Foram encontradas 54 questões.
Leia o texto a seguir, intitulado “O Padeiro”, de autoria de Rubem Braga:
Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
– Não é ninguém, é o padeiro!
Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
"Então você não é ninguém?"
Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
E assobiava pelas escadas.
Sobre o texto, considere as seguintes afirmativas:
I. O gênero textual é o expositivo, em virtude de expor a vida simples de um carteiro.
II. Por apresentar um texto curto, com linguagem simples e objetiva, a narrativa se caracteriza como um conto.
III. O texto tem um toque memorialístico, motivado pelo consumo de um pão do dia anterior.
IV. A ideologia implícita ao texto o coloca a favor das pessoas simples e sem poderes na sociedade.
V. Ao longo da vida, o padeiro foi humilhado por pessoas que não atentavam para a sua condição humana.
VI. Apresentam adjetivos e/ou locuções adjetivas os seguintes trechos: “jornais da véspera” e “ele abriu um sorriso largo”.
Assinale a alternativa CORRETA:
Provas
Leia a seguir três estrofes da música “Dia de festa (Borimbora)”, feita pelo compositor amazonense Torrinho, que é também coautor da famosa canção “Porto de lenha”:
Borimbora, maninha
Hoje é dia da Padroeira
Vai ter bingo de frango assado
E forró de dar olheira
Vai ter caboca assim
Arrequebrando as cadeiras
Que eu tenho até dó de mim
Quando acabar a zoeira
Borimbora, maninha
Que o recreio tá aí na beira
Bota o vestido rendado
Cordão, anel e pulseira
Que é pra ver se um moço bom
Pra tua ilharga se esgueira
Mas se acaso, maninha
O moço te abordar
Te levar da cumeeira
Pra ouvir sapo coaxá
Se avexe, maninhazinha
Em logo fugir de lá
Que ele pode ser o boto Que veio te encantar
Assinale a alternativa que apresenta um verbo auxiliar modal que indica finalização:
Provas
Leia a seguir três estrofes da música “Dia de festa (Borimbora)”, feita pelo compositor amazonense Torrinho, que é também coautor da famosa canção “Porto de lenha”:
Borimbora, maninha
Hoje é dia da Padroeira
Vai ter bingo de frango assado
E forró de dar olheira
Vai ter caboca assim
Arrequebrando as cadeiras
Que eu tenho até dó de mim
Quando acabar a zoeira
Borimbora, maninha
Que o recreio tá aí na beira
Bota o vestido rendado
Cordão, anel e pulseira
Que é pra ver se um moço bom
Pra tua ilharga se esgueira
Mas se acaso, maninha
O moço te abordar
Te levar da cumeeira
Pra ouvir sapo coaxá
Se avexe, maninhazinha
Em logo fugir de lá
Que ele pode ser o boto Que veio te encantar
No que se refere à regência, assinale a alternativa CORRETA:
Provas
Leia a seguir três estrofes da música “Dia de festa (Borimbora)”, feita pelo compositor amazonense Torrinho, que é também coautor da famosa canção “Porto de lenha”:
Borimbora, maninha
Hoje é dia da Padroeira
Vai ter bingo de frango assado
E forró de dar olheira
Vai ter caboca assim
Arrequebrando as cadeiras
Que eu tenho até dó de mim
Quando acabar a zoeira
Borimbora, maninha
Que o recreio tá aí na beira
Bota o vestido rendado
Cordão, anel e pulseira
Que é pra ver se um moço bom
Pra tua ilharga se esgueira
Mas se acaso, maninha
O moço te abordar
Te levar da cumeeira
Pra ouvir sapo coaxá
Se avexe, maninhazinha
Em logo fugir de lá
Que ele pode ser o boto Que veio te encantar
A letra da música, como é evidente, apresenta palavras típicas da fala regional amazonense. Essa forma de expressão caracteriza uma variação linguística, visto que o falar dos brasileiros não é homogêneo. A respeito da variação linguística constante da letra de Torrinho, podemos dizer que é:
Provas
Leia o excerto a seguir, antes de responder à questão
Já em sua República, Platão imaginava que a constituição de seu Estado utópico se fundaria na “nobre mentira” – uma estória ficcional sobre a origem da ordem social, que assegura a lealdade dos cidadãos e impede que questionem a constituição. Devia-se dizer aos cidadãos, escreveu Platão, que todos eles haviam nascido da terra, que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal I). Também se devia dizer aos cidadãos que, quando foram concebidos, as divindades misturaram dentro deles vários metais – ouro, prata, bronze e ferro –, o que justifica uma hierarquia natural entre dirigentes de ouro e servos de bronze. Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado IV), muitos Estados ao longo das eras contaram a seus habitantes variações dessa nobre mentira. (...)
