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Foram encontradas 65 questões.

3547883 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
Analise as posições sobre o impacto da religião para a mudança social nos autores da sociologia clássica examinados a seguir.

I. Para Marx, a base econômica da sociedade influencia o sistema de crenças que ela desenvolve, portanto, a religião reflete a sociedade, não a modifica.
II. Para Weber, em determinadas circunstâncias, as ideias religiosas podem impactar a mudança social, ao fornecer valores e práticas que influenciam o comportamento econômico, político e social.
III. Para ambos, os rituais religiosos são ações simbólicas que consolidam e afirmam a identidade coletiva da sociedade, podendo ser utilizada para incitar a mudança social.

Está correto o que se afirma em
 

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3547882 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
As afirmativas a seguir exemplificam corretamente as funções sociais da religião para Durkheim, à exceção de uma. Assinale-a.
 

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3547881 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
Em O Sagrado e o Profano (1956), o historiador das religiões Mircea Eliade sugere usar o termo hierofania para referir-se ao sagrado:

O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra como algo absolutamente diferente do profano. A fim de indicarmos o ato da manifestação do sagrado, propusemos o termo hierofania. Este termo é cômodo, pois não implica nenhuma precisão suplementar: exprime apenas o que está implicado no seu conteúdo etimológico, a saber, que algo de sagrado se nos revela.

ELIADE, M. O Sagrado e o Profano. São Paulo: Martins Fontes, 1992, p. 12.

A partir do trecho, é correto deduzir que, para Mircea Eliade,
 

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3547880 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
O teólogo holandês Gerardus van der Leeuw, em sua Fenomenologia da Religião (1933), assinalou a peculiaridade do campo de pesquisa da religião enquanto fenômeno e classificou o homem que possui uma conduta específica em relação ao sagrado de “homo religiosus”:

A definição do jurista romano Masúrio Sabino do que é “religioso” (algo que por seu caráter sagrado está longe e separado de nós) é pertinente para explicar em que consiste o sagrado e pressupõe que os homens mantenham uma conduta específica em relação a ele. A etimologia mais verossímil deriva a palavra “religio” de “relegere”, observar, estar atento; “homo religiosus” é o contrário de “homo negligens”.

Traduzido e adaptado de Gerardus van der Leeuw. Fenomenologia della religione. Torino, Boringhieri, 2002, p. 30.

A respeito da abordagem fenomenológica e do conceito de “homo religiosus” cunhado por Gerardus van der Leeuw, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A fenomenologia da religião é um estudo sistemático que identifica e analisa diversas experiências religiosas em suas formas elementares e basilares, como as estruturas e formas específicas de rito e crença.
( ) A abordagem fenomenológica do estudo da religião privilegia uma explicação teológica, segundo a qual só pode haver salvação quando há o conhecimento explícito de Jesus Cristo e a pertença à Igreja.
( ) O conceito de “homo religiosus” pressupõe que a religiosidade seja uma expressão intrínseca da condição humana e que o sagrado seja o núcleo da experiência religiosa.

A sequência correta, de cima para baixo, é:
 

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3547879 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: FGV
Orgão: SEEC-RN
Leia o trecho a seguir da obra ciceroniana Sobre a Natureza dos Deuses (45 a.C).

Assim, os que dias inteiros suplicavam e sacrificavam para que seus filhos sobrevivessem a si, foram chamados supersticiosos, e essa palavra se espalhou depois mais largamente; ao passo que os que escrupulosamente se ocupavam e recolhiam tudo o que dizia respeito ao culto dos deuses foram chamados religiosos a partir de recolher, como escolhidos de escolher, de acolher acolhidos e de inteligir inteligentes; de fato, em todas essas palavras há o sentido de colher, o mesmo que em religioso. Assim, quanto a supersticioso e religioso, formou-se, no primeiro, uma designação de defeito, no segundo, uma de elogio. E parece-me ter mostrado suficientemente que os deuses existem e de que natureza sejam.

Cicero, De natura deorum, II, XXVIII, 72, apud Leandro Abel Vendemiatti, Sobre a Natureza dos Deuses de Cícero. Dissertação Campinas, SP, 2003. p. 80.

Na passagem citada,
 

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Antônio foi condenado, em sentença criminal transitada em julgado, pela prática de determinada infração penal. Durante o cumprimento da pena, que iria se extinguir em dois anos, decidiu que iria iniciar a sua carreira política na eleição que seria realizada em outubro do ano em que estava realizando suas reflexões. No entanto, ao analisar a sistemática prevista em nossa ordem constitucional, constatou que os seus direitos políticos estavam suspensos.
À luz dessa narrativa, é correto afirmar, em relação a Antônio, que, em uma perspectiva jurídica,
 

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João, diretor de certa estrutura estatal de poder, recebeu um processo administrativo para prolação de decisão. Em sua análise preliminar, avaliou que o melhor a fazer seria realizar uma abordagem de ordem ética que seria direcionada por determinado viés utilitarista.
Assinale a opção que se mostra compatível com a diretriz argumentativa definida por João.
 

