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Saúde virou preconceito:
Ser saudável é importante. Mas, por trás desse argumento, muita gente esconde um discurso
preconceituoso que precisa ser combatido.
Sou contra a saúde. Mas como alguém pode ser contra algo tão importante? Permita- -me começar dizendo que se alguém se sentir mal antes, durante ou depois de ler este artigo, deve buscar cuidados médicos. Eu acredito nos germes e em doenças infecciosas. E que as pessoas devem usar capacetes quando andam de bicicleta. No que eu não acredito é que as pessoas possam usar a saúde como um argumento para camuflar seus preconceitos. Pense em uma mãe que alimenta seu recém-nascido com uma mamadeira. A maioria das pessoas olharia para ela e diria: “Leite materno seria melhor para a saúde do bebê”. Mas, no fundo no fundo, já concluiu: “Ela não é uma boa mãe, por isso não amamenta a criança com seu leite”.
Da mesma maneira acontece em situações que já não são tão novas, como os fumantes forçados a se excluir do grupo e ir para áreas isoladas, enquanto os demais olham para eles e pensam que são maus exemplos para os filhos, partindo apenas do fato de fumarem. Classificar opiniões desse tipo de moralismo geraria críticas, mas nomeá-las como uma defesa da “saúde” permite às pessoas fazer uma série de suposições sobre os outros, protegendo-as dos estigmas de preconceituosas e moralistas. No debate recente sobre planos de saúde nos Estados Unidos, a palavra saúde não estava só carregada de julgamentos de valor e hierarquias. Falava tanto de privilégios quanto falava de bem-estar. Saúde, portanto, é também uma posição ideológica.
E lembre-se das revistas de saúde a que você tem acesso. A maioria delas permite-se usar comentários discutíveis em nome dessa tal saúde. A publicação americana Men’s Health, por exemplo, publicou uma matéria que daria instruções para que o homem “desenvolvesse um abdome afiado” para “se destacar” e “levar a vizinha para a cama”. Essa linguagem seria considerada machista, mas novamente o termo “saúde” permitiu que a revista pregasse que certos tipos de corpo são desejáveis, enquanto outros são repugnantes. E que o critério para a escolha amorosa e sexual seria unicamente físico. É extremamente necessário que médicos, formadores de opinião e políticos discutam os contextos equivocados em que a ideia de saúde vem sendo usada. Isso levará a interações sociais mais profundas, produtivas e – por que não? – verdadeiramente mais saudáveis para todos nós.
METZEL, Jonathan M. Saúde virou preconceito. Revista Galileu, n. 236, fev. 2011. [adaptado]
Analise as ocorrências do elemento que nos períodos abaixo.
I. “Mas, por trás desse argumento, muita gente esconde um discurso preconceituoso que precisa ser combatido” (subtítulo) – O pronome relativo “que” sinaliza uma relação de subordinação.
II. “Permita-me começar dizendo que se alguém se sentir mal antes, durante ou depois de ler este artigo, deve buscar cuidados médicos.” – O “que” está coordenando as sentenças.
III. “É extremamente necessário que médicos, formadores de opinião e políticos discutam os contextos equivocados em que a ideia de saúde vem sendo usada” – O “que” destacado faz parte do complemento direto da frase “é extremamente necessário”.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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354103 Ano: 2011
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre a Estimulação Magnética Transcraniana de repetição (EMTr), assinale a alternativa CORRETA.
 

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Saúde virou preconceito:
Ser saudável é importante. Mas, por trás desse argumento, muita gente esconde um discurso
preconceituoso que precisa ser combatido.
Sou contra a saúde. Mas como alguém pode ser contra algo tão importante? Permita- -me começar dizendo que se alguém se sentir mal antes, durante ou depois de ler este artigo, deve buscar cuidados médicos. Eu acredito nos germes e em doenças infecciosas. E que as pessoas devem usar capacetes quando andam de bicicleta. No que eu não acredito é que as pessoas possam usar a saúde como um argumento para camuflar seus preconceitos. Pense em uma mãe que alimenta seu recém-nascido com uma mamadeira. A maioria das pessoas olharia para ela e diria: “Leite materno seria melhor para a saúde do bebê”. Mas, no fundo no fundo, já concluiu: “Ela não é uma boa mãe, por isso não amamenta a criança com seu leite”.
Da mesma maneira acontece em situações que já não são tão novas, como os fumantes forçados a se excluir do grupo e ir para áreas isoladas, enquanto os demais olham para eles e pensam que são maus exemplos para os filhos, partindo apenas do fato de fumarem. Classificar opiniões desse tipo de moralismo geraria críticas, mas nomeá-las como uma defesa da “saúde” permite às pessoas fazer uma série de suposições sobre os outros, protegendo-as dos estigmas de preconceituosas e moralistas. No debate recente sobre planos de saúde nos Estados Unidos, a palavra saúde não estava só carregada de julgamentos de valor e hierarquias. Falava tanto de privilégios quanto falava de bem-estar. Saúde, portanto, é também uma posição ideológica.
E lembre-se das revistas de saúde a que você tem acesso. A maioria delas permite-se usar comentários discutíveis em nome dessa tal saúde. A publicação americana Men’s Health, por exemplo, publicou uma matéria que daria instruções para que o homem “desenvolvesse um abdome afiado” para “se destacar” e “levar a vizinha para a cama”. Essa linguagem seria considerada machista, mas novamente o termo “saúde” permitiu que a revista pregasse que certos tipos de corpo são desejáveis, enquanto outros são repugnantes. E que o critério para a escolha amorosa e sexual seria unicamente físico. É extremamente necessário que médicos, formadores de opinião e políticos discutam os contextos equivocados em que a ideia de saúde vem sendo usada. Isso levará a interações sociais mais profundas, produtivas e – por que não? – verdadeiramente mais saudáveis para todos nós.
METZEL, Jonathan M. Saúde virou preconceito. Revista Galileu, n. 236, fev. 2011. [adaptado]
Indique com (V) a(s) afirmativa(s) verdadeira(s) e com (F) a(s) falsa(s), de acordo com o Texto e com a norma padrão escrita.
( ) Na norma padrão da língua escrita, a ênclise em “Permita-me começar dizendo que se alguém [...]” é obrigatória.
( ) Substituindo “por isso” por todavia na frase “Ela não é uma boa mãe, por isso não amamenta a criança com seu leite.” o sentido se mantém inalterado.
( ) Na sequência “desenvolvesse um abdome afiado” encontramos um verbo no presente do modo subjuntivo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
 

