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Há mais de quinhentos anos a língua

portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII

foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era

inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas

indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa

tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do

português europeu, sendo então denominada

“português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século

XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar

em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que

novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a

expressão para designar a identidade linguística dos

brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de

comunicação para os milhões de habitantes que o

Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o

português brasileiro.

As línguas naturais são o ponto mais alto de

nossa identidade como indivíduos e como

participantes de uma sociedade. Que o digam os

quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua

Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido

proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes

por se verem ali representados, por toparem ali com

sua identidade.

Quando pensamos no nome de um livro que

descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é

“gramática”.

A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu

associada a preocupações filosóficas e literárias, e

desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,

acabaram constituindo um tema autônomo de

estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos

nossos currículos escolares e do conjunto de

conhecimentos que esperamos encontrar nas

pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as

primeiras gramáticas apareceram no século XVI,

motivadas pela preocupação de dignificar a língua

em face do latim e de educar os jovens no

conhecimento das variedades mais prestigiadas.

Começou assim uma tradição que atravessou os

séculos e criou a necessidade de grandes manuais de

referência.

As gramáticas resultam habitualmente do

trabalho individual, fundamentando-se na língua

literária.

Para começo de conversa, não acho que os

escritores trabalham para nos abastecer de regras

gramaticais. Eles exploram ao máximo as

potencialidades da língua, segundo um projeto

estético próprio. Ora, as regularidades que as

gramáticas identificam devem fundamentar-se no

uso comum da língua, quando conversamos, quando

lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.

Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é

uma completa inversão de propósitos fundamentar-

nos nelas para descrever uma língua.

O objetivo das boas gramáticas é desvelar o

conhecimento linguístico armazenado na mente dos

falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor

laureado.

Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).

No trecho “A partir dos anos 80 do século XX, suprime-se a preposição ‘do’” (linhas 8-9), o “se” funciona como
 

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Há mais de quinhentos anos a língua

portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII

foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era

inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas

indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa

tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do

português europeu, sendo então denominada

“português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século

XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar

em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que

novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a

expressão para designar a identidade linguística dos

brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de

comunicação para os milhões de habitantes que o

Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o

português brasileiro.

As línguas naturais são o ponto mais alto de

nossa identidade como indivíduos e como

participantes de uma sociedade. Que o digam os

quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua

Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido

proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes

por se verem ali representados, por toparem ali com

sua identidade.

Quando pensamos no nome de um livro que

descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é

“gramática”.

A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu

associada a preocupações filosóficas e literárias, e

desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,

acabaram constituindo um tema autônomo de

estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos

nossos currículos escolares e do conjunto de

conhecimentos que esperamos encontrar nas

pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as

primeiras gramáticas apareceram no século XVI,

motivadas pela preocupação de dignificar a língua

em face do latim e de educar os jovens no

conhecimento das variedades mais prestigiadas.

Começou assim uma tradição que atravessou os

séculos e criou a necessidade de grandes manuais de

referência.

As gramáticas resultam habitualmente do

trabalho individual, fundamentando-se na língua

literária.

Para começo de conversa, não acho que os

escritores trabalham para nos abastecer de regras

gramaticais. Eles exploram ao máximo as

potencialidades da língua, segundo um projeto

estético próprio. Ora, as regularidades que as

gramáticas identificam devem fundamentar-se no

uso comum da língua, quando conversamos, quando

lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.

Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é

uma completa inversão de propósitos fundamentar-

nos nelas para descrever uma língua.

O objetivo das boas gramáticas é desvelar o

conhecimento linguístico armazenado na mente dos

falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor

laureado.

Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).

