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Uma mulher de 45 anos, portadora de cardiomiopatia não isquêmica e insuficiência cardíaca classe II, queixa-se de inquietação frequente durante o sono e sonolência diurna nos últimos meses. Ela também tem hipertensão e fibrilação atrial, tendo falhado múltiplas drogas antiarrítmicas e uma tentativa de ablação há 4 meses. Suas medicações incluem: rivaroxabana, 20 mg/dia; sacubitril/valsartana, 97/103 mg 2x/dia; metoprolol succinato,100 mg/dia; furosemida, 40 mg/dia; e espironolactona, 25 mg/dia. Exame físico: altura = 1,78 m, peso = 62,6 kg, frequência cardíaca de 92 bpm e PA: 118 × 78 mmHg. O exame cardíaco revela ritmo irregular com sopro holossistólico grau 2/6 irradiado para a axila, sem galope. Os pulmões estão claros e não há edema. Ela realiza polissonografia e recebe diagnóstico de apneia central do sono.
Além da história de insuficiência cardíaca, qual das alternativas a seguir apresenta um importante fator de risco para apneia central do sono nessa paciente?
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Homem, 63 anos, hipertenso e diabético, com dor torácica atípica há 2 meses, relata episódios ocasionais desencadeados por esforço emocional, mas nunca em repouso. Ele faz caminhada leve diariamente sem limitação. Exames: ECG = ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas; ecocardiograma transtorácico = FEVE 60%, sem alterações segmentares; probabilidade pré-teste (PPT) para DAC obstrutiva = baixa-intermediária (12%); creatinina = normal; não tem contraindicação a contraste iodado.
Qual é o exame mais apropriado para estratificação diagnóstica da doença arterial coronariana nesse momento?
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Homem de 54 anos, previamente hipertenso e ex-tabagista, é atendido pelo SAMU após colapso súbito em ambiente público. A equipe encontra o paciente em fibrilação ventricular (FV), sem pulso. Iniciam RCP e aplicam:
Choque 1: 200 J.
Choque 2: 200 J.
Choque 3: 200 J.
Entre os choques, recebeu adrenalina (1 mg) e amiodarona (300 mg), sem mudança do ritmo. Após três ciclos completos de RCP + desfibrilação adequada, o paciente permanece em FV refratária.
O médico da equipe decide pela dupla sequência de desfibrilação (DSED), usando dois desfibriladores, com pás posicionadas: um sistema anterolateral, e o outro, anteroposterior.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmação correta sobre a DSED,segundo evidências e diretrizes contemporâneas.
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Homem de 64 anos, com história de cardiopatia isquêmica e FEVE 35%, sofre colapso súbito enquanto caminha em casa. A esposa presencia o evento, inicia compressões imediatamente, e o SAMU chega em 6 minutos. Na chegada, o monitor mostra ritmo não chocável compatível com atividade elétrica sem pulso (AESP) a 30 bpm, sem pulso palpável. A via aérea está patente e a ventilação adequada com bolsa-valva-máscara. Após 2 minutos de RCP, administra-se 1 mg de epinefrina, sem mudança do ritmo. O acesso periférico, funcionante, está mantido. Os profissionais identificam o seguinte quadro clínico durante a RCP: turgência jugular aumentada; desvio de traqueia para a esquerda; hemitórax direito sem entrada de ar; hipotensão pregressa segundo familiares; estertores ausentes e ausência de trauma.
Qual é a próxima conduta mais apropriada?
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Homem, 23 anos, 2 anos após transplante cardíaco por cardiomiopatia idiopática familiar, procura o pronto-socorro por dispneia. No pós-transplante, teve pneumonia por Aspergillus aos 2 meses, além de hipertensão, gota e epilepsia atribuída a AVC cardioembólico pré-transplante. Usa: tacrolimus (TAC), 0,5 mg 2x/dia; micofenolato, 1.000 mg 2x/dia; pravastatina, 20 mg/dia; levetiracetam, 500 mg 2x/dia; alopurinol, 100 mg/dia; voriconazol, 200 mg 2x/dia; e lisinopril, 10 mg/dia. O ecocardiograma mostra fração de ejeção de 25%, redução em relação a 60% há 1 mês. Nível de TAC é indetectável. Ele afirma estar tomando TAC regularmente, mas admite não ter sido tão regular com os demais medicamentos.
