Foram encontradas 7.380 questões.
Dialética: além da lógica
Durante séculos, a hegemonia do pensamento metafísico nos acostumou a reconhecermos somente um tipo de contradição: a contradição lógica. A lógica, como toda ciência, ocupa-se da realidade apenas em um determinado nível; para alcançar resultados rigorosos, ela limita o seu campo e trata de uma parte da realidade. As leis da lógica são certamente válidas, no campo delas; e nesse campo de validade – a contradição é a manifestação de um defeito no raciocínio. Existem, porém, dimensões da realidade humana que não se esgotam na disciplina das leis lógicas. Existem aspectos da realidade humana que não podem ser compreendidos isoladamente: se queremos começar a entendê-los, precisamos observar a conexão íntima que existe entre eles e aquilo que eles não são. Henri Lefebvre escreveu, com razão: “não podemos dizer ao mesmo tempo que determinado objeto é redondo e é quadrado. Mas devemos dizer Lógica e Dialética que o mais só se define com o menos, que a dívida só se define pelo empréstimo”. As conexões íntimas que existem entre realidades diferentes criam unidades contraditórias. Em tais unidades, a contradição é essencial: não é um mero defeito do raciocínio. Num sentido amplo, filosófico, que não se confunde com o sentido que a lógica confere ao termo, a contradição é reconhecida pela dialética como princípio básico do movimento pelo qual os seres existem. A dialética não se contrapõe à lógica, mas vai além da lógica, desbravando um espaço que a lógica não consegue ocupar. Para desbravar esse novo espaço, a dialética modifica os instrumentos conceituais de que dispõe: passa a trabalhar, frequentemente, com determinações reflexivas e procura promover uma “fluidificação dos conceitos”.
(KONDER, Leandro. O que é dialética. São Paulo: Brasiliense, 1981. p. 48-9. Coleção Primeiros Passos Blernentos de lógica – CAPÍTULO.)
Dialética advém do grego dialetiké. Não há um consenso sobre a origem do termo dentro da história da filosofia. A Dialética, principalmente, durante a Idade Média, perdeu força, configurou-se como secundária, ou como um método acessório ao método científico. Filósofos como Denis Diderot e Jean-Jacques Rousseau foram responsáveis pelo fortalecimento da dialética. Assinale a, a seguir a alternativa que apresenta corretamente o nome do filósofo e uma breve descrição relacionada à sua ideia de dialética.
Provas
Péricles e a democracia ateniense
Depois de sua morte [Péricles] foi ainda mais admirado pelo valor de suas previsões quanto à mesma de fato, ele havia aconselhado os atenienses a manterem uma política defensiva, a cuidarem de sua frota e a não tentarem aumentar o seu império durante a guerra. Eles, porém, agiram contrariamente a tudo isto e, mais ainda, em assuntos aparentemente alheios à guerra foram levados por ambições pessoais e cobiça a adotar política nociva a si mesmos e aos seus aliados; enquanto produziram bons resultados, tais políticas trouxeram honras e proveitos somente a cidadãos isolados, mas quando começaram a fracassar foram altamente prejudiciais a toda a cidade na condução da guerra. A razão do prestígio de Péricles era o fato de sua autoridade resultar da consideração de que gozava e de suas qualidades de espírito, além de uma admirável integridade moral; ele podia conter a multidão sem lhe ameaçar a liberdade, e conduzi-la ao invés de ser conduzido por ela, pois não recorria à adulação com o intuito de obter a força por meios menos dignos; ao contrário, baseado no poder que lhe dava a sua alta reputação, era capaz de enfrentar até a cólera popular. Assim, quando via a multidão injustificadamente confiante e arrogante, suas palavras a tornavam temerosa, e quando ela lhe parecia irracionalmente amedrontada, conseguia restaurar-lhe a confiança. Dessa forma. [...]
(Filosofia Política/Política e Democracia TUCIDIDES. História da Guerra do Peloponeso, Livro II. In PLATÃO. A República. Livro VII. Brasilia, Ed. Univ. de Brasília, 1985, p. 88-89.In.: ARANHA, 2016.)
