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Leia o trecho do romance Solitária, de Eliana Alves Cruz, para responder à questão
— Mãe… a senhora precisa se libertar dessas pessoas… A senhora não deve nada a elas, pelo contrário. Mãe… Sou eu, a Mabel, sua filha. Não tenha medo de encarar esse povo que nunca limpou a própria privada!
O sol estava a pino. Um vento quente e sem alívio soprava como lança-chamas.
Eu dizia as frases entre dentes, sem disfarçar a minha raiva, e não omitia nada. Já estávamos ali havia um bom tempo e usei de todos os argumentos para tentar incutir nela a ideia de que precisava enfrentar a família de seus antigos patrões.
Ela parou por meio segundo a tarefa e abaixou a cabeça, com os braços no alto, prendendo o jaleco com meu nome bordado. [...] Era como se, ao estirar os lençóis, as fronhas e as toalhas nos fios longos que formavam uma espécie de teia de uma ponta a outra no nosso quintal, ela fosse também alongando as lembranças e os pensamentos. [...]
Eu, ao contrário, não alongava nada. Estava toda encurtada na paciência. Respiração, fala, pensamentos, tudo entrecortado por um sentimento amargo e represado que transbordava mais que o tanque com roupas de molho.
“No quintal da nossa pequena casa, mamãe estendia roupas. A cada camisa, calça, toalha pendurada, o suor escorria pela ação do calor — útil para secar as peças mais rapidamente e deixá-las com cores mais vivas —, e misturadas a ele vinham lágrimas, que ela buscava sem sucesso disfarçar.” (2º parágrafo) Considerada em seu contexto, a palavra sublinhada no excerto refere-se ao termo
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Leia o trecho do romance Solitária, de Eliana Alves Cruz, para responder à questão
— Mãe… a senhora precisa se libertar dessas pessoas… A senhora não deve nada a elas, pelo contrário. Mãe… Sou eu, a Mabel, sua filha. Não tenha medo de encarar esse povo que nunca limpou a própria privada!
O sol estava a pino.
Eu dizia as frases entre dentes, sem disfarçar a minha raiva, e não omitia nada.
Ela parou por meio segundo a tarefa e abaixou a cabeça, com os braços no alto, prendendo o jaleco com meu nome bordado. [...] Era como se, ao estirar os lençóis, as fronhas e as toalhas
O verbo “encarar” formou-se pelo acréscimo de prefixo e de sufixo a um radical. Esse mesmo processo ocorre com o verbo sublinhado em:
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Leia o trecho do romance Solitária, de Eliana Alves Cruz, para responder à questão
— Mãe… a senhora precisa se libertar dessas pessoas… A senhora não deve nada a elas, pelo contrário. Mãe… Sou eu, a Mabel, sua filha. Não tenha medo de encarar esse povo que nunca limpou a própria privada!
O sol estava a pino. Um vento quente e sem alívio soprava como lança-chamas. No quintal da nossa pequena casa, mamãe estendia roupas. A cada camisa, calça, toalha pendurada, o suor escorria pela ação do calor — útil para secar as peças mais rapidamente e deixá-las com cores mais vivas —, e misturadas a ele vinham lágrimas, que ela buscava sem sucesso disfarçar. Estávamos ali numa espécie de dança entre os panos ondulando ao vento quente do subúrbio. Uma dança de esconder e revelar.
Ela parou por meio segundo a tarefa e abaixou a cabeça, com os braços no alto, prendendo o jaleco com meu nome bordado. [...] Era como se, ao estirar os lençóis, as fronhas e as toalhas nos fios longos que formavam uma espécie de teia de uma ponta a outra no nosso quintal, ela fosse também alongando as lembranças e os pensamentos. [...]
Eu, ao contrário, não alongava nada. Estava toda encurtada na paciência. Respiração, fala, pensamentos, tudo entrecortado por um sentimento amargo e represado que transbordava mais que o tanque com roupas de molho.
Ao transpor a frase “Eu dizia as frases entre dentes” (3ºparágrafo) para a voz passiva, o verbo assume a seguinte forma:
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— Mãe… a senhora precisa se libertar dessas pessoas… A senhora não deve nada a elas, pelo contrário. Mãe… Sou eu, a Mabel, sua filha. Não tenha medo de encarar esse povo que nunca limpou a própria privada!
O sol estava a pino. Um vento quente e sem alívio soprava como lança-chamas. No quintal da nossa pequena casa, mamãe estendia roupas. A cada camisa, calça, toalha pendurada, o suor escorria pela ação do calor — útil para secar as peças mais rapidamente e deixá-las com cores mais vivas —, e misturadas a ele vinham lágrimas, que ela buscava sem sucesso disfarçar. Estávamos ali numa espécie de dança entre os panos ondulando ao vento quente do subúrbio. Uma dança de esconder e revelar.