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350941 Ano: 2011
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre a terapia por Estimulação do Nervo Vago (ENV), identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo.
( ) Além do tratamento da epilepsia refratária e da depressão maior, também têm sido realizados ensaios de tratamento por ENV de outras condições clínicas, como migrânea, doença de Alzheimer, esclerose múltipla, bulimia nervosa e obesidade mórbida.
( ) O implante do estimulador do nervo vago no lado direito é contraindicado em decorrência de relatos de caso de bradiarritmia fatal, provocada por estímulo do nó sinoatrial em pacientes com epilepsia farmacologicamente refratária.
( ) A terapia por ENV, desenvolvida inicialmente para o tratamento da epilepsia farmacologicamente refratária, é realizada por meio de um eletrodo bipolar com pontas em espiral, colocado em torno do nervo vago no nível próximo da quinta ou sexta vértebra cervical e ligado a um gerador subcutâneo, que produz estímulos elétricos em ciclos regulares.
( ) Em 2005, a terapia por ENV foi autorizada pelo Órgão Regulamentador de Alimentação e Saúde dos Estados Unidos (FDA) para tratamento adjunto de longo prazo para depressão crônica ou recorrente (com duração maior do que 2 anos) em pacientes com 18 anos de idade ou mais que estão vivenciando um episódio depressivo maior e não tiveram uma resposta adequada a 4 ou mais tratamentos antidepressivos.
( ) A aprovação pelo FDA do uso da ENV para o tratamento da depressão maior foi respaldada apenas por estudos abertos. O único estudo randomizado e controlado não havia mostrado diferença estatística a favor do uso da ENV para o tratamento da depressão maior.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
 

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350899 Ano: 2011
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas abaixo.
( ) Na doença de Parkinson, o comportamento de punding, palavra sem tradução para o português, é caracterizado pela presença de comportamentos complexos repetitivos, excessivos e despropositais, por exemplo, arrumar e desarrumar gavetas repetidamente.
( ) Além da doença de Parkinson e da distonia, outras indicações para a terapia com Estimulação Cerebral Profunda (ECP) incluem: tremor secundário à esclerose múltipla, discinesia tardia e tremor essencial.
( ) Aproximadamente 60% dos pacientes com doença de Parkinson candidatos a tratamento com ECP nos núcleos subtalâmicos (ECP-NST) apresentaram um histórico de tratamento prévio para depressão.
( ) Algumas evidências mostram que pacientes com doença de Parkinson candidatos a ECP-NST, com história de depressão grave farmacologicamente refratária no período pré-operatório, apresentam maior risco de suicídio no período pós-cirúrgico.
( ) Sexo feminino, idade mais avançada, história familiar para abuso de substâncias e uso de medicações agonistas dopaminérgicas são fatores de risco para o Transtorno de Controle dos Impulsos em pessoas com doença de Parkinson.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
 

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347139 Ano: 2011
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre a avaliação clínica pré-operatória em cirurgia de epilepsia, assinale a alternativa CORRETA.
 

