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Entre os chamados gêneros opinativos do jornalismo, o editorial, a crônica e a coluna possuem, no Brasil, características bem marcantes (MELO, José Marques de. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994), que permitem sua identificação imediata para fins de definição ou elaboração jornalística. A respeito do assunto, numere a coluna da direita com base nas informações da coluna da esquerda.
1. Gênero jornalístico que pode ser considerado tipicamente brasileiro, não encontrando equivalente na produção jornalística de outros países.
2. Gênero que não deve ser assinado.
3. São gêneros evidentemente jornalísticos e literários simultaneamente.
4. A estrutura de suas mensagens é co-determinada por variáveis controladas pela instituição jornalística e que assumem duas feições: de autoria (quem emite opinião) e de angulagem (perspectiva temporal ou espacial que dá sentido à opinião).
5. Ibrahim Sued é considerado um de seus mestres; floresceu no Brasil a partir da década de 1950.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta da coluna da direita, de cima para baixo.
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Numere a coluna da direita de acordo com a coluna da esquerda.
| 1. Press-kit | ( ) Notícia falsa, com erro de informação. |
| 2. Barriga | ( ) Orientação para reportagem sobre tema que não se desatualiza rapidamente. |
| 3. NQM | ( ) Material promocional de assessorias. |
| 4. Pauta fria | ( ) Subtítulo que vem abaixo do título. |
| 5. Gravata | ( ) Matéria que tem de ser necessariamente publicada. |
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta da coluna da direita, de cima para baixo.
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“A revolução tecnológica tem modificado a organização de periódicos. Antes da introdução do computador na sala de redação, o editor se encarregava da redação e supervisão do periódico e deixava as questões técnicas aos especialistas. Desta maneira, a diagramação era coisa à parte, quase como a impressão. O periódico era um produto de fábrica. Ocorre que agora o jornal quase não existe sem um computador, tanto para o desenho de quadros gráficos quanto para a diagramação de páginas. Dentro de poucos anos, o editor poderá sentar-se diante de uma tela e fazer tudo – planificar, redigir, corrigir, diagramar e mandar as páginas a imprimir. Os fotógrafos tirarão foto com câmeras digitais e as mandarão por telefone. Depois, em sua sala, o editor realizará tudo o que o fotógrafo fazia em sua câmara escura. Quando os editores controlarem a produção do periódico, poderão impor sua marca a todos os aspectos do trabalho. Assim, o periódico voltará a ser um produto artesanal. O computador não é algo barato, mas para a imprensa dos países em desenvolvimento, a revolução tecnológica pode ser uma oportunidade de reinterpretar ou reinventar a imprensa.”
(BARNHURST, K. G. O jornalismo visual. In: Diálogos de La Communicación, FELAFACS (Federación Latinoamericana de Asociaciones de
Facultades de Comunicación Social), março de 1991. Caderno 14. Tradução de José Carlos Kofmeister.)
Com base no texto acima, considere as seguintes afirmativas:
1. A diagramação de um jornal é, sobretudo, uma atividade artística. Por isso, os editores a deixavam para especialistas, com formação adequada.
2. A concentração de decisões nas mãos dos editores tornaria mais difícil o controle editorial dos jornais pelo donos dos veículos.
3. A nova realidade vai exigir uma formação mais ampla do editor, que tem que lidar com aspectos que não lhe competiam antes da informatização das redações.
4. Há, inerente, um risco de alguns processos, como edição de imagem e produção de infográficos, perderem qualidade, pois o editor não teria tanta capacidade quanto profissionais especializados.
5. A radicalização deste processo pode, no limite, culminar com o fim do repórter, pois caberia ao editor planejar e realizar todo processo jornalístico.
Assinale a alternativa correta.
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Sobre o processo que começou a ser chamado de releasemania e sobre o papel do assessor de imprensa, considere as seguintes afirmativas:
1. Estimuladas pelo regime de exceção no Brasil, as assessorias de imprensa de órgãos públicos surgiram como um obstáculo ao acesso à informação.
2. Uma das funções do assessor, numa organização pública, é dar acesso às informações de interesse do cidadão, não obstruindo a liberdade de informação, em respeito, inclusive, ao Código de Ética dos Jornalistas.
3. A função de um press-release é ser publicado, do modo como foi enviado, pelos jornais. Um press-release que não seja escrito com essa finalidade não cumpre sua função.
4. A assessoria de imprensa busca ocupar espaços na agenda dos veículos. Por isso, deve se pautar pela relevância e interesse público dos temas que promove.
