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1141988 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Violinos modernos batem Stradivarius
Violinos italianos antigos, como os Stradivarius, são caríssimos e considerados os melhores do mundo. Confeccionados artesanalmente nos séculos XVII e XVIII, eles gerariam notas mais precisas e alcançariam tons irreprodutíveis por instrumentos II) modernos III).
Um estudo desenvolvido pelo luthier americano Joseph Curtin e a engenheira acústica Claudia Fritz, da Universidade Pierre e Marie Curie, coloca essa percepção arraigada IV) à prova.
Em testes cegos envolvendo oito violinistas e cento e quarenta ouvintes experientes em salas de concertos de Paris e Nova York, eles compararam a qualidade do som do Stradivarius com o de violinos atuais III).
Nesses testes, os instrumentos foram tocados por solistas vendados, que estavam escondidos atrás de uma tela acústica. A maioria dos músicos não soube dizer se tinha tocado um instrumento novo ou um antigo, mas preferiu os violinos modernos ao Stradivarius.
Também os ouvintes na plateia – músicos, críticos musicais, luthiers e engenheiros acústicos – foram incapazes II) de distinguir o som produzido pelos instrumentos.
Disponível em: <http://revistapesquisa.fapesp.br/2017/06/20/violinos-modernos-batem-stradivarius>.
[Adaptado]. Acesso em: 17 set. 2017.
Considere as seguintes afirmativas sobre o Texto e assinale a alternativa correta.
I. A palavra “batem”, no título, é empregada com o sentido de obter uma vitória.
II. As palavras “incapazes” e “instrumentos” têm o mesmo prefixo.
III. As palavras “atuais” e “modernos” são utilizadas como antônimos no texto.
IV. A palavra “arraigada” modifica a palavra “percepção”.
 