Também conhecido como a “Idade de Ouro de Atenas”, ou Período Clássico, foi uma época histórica de grande desenvolvimento da cidade de Atenas. Este período corresponde ao século V a.C. da história da Grécia Antiga, principalmente aos anos em que Péricles governou Atenas. Péricles, entre várias das suas ações, foi o responsável:
Provas
Texto I
Conceder a todos os homens uma liberdade ilimitada de expressão deverá ser sempre, no conjunto, vantajoso para o Estado; pois é altamente conveniente aos interesses da comunidade que cada indivíduo goze de liberdade perfeitamente ilimitada de expressar seus sentimentos.
(WHATELY, Richard. Lógica. In.: AUDI, Robert (Org.) Dicionário de Filosofia de Cambridge. São Paulo: Paulus, 2006. p.785.)
Texto II
Nesse tempo, abriram-se-me os olhos para dois perigos que eu mal conhecia pelos nomes e que, de nenhum modo, se me apresentavam nitidamente na sua horrível significação para a existência do povo germânico: marxismo e judaísmo. [...] De um fraco cosmopolita transformei-me (em Viena) num grande antissemita. [...] Somente os judeus sabiam que, com o uso capaz e persistente da propaganda, o próprio céu pode ser apresentado ao povo como ser fosse um inferno, e vice-versa, o tipo de vida mais miserável pode ser apresentado como se fosse o paraíso [...] Só pode ter orgulho uma nação, quando, na mesma, não há nenhuma classe de que seja preciso se envergonhar. [...]
(Minha Luta – Adolf Hítler – Google Livros.)
Nos textos anteriores (textos I e II), encontramos, respectivamente, as falácias:
Provas
Liberdade e autoridade
Se me for concedido que o critério para distinguir a direita da esquerda é a diversa apreciação da ideia da igualdade, e que o critério para distinguir a ala moderada da ala extremista, tanto na direita quanto na esquerda, é a diversa postura diante da liberdade, pode-se, então, repartir esquematicamente o espectro em que se colocam doutrinas e movimentos políticos nas quatro seguintes partes:
a) na extrema-esquerda estão os movimentos simultaneamente igualitários e autoritários, dos quais o jacobinismo é o exemplo histórico mais importante, a ponto de se ter tomado uma abstrata categoria aplicável, e efetivamente aplicada, a períodos e situações históricas diversas;
b) no centro-esquerda, doutrinas e movimentos simultaneamente igualitários e libertários, para os quais podemos empregar hoje a expressão “socialismo liberal”, nela compreendendo todos os partidos social-democratas, em que pesem suas diferentes práxis políticas;
c) no centro-direita, doutrinas e movimentos simultaneamente libertários e inigualitários, entre os quais se inserem os partidos conservadores, que se distinguem das direitas reacionárias por sua fidelidade ao método democrático, mas que, com respeito ao ideal da igualdade, se prendem à igualdade diante da lei, que implica unicamente o dever por parte do juiz de aplicar imparcialmente as leis, e à liberdade idêntica, que caracteriza aquilo que chamei de igualitarismo mínimo;
d) na extrema-direita, doutrinas e movimentos antiliberais e anti-igualitários, dos quais creio ser supérfluo indicar exemplos históricos bem conhecidos como o fascismo e o nazismo. Obviamente, a realidade é bem mais diversificada do que este esquema, construído segundo apenas dois critérios. Em minha opinião, porém, estes são dois critérios fundamentais que, combinados, servem para estabelecer um quadro que preserva a contestada distinção entre direita e esquerda.
(BOBBIO, Norberto. Direita e esquerda; razões e significados de uma distinção política. São Paulo, Edusp, 1995. p. 118-119.)
Muito além da questão da direita ou da esquerda, temos o fato concreto de que a democracia é um fenômeno que está em permanente evolução; uma vez que é falível e instável é possível identificar alguns desafios que os regimes democráticos contemporâneos enfrentam na contemporaneidade, dentre os quais podemos citar:
Provas
O credo que aceita como fundamento da moral o útil ou princípio da máxima felicidade considera que uma ação é correta na medida em que tende a promover a felicidade, e errada quando tende a gerar o oposto da felicidade. Por felicidade entende-se o prazer e a ausência da dor; por infelicidade, dor, ou privação do prazer. Para proporcionar uma visão mais clara do padrão moral estabelecido por essa teoria, é preciso dizer muito mais; em particular, o que as ideias de dor e prazer incluem e até que ponto essa questão fica em aberto.
