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Foram encontradas 505 questões.

4118576 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
Muitos dos antigos astrônomos estavam convencidos de que o Sol não é levado por baixo da Terra, mas em redor dela e desta região; e que ele obscurece e dá origem à noite, devido ao fato de a Terra se elevar em direção ao norte.
Aristóteles. Meteorologia B 1, 354 a 28. In: Os filósofos pré-socráticos. Fundação Calouste Gulbenkian, p. 157.

A abordagem do excerto precedente, em uma aula de filosofia, possibilita
 

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4118575 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
“Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva” delineia uma das competências gerais da educação básica da BNCC (p. 9), que permite ao professor de filosofia
 

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4118574 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
“Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos relativos a processos políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e epistemológicos” corresponde a uma das habilidades da BNCC (p. 572) para a área de ciência humanas e sociais.
Quanto a essa habilidade, é correto afirmar que aulas de filosofia permitem o trabalho acerca de distinções entre opinião (doxa) e conhecimento verificado (episteme) por meio de
 

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4118573 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
De acordo com a BNCC, entre as habilidades a serem desenvolvidas pelos estudantes n o ensino médio está a seguinte: “Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo” (BNCC, p. 579).
Com relação a essa habilidade, assinale a opção correta.
 

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4118572 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 5A2-VI 


Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Da leitura dos textos 5A2-VI e 5A2-VII conclui-se que, para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural é caracterizada por
 

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4118571 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 5A2-VI 


Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Com base no texto 5A2-VI, é correto afirmar que, segundo Adorno, a substituição da expressão ‘cultura de massas’ por ‘indústria cultural’ justifica-se para
 

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4118570 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 5A2-V 


Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.

Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.


Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.

Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)

No texto 5A2-V, Heidegger propõe um distanciamento “do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente”. Nesse sentido, o filósofo pretende defender que
 

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4118569 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 5A2-V 


Distanciemo-nos, enfim, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.

Mas a que apelo nos referimos? Toda a nossa existência se sente — em toda parte, uma vez por diversão, outra vez por necessidade, ou incitada ou forçada — provocada a se dedicar ao planejamento e cálculo de tudo. O que fala nessa provocação? Ela emana apenas de um capricho arbitrário do ser humano? Ou nisso nos aborda já o próprio ente e justamente de tal modo que nos interpela na perspectiva de sua planificabilidade e calculabilidade? Então até mesmo o ser estaria sendo provocado a manifestar o ente no horizonte da calculabilidade? De fato. E não só isso. Na mesma medida que o ser, o homem é provocado, quer dizer, chamado à razão para abrigar em segurança o ente que se dirige a ele, como a base substancial de seu planificar e calcular, realizando indefinidamente essa exploração.


Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Conferências e escritos filosóficos.

Tradução de Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1957], p. 382 (com adaptações)

Com base no texto 5A2-V e na crítica da técnica feita por Heidegger, é correto afirmar que planejamento e cálculo, na experiência moderna do mundo, são
 

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4118568 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI
É certo que na vida cotidiana estamos acostumados a falar de belas cores, de um belo céu, de um belo rio, como também de belas flores, de belos animais e, ainda mais, de belos seres humanos, embora não queiramos aqui entrar na discussão acerca da possibilidade de se poder atribuir a tais objetos a qualidade da beleza e de colocar o belo natural ao lado do belo artístico. Mas pode-se desde já afirmar que o belo artístico está acima da natureza. Pois a beleza artística é a beleza nascida e renascida do espírito e, quanto mais o espírito e suas produções estão colocadas acima da natureza e seus fenômenos, tanto mais o belo artístico está acima da beleza da natureza. 
eorg Wilhelm Friedrich Hegel. Cursos de Estética, v. I. Tradução de Marco Aurélio Werle. São Paulo: EDUSP, 2001, p. 28.

Tendo como referência o fragmento de texto precedente e o contexto no qual ele aparece na obra de Hegel, assinale a opção correta.
 

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4118567 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 5A2-II 


Deve-se buscar não apenas uma quantidade muito maior de experimentos, como também de gênero diferente dos que até agora nos têm ocupado. Mas é necessário, ainda, introduzir-se um método completamente novo, uma ordem diferente e um novo processo, para continuar e promover a experiência. Pois a experiência vaga, deixada a si mesma (...), é um mero tateio, e presta-se mais a confundir os homens que a informá-los. Mas quando a experiência proceder de acordo com leis seguras e de forma gradual e constante, poder-se-á esperar algo de melhor da ciência.


Francis Bacon. Novum Organum. Tradução de José Aluysio Reis de Andrade.

São Paulo: Abril Cultural, 1973 [1620], p. 72 (com adaptações).



Texto 5A2-III


O principal mérito do método empírico é o de assinalar com vigor a importância da experiência na origem dos nossos conhecimentos. Os empiristas de um modo geral têm razão ao afirmar que não existem ideias inatas, e de que antes da experiência não há e nem pode haver conhecimento algum sobre o mundo exterior.


Sílvio Luiz de Oliveira. Tratado de Metodologia Científica. São Paulo: Pioneira, 1997, p. 53.




Texto 5A2-IV

Mas embora todo nosso conhecimento comece com a experiência, nem por isso ele surge apenas da experiência. Pois poderia bem acontecer que mesmo o nosso conhecimento da experiência fosse um composto daquilo que recebemos por meio de impressões e daquilo que a nossa própria faculdade de conhecimento (apenas provocada por impressões sensíveis) produz por si mesma.

Immanuel Kant. Crítica da razão pura. Tradução de Valério Rohden e Udo Baldur Moosburger.

São Paulo: Abril Cultural, 1980 [1781], p. 23 (com adaptações).

Com base na comparação entre as ideias dos empiristas veiculadas nos textos 5A2-II e 5A2-III e a crítica de Kant no texto 5A2-IV, assinale a opção correta.
 

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