Depreende-se das ideias veiculadas no texto que a diferença estabelecida entre as expressões ‘o português no Brasil’ (linha 3) e ‘português do Brasil’ (linha 8) se baseia nas noções de
 

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Há mais de quinhentos anos a língua

portuguesa foi trazida ao Brasil. Nos séculos XVI a XVIII

foi rotulada como “o português no Brasil”, pois era

inteiramente lusitana, e não tinha superado as línguas

indígenas. A partir do século XIX, a língua portuguesa

tornou-se majoritária, começou a distanciar-se do

português europeu, sendo então denominada

“português do Brasil”. A partir dos anos 80 do século

XX, suprime-se a preposição “do”, e começamos a falar

em “português brasileiro”. Sinaliza-se com isso que

novos distanciamentos tinham ocorrido, servindo a

expressão para designar a identidade linguística dos

brasileiros. E o idioma que tem servido de espaço de

comunicação para os milhões de habitantes que o

Brasil tem hoje é incontestavelmente isso: o

português brasileiro.

As línguas naturais são o ponto mais alto de

nossa identidade como indivíduos e como

participantes de uma sociedade. Que o digam os

quinhentos mil visitantes anuais do Museu da Língua

Portuguesa localizado em São Paulo! Tem sido

proveitoso testemunhar a emoção desses visitantes

por se verem ali representados, por toparem ali com

sua identidade.

Quando pensamos no nome de um livro que

descreve a língua, a primeira palavra que nos ocorre é

“gramática”.

A Gramática é uma ciência milenar. Surgiu

associada a preocupações filosóficas e literárias, e

desenvolveu descrições da língua que, com o tempo,

acabaram constituindo um tema autônomo de

estudo. Hoje, teríamos dificuldade em excluí-la dos

nossos currículos escolares e do conjunto de

conhecimentos que esperamos encontrar nas

pessoas cultas. No domínio da língua portuguesa, as

primeiras gramáticas apareceram no século XVI,

motivadas pela preocupação de dignificar a língua

em face do latim e de educar os jovens no

conhecimento das variedades mais prestigiadas.

Começou assim uma tradição que atravessou os

séculos e criou a necessidade de grandes manuais de

referência.

As gramáticas resultam habitualmente do

trabalho individual, fundamentando-se na língua

literária.

Para começo de conversa, não acho que os

escritores trabalham para nos abastecer de regras

gramaticais. Eles exploram ao máximo as

potencialidades da língua, segundo um projeto

estético próprio. Ora, as regularidades que as

gramáticas identificam devem fundamentar-se no

uso comum da língua, quando conversamos, quando

lemos jornais, como cidadãos de uma democracia.

Isso não exclui a fruição das obras literárias, mas é

uma completa inversão de propósitos fundamentar-

nos nelas para descrever uma língua.

O objetivo das boas gramáticas é desvelar o

conhecimento linguístico armazenado na mente dos

falantes, desde o cidadão analfabeto até o escritor

laureado.

Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).

No texto, o autor
 

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As áreas de atuação do SESC contemplam
 

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A Missão do Sesc-DF é
 

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4257392 Ano: 2026
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
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No Microsoft Excel, entre as funções financeiras destinadas à análise de fluxos de caixa, a função que determina uma taxa de retorno considerando valores associados a datas específicas, que podem ocorrer em intervalos irregulares é
 

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4257391 Ano: 2026
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
Provas:
Supondo que um banco concedeu um financiamento de R$ 120.000,00, com taxa de juros de 7% ao mês, para ser pago no Sistema de Amortização Constante, em 12 prestações, o valor a ser pago na 5ª prestação será de
 

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4257390 Ano: 2026
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
Provas:
Uma instituição financeira cobrou R$ 450,00 por seis meses de atraso em uma dívida de R$ 600,00. A taxa de juros mensal cobrada, calculada a juros simples, foi de
 

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4257389 Ano: 2026
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
Provas:
Considerando que um investidor aplicou a quantia de R$ 10.000,00, à taxa de juros compostos de 3% ao mês, o montante que o capital irá gerar em 3 meses será de
 

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4257388 Ano: 2026
Disciplina: Matemática Financeira
Banca: Ibest
Orgão: SESC-DF
Um empregado com salário mensal de R$ 3.000,00 tem jornada mensal de 220 horas. Considerando adicional de 50%, o valor de uma hora extra corresponde a
 

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