A Constituição dos Estados Unidos começa com “Nós, o povo”. Ao reconhecer sua origem humana, ela investe os seres humanos do poder de corrigi-la. Os Dez Mandamentos abrem com “Sou o Senhor teu Deus”. Alegando origem divina, o texto impede que os seres humanos o alterem. Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje. III) (...)
Todos os sistemas humanos se baseiam em ficções, mas alguns o admitem e outros não. Ser veraz sobre as origens de nossa ordem social facilita efetuar mudanças nela. Se foram seres humanos como nós que a inventaram II), então podemos corrigi-la. Mas essa veracidade tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social dificulta que haja uma concordância geral com ela.
Texto extraído do livro Nexus, de Yuval Noah Harari. Companhia das Letras, 2024. Trad. Berilo Vargas e Denise Bottmann, p. 59-61.
Sobre aspectos referentes à análise linguística do texto, fazem-se as seguintes afirmativas:
I. O trecho “que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal” apresenta um caráter conclusivo.
II. O trecho “Se foram seres humanos como nós que a inventaram” nos dá a ideia de uma condição ao que vem exposto a seguir.
III. O trecho “Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje” apresenta também um caráter de conclusão.
IV. Em “Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado”, coloca-se um argumento contrário, mas incapaz de impedir a realização do fato expresso a seguir.
V. Em “mas alguns o admitem e outros não”, o vocábulo “o” poderia ser substituído por outro vocábulo: “isso”
Assinale a alternativa CORRETA:
Provas
Leia o excerto a seguir, antes de responder à questão
Já em sua República, Platão imaginava que a constituição de seu Estado utópico B) se fundaria na “nobre mentira” – uma estória ficcional sobre a origem da ordem social, que assegura a lealdade dos cidadãos D) e impede que questionem a constituição. Devia-se dizer aos cidadãos, escreveu Platão, que todos eles haviam nascido da terra, que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal. Também se devia dizer aos cidadãos que, quando foram concebidos, as divindades misturaram dentro deles vários metais – ouro, prata, bronze e ferro –, o que justifica uma hierarquia natural entre dirigentes de ouro e servos de bronze. Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado, muitos Estados ao longo das eras contaram a seus habitantes variações dessa nobre mentira. (...)
A Constituição dos Estados Unidos começa com “Nós, o povo”. Ao reconhecer sua origem humana, ela investe os seres humanos do poder de corrigi-la A). Os Dez Mandamentos abrem com “Sou o Senhor teu Deus”. Alegando origem divina, o texto impede que os seres humanos o alterem. Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje. (...)
Todos os sistemas humanos se baseiam em ficções, mas alguns o admitem e outros não C). Ser veraz sobre as origens de nossa ordem social facilita efetuar mudanças nela. Se foram seres humanos como nós que a inventaram, então podemos corrigi-la. Mas essa veracidade tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social dificulta que haja uma concordância geral com ela.
Texto extraído do livro Nexus, de Yuval Noah Harari. Companhia das Letras, 2024. Trad. Berilo Vargas e Denise Bottmann, p. 59-61.
