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Texto 2
VEJA O MANUAL PRÁTICO DE VIRAR 'MÃE DA SUA MÃE'
Martha Medeiros

Ao me visitar, uma amiga trouxe um vinho e o livro

“A minha mãe é a minha filha”, de Valter Hugo

Mãe. Uma edição minúscula, menos de

páginas, que trata sobre a relação do autor com

sua progenitora. Minúscula no tamanho, claro,

pois o assunto é da maior grandeza.

Minha amiga e eu estamos passando pela mesma

situação: nossas mães, que tão bem nos cuidaram

na infância e na adolescência, agora precisam

segurar na nossa mão para atravessar essa rua

assustadora chamada velhice. Valter Hugo Mãe é

só doçura em seu texto e faz tudo parecer um

piquenique no parque com a matriarca. De fato,

que oportunidade fabulosa de ficarmos mais

próximos delas e retribuir o tanto que fizeram por

nós.

Na prática, porém, é um tsunami, que o digam as

mulheres na faixa dos 50 e 60 que tinham outros

planos.

Em tese, perfeito: os papéis se invertem, o ciclo se

fecha e o amor vence no final.

Ninguém deseja, aos 60 anos, já ter perdido os

pais. Quem tem a sorte de ainda tê-los, sabe que

eles, depois dos 80, correm riscos atrás de um

volante, mal conseguem caminhar sozinhos e a

ida ao mercado vira um passeio na selva. Não

todos: muitos mantêm-se autônomos, mesmo em

idade avançada. Cada pessoa tem seu próprio

prazo de validade, e é um privilégio quando se

consegue chegar tão longe sem depender dos

outros. Mas não é a norma.

Dezenas de perguntas nos invadem. Terapeutas,

acudam. Amor existe de sobra, mas com pitadas

de impaciência, tempero que não é bem-vindo

nesta receita. Por enquanto, um elemento tem

facilitado a jornada dos Medeiros: o bom humor.

Minha família nunca foi de fazer drama. Vamos

rindo enquanto dá para rir, e assim todos se

ajudam. Talvez esteja aí a beleza do caos:

reconhecer que todos os envolvidos precisam de

ajuda, e vivenciar a troca de papéis com a leveza

necessária, sem ficar apostando em quem vai pirar

primeiro.

Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/04/veja-o-manual-pratico-de-virar-mae-da-suamae.ghtml Acesso em: 07 maio 2025. Fragmento adaptado. 
Leia o trecho para responder à questão.

“Ao me visitar, uma amiga trouxe um vinho e o livro ‘A minha mãe é a minha filha’, de Valter Hugo Mãe. Uma edição minúscula, menos de 50 páginas, que trata sobre a relação do autor com sua progenitora. Minúscula no tamanho, claro, pois o assunto é da maior grandeza.” (Linhas 1-6)

A oração “Ao me visitar”, sublinhada no enunciado “Ao me visitar, uma amiga trouxe um vinho e o livro ‘A minha mãe é a minha filha’, de Valter Hugo Mãe” (Linhas 1-3), veicula ideia de
 

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Texto 2
VEJA O MANUAL PRÁTICO DE VIRAR 'MÃE DA SUA MÃE'
Martha Medeiros

Ao me visitar, uma amiga trouxe um vinho e o livro

“A minha mãe é a minha filha”, de Valter Hugo

Mãe. Uma edição minúscula, menos de

páginas, que trata sobre a relação do autor com

sua progenitora. Minúscula no tamanho, claro,

pois o assunto é da maior grandeza.

Minha amiga e eu estamos passando pela mesma

situação: nossas mães, que tão bem nos cuidaram

na infância e na adolescência, agora precisam

segurar na nossa mão para atravessar essa rua

assustadora chamada velhice. Valter Hugo Mãe é

só doçura em seu texto e faz tudo parecer um

piquenique no parque com a matriarca. De fato,

que oportunidade fabulosa de ficarmos mais

próximos delas e retribuir o tanto que fizeram por

nós.

Na prática, porém, é um tsunami, que o digam as

mulheres na faixa dos 50 e 60 que tinham outros

planos.

Em tese, perfeito: os papéis se invertem, o ciclo se

fecha e o amor vence no final.

Ninguém deseja, aos 60 anos, já ter perdido os

pais. Quem tem a sorte de ainda tê-los, sabe que

eles, depois dos 80, correm riscos atrás de um

volante, mal conseguem caminhar sozinhos e a

ida ao mercado vira um passeio na selva. Não

todos: muitos mantêm-se autônomos, mesmo em

idade avançada. Cada pessoa tem seu próprio

prazo de validade, e é um privilégio quando se

consegue chegar tão longe sem depender dos

outros. Mas não é a norma.

Dezenas de perguntas nos invadem. Terapeutas,

acudam. Amor existe de sobra, mas com pitadas

de impaciência, tempero que não é bem-vindo

nesta receita. Por enquanto, um elemento tem

facilitado a jornada dos Medeiros: o bom humor.

Minha família nunca foi de fazer drama. Vamos

rindo enquanto dá para rir, e assim todos se

ajudam. Talvez esteja aí a beleza do caos:

reconhecer que todos os envolvidos precisam de

ajuda, e vivenciar a troca de papéis com a leveza

necessária, sem ficar apostando em quem vai pirar

primeiro.

Disponível em https://oglobo.globo.com/ela/marthamedeiros/coluna/2025/04/veja-o-manual-pratico-de-virar-mae-da-suamae.ghtml Acesso em: 07 maio 2025. Fragmento adaptado. 
Martha Medeiros, autora do texto “Veja o manual prático de virar 'mãe da sua mãe'”, é uma das melhores cronistas brasileiras da atualidade. Para descrever a relação dos filhos com a velhice das mães, Martha emprega vários recursos linguísticos, dentre os quais
 

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Texto 1
Enunciado 4657504-1
MAITENA. Mulheres Alteradas. Rio de Janeiro: Rocco, 2003. p. 36

A conjunção “mas”, presente em todos os quadrinhos, veicula ideia de

 

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Texto 1
Enunciado 4657504-1
MAITENA. Mulheres Alteradas. Rio de Janeiro: Rocco, 2003. p. 36
As reticências que finalizam o título “As mulheres e o eterno mas...” se justificam por
 

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Texto 1
Enunciado 4657504-1
MAITENA. Mulheres Alteradas. Rio de Janeiro: Rocco, 2003. p. 36

O título da tirinha “As mulheres e o eterno mas...” sugere uma crítica

 

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