Foram encontradas 35 questões.
Observe o registro de uma consulta no modelo SOAP:
S – Cefaleia holocraniana há uns 30 dias, melhora quando dorme, vai piorando ao longo do dia, sem outros fatores de melhora ou piora. Não há outros sintomas associados. Paciente apresenta-se com aparência descuidada.
O – PA: 130X80mmHg, FC: 72bpm, AC: RCR2T BNF s/s, exame neurológicos sem alteração. Traz exame de sangue realizado recentemente com hemograma, bioquímica, provas inflamatórias e perfil lipídico, todos os valores dentro dos paramêtros de normalidade.
A – Cefaleia tensional e sofrimento mental comum.
P – Realizada psicoeducação e conversado sobre a necessidade de auxílio de um profissional da área de psicologia, orientado sobre atividade física e ingesta hídrica, prescrito paracetamol 750mg de 8/8h, se necessário, e retorno para reavaliação em 15 dias.
Em relação ao registro acima, assinale o componente do registro em que há informações que deveriam estar em outro lugar do registro:
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Em 2014, foram publicadas as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Medicina no Brasil. Nesse documento existem recomendações específicas sobre o ensino da Medicina de Família e Comunidade durante a graduação.
Sobre essas recomendações, assinale a afirmativa CORRETA:
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Durante uma reunião de equipe na Unidade Básica de Saúde, foi discutido entre a equipe o problema da longa fila de espera para conseguir determinados exames complementares. Especificamente foi debatida a questão dos pacientes que estavam aguardando uma endoscopia digestiva alta. A médica da equipe sugeriu que fossem reanalisados todos os prontuários dos pacientes que estavam aguardando o exame, a fim de verificar quais tinham sinais de alerta de gravidade, para que tivessem prioridade na fila de espera, decisão que foi acatada pelo restante da equipe.
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a corrente de pensamento ético que embasa essa decisão:
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Alva, 35 anos, está se consultando para controle da hipertensão na Unidade Básica de Saúde com seu Médico de Família e Comunidade que já acompanha sua família há alguns anos. Ao fim da consulta, ela traz a seguinte demanda para o médico:
- Doutor, você já ouviu falar que várias crianças da comunidade estão com lombriga? Estava pensando, será que o senhor não podia já passar um remédio de verme para os meninos lá de casa? Se os vizinhos estão, com certeza eles também estão!
- Sim, Alva, é verdade, tratei algumas crianças recentemente com esse problema, e realmente seus filhos podem ter se contaminado. Você pode trazê-los amanhã para eu fazer uma avaliação clínica deles?
Em relação à situação acima descrita, assinale abaixo o princípio da Medicina de Família e Comunidade que foi utilizado nesse atendimento:
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TEXTO 4
LANGUISHING: O QUE É ESSA SENSAÇÃO DE APATIA QUE CRESCEU DURANTE PANDEMIA?
Ana Luísa Vieira
Ansiedade pela incerteza em relação ao futuro, depressão pela perda de amigos e familiares queridos, preocupação pelos planos adiados, esgotamento diante das notícias sobre o avanço de uma doença pouco conhecida. Muitos dos efeitos da pandemia sobre a nossa saúde mental são facilmente identificáveis. Um deles, entretanto, parece permanecer no escuro —talvez pela ausência de emoções claras para qualificá-lo. O "languishing", termo cunhado pelo sociólogo Corey Keyes e descrito pelo psicólogo organizacional Adam Grant no jornal The é um estado emocional que, em sua essência, se define pelo vazio.
Quando falamos em saúde mental, abordamos sensações situadas entre dois extremos: o bem-estar — de quem se sente bem, feliz, satisfeito e completo com a própria vida — e a depressão — dos que experimentam mal-estar, infelicidade e ansiedade de forma contínua. "O 'languishing' não está nem de um lado e nem do outro. Fica no meio do caminho. Ainda assim, não é neutro e está longe de ser positivo. É quase que um limbo emocional", comenta Thaís Gameiro, doutora em neurociência pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e sócia-fundadora da Nêmesis, empresa de consultoria corporativa em neurociência organizacional.