Assinale a alternativa que contém uma oração subordinada adjetiva:
Provas
Muitos linguistas condenam o emprego de um mesmo complemento referido a verbos de regência diferente. Assinale a alternativa em que esse fenômeno ocorre:
Provas
Considere o texto a seguir, bem como a tirinha que o segue:
Vantagens da Internet
A Internet é provavelmente uma das inovações mais incríveis até agora. A acessibilidade da Internet abriu o mundo para as pessoas, eliminando barreiras geográficas e compartilhando informações instantaneamente. Dentre suas vantagens, destacamos:
✓ Fórum de Comunicação. A comunicação pode ser efetuada de forma mais rápida através da Internet. Os familiares e os amigos podem manter contato facilmente. As plataformas para produtos como o SKYPE permitem efetuar videoconferências com qualquer pessoa no mundo que tenha acesso à internet.
✓ Imensas Informações. As pessoas podem encontrar informações acerca de quase qualquer tópico imaginável. Podem ser achadas montanhas de recursos através das ferramentas de busca em poucos minutos.
✓ Educação Inesgotável. Por exemplo, estudantes podem obter ajuda prontamente disponível on-line para fazer o seu dever de casa. Atualmente as pessoas podem ensinar e aprender em salas de aula mundiais.
✓ Entretenimento para todos. A maior parte de nós ama estar junto do seu laptop, smartphone e iPad, e a Internet é o grande motivo por trás de todo o tempo que passamos nestes dispositivos.
Adaptado de: https://www.edrawsoft.com/pt/internet-use.html?srsltid=AfmBOopvVwbT9KrXz7Q4DgsCXRnRjSClYI6mT4oB8xps1m5dAE4-NjiH. Acesso em 18/03/2025.

Fonte: https://dilbertorosa.wordpress.com/2011/07/10/ttrinhas-engracadas-o-que-a-internet-ensina/. Acesso em: 18/03/2025.
Sobre o assunto abordado, podemos afirmar que:
I. tanto o texto escrito quanto a tirinha mostram grande entusiasmo em relação às vantagens da internet.
II. a tirinha critica de modo implícito a dependência das pessoas à internet.
III. no texto escrito há uma crítica implícita em relação ao fato de que alunos podem copiar seus trabalhos da internet.
IV. o texto escrito incorpora à língua portuguesa, sem restrições, palavras próprias aos meios eletrônicos.
V. a tirinha mostra uma percepção contrária à do texto escrito a respeito da internet.
VI. o último quadro da tirinha é ambíguo, pois pode demonstrar tanto decepção quanto desprezo pela internet.
Assinale a alternativa CORRETA:
Provas
Considere as frases a seguir:
I. Como houve um ataque de abelhas, a partida de tênis foi interrompida.
II. Os professores terão sua reivindicação salarial atendida, exceto se mantiverem a greve.
III. Eu não consegui chegar a tempo ao show, porque chovia muito.
IV. João estava muito doente, contudo foi à aula de literatura.
V. Os nordestinos são tão trabalhadores quanto os sulistas.
As relações semânticas estabelecidas pelos conectivos nas frases são, respectivamente,
Provas
Leia o texto a seguir, início da crônica “Falta de assunto”, escrita por Monteiro Lobato aos 21 anos, constante do livro Literatura do Minarete (São Paulo: Globo, 2008, p. 57):
Na sala reina um desconsolo aterrador; em todos os rostos vê-se impressa a angústia mais dolorida; entreolham-se com ar de piedade e de súplica. Que é que houve? Morreu alguém? Nada disso. O que há é que não há assunto. Todos os presentes já se acham mais gordos ou mais magros; já disseram que o frio este ano tardou a vir; já lamentaram a sorte dos reis da Sérvia e agora jazem de nariz para o ar farejando compungidos um assunto qualquer, por mais fútil que seja.
Dona Clodoalda, uma quarentona com fios de barba na cara lustrosa, tenta erguer a pobre conversação caída, e dos seus lábios ressequidos escapa mais uma dessas frivolidades que punham cóleras surdas em Gustavo Flaubert:
– Acho o doutor um pouquinho mais gordo do que da outra vez que aqui esteve.
Assinale a alternativa que contém o fragmento do texto em que há coesão por elipse do sujeito:
Provas
Caderno Container