Foram encontradas 6.731 questões.
Usualmente, na linguagem ordinária, verdade e validade são tomadas como sinônimos. Diante de um bom argumento,
diz-se que este é válido ou verdadeiro. Essa associação, contudo, não é correta do ponto de vista lógico, isso porque
verdade é propriedade de sentenças e validade, de argumentos. Podemos então afirmar que um certo argumento é
válido, dado que a suposta verdade das premissas nos obriga a aceitar a conclusão como verdadeira. Dito de outra forma,
é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão, falsa.
VELASCO, P. N. Educando para argumentação: contribuições do ensino da Lógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2010 (adaptado).
Uma professora de filosofia elaborou com seu colega de Biologia uma avaliação interdisciplinar na qual uma das questões pedia aos estudantes que utilizassem esse texto a fim de identificar um argumento válido. Qual alternativa apresenta a questão a ser assinalada pelos estudantes?
VELASCO, P. N. Educando para argumentação: contribuições do ensino da Lógica. Belo Horizonte: Autêntica, 2010 (adaptado).
Uma professora de filosofia elaborou com seu colega de Biologia uma avaliação interdisciplinar na qual uma das questões pedia aos estudantes que utilizassem esse texto a fim de identificar um argumento válido. Qual alternativa apresenta a questão a ser assinalada pelos estudantes?
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É rigorosamente necessário separar da moral os princípios de toda religião particular, e não admitir na instrução pública o
ensino de qualquer culto religioso. Cada um deles deve ser ensinado nos templos, por seus ministros. Os pais, qualquer que
seja sua crença, qualquer que seja sua opinião sobre a necessidade de tal ou qual religião, poderão então, sem repugnância,
enviar seus filhos aos estabelecimentos nacionais, e o poder público não terá usurpado os direitos de consciência sob pretexto
de esclarecê-la e de conduzi-la.
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.
Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.
Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que
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Se retomo o diálogo com o meu suposto leitor e lhe pergunto agora: “Quais os nomes de cada uma das ilhas que compõem o
arquipélago das Filipinas?” (cerca de 7 100 ilhas). Ou: “Quais os nomes de cada uma das Ilhas Virgens (cerca de 53), território
do Mar das Antilhas incorporado aos EE.UU.?”. Com certeza, o referido leitor não saberá responder a estas perguntas e, mesmo,
é possível que sequer soubesse da existência das tais Ilhas Virgens. É evidente, contudo, que essa situação não se configura
como problemática. E quando o não saber é levado a um grau extremo, implicando a impossibilidade absoluta do saber,
configura-se, como já se disse, o mistério. Mistério, porém, não é sinônimo de problema. É, ao contrário e frequentemente,
a solução do problema, e, quiçá, de todos os problemas.
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.
Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que:
SAVIANI, D. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Autores Associados, 1996.
Uma professora da 3ª série do Ensino Médio solicitou à turma que fizesse a leitura do trecho em voz alta e, em seguida, questionou que tipo de noção se poderia extrair da ótica de Saviani. Após discutirem em grupo, os estudantes concluíram que:
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O conceito, criação racional, pode ser apreendido. Já o problema que mobiliza o pensamento, por ser sensível, pré-racional,
não pode ser compreendido. A proposta contida neste capítulo é a de um “método regressivo”: a partir de um conceito ou
conjunto de conceitos criados por um filósofo, regredir ao problema ou problemas que o levou(aram) a criá-lo. E, mediante
a realização desse movimento regressivo com os estudantes, dar a eles o “direito a seus próprios problemas”, habilitando-os
a fazerem eles mesmos o movimento de pensamento e criação de conceitos. Em outras palavras, propõe-se aqui um método
para o ensino de filosofia que seja emancipador, que ofereça a cada um as ferramentas para pensar por si mesmo.
GALLO, S. Metodologia do ensino de Filosofia: uma didática para o Ensino Médio. São Paulo: Papirus, 2012.
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O ensino de filosofia deve valorizar seus pensadores e problemas clássicos, mas não pode ignorar a realidade dos estudantes
de hoje. Mais do que repetir teorias, é preciso criar pontes entre os saberes e as vivências dos jovens. Isso exige que o
professor dialogue com temas atuais e use métodos que incentivem a reflexão crítica, sem perder de vista a formação
cognitiva dos educandos. Assim, a Filosofia deixa de parecer algo distante e passa a ajudar na formação de um pensamento
mais livre e autônomo.