Eu dizia as frases entre dentes, sem disfarçar a minha raiva, e não omitia nada. Já estávamos ali havia um bom tempo e usei de todos os argumentos para tentar incutir nela a ideia de que precisava enfrentar a família de seus antigos patrões.
Ela parou por meio segundo a tarefa e abaixou a cabeça, com os braços no alto, prendendo o jaleco com meu nome bordado. [...] Era como se, ao estirar os lençóis, as fronhas e as toalhas nos fios longos que formavam uma espécie de teia de uma ponta a outra no nosso quintal, ela fosse também alongando as lembranças e os pensamentos. [...]
Eu, ao contrário, não alongava nada. Estava toda encurtada na paciência. Respiração, fala, pensamentos, tudo entrecortado por um sentimento amargo e represado que transbordava mais que o tanque com roupas de molho.
Para descrever seu estado emocional e o trabalho que está sendo feito pela sua mãe, a narradora se vale, sobretudo, do seguinte recurso expressivo:
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Leia o trecho do romance O gaúcho, de José de Alencar, para responder à questão
Desde criança lidava Manuel com animais: fora esse o ofício de seu pai; não havia em toda a campanha1 do Rio Grande amansador de fama que se comparasse com o João Canho. O que mais se admirava no moço gaúcho não era contudo a destreza, na qual excedia de muito ao pai; porém sim a dedicação que ele tinha à raça hípica.
Havia entre o gaúcho e os cavalos verdadeiras relações sociais. Alguns faziam parte de sua família; outros eram seus amigos; aos mais tratava-os como camaradas ou simples conhecidos. [...]
Na opinião de Manuel o cavalo e o homem contraíam obrigação recíproca; o cavalo de servir e transportar o homem; o homem de nutrir e defender o cavalo. Se um dos dois faltasse ao compromisso, o outro tinha o direito de romper o vínculo. O homem devia expulsar o cavalo, o cavalo devia deixar o homem. [...]
Enfim o cavalo era para o gaúcho um próximo, não pela forma, mas pela magnanimidade e nobreza das paixões. Entendia ele que Deus havia feito os outros animais para vários fins recônditos2 em sua alta sabedoria; mas o cavalo, esse Deus o criara exclusivamente para companheiro e amigo do homem.
Tinha razão.
Se o homem é o rei da criação, o cavalo serve-lhe de trono. Veículo e arma ao mesmo tempo, ele nos suprime as distâncias pela rapidez, e centuplica nossas forças. Para o gaúcho, especialmente para o filho errante da campanha, esse vínculo se estreita.
1 campanha: campo de grande extensão, pampa.
2 recôndito: desconhecido, secreto, misterioso.
3 bruto: animal, fera.
“O peixe carece d’água, o pássaro do ambiente, para que se movam e existam. Como eles, o gaúcho tem um elemento, que é o cavalo. A pé está em seco, faltam-lhe as asas.” (7º parágrafo) A frase sublinhada refere-se ao
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Leia o trecho do romance O gaúcho, de José de Alencar, para responder à questão
Desde criança lidava Manuel com animais: fora esse o ofício de seu pai; não havia em toda a campanha1 do Rio Grande amansador de fama que se comparasse com o João Canho. O que mais se admirava no moço gaúcho não era contudo a destreza, na qual excedia de muito ao pai; porém sim a dedicação que ele tinha à raça hípica.
Havia entre o gaúcho e os cavalos verdadeiras relações sociais.
Na opinião de Manuel o cavalo e o homem contraíam obrigação recíproca; o cavalo de servir e transportar o homem; o homem de nutrir e defender o cavalo. Se um dos dois faltasse ao compromisso, o outro tinha o direito de romper o vínculo.
Tinha razão.
O peixe carece d’água, o pássaro do ambiente, para que se movam e existam. Como eles, o gaúcho tem um elemento, que é o cavalo. A pé está em seco, faltam-lhe as asas. Nele se realiza o mito da antiguidade: o homem não passa de um busto apenas; seu corpo consiste no bruto3.
1 campanha: campo de grande extensão, pampa.
2 recôndito: desconhecido, secreto, misterioso.
3 bruto: animal, fera.
O narrador dirige-se diretamente a seus leitores no modo imperativo no trecho:
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Leia o trecho do romance O gaúcho, de José de Alencar, para responder à questão
Tinha razão.
Se o homem é o rei da criação, o cavalo serve-lhe de trono. Veículo e arma ao mesmo tempo, ele nos suprime as distâncias pela rapidez, e centuplica nossas forças. Para o gaúcho, especialmente para o filho errante da campanha, esse vínculo se estreita.
O peixe carece d’água, o pássaro do ambiente, para que se movam e existam. Como eles, o gaúcho tem um elemento, que é o cavalo. A pé está em seco, faltam-lhe as asas. Nele se realiza o mito da antiguidade: o homem não passa de um busto apenas; seu corpo consiste no bruto3. Uni as duas naturezas incompletas:
1 campanha: campo de grande extensão, pampa.
