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Na recente crise política brasileira, que colocou o Senado Federal como centro das atenções, dois senadores de expressão viram-se obrigados a renunciar aos seus mandatos como forma de preservar seus direitos políticos. Um deles era líder do governo. O outro, com uma trajetória de meio século na vida pública do país, tendo ocupado cargos de elevada projeção, fora presidente da Casa por dois mandatos consecutivos.
Relativamente a esses episódios, assinale a opção incorreta.
 

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1412236 Ano: 2001
Disciplina: Informática
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-PE
Enunciado 1412236-1
Ao solicitar ao Windows 98 que apresentasse as propriedades de um arquivo denominado “Arquivo 10”, um usuário obteve a caixa de diálogo mostrada acima. Acerca dessa figura e do Windows 98, assinale a opção incorreta.
 

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Texto
Ainda há juízes no Brasil
O lugar de um cidadão, seja ele moleiro, seja senador,
é definido em lei — não diante das câmaras.
Em 1745, o todo-poderoso Frederico II, rei da Prússia, mandou construir, em Potsdam, nos arredores de Berlim, o famoso castelo de Sans-Souci, que ficaria pronto dois anos depois. Déspota esclarecido, amigo de escritores e artistas, exerceu atração sobre sábios de várias nacionalidades, especialmente franceses. Voltaire foi um dos que freqüentaram sua residência.
Um de seus áulicos, porém, mais arbitrário que o governante a quem servia, ainda que sem as mesmas luzes, quis espantar para longe da vizinhança um modesto moleiro para que o pequeno empresário e seu moinho não ofendessem a paisagem que cercava a construção. O intendente tinha a seu favor a lei informal, jamais promulgada, mas vigente em tais circunstâncias, que o político brasileiro Pedro Aleixo tanto temeu quando ousou imaginar o que faria o guarda da esquina, e não o ditador ou seus ministros, com todos os poderes do Ato Institucional n.º 5.
Parodiando Camões, nessas horas “uma nuvem que os ares escurece / sobre nossas cabeças aparece. E tão temerosa vinha e carregada / que pôs nos corações um grande medo.” Dando a entender que falava em nome do rei, a autoridade foi fazendo propostas em cima de propostas para que o moleiro se mudasse dali, ensejando assim a destruição do moinho. Nenhuma delas surtiu o efeito desejado.
O intendente passou, então, às ameaças, que, entretanto, não assustaram o proprietário cioso de seus direitos. A querela chegou aos ouvidos de Frederico II e o monarca resolveu conversar com aquele homem que lhe pareceu tão corajoso. Perguntou-lhe qual o motivo de ele não ter medo de ninguém, nem do rei. A resposta do moleiro foi resumida em uma frase que se tornou célebre, depois freqüentemente invocada em situações em que o Judiciário é chamado a limitar o poder dos governantes: Ainda há juízes em Berlim.
Deonísio da Silva. In: Época, n.º 155, 7/5/2001, p. 114 (com adaptações).
No texto, haverá alteração de sentido caso se substitua
 

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Assinale a opção gramaticalmente correta.
 

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Texto
Medindo as palavras
O maior criminoso do Brasil está preso, mas ninguém ousa falar mal dele. Vocês já repararam no tratamento discreto, macio, quase gentil que as classes falantes têm dado a Fernandinho Beira-Mar, desde que foi preso? Ninguém o chama de assassino, de genocida, de monstro, de nenhum daqueles nomes que tão facilmente vêm à boca de todos quando se referem a desarmados vigaristas de colarinho branco ou até mesmo à pessoa do presidente da República. Nenhuma multidão em fúria, convocada pelos autodesignados porta-vozes dos sentimentos populares, se reúne na porta da delegacia para xingá-lo. Nenhum moralista, com lágrimas de indignação nos olhos, condena como insulto à memória de inumeráveis vítimas os cuidados paternais que o traficante recebe na cadeia, como tantos julgaram um acinte a prisão especial que, em obediência à lei, as autoridades deram a um conhecido juiz septuagenário, incapaz de matar uma galinha.
Não obstante, o homem que distribui drogas a crianças nas escolas e mata quem tenta impedi-lo é, obviamente, um assassino, um genocida, um sociopata amoral e cínico. Aplicados a suspeitos de crimes incruentos, esses termos são figuras de expressão, hipérboles descomunais, flores de plástico de uma retórica postiça. A liberdade tropical no emprego das hipérboles para falar de quem rouba contrasta singularmente com a inibição de usar as palavras em seu sentido literal para falar de quem mata.
Mas, no caso presente, há algo mais que isso — algo de infinitamente mais sinistro. Há o temor instintivo de revelar a uma luz muito direta e crua a feiúra de um sócio das FARCs. Pois essa luz ameaçaria refletir-se sobre a imagem da guerrilha e, portanto, de todos os seus amigos e apologistas: a esquerda quase inteira.
Falar de Fernandinho Beira-Mar com uma linguagem proporcional à gravidade de seus crimes seria — para usar a expressão consagrada do jargão militante — dar munição ao inimigo. Naquilo que dentro de uma cabeça esquerdista faz as vezes de consciência moral, não há pecado maior. Portanto, moderação nas palavras! Abandonado há tempos em nome da ética, da participação e do dever de denunciar, o estilo noticioso frio, factual, sem comentários, é de repente retirado da gaveta e mostra toda a sua inesperada serventia: em um ambiente de furor moralista e indignação oratória, o relato neutro, asséptico, soa quase como um elogio.
Olavo de Carvalho. In: Época, n.º 155, 7/5/2001, p. 51 (com adaptações).
A propósito das idéias do texto, assinale a opção correta.
 

