Foram encontradas 365 questões.
Texto para a questão
A promessa de autonomia lançada pelo Esclarecimento –
de que a humanidade poderia libertar-se das amarras do mito
e da tradição pelo uso ousado da razão – sempre carregou
consigo uma sombra. Por um lado, o projeto iluminista
aspirava a um mundo mais justo e livre; por outro, a razão que
deveria emancipar mostrou sua face instrumental,
convertendo-se em ferramenta de cálculo e dominação. É
nessa encruzilhada, entre promessa e catástrofe, que a
inteligência artificial emerge como herdeira e ápice desse
processo, levando ao limite a lógica da quantificação e da
eficiência. Ao adentrar o território da psicoterapia, a IA não
apenas testa os limites de sua aplicabilidade, como também
levanta uma questão: é possível traduzir o sofrimento humano
em dados e protocolos?
Cristian Arão e Nanci Nakamura. O que não se programa: IA,
psicanálise e os limites do método científico. Revista Cult.
04/05/2026. Adaptado.
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Texto para a questão
A promessa de autonomia lançada pelo Esclarecimento –
de que a humanidade poderia libertar-se das amarras do mito
e da tradição pelo uso ousado da razão – sempre carregou
consigo uma sombra. Por um lado, o projeto iluminista
aspirava a um mundo mais justo e livre; por outro, a razão que
deveria emancipar mostrou sua face instrumental,
convertendo-se em ferramenta de cálculo e dominação. É
nessa encruzilhada, entre promessa e catástrofe, que a
inteligência artificial emerge como herdeira e ápice desse
processo, levando ao limite a lógica da quantificação e da
eficiência. Ao adentrar o território da psicoterapia, a IA não
apenas testa os limites de sua aplicabilidade, como também
levanta uma questão: é possível traduzir o sofrimento humano
em dados e protocolos?
Cristian Arão e Nanci Nakamura. O que não se programa: IA,
psicanálise e os limites do método científico. Revista Cult.
04/05/2026. Adaptado.
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Texto para a questão
Aprimoradas por 230 anos, as vacinas são hoje um pilar
da saúde global, e, sem elas, poderíamos estar em caos. É o
que os epidemiologistas Mathew Kiang e Nathan Lo, da
Universidade Stanford, nos Estados Unidos, alertam.
Preocupados com as ações antivacinas promovidas por
Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde americano, os
pesquisadores decidiram calcular os prejuízos de longa data
da falta de políticas de imunização em seu país. Em 25 anos,
a dupla estima que, se ninguém fosse vacinado contra a
poliomielite, doença viral que ataca o sistema nervoso de
forma irreversível, 23 mil crianças teriam paralisia. Além disso,
41 mil bebês desenvolveriam uma síndrome com problemas
auditivos, cardíacos e cerebrais caso as gestantes não
estivessem protegidas contra a rubéola. Outro desastre seria
a ausência da vacina contra a difteria. Sem as picadas, a
doença faria de 130 mil a 1 milhão de vítimas. Já a falta de
vacina contra o sarampo levaria à morte de 290 mil indivíduos
no mesmo período. Por lá, essa vacina ainda é recomendada,
mas enfrenta resistência na adesão. Em 2025, houve três
óbitos e 2,2 mil casos. E o patógeno segue à solta, um cenário
preocupante, pois os EUA serão um dos países sede da Copa
do Mundo de futebol.
Larissa Beani. Como seria um mundo sem vacinas?. Revista
Veja Saúde. 14/05/2025. Adaptado.
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Aprimoradas por 230 anos, as vacinas são hoje um pilar
da saúde global, e, sem elas, poderíamos estar em caos. É o
que os epidemiologistas Mathew Kiang e Nathan Lo, da
Universidade Stanford, nos Estados Unidos, alertam.
Preocupados com as ações antivacinas promovidas por
Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde americano, os
pesquisadores decidiram calcular os prejuízos de longa data
da falta de políticas de imunização em seu país. Em 25 anos,
a dupla estima que, se ninguém fosse vacinado contra a
poliomielite, doença viral que ataca o sistema nervoso de
forma irreversível, 23 mil crianças teriam paralisia. Além disso,
41 mil bebês desenvolveriam uma síndrome com problemas
auditivos, cardíacos e cerebrais caso as gestantes não
estivessem protegidas contra a rubéola. Outro desastre seria
a ausência da vacina contra a difteria. Sem as picadas, a
doença faria de 130 mil a 1 milhão de vítimas. Já a falta de
vacina contra o sarampo levaria à morte de 290 mil indivíduos
no mesmo período. Por lá, essa vacina ainda é recomendada,
mas enfrenta resistência na adesão. Em 2025, houve três
óbitos e 2,2 mil casos. E o patógeno segue à solta, um cenário
preocupante, pois os EUA serão um dos países sede da Copa
do Mundo de futebol.
Larissa Beani. Como seria um mundo sem vacinas?. Revista
Veja Saúde. 14/05/2025. Adaptado.
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A construção do humor na tirinha decorre principalmente de
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