Em geral, os especialistas em saúde mental apontam que este sentimento de apatia já era conhecido antes da pandemia, mas costumava ser encarado de forma individual. "Cada um tinha seus motivos para ser acometido por este vazio. Com a chegada do coronavírus, houve um impacto para toda a humanidade. Houve um estímulo comum para que várias pessoas do mundo começassem a se queixar deste mesmo processo", diz Gameiro.
A especialista aponta que, no caso do "languishing" — assim como aconteceu em relação a outros efeitos emocionais deste período que vivemos —, o grupo mais atingido é o das mulheres. Muitas seguem trabalhando fora de casa ao mesmo tempo em que precisam acompanhar o desenvolvimento escolar dos filhos e ainda dar conta dos afazeres domésticos. "Por mais estruturadas que sejam algumas famílias, a divisão de tarefas na nossa sociedade não é justa". Segundo ela, os jovens também têm sofrido grande impacto porque perderam muito da interação social a que estão acostumados, e quando ela existe, é bastante restrita.
É importante nomear o que se está sentindo No Brasil, o "languishing" tem sido traduzido como "definhamento", que, por sua vez, tem seu significado associado a termos como "debilitação progressiva", "extenuação", "enfraquecimento paulatino" e "abatimento". Para Marina Pinheiro, professora da pós-graduação em psicologia cognitiva da UFPE (Universidade Federal do Pernambuco), são todos efeitos relacionados às dúvidas sobre o que ainda está por vir quando o assunto é a pandemia.
Pinheiro ainda ressalta que "batizar" o fenômeno é o primeiro passo rumo a uma abordagem efetiva do problema: "Cada época precisou dar um nome ao que se sentia. Neste momento em que a gente atravessa uma grande ruptura — na economia e nas relações sociais —, o 'languishing' vem para que possamos transcender o plano individual e compartilhar o nosso sentimento. Nomear o que se sente nos dá a possibilidade de transformar as coisas".
Problemas relacionados à saúde mental estão por vir A grande preocupação atualmente é que o "languishing" aponte para uma explosão, nas próximas décadas, de doenças mentais como a depressão —que já é uma das maiores causas de incapacitação no mundo. "Eu penso que os efeitos para a saúde mental vão aparecer como uma 'quarta onda' da pandemia", observa Carla Guth, psicóloga especialista em família e construcionismo pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).
"Neste período de isolamento, somos obrigados a ficar frente a frente com nossos medos, desejos, coisas que não conseguimos realizar? Quem já sofria de ansiedade e não conseguiu seguir algum fluxo neste momento de restrições, vai entrar nesta apatia —e depois as consequências vêm com mais força, na forma de uma depressão ou uma síndrome do pânico, por exemplo", avalia ela.
Thaís Gameiro, da consultoria Nêmesis, diz que essa sensação pode ser um mal silencioso que se transforma gradativamente em algo mais grave. Ela também lembra dos prejuízos que, neste caso, se estenderiam ao mercado de trabalho: "Transtornos mentais de qualquer natureza têm custos muito altos: as pessoas ficam afastadas do trabalho por muito tempo; quando voltam, podem ter recaídas. O retorno nunca é fácil".
De acordo com Gameiro, já temos previsões de que não haverá especialistas suficientes para tratar de todas as pessoas com a saúde mental debilitada num futuro próximo. Por isso todos os cuidados têm de ser tomados desde já. Empresas e organizações precisam dar espaço para que o assunto entre em pauta porque a questão está longe de ser meramente pessoal.
Na rotina profissional, alguém que sofre com o "languishing" pode ficar desmotivado e, aos poucos, perder a produtividade. O psicólogo Adam Grant lembra, em seu ensaio no jornal The New York Times, que este tipo de perda não compromete simples e unicamente o desempenho do indivíduo em seu trabalho: as consequências se desdobram para o campo pessoal, já que um fator importante para a nossa alegria (independentemente da ocasião ou do espaço) é a sensação de progresso.
Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/06/10/languishing-o-que-e-essa-sensacao-de-apatia-que-surgiu-durante-a-pandemia.htm. Acesso em: 17 fev. 2022. Adaptado.
Conforme o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, algumas palavras sofreram mudanças na grafia, tendo em vista uma alteração em determinadas regras de acentuação. Outras palavras, contudo, tiveram suas grafias inalteradas.
Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta as palavras CORRETAMENTE grafadas segundo o referido Acordo:
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