Foram encontradas 505 questões.
Texto 12A1-I
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19
Em relação a aspectos linguísticos do penúltimo parágrafo do texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I Na expressão “na beira do cais”, pode-se substituir “na” por à, sem prejuízo da correção gramatical.
II A oração “quando o rio baixava” expressa circunstância de tempo.
III A expressão “a ponta dos dedos” funciona sintaticamente como adjunto adverbial e expressa circunstância de lugar.
IV Os verbos espumar e correr, em “espumando, correndo”, classificam-se como intransitivos.
Assinale a opção correta.
Provas
Texto 12A1-I
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19
Provas
Texto 12A1-I
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19
Provas
Texto 12A1-I
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19
Provas
Texto 12A1-I
Ao lado estava a caixinha de costura, o novelo de linha, o papel com agulhas — a tesoura enferrujada da avó mal cortava os trapos. Mordia a língua, caprichando, entortava a cabeça, mas acabava rasgando os pedaços de pano. Precisava mandar amolar a tesoura, precisava mandar amolar a tesoura, “está cheia de dente, um serrote”. Há muito tempo pensava em amolar aquele traste.
A boneca Ceci esperava de olhos duros o vestido novo — porque em nova forma — se ajeitando nos retalhos furta-cores roubados da avó, da mãe, e até mesmo de Mundoca, que não queria saber de brincadeira.
— O tempo todo com essa boneca, está doida? “Se ela soubesse como Ceci consola a gente.”
As tardes sempre paradas quando o rio baixava, sentava-se na beira do cais, a água no tornozelo, fria e suave, mais tarde a tocar a ponta dos dedos, até ficar a um palmo ou dois de distância, espumando, correndo.
O rio enchia e secava, e ela nas pedras mornas — o barulho de tudo sem uma identificação precisa. Quantos vestidinhos ganhou Ceci naquelas tardes sem conta? Quando não tinha mais retalhos, virava o último vestido pelo avesso, o sujo sumia, Ceci não tinha mais queixas, “agora você está nova em folha”.
Francisco de Assis Almeida Brasil. Beira rio, beira vida. 15.ª edição, Teresina: Edições do Autor, 2013, p. 19
Em relação ao texto 12A1-I, julgue os itens a seguir.
I No trecho „Se ela soubesse como Ceci consola a gente." (segundo período do terceiro parágrafo), a forma pronominal „a gente" inclui a personagem principal do excerto.
II No primeiro período do quarto parágrafo, o sujeito gramatical de terceira pessoa do singular que se identifica em “sentava-se” remete à personagem principal do excerto.
III No penúltimo parágrafo, o segmento “a um palmo ou dois de distância”, que funciona sintaticamente como adjunto adverbial, descreve o caminho percorrido pela personagem.
Assinale a opção correta.
Provas
Aílton Krenak. O futuro é ancestral. 2022, p.117-118.
Considerando-se o texto acima como referência inicial, é correto afirmar que o pensamento indígena possibilita ao ensino de filosofia
Provas
Hannah Arendt. A condição humana. 2007, p. 15.
Partindo do excerto acima e das ideias de Hannah Arendt, uma aula de filosofia na qual se problematizem os meios de produção e consumo, vinculando-os aos modos de vida, possibilita
Provas
Provas
Provas
Friedrisch Nietzsche. Crepúsculo dos ídolos. 2000, p. 9.
É correto afirmar que, para investigar a complexidade das relações entre a humanidade e a natureza, a interpretação do aforismo do texto precedente suscita questionamentos sobre modos de vida, consumo e produção, porque ela permite
Provas
Caderno Container