5. Com a inversão do fluxo de comunicação, os jornais deixam de ter o papel prioritário de buscar a informação, passando apenas a ser um filtro do que recebem das assessorias.
Assinale a alternativa correta.
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“A recepção não se esgota no contato direto mídia- receptor. Ou, enfocando de outro ponto de vista, é possível estar a par desta ou daquela informação sem que se tenha consumido produtos midiáticos. As pessoas se informam entre si. O receptor direto de um jornal televisivo comentará sobre o conteúdo das mensagens recebidas em suas relações. A recepção, vista por esse prisma sociológico dos efeitos, deixa de ser simplesmente uma relação entre o codificador e o decodificador e passa a ser um processo de várias etapas, onde cada intermediário da mensagem opera uma reconstrução determinada por todos os mecanismos de seletividade.”
(BARROS, C. Ética na comunicação: da informação ao receptor. São Paulo: Moderna, 1995. p. 198.)
Com base nesse texto e em referências dos estudos de agenda setting, considere as seguintes afirmativas:
1. A opinião pública é formada pela comunicação interpessoal, pois os meios de comunicação não conseguem demover posições culturais arraigadas nos indivíduos.
2. A influência dos meios de comunicação é muito mais eficaz em definir sobre o que as pessoas vão falar do que o que elas vão pensar.
3. Na exposição às mensagens midiáticas, o sujeito opera seleções, o que torna a recepção em si já uma ação ativa.
4. No processo de várias etapas que culmina com a formação da opinião pública, os meios têm um papel ativo enquanto o público reage às mensagens, sendo o pólo pacífico do processo.
5. A segmentação midiática atende, de certa forma, à capacidade seletiva de informação pelos indivíduos. Focando as informações nos interesses do público, é previsível uma maior retenção das mensagens.
Assinale a alternativa correta.
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Sobre a Constituição Federal, considere as seguintes afirmativas:
1. Permite que estrangeiros sejam detentores de até 49% de empresas jornalísticas e de radiodifusão sonora, conforme emenda constitucional aprovada em 2002.
2. Garante o sigilo de fonte quando necessário ao exercício profissional.
3. Determina que as emissoras de rádio e televisão devem promover a cultura regional e nacional.
4. Ao contrário das demais constituições, a atual não veda o anonimato, para preservar a liberdade de expressão.
5. Garante que o Congresso pode cassar uma concessão de rádio ou de TV com uma votação de dois quintos dos seus membros.
Assinale a alternativa correta.
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“O ‘princípio de realidade’, segundo a célebre definição de Sigmund Freud, era o limite que se impunha ao ‘princípio do prazer’, o limite que os que buscavam o prazer só podiam infringir assumindo os riscos. Os dois princípios tinham propósitos divergentes; nem aos administradores das fábricas capitalistas, nem aos defensores da razão moderna ocorria que os dois inimigos pudessem chegar a algum acordo e se tornarem aliados, que o prazer poderia se converter milagrosamente no pilar da realidade e que a busca do prazer poderia se converter em instrumento principal (e suficiente) da conservação da ordem. Em outras palavras, que a fluidez poderia chegar a se converter na maior solidez, na condição mais estável que se possa conceber, e justamente disso se trata a sociedade de consumo: colocar o ‘princípio do prazer’ a serviço do ‘princípio de realidade’, enganchar o desejo indômito e volátil ao bonde da ordem social, utilizando a espontaneidade, com toda sua fragilidade e inconsistência, como material para construir uma ordem sólida e duradoura, à prova de comoções. A sociedade de consumo conseguiu algo que anteriormente havia sido inimaginável: reconciliou o princípio do prazer com o de realidade.”
(BAUMAN, Z. La sociedad sitiada. México: Fondo de Cultura Económica, 2004. pp. 229-230.)
“Homens e mulheres percebem que muitas das perguntas próprias dos cidadãos – a que lugar pertenço e que direitos isso me dá, como posso me informar, quem representa meus interesses – recebem sua resposta mais através do consumo privado de bens e dos meios de comunicação de massa do que nas regras abstratas da democracia ou pela participação coletiva em espaços públicos. Num tempo em que as campanhas eleitorais se mudam dos comícios para a televisão, das polêmicas doutrinárias para o confronto de imagens e da persuasão ideológica para as pesquisas de marketing, é coerente nos sentirmos convocados como consumidores ainda quando se nos interpelam como cidadãos.”
(CANCLINI, N. G. Consumidores e cidadãos:
conflitos multiculturais da globalização. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 1999. pp. 37-38.)