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A crise das leis
A lei, como ato normativo fundado na soberania, encontra-se em crise. Ela, que foi dominante durante a Revolução Francesa e representava a encarnação da razão, vem gradativamente perdendo suas principais características. Para Rousseau, representa a manifestação da vontade geral. A sua característica principal é ser a expressão da vontade pública e da soberania. No entanto, a lei parece ter perdido o caráter de estabilidade, generalidade e abstração, e isso se dá por dois motivos essenciais: a banalização da lei e o seu enfraquecimento como ato normativo.
A banalização ocorre em razão da existência de um fenômeno de inflação legislativa, que vem sendo registrado em todo o mundo. O excesso de leis acaba por torná-las inócuas. Não se trata somente do excessivo número de leis, mas de sua extensão. Por exemplo, determinada lei que tinha 90 linhas, hoje tem 210. As leis estão cada vez mais extensas e mais numerosas. No Brasil, há aproximadamente 9.800 leis federais em vigência, o que torna difícil seu conhecimento pelos cidadãos. Mas todos têm obrigação de conhecê-las, pois ninguém pode alegar desconhecimento da lei para justificar o seu descumprimento.
A lei cada vez menos contém regras de direito. As recomendações são maiores que as ordens. Também existem leis que, apesar de terem uma sorte de comando, não são acompanhadas de sanções para aqueles que não cumprem os preceitos nelas estabelecidos. O nosso ordenamento jurídico é rico nesse tipo de leis, como a Lei n.º 9.795/1999, que dispõe sobre a educação ambiental como direito de todos, sem impor nenhuma espécie de sanção, caso as instituições de ensino não a promovam. Não contém dispositivos mandamentais, mas apenas declaratórios, que acabam por dar lugar a um direito fluido e fraco.
Celso Ribeiro Bastos. In: Correio Braziliense, 11/10/1999, p. 13 (com adaptações).
Considerando as idéias gerais do texto acima, assinale a opção incorreta.
 

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1407179 Ano: 2001
Disciplina: Serviço Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-PE
Segundo Myrian Veras Baptista, tomada a decisão de planejar, o movimento de reflexão — decisão — ação — reflexão realiza, ao mesmo tempo, entre outros, o estudo de situação. Com relação à compreensão e explicação dos dados de realidade, assinale a opção incorreta.
 

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1405804 Ano: 2001
Disciplina: Serviço Social
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: TJ-PE
Estudos realizados em 1997 mostram que entre os 5.507 municípios brasileiros já existiam conselhos tutelares em cerca de 1.400 deles, número que continuou crescendo nos anos seguintes.
Em relação ao conselho tutelar, assinale a opção correta.
 

