Mulher, 32 anos de idade, com diagnóstico de migrânea sem
aura, procura a unidade básica de saúde solicitando iniciar
método contraceptivo. Faz uso regular de amitriptilina para
prevenção das crises, com boa resposta e sem efeitos
adversos. Nega tabagismo, trombose prévia, hipertensão ou
diabetes. Ao exame físico, apresenta pressão arterial normal e
nenhum achado relevante. De acordo com os critérios
médicos de elegibilidade da Organização Mundial da Saúde
para 2025, qual a orientação correta para essa paciente?
Gestante, 28 anos de idade, secundigesta, com um parto
vaginal prévio, encontra-se com 38 semanas e 5 dias em
trabalho de parto ativo. Chega ao período expulsivo com
dilatação completa há 1 hora e 40 minutos. Feto em
apresentação cefálica, posição occipito-anterior, plano +2 de
De Lee e proporcionalidade cefalopélvica satisfatória. Durante
o pré-natal expressou desejo de parto vaginal, mas mostra-se
exausta, relatando intensa fadiga. As contrações tornam-se
irregularmente eficazes, mesmo após estímulo verbal e ajuste
de posição. Foi instituída analgesia neuroaxial, administrada
ocitocina e realizada amniotomia, com saída de líquido
amniótico claro. A cardiotocografia inicial demonstrava padrão
tranquilizador, motivo pelo qual a equipe optou por aguardar.
Após mais 40 minutos, nova cardiotocografia evidencia
desacelerações prolongadas e a dinâmica uterina segue
insuficiente para completar o período expulsivo. Com base no
quadro clínico descrito, assinale a alternativa que apresenta a
conduta mais adequada.
Mulher, 27 anos de idade, previamente saudável, procura
atendimento relatando prurido intenso na região vulvovaginal,
ardência e sensação de “queimação” durante a micção há
quatro dias. Refere relação sexual estável, nega uso recente
de antibióticos e menciona piora dos sintomas perto do
período menstrual. Ao exame especular, observa-se
corrimento branco, espesso e grumoso, aderido às paredes
vaginais. A mucosa vaginal encontra-se hiperemiada e
edemaciada. A microscopia do material colhido revelou
pseudohifas, sem protozoários móveis ou clue cells.
Considerando o quadro apresentado, assinale a alternativa
que apresenta a conduta terapêutica mais adequada.
Gestante, 29 anos de idade, G2P1, sem comorbidades, comparece à consulta de pré-natal com 22 semanas. Relata bem-estar e o exame físico não identificou alterações. Apresenta o cartão vacinal a seguir:
Hepatite B
Janeiro/2010
Hepatite B
Fevereiro/2010
Hepatite B
Julho/2010
Influenza
Abril/2022
Influenza
Maio/2023
Influenza
Abril/2024
dT
Agosto/2006
dT
Outubro/2016
dTpa
Abril/2024
Febre Amarela
Maio/2020
Covid-19
Janeiro 2021
Covid-19
Fevereiro/2021
Covid-19
Outubro/2024
Sarampo/Caxumba/
Rubéola
Agosto/2006
Sarampo/Caxumba/
Rubéola
Maio/2020
Com base nas recomendações atuais do Ministério da Saúde, assinale a alternativa que apresenta a orientação vacinal correta neste momento do pré-natal.
Gestante, 32 anos de idade, G2P1, com 32 semanas de gestação, previamente diagnosticada com diabetes melito gestacional, retorna ao ambulatório para reavaliação. Refere estar seguindo corretamente plano alimentar e caminhadas diárias de 40 minutos. Nega hipoglicemias, poliúria, polidipsia ou redução de movimentos fetais. Ao exame físico, apresenta-se em bom estado geral, normocorada, afebril, altura uterina compatível com idade gestacional (32 cm), BCF audíveis e regulares (148 bpm), PA 110×70 mmHg e ganho ponderal adequado. A gestante apresenta os seguintes valores de glicemia capilar registrados ao longo de 7 dias, conforme orientação multiprofissional:
Dia
Jejum (mg/dL)
Pós-café 1h (mg/dL)
Pós-almoço 1h (mg/dL)
Pós-jantar 1h (mg/dL)
1
81
118
122
130
2
88
110
128
132
3
84
105
120
138
4
79
115
133
136
5
90
120
125
135
6
85
112
130
128
7
83
117
126
134
Considerando o perfil glicêmico apresentado, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
Mulher, 67 anos de idade, G3P3, menopausada há 14 anos,
com antecedente de hipertensão, obesidade grau II e
diabetes tipo 2, procura atendimento por episódios de
sangramento vaginal intermitente há dois meses,
acompanhados de leve dor hipogástrica. Negava uso de
terapia hormonal. Realizou ultrassonografia transvaginal
revelando endométrio medindo 18 mm, heterogêneo. Foi
submetida à histeroscopia diagnóstica com biópsia, cujo
resultado mostrou adenocarcinoma endometrioide grau 1.