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1141987 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC
Encontrado no Marrocos, o mais antigo fóssil humano tem 300 mil anos
Com novos métodos, cientistas fizeram datação III) mais precisa de pelo menos cinco esqueletos de Homo sapiens; descoberta antecipa início da história da espécie em pelo menos 100 mil anos.
Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo – 7 de junho de 2017 | 14h
Um grupo internacional de cientistas descobriu no Marrocos pelo menos cinco fósseis humanos de pelo menos 300 mil anos, cercados de ferramentas de pedra e restos de animais. A descoberta, revelada em dois artigos publicados na edição de hoje da revista Nature, antecipa em pelo menos 100 mil anos a mais antiga evidência fóssil já registrada da espécie Homo sapiens.
De acordo com os autores dos estudos, a descoberta revela que a espécie humana tem uma história evolutiva muito mais complexa do que se imaginava, envolvendo provavelmente todo o continente africano. O fóssil humano mais antigo encontrado já registrado até agora tinha 195 mil anos e havia sido desenterrado no leste da África, em Omo Kibish, na Etiópia.
“Acreditávamos que o berço da humanidade havia sido o leste da África, há 200 mil anos, mas nossos novos dados revelam que o Homo sapiens já havia se espalhado por todo o continente africano há cerca de 300 mil anos”, disse o autor principal da pesquisa, o paleoantropólogo Jean-Jacques Hublin, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em Leipzig (Alemanha).
A descoberta foi feita em Jebel Irhoud, no oeste do Marrocos, onde haviam sido encontrados, desde a década de 1960, seis fósseis humanos e diversos artefatos da Idade da Pedra, mas a idade dos fósseis permanecia incerta.
Um novo projeto de escavação em Jebel Irhoud, iniciado em 2004, revelou 16 novos fósseis de Homo sapiens, envolvendo crânios, dentes e ossos longos de pelo menos cinco indivíduos. As escavações foram lideradas por Hublin e por Abdelouahed Ben-Ncer, do Instituto Nacional de Arqueologia e Patrimônio do Marrocos, sediado em Rabat.
Os cientistas conseguiram precisar a cronologia dos fósseis graças à tecnologia. Eles utilizaram um método de datação por termoluminescência em pedras de sílex encontradas nos mesmos depósitos.
“Sítios bem datados dessa época são excepcionalmente raros na África, mas nós tivemos sorte, já que vários dos artefatos de sílex de Jebel Irhoud foram aquecidos no passado. Isso nos permitiu aplicar os métodos de datação por termoluminescência nesses artefatos, para estabelecer uma cronologia consistente para os novos fósseis e para as camadas de solo que os cobriam”, explicou o especialista em geocronologia III) Daniel Richter, do Instituto Max Planck.
Além da datação por meio dos artefatos de pedra, os cientistas conseguiram refazer o cálculo direto da idade de três mandíbulas encontradas em Jebel Irhoud na década de 1960.
Essas mandíbulas haviam sido anteriormente datadas em 160 mil anos, com um método por ressonância paramagnética eletrônica.
No novo estudo, porém, os cientistas aprimoraram o método e recalcularam a idade dos fósseis, encontrando um resultado coerente com as datações por termoluminescência: eles tinham quase o dobro da idade estimada inicialmente. “Utilizamos métodos de datação de última geração e adotamos as abordagens mais conservadoras para determinar a idade com precisão”, disse Richter.
Além de revelarem que o Homo sapiens é 100 mil anos mais antigo do que se pensava, os novos estudos revelaram também o cardápio dos humanos há 300 mil anos, que era composto por muita carne de gazela, alguma carne de gnu e de zebra, eventualmente ovos de avestruzes, além de antílopes IV), búfalos, porcos-espinho I), lebres, tartarugas, moluscos de água doce e serpentes.
De acordo com a paleoantropóloga Teresa Steele, da Universidade de Califórnia Davis, foram encontrados em Jebel Irhoud centenas de ossos de animais fossilizados e 472 espécies deles II) foram identificadas. Foram também observadas marcas de cortes nos ossos, indicando que suas medulas haviam sido utilizadas como alimento por humanos.
“Realmente parece que essas pessoas gostavam de caçar. A dispersão do Homo sapiens por toda a África há 300 mil anos é provavelmente resultado de mudanças na biologia e no comportamento da espécie”, disse Teresa.
As ferramentas de pedra encontradas em Jebel Irhoud eram feitas de sílex de alta qualidade, “importadas” para o sítio, de acordo com o paleoantropólogo Shannon McPherron, do Instituto Max Planck. Segundo ele, os machados, ferramentas frequentemente encontradas em outros sítios antigos, não estavam presentes em Jebel Irhoud. Mas a maior parte dos utensílios encontrados ali também existiram por toda a África na metade da Idade da Pedra.
“Os artefatos de pedra de Jebel Irhoud parecem muito semelhantes aos encontrados no leste e no sul da África. É provável que as inovações tecnológicas da metade da Idade da Pedra estejam ligadas ao surgimento do Homo sapiens”, afirmou McPherron.
Glossário:
Sílex: rocha sedimentar silicatada, constituída de quartzo criptocristalino, muito dura e com densidade elevada.
Termoluminescência: luminescência que ocorre em alguns materiais quando aquecidos. É particularmente útil na datação arqueológica.
Disponível em: <http://ciencia.estadao.com.br/noticias/geral,encontrado-no-marrocos-
mais-antigo-fossil-humano-tem-mais-de-300-mil-anos,700018 29124>.
[Adaptado]. Acesso em: 14 set. 2017.
Considere as seguintes afirmativas e assinale a alternativa correta.
I. A palavra “porcos-espinho” é formada por composição.
II. A palavra “deles” retoma “ossos”.
III. “Datação” e “geocronologia” são formadas pelo mesmo processo de formação de palavras.
IV. A palavra “antílope” é formada por derivação prefixal.
 

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Enunciado 1141986-1
Disponível em: <http://castelodaalegria.blogspot.com.br/2015/04/blog-post_13.html>. [Adaptado]. Acesso em: 2 out. 2017.
De que forma a expressão “pru que”, no último quadrinho do Texto 3, deveria ser expressa na norma padrão escrita?
 

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Piadas com a língua portuguesa

Piada 1

A professora mandou o Joãozinho colocar uma caixa vazia na lixeira, mas ele a botou em

cima. Ela reclamou:

– Por que não colocou a caixa dentro da lixeira, Joãozinho?

– Porque não cabeu, professora – ele respondeu.

– “Não coube” – ela retrucou.

– Agora você vai escrever cem vezes nesta folha “não coube” – sentenciou a professora.

Passado algum tempo, Joãozinho estava parado olhando para o caderno.

– Escreveu cem vezes as palavras que lhe mandei? – perguntou a professora.

– Escrevi só 99, professora – respondeu.

– Por quê? – quis saber ela.