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347124 Ano: 2011
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre técnica de Estimulação Magnética Transcraniana de repetição (EMTr), é CORRETO afirmar que:
 

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Durante o século passado, a doutrina da tábula rasa norteou os trabalhos de boa parte das ciências sociais e humanidades. A psicologia procurou explicar todo pensamento, sentimento e comportamento com alguns mecanismos simples de aprendizado. As ciências sociais procuram explicar todos os costumes e disposições sociais como um produto da socialização das crianças pela cultura circundante: um sistema de palavras, imagens, estereótipos, modelos e contingências de recompensa e punição. Uma longa e crescente lista de conceitos que pareceriam naturais ao modo de pensar humano (emoções, parentesco, os sexos, doença, natureza, o mundo) passou então a ser vista como “inventada” ou “socialmente construída”.
A tábula rasa também serviu de sagrada escritura para crenças políticas e éticas. Segundo a doutrina, toda diferença que vemos entre raças, grupos étnicos, sexos e indivíduos provém não de diferenças em sua constituição inata, mas de diferenças em suas experiências. Mudando as experiências – reformando o modo de criar os filhos, a educação, a mídia e as recompensas sociais – podemos mudar a pessoa. Notas baixas, pobreza e comportamento antissocial podem ser melhorados; de fato, não fazê-lo é uma irresponsabilidade. Toda discriminação com base em características ditas inatas de um sexo ou grupo étnico é absolutamente irracional.
É consternador pensarmos em nós como enobrecidos conjuntos de molas e engrenagens. Máquinas são insensíveis, construídas para ser usadas e descartadas; seres humanos têm sensibilidade, possuem dignidade e direitos e são infinitamente preciosos. Uma máquina tem algum propósito prosaico, como moer grãos ou apontar lápis; um ser humano tem propósitos mais elevados, como amor, devoção, boas obras e criação de conhecimento e beleza. O comportamento das máquinas é determinado pelas leis da física e da química; o comportamento das pessoas é livremente escolhido. Com a escolha vem a liberdade e, portanto, o otimismo quanto às nossas possibilidades para o futuro. Com a escolha vem também a responsabilidade, o que nos permite sustentar que as pessoas têm de responder por suas ações.
O filósofo Rousseau não acreditava exatamente numa tábula rasa, mas acreditava que o comportamento ruim era produto do aprendizado e socialização. As pessoas educadas procuram ser conscientes de seus preconceitos ocultos e avaliá-los com base nos fatos e nas sensibilidades dos outros. Na vida pública, tentamos julgar as pessoas como indivíduos, e não como espécimes de um sexo ou grupo étnico. Tentamos distinguir entre força e direito e assim respeitar culturas que são diferentes da nossa. Ocorreu uma revolução no tratamento da natureza humana pelos cientistas e estudiosos.
Pesquisadores das ciências humanas começaram a dar corpo à hipótese de que a mente evoluiu como uma estrutura universal complexa. A ideia de que a seleção natural dotou os humanos com uma mente universal complexa recebeu apoio de outras áreas. Com tantas capacidades mentais aparecendo em todas as culturas humanas, a mente nas crianças já não parece uma massa informe que a cultura molda. Do mesmo modo, nossa compreensão de nós mesmos e de nossas culturas só pode ser enriquecida pela descoberta de que nossa mente se compõe de intrincados circuitos neurais para pensar, sentir e aprender, ao invés de tábulas rasas, massas informes ou fantasmas inescrutáveis.
PINKER, Steven. Tábula rasa: a negação contemporânea da natureza humana. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. p. 19-31. [adaptado]
Observe o excerto extraído do Texto.
“Mudando as experiências – reformando o modo de criar os filhos, a educação, a mídia e as recompensas sociais – podemos mudar a pessoa. Notas baixas, pobreza e comportamento antissocial podem ser melhorados; de fato, não fazê-lo é uma irresponsabilidade.”
Leia as afirmativas abaixo.
I. O trecho entre os travessões empregados no excerto serve para explicar melhor o que o autor considera por “experiências”.
II. O sujeito da frase “podemos mudar a pessoa” é classificado como indeterminado.
III. O pronome lo de “fazê-lo” recupera toda a ideia da frase “Notas baixas, pobreza e comportamento antissocial podem ser melhorados”.
IV. A frase que segue o ponto e vírgula não está subordinada à oração que o antecede.
Assinale a alternativa CORRETA.
 

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345428 Ano: 2011
Disciplina: Psiquiatria
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Sobre a terapia por Estimulação do Nervo Vago (ENV), assinale a alternativa CORRETA.
 

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575541 Ano: 2011
Disciplina: Medicina
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
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Identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir sobre a Resolução do Conselho Federal de Medicina n. 1.640/2002, que regulamenta o emprego da eletroconvulsoterapia (ECT) no Brasil.
( ) O tratamento só poderá ser realizado em local que assegure a privacidade.
( ) A ECT só poderá ser realizada em sala cirúrgica, sob procedimento anestésico.
( ) Nas situações em que não houver possibilidade de se obter o consentimento informado junto ao paciente, sua família ou responsável, o médico que indicar e/ou realizar o procedimento tornar-se-á responsável pelo procedimento, devendo reportar-se ao diretor técnico da instituição, que comunicará o ministério público estadual no prazo máximo de 72 horas, e registrar o procedimento no prontuário médico.
( ) Os aparelhos de ECT a serem utilizados deverão ser, preferencialmente, máquinas de corrente de pulsos breves e com dispositivo de ajuste da voltagem.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo.
Questão Desatualizada

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