Uma professora, ao realizar uma avaliação, cita a seguinte passagem do livro Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento de ser, de Sueli Carneiro: “Os teóricos políticos são majoritariamente brancos que não veem que seu privilégio racial é político e, portanto, uma forma de dominação”. Espera-se, portanto, que a atividade avaliativa promova o(a)
Uma professora, ao realizar uma avaliação, cita a seguinte passagem do livro Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento de ser, de Sueli Carneiro: “Os teóricos políticos são majoritariamente brancos que não veem que seu privilégio racial é político e, portanto, uma forma de dominação”. Espera-se, portanto, que a atividade avaliativa promova o(a)
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No antigo tempo da criação do mundo com toda sua beleza, os Munduruku viviam dispersos, sem unidade e guerreando entre si.
Era uma situação muito ruim que tornava a vida mais difícil e indócil. Foi aí que ressurgiu Karú-Sakaibê, o grande Criador,
que já havia realizado tantas coisas boas para este povo. Contam os velhos que foi ele quem criara as montanhas e as rochas
soprando em penas fincadas ao chão. Eram também criações dele os rios, as árvores, os animais, as aves do céu e os peixes que
habitam todos os rios e igarapés. Karú-Sakaibê, tendo percebido que o povo que ele criara não estava unido, decidiu voltar para
unificá-lo e lembrá-lo como havia sido trazido do fundo da Terra quando ele decidiu enfeitar a Terra com gente que pudesse
cuidar da obra que criara.
MUNDURUKU, D. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2005.
É possível afirmar que a influência ameríndia pode ser discutida em sala de aula com uma proposta filosófica e pedagógica na qual se evidencia o(a)
MUNDURUKU, D. Contos indígenas brasileiros. São Paulo: Global, 2005.
É possível afirmar que a influência ameríndia pode ser discutida em sala de aula com uma proposta filosófica e pedagógica na qual se evidencia o(a)
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Consideremos também que, dentre os desejos, há os que são naturais e os que são inúteis; dentre os naturais, há uns que
são necessários e outros, apenas naturais; dentre os necessários, há alguns que são fundamentais para a felicidade, outros,
para o bem-estar corporal, outros, ainda, para a própria vida. E o conhecimento seguro dos desejos leva a direcionar toda
escolha e toda recusa para a saúde do corpo e para a serenidade do espírito, visto que esta é a finalidade da vida feliz:
em razão desse fim praticamos todas as nossas ações, para nos afastarmos da dor e do medo.
EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.
Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na
EPICURO. Carta sobre a felicidade (a Meneceu). São Paulo: Unesp, 2002.
Ao correlacionar o texto com o contexto atual das redes sociais, o ensino da filosofia colabora na
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TEXTO 1
O totalitarismo neoliberal
O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra
forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como
enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos
extremados. Sua grande novidade está em definir todas as
esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas
como um tipo determinado de organização que percorre a
sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa –
a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro
cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido
como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o
contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre
o desemprego estrutural por meio da chamada uberização
do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro
de uma classe social, mas como um empreendimento, uma
empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário
de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as
organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência
disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de
neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como
renda individual, e a educação é considerada um investimento
para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar
comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o
nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é
treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar
a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios,
ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente
contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos,
sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si
como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas
de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.
CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.
TEXTO 2
Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano
e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os
seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:
• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019,
os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil,
enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.
• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam,
em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam
R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.
• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os
28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil,
9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são
brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões
são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm
o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens
negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.
O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.
Disponível em: www.sebrae.com.br.
Acesso em: 24 maio 2025.
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O totalitarismo neoliberal
O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra
forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como
enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos
extremados. Sua grande novidade está em definir todas as
esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas
como um tipo determinado de organização que percorre a
sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa –
a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro
cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido
como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o
contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre
o desemprego estrutural por meio da chamada uberização
do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro
de uma classe social, mas como um empreendimento, uma
empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário
de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as
organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência
disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de
neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como
renda individual, e a educação é considerada um investimento
para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar
comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o
nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é
treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar
a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios,
ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente
contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos,
sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si
como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas
de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.
CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.
TEXTO 2
Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano
e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os
seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:
• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019,
os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil,
enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.
• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam,
em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam
R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.
• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os
28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil,
9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são
brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões
são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm
o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens
negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.
O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.
Disponível em: www.sebrae.com.br.
Acesso em: 24 maio 2025.
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Epicuro considerava a Filosofia não como instrução e aquisição passiva de informações, mas como uma atividade que, através
de um generoso sentimento, a philia (amizade), ultrapassa a dimensão da sabedoria contemplativa e se expande em amor à
humanidade. O logos filosófico traz a verdade iluminadora: é o discurso que se faz pharmakon, remédio que dissolve crenças
e superstições – fonte do medo e dos males da alma.
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.
Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
MATOS, O. Filosofia: a polifonia da razão. São Paulo: Scipione, 1997.
Com base no texto, podemos afirmar que a Filosofia de Epicuro concebe como tarefa primeira da Filosofia:
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