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Em sua evolução histórica, os direitos humanos passaram por distintas fases de sedimentação do seu conteúdo e do correlato reconhecimento da necessidade de serem observados nos diversos quadrantes do mundo.
Em relação a esse processo de evolução, é correto afirmar que
 

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Leia o trecho da entrevista a seguir com Tayse Campos Potiguara e responda a questão a seguir.
“Não existe índio no Brasil”

Agora, esse termo indígena no Brasil, eu acho que é só uma apropriação política. Nunca existiu índio no Brasil e vai continuar não existindo índio no Brasil. Ele foi trazido pelos colonizadores que passaram a chamar todo mundo aqui de índio. Essas pessoas até hoje não se autoafirmam indígenas, mas usam a categoria que foi criada pelo colonizador para garantir direitos. Então nós somos índios, temos direitos, vamos garantir os nossos direitos a partir dessa categoria. Mas continua no Brasil existindo os Mendonças do Amarelão, os Potiguara do Catu, os Potiguara do Sagi, os Potiguara da Baía da Traição, os Fulniô de Pernambuco, os Xavante, os Tuxá da Bahia, os Caiapó lá na região Norte, os Guarani-Kaiowá que perderam suas terras e estão espalhados em vários Estados. Esses povos continuaram preservando sua etnia, seu povo. Então não é pelo fato de eu ser índio que eu deixo de ser Mendonça, eu sou Mendonça. E eu sou diferente do Potiguara do Catu. Agora, eu acho que esse termo indígena se fortaleceu muito a partir da década de 1970, a partir de toda aquela mobilização indígena que houve a favor da constituição federal de 88, de militância, de luta, para garantir, assegurar os direitos dentro constituição federal.
Adaptado de CAMPOS. Tayse. Entrevista concedida para pesquisa de doutoramento (setembro de 2021). Entrevistadora: Andreza de Oliveira Andrade. Comunidade do Amarelão, João Câmara – RN, 2021. Entrevista realizada em 21/09/2022 às 14hs.
A entrevista concedida por Tayse Campos Potiguara insere-se em um projeto de registro da tradição de resistência e atuação política de indígenas mulheres no Rio Grande do Norte.
Nesse caso, o uso da história oral, permitiu
 

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Leia o trecho da entrevista a seguir com Tayse Campos Potiguara e responda a questão a seguir.
“Não existe índio no Brasil”

Agora, esse termo indígena no Brasil, eu acho que é só uma apropriação política. Nunca existiu índio no Brasil e vai continuar não existindo índio no Brasil. Ele foi trazido pelos colonizadores que passaram a chamar todo mundo aqui de índio. Essas pessoas até hoje não se autoafirmam indígenas, mas usam a categoria que foi criada pelo colonizador para garantir direitos. Então nós somos índios, temos direitos, vamos garantir os nossos direitos a partir dessa categoria. Mas continua no Brasil existindo os Mendonças do Amarelão, os Potiguara do Catu, os Potiguara do Sagi, os Potiguara da Baía da Traição, os Fulniô de Pernambuco, os Xavante, os Tuxá da Bahia, os Caiapó lá na região Norte, os Guarani-Kaiowá que perderam suas terras e estão espalhados em vários Estados. Esses povos continuaram preservando sua etnia, seu povo. Então não é pelo fato de eu ser índio que eu deixo de ser Mendonça, eu sou Mendonça. E eu sou diferente do Potiguara do Catu. Agora, eu acho que esse termo indígena se fortaleceu muito a partir da década de 1970, a partir de toda aquela mobilização indígena que houve a favor da constituição federal de 88, de militância, de luta, para garantir, assegurar os direitos dentro constituição federal.
Adaptado de CAMPOS. Tayse. Entrevista concedida para pesquisa de doutoramento (setembro de 2021). Entrevistadora: Andreza de Oliveira Andrade. Comunidade do Amarelão, João Câmara – RN, 2021. Entrevista realizada em 21/09/2022 às 14hs.
Tayse Campos Potiguara é uma líder da comunidade dos Mendonça do Amarelão e ativista do Movimento Indígena do Rio Grande do Norte.
Considerando o trecho de sua entrevista, sobre a identidade e a autoafirmação dos povos indígenas, depreende-se que
 

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