo menos não reproduzam a injustiça – tais como:
“É natural perguntar-se pelo significado da palavra ‘Cultura’ sobretudo porque os meios escolares entendem o meio
como: erudição; conhecimento de coisas estranhas; citação de frases de livros; dos nomes das coisas; capacidade
intelectual." (Gandin, 1995. P. 38-39.) Ao analisarmos o conceito de cultura descrito anteriormente, é correto afirmar que:
“Para Weber era necessário que o estado tivesse legitimidade para poder governar e assim exercer seu poder. A
legitimidade do Estado, portanto, seria dada, entre outros fatores, pelas leis elaboradas por suas instituições públicas.
Legitimidade e legalidade são conceitos essenciais para o estudo do poder, que é sobre o que Weber disserta.
Legitimidade é o fundamento do poder numa determinada sociedade, é o valor que leva as pessoas a aceitarem a
obediência a algo, que diz se um comando deve ou não ser obedecido. A legalidade e o enquadramento do poder se dão
prioritariamente em um sistema de leis. [...]”
(Disponível em: https://jus.com.br/artigos/25863/os-tres-tipos-de-dominacao-legitima-de-max-weber.)
Ainda sobre a teoria sociológica de Weber, surgem as denominações de tipos de dominação, dentre as quais
podemos destacar:
“Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e
apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
§ 1º O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos
participantes do processo civilizatório nacional.”
(Disponível em: http://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/con1988_atual/art_215_.asp.)
Em termos práticos, na atualidade, no que se diz respeito às novas diretrizes educacionais nacionais acerca das
manifestações culturais populares indígenas e afro-brasileiras é correto afirmar que:
“Por muito tempo, relacionou-se o problema da pobreza, desigualdade e exclusão social ao crescimento econômico.
Acreditava-se que à medida que houvesse crescimento das taxas, automaticamente, haveria distribuição da riqueza e da
renda. Com o passar do tempo, todavia, a história mostra que a suposição não é verdadeira, posto que, mesmo em
países com grande taxa de desenvolvimento, nos quais há setores que têm uma excelente qualidade de vida, ainda se
encontram os velhos problemas de pobreza, desigualdade e baixa perspectiva de mobilidade social.”
(Disponível em: https://www.portalaz.com.br/blog/ajuspi/410790/pobreza-desigualdade-exclusao-e-cidadania.)
Tendo em vista os conceitos de pobreza, desigualdade social, exclusão social e cidadania, analise as afirmativas a
seguir. I. A pobreza é uma condição de indivíduos ou grupos, os quais se encontram privados de meios adequados de
subsistência.
II. A pobreza está diretamente ligada à falta de acesso aos direitos básicos assegurados ao cidadão.
III. A desigualdade relaciona-se apenas às questões econômicas; é característica de países em situação de pobreza e
miséria.
IV. A exclusão diz respeito, entre outros fatores, ao indivíduo ou grupo à margem de todo e qualquer projeto social.
V. A cidadania relaciona-se com a garantia de acesso a bens e serviços públicos, bem como aos direitos assegurados.
Estão corretas as afirmativas
“Além do impacto das mudanças provocadas pela Revolução Industrial, atribui-se à Revolução Francesa, alentada pelo
movimento de ideias da Ilustração, um extraordinário impulso para que o modo sociológico de investigar e interpretar a
realidade social se tornasse possível. A confiança na razão e na capacidade de o conhecimento levar a humanidade a um
patamar mais alto de progresso, regenerando o mundo através da conquista da natureza e promovendo a felicidade
aqui na terra, tornou-se bandeira e símbolo dos movimentos de crítica cultural. É esse movimento de ideias — que
alcança seu ponto culminante com a Revolução Francesa e o novo quadro sociopolítico por ela configurado — que terá
um impacto decisivo na formação da Sociologia e na definição de seu principal foco: o conflito entre o legado da
tradição e as forças da modernidade.” (Quintaneiro, 2002.)
No contexto do surgimento da sociologia, a ideia de liberdade difundida largamente nas duas grandes revoluções
supracitadas