– Porque não cabeu tudo, professora!

 

Piada 2

Joãozinho conversava na aula e a professora disse:

– JOÃOZINHO! Me diga dois pronomes, agora!

– Quem? Eu?

– Muito bem, pode sentar.

 

Piada 3

Professor:

– “Chovia”, que tempo é?

Aluno:

– É tempo feio.

 

Piada 4

A professora está ensinando o uso de pronomes e pede ao Joãozinho:

– Faça uma frase com o pronome “consigo”!

O Joãozinho:

– “Eu não consigo correr muito”.

 

Piada 5

A professora diz:

– “Ontem fui criança”. Isso é passado. “Hoje sou bonita”. O que é isso, Joãozinho?

– É mentira, professora!

 

Piada 6

A professora pergunta pro Joãozinho:

– Joãozinho, em que tempo está o verbo da frase “Isso não poderia ter acontecido”.

Ele responde:

– Preservativo imperfeito!

Disponível em: http://estacaodapalavra.blogspot.com.br/2011/07/piadas-gramaticais-piada-1-professora.html; http://bentovsales.blogspot.com.br/2011/03/piadas-gramaticais.html. [Adaptado]. Acesso em: 9 out. 2017.

Indique se as afirmativas abaixo são verdadeiras (V) ou falsas (F), de acordo com a norma padrão escrita e com base no Texto 2. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
( ) O termo “mas” (linha 02) é usado para marcar oposição de ideias. ( ) O uso de “Por que” (linha 04) e “Por quê” (linha 11) tem a mesma função, por isso a acentuação indicada na linha 11 está incorreta. ( ) Os pronomes “ele” (linhas 02 e 05) e “ela” (linhas 03, 06 e 11) retomam, respectivamente, os nomes “Joãozinho” e “professora”. ( ) O nome “Joãozinho” (linhas 04 e 08) pode ser substituído por “ele” nas duas ocorrências. ( ) As ocorrências do nome “Joãozinho” nas linhas 16 e 39 tratam-se de vocativo.
 

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A capciosa conjugação do verbo “entreter”
Eduardo de Moraes Sabbag
O verbo “entreter” possui conjugação capciosa. Tanto é verdade que é possível ouvir flexões curiosas – “ele /entérte/”, “ele vai /entertê/”, “ele havia /entertido/” –, principalmente, é claro, na voz daquele falante com pouca instrução... e simpática simplicidade.
Já faz um bom tempo que cheguei a São Paulo, vindo de Guaxupé, em Minas Gerais. III) vivi até meus 17 anos e testemunhei, não poucas vezes, as “divertidas” flexões.
A propósito, vem-me à mente a fala de um simpático sorveteiro – um daqueles que anda a cidade toda, empurrando um carrinho e anunciando com buzina que está ali –, de quem comprávamos, quando crianças, os inesquecíveis “sorvetes de saquinho”. O homem vociferava, indicando o produto maior do que o outro:
– Leve este, menino! Ele “enterte” mais...
Obviamente, não me valho do presente artigo para apontar, com o indicador, o “erro” de conjugação verbal daquele falante, de origem simples e limitada instrução. À luz do padrão culto da língua, há um problema, sim, na flexão verbal por ele III) utilizada. Todavia I), se atentarmos para os fatores múltiplos que demarcam o plano da comunicação – grau de instrução do falante, coloquialidade do discurso, objetivo da mensagem, entre outros –, poderemos até defender a ausência de “erro” naquela fala. Os linguistas me apoiam – creio.
Posso dizer, assim I), que II) aquele simpático sorveteiro, que II) ainda permanece em minha memória, com seu legítimo “mineirês”, inspirou-me a falar sobre a conjugação do verbo ENTRETER. É o motivo deste artigo. Passemos, então, à análise do fato.
De início, é necessário destacar que o verbo ENTRETER possui a acepção de “distrair, ter por ocupação”. Exemplo: “O homem poderia entreter a criança com o sorvete”. Nota-se que sua transitividade é dupla, podendo apresentar-se como verbo transitivo direto ou como verbo bitransitivo. Veja:
O palhaço entreteve a criança (verbo transitivo direto);
O palhaço entretinha as crianças com brincadeiras (verbo transitivo direto e indireto).
Em tempo, é importante lembrar que o verbo pode ser pronominal:
O palhaço entreteve-se com a plateia naquele circo;
Eu me entretenho com música popular brasileira.
Passemos, agora, aos problemas de flexão verbal. Não percamos de vista, todavia, que este verbo deve ser conjugado como o verbo “ter”, do qual deriva.
Já no presente do indicativo, o verbo começa a mostrar suas “garras”. Se falamos “eu tenho”, falaremos “eu entretenho”. [...] Aliás, e se o saudoso sorveteiro da infância quisesse se valer do português culto? [...]
Cá pra nós: do jeito que criança é, desconfiada e arredia, é bem provável que deixasse de comprar aquele sorvete maior... Ficaria inibida com um verbo tão diferente e erudito... O tiro sairia pela culatra! Por isso, insistimos que, se houve “erro”, este se deu apenas na perspectiva imposta pelo português de rigor, na esteira do padrão culto da linguagem. Quando analisamos o plano comunicacional, em uma abrangência superior, não veremos erro na fala. São os mistérios e ensinamentos da oralidade despretensiosa...
[...]
Assim, vimos algumas “encruzilhadas” que este verbo apresenta. E tudo porque uma agradável lembrança da infância veio à tona... e nos entreteve neste artigo. Um gramatical entretenimento...
Aliás, seria tão bom ouvir novamente aquele buzina do homem do sorvete, oferecendo o produto “que /entérte/”, “que vai /entertê/ mais”... Seria uma ótima oportunidade de lhe dizer que aquela espontânea flexão verbal, por ele utilizada, não existe, mas que seu sorvete era inesquecível! Tão inesquecível que sua fala me levou a aprender, com o tempo – e no português de rigor –, que são melhores as formas “ele entretém”, “ele vai entreter”, “ele havia entretido”.
Disponível em: <http://www.cartaforense.com.br/autor/eduardo-de-moraes-sabbag/7>.
[Adaptado]. Acesso em: 9 set. 2017.
Com base no Texto e na norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os termos “Todavia” e “assim” podem ser substituídos sem prejuízo de significado por “Contudo” e “desse modo”, respectivamente.
II. As duas ocorrências da palavra “que” correspondem a, nesta ordem, conjunção integrante e pronome.
III. Em “lá” e “ele” ocorre coesão lexical por elipse.
IV. Os verbos bitransitivos flexionam-se de dois modos distintos ao mesmo tempo.
 

