A tolerância a uma dada medicação implica a falha terapêutica
no caso de manutenção de mesma dose e posologia, o que
exige doses evolutivamente maiores para o alcance de uma
mesma resposta ao longo do tempo.
O tratamento de primeira escolha para a obesidade é o
topiramato, visto que esse medicamento exerce o controle da
impulsividade por agir como inibidor da atividade gabaérgica
no sistema nervoso central.
A possível associação de risperidona e topiramato para
pacientes que requeiram controle do comportamento agressivo
e alimentar simultaneamente, apesar de frequente, é pouco
indicada dada a interação desfavorável com o aumento do
nível sérico da primeira medicação quando associada ao
anticonvulsivante em tela.
No que diz respeito aos transtornos do espectro autista, julgue os
itens subsecutivos.
No manejo medicamentoso de pacientes autistas, a
contribuição dos neurolépticos na etiopatogenia da obesidade
poderia ser explicada pelas afinidades dessas medicações aos
receptores nicotínicos que estão intrinsecamente implicados
com os mecanismos de recompensa.
No que diz respeito aos transtornos do espectro autista, julgue os
itens subsecutivos.
No caso de óbito de paciente autista, considera-se luto não
patológico aquele em que o período de enlutamento não
ultrapasse três meses e não acarrete intensos prejuízos na vida
social e funcional dos familiares.
No que diz respeito aos transtornos do espectro autista, julgue os
itens subsecutivos.
A população de indivíduos autistas tem uma sobrevida menor
que a população em geral, devido à maior frequência de
comorbidades com malformações de órgãos nobres, como
coração e rins.
No que diz respeito aos transtornos do espectro autista, julgue os
itens subsecutivos.
Um quadro autístico pode ser justificado pela presença de
tumor congênito, desde que sua localização contemple as
regiões que compõem o sistema límbico.
Uma mulher de noventa e quatro anos de idade, referida pela família como “esclerosada” há cinco anos, tempo em que está acamada, faz acompanhamento com um neurologista que, nos últimos tempos, só troca receitas. Já não reconhece mais ninguém, grita muito à noite e sempre agride as pessoas que a ajudam na alimentação e nos cuidados com a higiene. Sua família afirma que a paciente tem doença de Alzheimer e que possui apenas uma cuidadora.
Tendo como referência esse caso clínico, julgue os itens seguintes, acerca da doença de Alzheimer.
Com base no diagnóstico de demência de Alzheimer e o
estágio da doença no qual se encontra a paciente, espera-se que
o exame radiológico por ressonância magnética de crânio
apresente evidências de lesões intensas na substância branca
além de atrofia global de parênquima cerebral com redução
proporcionalmente maior em hipocampo se comparado com as
demais regiões do encéfalo.
Uma mulher de noventa e quatro anos de idade, referida pela família como “esclerosada” há cinco anos, tempo em que está acamada, faz acompanhamento com um neurologista que, nos últimos tempos, só troca receitas. Já não reconhece mais ninguém, grita muito à noite e sempre agride as pessoas que a ajudam na alimentação e nos cuidados com a higiene. Sua família afirma que a paciente tem doença de Alzheimer e que possui apenas uma cuidadora.
Tendo como referência esse caso clínico, julgue os itens seguintes, acerca da doença de Alzheimer.
Caso a paciente em questão seja portadora de hipertensão
arterial sistêmica e dislipidemia e o psiquiatra assistente deva
escolher um antipsicótico atípico de menor risco vascular para
a idosa dada a gravidade de seus sintomas, a quetiapina seria
a escolha correta.