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Localizado onde atualmente é a Mauritânia, esse reino destacou-se pela produção de ouro, abastecendo por muito tempo as regiões mediterrâneas, africanas e europeias. O reino firmouse junto à rota de comércio transaariana. Esse comércio, que contava com camelos que atravessavam o longo deserto do Saara, esteve subordinado, de início, ao controle dos berberes do norte africano. Ouro, sal e outros produtos, incluindo escravos, negociados como mercadoria, atraíam os comerciantes. Por volta do século XI, um grupo de muçulmanos ortodoxos, os almorávidas, invadiu a região com o objetivo de converter a população ao islamismo. Ainda que a população tenha procurado resistir aos invasores, conseguindo inclusive, recuperar em alguns períodos a posse da capital, Koumbi Saleh, o reino, a partir de então, se fragmentou, e o último rei foi derrubado pelo líder de Mali no século XIII.
O trecho acima se refere ao Reino
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Idade Média é a expressão empregada para designar um período histórico compreendido entre os séculos V e o século XV. O termo foi criado pelos humanistas no século XVI, que lhe atribuíram uma conotação “bastante depreciativa: indicava originariamente uma interrupção quase milenária da cultura humana, uma época obscura e caótica, ignorante e supersticiosa...” (BESSELAAR, J. Introdução aos estudos históricos. São Paulo: Herder, 1968, IN: AQUINO, R. história das sociedades: das comunidades primitivas às sociedades medievais. Rio de janeiro: Ao Livro Técnico, 2003)
São críticas pertinentes à visão humanista da Idade Média:
I. Ignorou que a Idade Média comportou sociedades diferentes, com dinâmicas próprias e centradas no Mediterrâneo: a Civilização Cristã Ocidental, a Civilização Bizantina e a Civilização Muçulmana, cada uma responsável pela transmissão de um imenso legado às civilizações posteriores.
II. A periodização legada pelos humanistas, ao privilegiar o estudo dos fatos políticos, supervalorizou o papel da Civilização Africana e das Civilizações Pré-Colombianas para a compreensão do processo histórico medieval.
III. Negligenciou que foi a própria Idade Média, principalmente através da atividade dos monges copistas, que preservou da destruição total as obras da Antiguidade Clássica, que serviram de base para o desenvolvimento do pensamento ocidental.
IV. Demonstra uma visão europocêntrica da História, que implica principalizar a evolução da Civilização Ocidental, sendo as demais civilizações desprezadas, consideradas apenas quando, direta e indiretamente se ligam às sociedades europeias.
Quais estão corretas?
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“O militarismo predatório da República Romana era sua principal alavanca de acumulação econômica. A guerra trazia terras, tributos e escravos; os escravos, os tributos e as terras forneciam o aparato para a guerra.” (ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. São Paulo: Brasiliense, 1987)
São consequências do expansionismo romano durante a República:
I. O êxodo rural fez com que crescesse um grande grupo marginal urbano definido como proletários: despossuídos com uma prole numerosa.
II. Concentração de terras nas mãos dos patrícios, na medida em que os pequenos proprietários, após retornarem das guerras, não conseguiam retomar a produção nas suas terras abandonadas. Obrigados a pedir empréstimos e sem condições de pagá-los, suas terras eram tomadas pela elite patrícia.
III. O surgimento de uma nova camada social, os cavaleiros, uma minoria de plebeus que enriqueceram como fornecedores do exército, através das atividades bancárias que forneciam empréstimos a juros e nas atividades mercantis marítimas.
IV. A conversão do escravismo como modo de produção dominante na civilização romana. Trazidos do Ocidente e Oriente, os escravos transformaram-se em principal mão-de-obra tanto nas atividades rurais, quanto urbanas.
Quais estão corretas?
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Analise as afirmativas abaixo sobre as cidades-estados de Atenas e Esparta na Grécia Antiga, assinalando com o número 1 as afirmações relativas à Atenas, e com o número 2, as relativas à Esparta.
( ) Na Ápela, eram discutidas e aprovadas as propostas de governo enviadas pela Gerúsia.