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Como o cérebro processa informações?
Alexandre de Santi, Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni
O computador mais potente do mundo é o Sunway TaihuLight, uma máquina em operação desde 2016, que faz cálculos de prospecção de petróleo, previsão do tempo e engenharia molecular para empresas da China. Sua velocidade máxima é de 125 quatrilhões de cálculos por segundo, algo como 20 milhões de vezes mais potente do que um laptop caseiro. O problema desse supercomputador (e de todos os outros) é que ele gasta muita energia para operar: 15,3 MW, o equivalente a 3.900 aparelhos de ar-condicionado ligados na potência máxima ao mesmo tempo. Enquanto o Sunway TaihuLight precisa de uma pequena hidrelétrica para funcionar, o seu cérebro lê este texto e executa tarefas tão complexas quanto as realizadas pelo Sunway usando apenas 10 a 20 watts – menos do que uma lâmpada. Os computadores são melhores do que nós na hora de resolver equações ou manipular grandes quantidades de dados, por exemplo. Mas o cérebro humano ainda é vastamente superior em todo o resto. [...]
Como ele consegue fazer isso, e gastando tão pouca energia? Parte da resposta pode ser resumida numa característica peculiar: o cérebro é eficiente porque ele se permite errar. E muito. Em média, os neurônios falham em 71% das vezes em que disparam, segundo um estudo do Howard Hughes Medical Institute. Ou seja, em 71% das vezes a informação enviada por um neurônio, na forma de sinais elétricos, não chega corretamente ao outro neurônio a que se destina. Isso acontece por um motivo simples: economia de energia. Para que os neurônios se comunicassem com a precisão de um computador (que só erra 1 vez a cada 1 trilhão de operações), precisariam de muito mais eletricidade. Pense no rádio do seu carro. Quando você sai em viagem, a sua estação favorita começa a perder qualidade, e você ouve interferência. Isso ocorre porque a onda eletromagnética da rádio está fraca quando chega ao seu aparelho. Dentro do cérebro, ocorre algo parecido. Para melhorar a qualidade dos sinais, seria necessário amplificá-los com mais energia. Mas não podemos nos dar a esse luxo: sozinho, o cérebro consome 20% a 25% de todas as calorias que ingerimos. Se ele usasse mais eletricidade, precisaríamos comer mais – mas, para nossos antepassados, não era simples conseguir alimento.
Além disso, a sobrevivência humana não exige precisão absoluta. Quando queremos expressar ideias, às vezes temos dificuldade de encontrar as palavras certas, e ainda assim conseguimos nos comunicar. Nossa memória não é fotográfica, mas funciona. Mesmo depois de aprender uma tarefa, como tocar violão, costurar ou falar um idioma, podemos errar ao executá-la. Mais: talvez nossa força esteja justamente nos erros. Alguns cientistas acreditam que os erros elétricos do cérebro, que alteram de forma imprevisível as informações transmitidas entre neurônios, estejam entre os responsáveis pela criatividade humana.
Disponível em: .
[Adaptado]. Acesso em: 22 set. 2017.
Considere os seguintes trechos, retirados do Texto.
“Os computadores são melhores do que nós na hora de resolver equações ou manipular grandes quantidades de dados, por exemplo. Mas o cérebro humano ainda é vastamente superior em todo o resto.”
“Como ele consegue fazer isso, e gastando tão pouca energia? Parte da resposta pode ser resumida numa característica peculiar: o cérebro é eficiente porque ele se permite errar.”
“Além disso, a sobrevivência humana não exige precisão absoluta. Quando queremos expressar ideias, às vezes temos dificuldade de encontrar as palavras certas, e ainda assim conseguimos nos comunicar.”
“Alguns cientistas acreditam que os erros elétricos do cérebro, que alteram de forma imprevisível as informações transmitidas entre neurônios, estejam entre os responsáveis pela criatividade humana.”
Com relação às classes de palavras, os termos destacados são, respectivamente:
 