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Medindo as palavras
O maior criminoso do Brasil está preso, mas ninguém ousa falar mal dele. Vocês já repararam no tratamento discreto, macio, quase gentil que as classes falantes têm dado a Fernandinho Beira-Mar, desde que foi preso? Ninguém o chama de assassino, de genocida, de monstro, de nenhum daqueles nomes que tão facilmente vêm à boca de todos quando se referem a desarmados vigaristas de colarinho branco ou até mesmo à pessoa do presidente da República. Nenhuma multidão em fúria, convocada pelos autodesignados porta-vozes dos sentimentos populares, se reúne na porta da delegacia para xingá-lo. Nenhum moralista, com lágrimas de indignação nos olhos, condena como insulto à memória de inumeráveis vítimas os cuidados paternais que o traficante recebe na cadeia, como tantos julgaram um acinte a prisão especial que, em obediência à lei, as autoridades deram a um conhecido juiz septuagenário, incapaz de matar uma galinha.
Não obstante, o homem que distribui drogas a crianças nas escolas e mata quem tenta impedi-lo é, obviamente, um assassino, um genocida, um sociopata amoral e cínico. Aplicados a suspeitos de crimes incruentos, esses termos são figuras de expressão, hipérboles descomunais, flores de plástico de uma retórica postiça. A liberdade tropical no emprego das hipérboles para falar de quem rouba contrasta singularmente com a inibição de usar as palavras em seu sentido literal para falar de quem mata.
Mas, no caso presente, há algo mais que issoalgo de infinitamente mais sinistro. Há o temor instintivo de revelar a uma luz muito direta e crua a feiúra de um sócio das FARCs. Pois essa luz ameaçaria refletir-se sobre a imagem da guerrilha e, portanto, de todos os seus amigos e apologistas: a esquerda quase inteira.
Falar de Fernandinho Beira-Mar com uma linguagem proporcional à gravidade de seus crimes seria — para usar a expressão consagrada do jargão militante — dar munição ao inimigo. Naquilo que dentro de uma cabeça esquerdista faz as vezes de consciência moral, não há pecado maior. Portanto, moderação nas palavras! Abandonado há tempos em nome da ética, da participação e do dever de denunciar, o estilo noticioso frio, factual, sem comentários, é de repente retirado da gaveta e mostra toda a sua inesperada serventia: em um ambiente de furor moralista e indignação oratória, o relato neutro, asséptico, soa quase como um elogio.
Olavo de Carvalho. In: Época, n.º 155, 7/5/2001, p. 51 (com adaptações).
Com relação ao conteúdo do texto, assinale a opção correta.
 

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Texto
Morrer custa caro
Um dos motivos pelos quais não se fala muito a respeito da eutanásia, especialmente no ambiente médico, apesar de o tema interessar a todo mundo, é o dinheiro. Queiramos ou não, morrer custa caro. Definhar em um hospital, custa, em média, 2.000 reais ao dia — seis vezes mais se for em uma UTI (nos Estados Unidos da América (EUA), 75% das mortes ocorrem em hospitais, e um em cada três pacientes terminais passa pelo menos 10 dias em UTIs). Nos últimos seis meses, segundo Daniel Deheinzelin, diretor clínico do Hospital do Câncer, em São Paulo, o paciente torra, em média, com médicos, remédios e hospitais, mais do que gastou com saúde em toda a sua vida. Nos EUA, segundo pesquisa recente da Time/CNN, nada menos do que um terço das pessoas leva a família à falência ao morrer.
O fato, inegável, é que os recursos para a saúde são finitos e temos de decidir como gastá-los da melhor maneira possível, diz Daniel. Ignorar essa discussão é hipocrisia. Ele se refere àqueles casos em que se sabe que o tratamento não vai resolver nada e em que ele é levado adiante mesmo assim. Às vezes, isso é feito para o médico poder dizer à família que tentou de tudo. Às vezes, é para cobrar mais, diz Daniel. Antes de discutir a legalização da eutanásia, temos de ter a coragem de estabelecer critérios claros para interromper tratamentos que não estão funcionando ou para não começar novos.
Veja a posição das principais religiões acerca de morte piedosa:
Cristianismo — Em 1980, o Vaticano divulgou uma Declaração Sobre a Eutanásia, na qual reitera que “nada nem ninguém pode de qualquer forma permitir que um ser humano inocente seja morto, seja ele um feto ou um embrião, uma criança ou um adulto, um velho ou alguém sofrendo de uma doença incurável, ou uma pessoa que está morrendo.” Alguns cristãos defendem o sofrimento na hora da morte como uma oportunidade para que os cristãos se identifiquem com a agonia de Jesus.
Judaísmo — O Velho Testamento fala na sacralidade da vida humana. A posição da maioria dos religiosos é a de que a eutanásia e o suicídio assistido são uma ofensa a Deus. Alguns líderes judeus, entretanto, acreditam que manter uma vida por aparelhos pode impedir que a alma entre no paraíso.
Islamismo — O Alcorão diz: “Não tire a vida que Alá fez sagrada a não ser no exercício da Justiça.” Os muçulmanos vêem a morte piedosa como um crime e um pecado.
Hinduísmo — Os hindus têm a obrigação de respeitar os velhos e de cuidar deles até a morte. Não se cogita tirar a vida de um moribundo.
Budismo — É a única das grandes religiões a aceitar a morte piedosa, quando o sofrimento de se manter vivo é pior que a morte. A decisão deve ser tomada caso a caso.
Superinteressante, março/2001, p. 44 e 49 (com adaptações).
Com relação às idéias do texto, assinale a opção correta.
 

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