A suspensão de qual medicamento mais provavelmente explica esse quadro?
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Homem, 74 anos, hipertenso e diabético, apresenta dispneia aos esforços progressiva há 3 meses. O ecocardiograma mostra:
• FEVE = 45%.
• Hipertrofia excêntrica leve.
• Insuficiência mitral funcional moderada.
• Pressão sistólica estimada da artéria pulmonar (PSAP): 62 mmHg.
• Átrio esquerdo significativamente aumentado (volume indexado:52 mL/m²).
• Ventrículo direito com função preservada.
• BNP: 820 pg/mL. Radiografia de tórax: congestão vascular moderada. Espirometria normal.
O cardiologista solicita cateterismo cardíaco direito, que revela:
• PAP média: 38 mmHg.
• POAP: 22 mmHg.
• RVP: 2,1 UW.
Nesse caso, o diagnóstico hemodinâmico mais provável e a conduta mais adequada são, correta e respectivamente:
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Mulher, 62 anos, com histórico de esclerodermia, apresenta dispneia progressiva aos esforços. No ecocardiograma recente, a pressão sistólica estimada da artéria pulmonar foi de 58 mmHg, com aumento discreto do átrio direito e insuficiência tricúspide leve. Fração de ejeção preservada. Ela não apresenta doença cardíaca esquerda, doença pulmonar crônica ou tromboembolismo conhecido. O exame físico mostra estertores ausentes, turgência jugular normal e saturação de oxigênio de 96% em ar ambiente.
O próximo passo mais apropriado na investigação dessa paciente é:
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Uma mulher de 85 anos, hipertensa e com fibrilação atrial permanente nos últimos 10 anos, apresenta-se ao consultório para uma consulta. Ela está se sentindo bem, sem palpitações ou dispneia. Suas medicações incluem: carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; lisinopril, 10 mg por dia; rivaroxabana 20 mg por dia. Ao exame físico: PA: 105 × 70 mmHg; FC: 88 bpm. O exame cardíaco revela ritmo irregularmente irregular, e o restante do exame é normal. O eletrocardiograma mostra FA com FC: 90 bpm e bloqueio de ramo esquerdo. O ecocardiograma mostra fração de ejeção normal.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada no momento.
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Uma mulher de 77 anos, hipertensa, apresenta-se ao pronto-socorro após um episódio de síncope não testemunhado em casa. Ela estava de pé e não apresentou sintomas prévios. A paciente apenas se recorda de ter acordado no chão. Não há história prévia de síncope. Medicamento em uso: anlodipina 5 mg/dia. Um eletrocardiograma é registrado:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
A paciente permaneceu assintomática após o evento, e os exames laboratoriais iniciais foram normais.
A melhor conduta para essa paciente é:
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Mulher, 56 anos, portadora de miocardiopatia dilatada não isquêmica e fração de ejeção de 20%, em terapia de ressincronização cardíaca com desfibrilador (CRT-D) implantado há 6 meses, apresenta-se ao consultório com história de 2 semanas de piora progressiva da dispneia aos esforços. Nega qualquer falta de adesão medicamentosa ou dietética. Continua em uso regular dos seguintes medicamentos: furosemida, 40 mg, duas vezes ao dia; carvedilol, 6,25 mg, duas vezes ao dia; sacubitril/valsartana, 24/26 mg, duas vezes ao dia; espironolactona, 12,5 mg ao dia; empagliflozina, 10 mg ao dia.
Ao exame físico: FC 88 bpm; PA 98 x 60 mmHg; pressão venosa jugular 12 cmH2 O; pulmões limpos; ritmo cardíaco regular, com presença de B3; extremidades aquecidas, com leve edema. Realizou eletrocardiograma (ECG), conforme segue:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
A radiografia de tórax mostra leve congestão vascular pulmonar. Assim sendo, assinale a alternativa que a presenta a melhor conduta para esse caso.
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