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Piadas com a língua portuguesa

Piada 1

A professora mandou o Joãozinho colocar uma caixa vazia na lixeira, mas ele a botou em

cima. Ela reclamou:

– Por que não colocou a caixa dentro da lixeira, Joãozinho?

– Porque não cabeu, professora – ele respondeu.

– “Não coube” – ela retrucou.

– Agora você vai escrever cem vezes nesta folha “não coube” – sentenciou a professora.

Passado algum tempo, Joãozinho estava parado olhando para o caderno.

– Escreveu cem vezes as palavras que lhe mandei? – perguntou a professora.

– Escrevi só 99, professora – respondeu.

– Por quê? – quis saber ela.

– Porque não cabeu tudo, professora!

 

Piada 2

Joãozinho conversava na aula e a professora disse:

– JOÃOZINHO! Me diga dois pronomes, agora!

– Quem? Eu?

– Muito bem, pode sentar.

 

Piada 3

Professor:

– “Chovia”, que tempo é?

Aluno:

– É tempo feio.

 

Piada 4

A professora está ensinando o uso de pronomes e pede ao Joãozinho:

– Faça uma frase com o pronome “consigo”!

O Joãozinho:

– “Eu não consigo correr muito”.

 

Piada 5

A professora diz:

– “Ontem fui criança”. Isso é passado. “Hoje sou bonita”. O que é isso, Joãozinho?

– É mentira, professora!

 

Piada 6

A professora pergunta pro Joãozinho:

– Joãozinho, em que tempo está o verbo da frase “Isso não poderia ter acontecido”.

Ele responde:

– Preservativo imperfeito!

Disponível em: http://estacaodapalavra.blogspot.com.br/2011/07/piadas-gramaticais-piada-1-professora.html; http://bentovsales.blogspot.com.br/2011/03/piadas-gramaticais.html. [Adaptado]. Acesso em: 9 out. 2017.