Com base nesses dois trechos, é correto afirmar:
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“Os jornalistas devem ser capazes de invocar algum conceito de objetividade para processar fatos da realidade social. Este artigo examinará três fatores que influem na noção jornalística de objetividade: forma, relações interorganizativas e conteúdo. Entendo por forma aqueles atributos das notícias e jornais que exemplificam procedimentos informativos, como é o caso do uso das aspas. Por conteúdo, quero indicar aquelas noções da realidade social que os jornalistas dão por definidas. O conteúdo também está relacionado com as relações interorganizativas do jornalista, porque suas experiências com essas organizações o conduzem por dar como definidas certas coisas sobre elas. Finalmente, vou sugerir que o manejo correto de uma notícia, isto é, o uso de certos procedimentos discerníveis para o consumidor de notícias, protege o jornalista dos riscos da sua atividade profissional, incluindo as críticas.”
(TUCHMAN, G. La objetividad como ritual estratégico: un análisis de las nociones de objetividad de los periodistas. Madrid, Cuadernos de
informacíon y comunicación. C I C. nº 4, 1998/1999, pp. 199-218.)
Com base no texto acima, assinale que situação, no dia-a-dia do jornalismo, NÃO pode ser tomada como uso ritual e estratégico da objetividade, como a define Tuchman.
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Adriano D. Rodrigues (Estratégias da comunicação. Portugal: Editorial Presença, 2001) considera o campo dos media um espaço relativamente recente na história, que surge no ocaso do monopólio da igreja para definir e regrar toda a experiência social. A partir desse processo, outros campos, como a ciência e a política, podem se desenvolver com autonomia em relação ao campo religioso. É dessa nova realidade que surge o campo dos media, também com suas próprias regras, tomando para si uma parte das funções dos outros campos. Acerca disso, considere as seguintes afirmativas:
1. Num processo de crise política como o atual, o campo dos media impõe suas lógicas de funcionamento ao campo da política, interferindo na autonomia de outro espaço social.
2. Como campo autônomo, os media não se relacionam, nem sofrem influência dos outros campos, pois se regulam apenas por suas próprias regras.
3. O conceito de campo só faz sentido numa concepção de sociedade em que os media sejam elemento central. Por isso, sem a autonomização do campo dos media, seria impossível pensar a autonomização dos demais campos.
4. Todos os campos sociais possuem espaços de mediação. O púlpito, na igreja, é um exemplo. Por isso, a autonomia do campo dos media é vicária ou delegada.
5. O campo dos media, normalmente, tensiona o campo científico, pois, para os meios de comunicação, prevalece o princípio da transparência. Na ciência, vale mais o rigor e a adequação ao real.
Assinale a alternativa correta.
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“O novo não é o caráter mercantil da obra de arte, mas o fato de que, hoje, ele se declara deliberadamente como tal, e é o fato de que a arte renega sua própria autonomia, incluindo-se orgulhosamente entre os bens de consumo, que lhe confere o encanto de novidade. A arte como um domínio separado só foi possível, em todos os tempos, como arte burguesa. Até mesmo sua liberdade, entendida como negação da finalidade social, tal como esta se impõe através do mercado, permanece essencialmente ligada ao pressuposto da economia de mercado. As puras obras de arte, que negam o caráter mercantil da sociedade pelo simples fato de seguirem sua própria lei, sempre foram, ao mesmo tempo, mercadorias: até o século dezoito, a proteção dos patronos preservava os artistas do mercado, mas, em compensação, eles ficavam nesta mesma medida submetidos a seus patronos e aos objetivos destes”.
(ADORNO, T. e HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p. 147.)
Sobre esse tema, considere as seguintes afirmativas:
1. Nesse trecho, os autores defendem que arte sempre foi objeto de compra e venda. Portanto, não há nenhuma mudança com o surgimento da indústria cultural no século XX.
2. Os autores focam sua análise na arte, mas o fenômeno é muito mais amplo. O jornalismo e os meios de comunicação também sofrem o mesmo processo de perda da autonomia via mercantilização.
3. Até o surgimento da indústria cultural, a arte era dotada de autonomia. Tal autonomia, conforme o texto, alcançou seu apogeu com a arte burguesa.
4. Adorno e Horkheimer são defensores da separação de dois campos: o da arte e o do mercado. A arte pode ser comercializada, mas sua lógica de produção não pode ser esta, em respeito à sua autonomia formal.
Assinale a alternativa correta.
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