Encaminhada ao serviço de oncologia, foram realizados
exames de estadiamento. A ressonância magnética pélvica
demonstrou lesão restrita ao corpo uterino, com invasão
superficial do miométrio (menos de 50%) e sem extensão para
o colo uterino. Não havia linfonodos pélvicos aumentados e a
tomografia de tórax e abdome foi negativa para metástases.
Ao exame físico, está em bom estado geral, pressão
controlada, sem dor à palpação abdominal e sem massas
palpáveis. Avaliação anestésica sem contraindicação
cirúrgica. Com base nas informações clínicas, radiológicas e
histopatológicas, qual é a conduta terapêutica mais
adequada?
Mulher, 62 anos de idade, menopausada há 6 anos, procura
atendimento relatando episódios de sangramento vaginal
discreto, porém recorrente nas últimas três semanas,
associado a leve desconforto pélvico. É hipertensa e obesa
grau I, sem uso de terapia hormonal prévia. No exame
ginecológico, apresenta mucosa vaginal atrófica, sem lesões
aparentes e colo uterino normal. O ultrassom transvaginal
evidencia endométrio medindo 10 mm, com contornos
regulares e cavidade bem delimitada. Diante desse quadro,
assinale a alternativa que apresenta a conduta mais
adequada.
Gestante, 32 anos de idade, G2P1, comparece para
atendimento na maternidade com 38 semanas e 2 dias. Relata
que seu pré-natal transcorreu sem intercorrências
importantes, exceto pela detecção de pressão arterial elevada
por volta de 18 semanas, quando passou a fazer uso regular
de metildopa, com bom controle até o momento. Refere sentir-se bem, sem dor de cabeça, sem alterações visuais, sem dor
e com boa movimentação fetal. Ao exame físico, apresenta-se
em bom estado geral, normocorada, afebril e hemodinamicamente estável, porém com PA de 150×100 mmHg,
confirmada em segunda aferição. Altura uterina e ausculta
fetal dentro da normalidade. Foram solicitados exames
laboratoriais para avaliação materna, com os seguintes
resultados:
Gestante, 26 anos de idade, primigesta, procura atendimento
de urgência por sangramento vaginal leve há quatro dias.
Relata atraso menstrual, mas não se lembra da data da última
menstruação. Apresenta resultado prévio de β-hCG de
12.500 mIU/mL realizado há três dias. No serviço, novo β-hCG
é solicitado, mostrando 28.900 mIU/mL. Ao exame especular,
observa-se pequena quantidade de sangue vivo; no toque
vaginal, o colo está fechado. A paciente encontra-se estável,
sem dor abdominal importante. Assinale a alternativa que
apresenta o diagnóstico mais provável e a conduta mais
indicada.
Adolescente, sexo feminino, 17 anos de idade, procura
atendimento por nunca ter menstruado. Refere
desenvolvimento puberal normal, com crescimento das
mamas iniciado aos 11 anos e aparecimento de pelos
pubianos aos 12 anos. Nega dor pélvica, cólicas cíclicas,
infecções prévias ou atividade sexual. Apresenta crescimento
e desenvolvimento geral dentro da normalidade. Ao exame
físico, exibe mamas e pelos pubianos compatíveis com
maturidade, genitália externa sem alterações e canal vaginal
curto à avaliação ginecológica, sem visualização do colo
uterino. O exame abdominal é normal, sem massas palpáveis.
Diante do quadro apresentado, qual é o diagnóstico mais
provável e qual deve ser a orientação correta sobre seu futuro
reprodutivo?