Assinale a alternativa correta com base no Texto 2 e na norma padrão escrita. As seis piadas trazem, respectivamente, questões acerca de classes de palavras da língua portuguesa, a saber:
 

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Como o cérebro processa informações?
Alexandre de Santi, Sílvia Lisboa e Bruno Garattoni
O computador mais potente do mundo é o Sunway TaihuLight, uma máquina em operação desde 2016, que faz cálculos de prospecção de petróleo, previsão do tempo e engenharia molecular para empresas da China. Sua velocidade máxima é de 125 quatrilhões de cálculos por segundo, algo como 20 milhões de vezes mais potente do que um laptop caseiro. O problema desse supercomputador (e de todos os outros) é que ele gasta muita energia para operar: 15,3 MW, o equivalente a 3.900 aparelhos de ar-condicionado ligados na potência máxima ao mesmo tempo. Enquanto o Sunway TaihuLight precisa de uma pequena hidrelétrica para funcionar, o seu cérebro lê este texto e executa tarefas tão complexas quanto as realizadas pelo Sunway usando apenas 10 a 20 watts – menos do que uma lâmpada. Os computadores são melhores do que nós na hora de resolver equações ou manipular grandes quantidades de dados, por exemplo. Mas o cérebro humano ainda é vastamente superior em todo o resto. [...]
Como ele consegue fazer isso, e gastando tão pouca energia? Parte da resposta pode ser resumida numa característica peculiar: o cérebro é eficiente porque ele se permite errar. E muito. Em média, os neurônios falham em 71% das vezes em que disparam, segundo um estudo do Howard Hughes Medical Institute. Ou seja, em 71% das vezes a informação enviada por um neurônio, na forma de sinais elétricos, não chega corretamente ao outro neurônio a que se destina. Isso acontece por um motivo simples: economia de energia. Para que os neurônios se comunicassem com a precisão de um computador (que só erra 1 vez a cada 1 trilhão de operações), precisariam de muito mais eletricidade. Pense no rádio do seu carro. Quando você sai em viagem, a sua estação favorita começa a perder qualidade, e você ouve interferência. Isso ocorre porque a onda eletromagnética da rádio está fraca quando chega ao seu aparelho I). Dentro do cérebro, ocorre algo parecido. Para melhorar a qualidade dos sinais, seria necessário amplificá-los com mais energia II). Mas não podemos nos dar a esse luxo: sozinho, o cérebro consome 20% a 25% de todas as calorias que ingerimos. Se ele usasse mais eletricidade, precisaríamos comer mais – mas, para nossos antepassados, não era simples conseguir alimento.
Além disso, a sobrevivência humana não exige precisão absoluta. Quando queremos expressar ideias, às vezes temos dificuldade de encontrar as palavras certas, e ainda assim conseguimos nos comunicar. Nossa memória não é fotográfica, mas funciona. Mesmo depois de aprender uma tarefa, como tocar violão, costurar ou falar um idioma, podemos errar ao executá-la III). Mais: talvez nossa força esteja justamente nos erros. Alguns cientistas acreditam que os erros elétricos do cérebro, que alteram de forma imprevisível as informações transmitidas entre neurônios, estejam entre os responsáveis pela criatividade humana.
Disponível em: <https://super.abril.com.br/especiais/7-misterios-do-cerebro-e-as-respostas-da-ciencia-para-eles/>.
[Adaptado]. Acesso em: 22 set. 2017.
Observe as sentenças abaixo, retiradas do Texto. Considerando os pronomes destacados, assinale a alternativa correta.
I. “Quando você sai em viagem, a sua estação favorita começa a perder qualidade, e você ouve interferência. Isso ocorre porque a onda eletromagnética da rádio está fraca quando chega ao seu aparelho.”
II. “Dentro do cérebro, ocorre algo parecido. Para melhorar a qualidade dos sinais, seria necessário amplificá-los com mais energia.”
III. “Nossa memória não é fotográfica, mas funciona. Mesmo depois de aprender uma tarefa, como tocar violão, costurar ou falar um idioma, podemos errar ao executá-la.”
 

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Texto 2

Enunciado 1141980-1
Disponível em: <https://wordsofleisure.com/tag/mafalda/page/2/>. [Adaptado]. Acesso em: 11 set. 2017.
Com base no Texto 2 e na norma padrão escrita, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Os termos “mas”, “porque”, “se” e “e” (primeiro, segundo, terceiro e quarto balões, respectivamente) funcionam como elementos coesivos para relacionar o dado posto como o dado novo. II. A conjunção adversativa “mas” (primeiro balão) pode ser substituída por “e” sem prejuízo de significação. III. As grafias “por que” e “porque” (primeiro e segundo balões, respectivamente) são diferentes porque a primeira ocorrência não está no início da frase e a segunda está. IV. O termo “se” (terceiro balão) desempenha a função de conjunção subordinativa causal.
 