( ) Embora cada família possuísse hereditariamente um lote de terra, denominado kleros, que era cultivado por escravos, os hilotas, quem administrava a produção econômica era o Estado.
( ) A camada social dos georgóis era formada pelos pequenos proprietários de terras, enquanto os demiurgos eram os comerciantes que enriqueceram com o comércio com as colônias gregas.
( ) Os éforos, em número de cinco, eram eleitos anualmente pela Assembleia do Povo.
( ) A Eclésia era a assembleia que tinha a função de aprovar as leis preparadas pela Bulé e o Hilieu.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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“Raízes do Brasil”, publicada em 1936, por Sergio Buarque de Holanda, está entre as obras fundamentais que têm como interesse desvendar a identidade do Brasil. Para o autor, a identidade brasileira é algo em aberto, em processo de construção. Em cada um dos capítulos do livro, ele busca identificar os pilares dessa construção. No quinto capítulo, aparece a expressão mais famosa da obra, e também a que gerou mais confusões quanto a sua interpretação. Referimo-nos ao conceito de
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“Este livro analisa as maneiras de pensar na França do século XVIII. Tenta mostrar não apenas o que as pessoas pensavam, mas como pensavam – como interpretavam o mundo, conferiamlhe significado e lhe infundiam emoção. Em vez de seguir a estrada principal da história intelectual, a pesquisa conduz para o território ainda inexplorado que é conhecido na França como ___________. Este gênero ainda não recebeu uma designação em inglês, mas poderia, simplesmente, ser chamado de _____________; porque trata nossa própria civilização da mesma maneira como os antropólogos estudam as culturas exóticas. É a história de tendência _________.” (DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos. Rio de Janeiro: Graal, 1986)
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do trecho acima.
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Em 1933, Gilberto Freire publicou “Casa-grande & senzala”, obra que causou uma verdadeira revolução nos estudos sociais e históricos no Brasil.
Sobre a obra “Casa-grande & senzala”, é INCORRETO afirmar que:
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Relacione os autores contidos na coluna A com as suas respectivas obras listadas na coluna B.
Coluna A
1. Raymundo Faoro.
2. Caio Prado Júnior.
3. Celso Furtado.
4. Florestan Fernandes.
5. Oliveira Viana.
Coluna B
( ) Formação do Brasil contemporâneo.
( ) Os donos do poder.
( ) Instituições políticas brasileiras.
( ) A revolução burguesa no Brasil.
( ) Formação econômica do Brasil.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo é:
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Segundo Peter Burke (1992), Lucien Febvre e Marc Bloch foram os líderes do que pode ser denominado a “Revolução Francesa da Historiografia”, quando, em 1929, criaram a revista “Annales d’histoire économique et sociale”. Pouco a pouco, os Annales converteram-se no centro de uma escola histórica: A Escola dos Annales.
Sobre a Escola dos Annales, são feitas as seguintes considerações:
I. O grupo ampliou o território da história por diversas áreas do conhecimento humano e a grupos sociais negligenciados pelos historiadores tradicionais.
II. O centro da análise dos Annales está em uma história linear, de curta duração, em que a primazia de uma infraestrutura econômica condiciona o estudo factual da superestrutura.
III. A insatisfação dos Annales em relação à história política estava vinculada à relativa pobreza de suas análises, em que situações históricas complexas se viam reduzidas a um simples jogo de poder entre grandes – homens ou países –, ignorando que, aquém e além dele, se situavam campos de forças estruturais, coletivas e individuais.
IV. A defesa de uma história mais abrangente e totalizante nascia do fato de que o homem se sentia como um ser, cuja complexidade em sua maneira de sentir, pensar e agir, não podia reduzir-se a um pálido reflexo de jogos de poder, ou de maneiras de sentir, pensar e agir dos poderosos do momento.
Quais estão corretas?
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Em 1976, Carlo Ginsburg publicou “O queijo e os vermes”, livro sobre as ideias de um moleiro italiano condenado como herege pela Inquisição papal no século XVI. Ao narrar o cotidiano, a vida e o julgamento do moleiro Menocchio, Ginsburg realiza um dos mais importantes trabalhos de
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