2 recôndito: desconhecido, secreto, misterioso.
3 bruto: animal, fera.
Sujeito composto é aquele que apresenta dois ou mais núcleos. Ocorre oração com sujeito composto em:
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Leia o trecho do romance O gaúcho, de José de Alencar, para responder à questão
Desde criança lidava Manuel com animais: fora esse o ofício de seu pai; não havia em toda a campanha1 do Rio Grande amansador de fama que se comparasse com o João Canho. O que mais se admirava no moço gaúcho não era contudo a destreza, na qual excedia de muito ao pai; porém sim a dedicação que ele tinha à raça hípica.
Havia entre o gaúcho e os cavalos verdadeiras relações sociais. Alguns faziam parte de sua família; outros eram seus amigos; aos mais tratava-os como camaradas ou simples conhecidos. [...]
Na opinião de Manuel o cavalo e o homem contraíam obrigação recíproca; o cavalo de servir e transportar o homem; o homem de nutrir e defender o cavalo. Se um dos dois faltasse ao compromisso, o outro tinha o direito de romper o vínculo. O homem devia expulsar o cavalo, o cavalo devia deixar o homem. [...]
Enfim o cavalo era para o gaúcho um próximo, não pela forma, mas pela magnanimidade e nobreza das paixões. Entendia ele que Deus havia feito os outros animais para vários fins recônditos2 em sua alta sabedoria; mas o cavalo, esse Deus o criara exclusivamente para companheiro e amigo do homem.
Tinha razão.
Se o homem é o rei da criação, o cavalo serve-lhe de trono. Veículo e arma ao mesmo tempo, ele nos suprime as distâncias pela rapidez, e centuplica nossas forças. Para o gaúcho, especialmente para o filho errante da campanha, esse vínculo se estreita.
O peixe carece d’água, o pássaro do ambiente, para que se movam e existam. Como eles, o gaúcho tem um elemento, que é o cavalo. A pé está em seco, faltam-lhe as asas. Nele se realiza o mito da antiguidade: o homem não passa de um busto apenas; seu corpo consiste no bruto3. Uni as duas naturezas incompletas: este ser híbrido é o gaúcho, o centauro da América.
1 campanha: campo de grande extensão, pampa.
2 recôndito: desconhecido, secreto, misterioso.
3 bruto: animal, fera.
No primeiro parágrafo, o narrador deixa claro que
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Leia o trecho do romance O gaúcho, de José de Alencar, para responder à questão
Desde criança lidava Manuel com animais: fora esse o ofício de seu pai; não havia em toda a campanha1 do Rio Grande amansador de fama que se comparasse com o João Canho. O que mais se admirava no moço gaúcho não era contudo a destreza, na qual excedia de muito ao pai; porém sim a dedicação que ele tinha à raça hípica.
Havia entre o gaúcho e os cavalos verdadeiras relações sociais. Alguns faziam parte de sua família; outros eram seus amigos; aos mais tratava-os como camaradas ou simples conhecidos. [...]
Na opinião de Manuel o cavalo e o homem contraíam obrigação recíproca; o cavalo de servir e transportar o homem; o homem de nutrir e defender o cavalo. Se um dos dois faltasse ao compromisso, o outro tinha o direito de romper o vínculo. O homem devia expulsar o cavalo, o cavalo devia deixar o homem. [...]
Enfim o cavalo era para o gaúcho um próximo, não pela forma, mas pela magnanimidade e nobreza das paixões. Entendia ele que Deus havia feito os outros animais para vários fins recônditos2 em sua alta sabedoria; mas o cavalo, esse Deus o criara exclusivamente para companheiro e amigo do homem.
Tinha razão.
Se o homem é o rei da criação, o cavalo serve-lhe de trono. Veículo e arma ao mesmo tempo, ele nos suprime as distâncias pela rapidez, e centuplica nossas forças. Para o gaúcho, especialmente para o filho errante da campanha, esse vínculo se estreita.
O peixe carece d’água, o pássaro do ambiente, para que se movam e existam. Como eles, o gaúcho tem um elemento, que é o cavalo. A pé está em seco, faltam-lhe as asas. Nele se realiza o mito da antiguidade: o homem não passa de um busto apenas; seu corpo consiste no bruto3. Uni as duas naturezas incompletas: este ser híbrido é o gaúcho, o centauro da América.
1 campanha: campo de grande extensão, pampa.
2 recôndito: desconhecido, secreto, misterioso.
3 bruto: animal, fera.
Na descrição do personagem Manuel, identifica-se uma das principais características do período literário a que pertence José de Alencar. Trata-se da
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Examine o cartum de Ício, publicado em sua conta @icio_mauricio no Instagram em 17.07.2024.

O efeito de humor presente no cartum decorre, sobretudo, do seguinte recurso semântico:
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