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1141979 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UFSC
Orgão: UFSC

A linguagem da física

Adilson de Oliveira

Uma das mais importantes características humanas é a capacidade de nos

comunicarmos, pois, por meio desse processo, a inteligência se manifesta. Existem evidências

de que outros animais se comunicam entre si, como baleias e golfinhos; mas, até onde

sabemos, somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma

complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc. Em particular, no que se refere à

comunicação oral, estima-se a existência de cerca de 7 mil idiomas. O mais falado no mundo é

o mandarim, com mais de 1 bilhão e 300 milhões de falantes. A língua portuguesa, falada por

quase 230 milhões de pessoas, está entre a quinta e a sexta posição.

Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em

diferentes obras literárias. A bela peça Hamlet, escrita em inglês por William Shakespeare, a

envolvente narração em espanhol de Dom Quixote de la Mancha, feita por Miguel de

Cervantes, e os grandiosos poemas épicos, como Os Lusíadas, de Luís de Camões (em

português), e Divina Comédia, de Dante Alighieri (em italiano), são apenas alguns exemplos

de grandes produções do pensamento humano. Nessas obras, encontramos a maneira como

esses autores veem o mundo por meio de suas narrativas.

Da mesma forma, a ciência tem seu próprio “idioma” para descrever a natureza. Em

especial, a física tem uma maneira particular de narrar os fenômenos naturais. Essas

narrativas acabam se modificando ao longo do tempo, assim como as próprias línguas, tanto

pela evolução do pensamento como pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem

explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.

Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos

permitem expressar as nossas ideias. Na física, a matemática é uma das maneiras usadas

para expressar seus conceitos e teorias. Devido à sua estrutura lógica, a matemática garante a

demonstração de determinados conceitos de modo absolutamente preciso e é capaz de levar

a formas de pensamento que a nossa linguagem humana cotidiana não consegue expressar.

[...]

Mas a física não é apenas a descrição da natureza a partir de equações matemáticas.

Seu roteiro para explicar o universo também depende de princípios fundamentais aplicados a

diversas situações. As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de

conservação, que são associados à conservação da energia, da quantidade de movimento, do

momento angular, da carga elétrica, entre outros. Por exemplo, verifica-se que, em qualquer

processo, a energia total é conservada, ou seja, nunca é criada ou destruída, mas pode ser

transformada. Com base nessa ideia, foi possível elaborar diferentes descrições dos

fenômenos físicos.

O físico e astrônomo italiano Galileu Galilei, um dos fundadores da física e da

astronomia modernas e também um dos grandes defensores do método científico, disse: “O

livro da natureza está escrito em caracteres matemáticos… sem um conhecimento dos

mesmos, os homens não poderão compreendê-lo” (tradução livre). A afirmação reflete bem a

percepção de que, para podermos expressar certas ideias e conceitos, é necessário conhecer

de maneira adequada o idioma no qual eles estão escritos. Nesse caso, a física, por meio da

matemática, consegue descrever o nosso universo de modo fundamental, mesmo não

respondendo a todas as perguntas. Ainda serão escritos muitos “poemas” e “narrativas”

(teorias) na física, por meio do seu “idioma” (matemática), e eles continuarão nos encantando,

assim como as grandes produções literárias.

Disponível em: http://www.cienciahoje.org.br/noticia/v/ler/id/2727/n/a_linguagem_da_fisica. [Adaptado]. Acesso em: 21 set. 20

Observe as sentenças abaixo, retiradas do Texto 2. Considerando o comportamento sintático do termo “que”, assinale a alternativa correta.

I. “Toda língua moderna tem o seu alfabeto e as suas regras gramaticais, que nos permitem expressar as nossas ideias.” (linhas 21 e 22)

II. “Em cada idioma já foram expressas belíssimas ideias que ficaram eternizadas em diferentes obras literárias.” (linhas 09 e 10)

III. “[...] pelas descobertas de novos fenômenos, que, para serem explicados, levam a grandes revoluções no modo de pensar.” (linhas 19 e 20)

IV. “[...] somos os únicos seres do universo que expressam pensamentos de forma complexa por meio de sons, gestos, pinturas, escrita etc.” (linhas 04 e 05)

V. “As teorias físicas têm como pano de fundo os chamados princípios de conservação, que são associados à conservação da energia [...].” (linhas 29 e 30)

 

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