(STUART MILL, John. O utilitarismo. In MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética de Platão a Foucault. Rio de Janeiro Jorge Zahar, 2007 p. 129.)
No século XIX, o florescimento do capitalismo industrial e o avanço da tecnologia prometiam a era do conforto e do bem-estar. No contexto das teorias liberais, desenvolveu-se o utilitarismo, cujos principais representantes foram Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873). Para os utilitaristas, especificamente Stuart Mill:
Provas
Para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere em nós uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Quando se diz que algo é belo, diz-se que ele produz satisfação. Pelo conceito de prazer desinteressado, Kant diferencia os juízos estéticos dos juízos morais, dos juízos sobre a utilidade e dos juízos com base no prazer dos sentidos. A experiência do belo se dá no sensível e independe de qualquer interesse de outro tipo. O gosto é a faculdade de julgar um objeto ou um modo de representação por uma satisfação ou insatisfação inteiramente independentes do interesse. Ao objeto dessa satisfação chama-se belo.
(KANT, Immanuel. Introdução à crítica do juízo. São Paulo: Abril Cultural, 1980. P. 253. Coleção – Os Pensadores.)
Segundo Kant, para que se possa fazer o julgamento de gosto, é preciso que o objeto desse julgamento gere, em nós, uma satisfação ou insatisfação totalmente desinteressada, isto é, não relacionada ao uso que o objeto possa ter para nós. Kant também defendia a ideia de que:
Provas
Grandes acontecimentos históricos marcaram a Europa nos séculos XIII e XIV. Entre eles estão: a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra; a epidemia da peste bubônica, que matou cerca de três quartos da população europeia; o cisma definitivo entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente que, entre outros fatores, diminuiu a influência da Igreja Católica Romana sobre o poder temporal (o Estado) e sobre a população; a criação de novas universidades, que iniciam o desenvolvimento de questões relativas às ciências naturais e a autonomia da filosofia em relação à teologia. Esses são alguns dos fatores que levarão ao questionamento do pensamento escolástico bem como ao fim da Idade Média.
(Chauí, 2003.)
No período da escolástica pós-tomista, destacam-se os seguintes pensadores com suas respectivas teorias:
Provas
Kant dedicou-se não apenas à formulação teórica de quais deveriam ser os princípios éticos a nortear o comportamento humano; ele também tentou determinar um caminho para que esses princípios pudessem ser postos em prática. É aí que aparece a Educação, inserida na questão da formação moral. A obra sobre a Pedagogia – na verdade, um conjunto de preleções formado por notas usadas no curso de Pedagogia que Kant devia lecionar em certas épocas, como professor de Filosofia da Universidade de Koenigsberg, é seu maior texto sobre o assunto.
(Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livros/revista-discutindo-filosofia-ano-1-n-6?qau=revista-discutindo-filosofia-ano-1.)
O idealismo alemão foi um movimento filosófico, iniciado por Imannuel Kant, que tentava resgatar na filosofia a busca pelo pensamento transcendente ideal e as relações disso com o sujeito pensante. Em relação às questões educacionais, especificamente:
Provas
As disjunções entre mito, religião e ciência fazem parte da modernidade. Segundo Auguste Comte (1798-1857), toda sociedade passa cronologicamente por estágios sucessivos na forma de pensar. De acordo com o artigo publicado no National Bureau of Economic Research, os países mais religiosos tendem a ser menos inovadores. O artigo “Frutos proibidos: a economia política da ciência, da religião e do crescimento”, Roland Benabou de Princeton e Davide Ticchi e Andrea Vindigni, do Instituto IMT de Estudos Avançados, encontram uma forte correlação entre a inovação, medida pelo registro de patentes e a religiosidade, medida pela parcela da população que se autoidentifica como religiosa.
(Países religiosos tendem a ser menos inovadores. Disponível em: ecodebate.com.br.)
Muitas discussões foram e são feitas acerca dos mitos e das suas concepções na Antiguidade, hoje e em outros momentos da história. Segundo Augusto Comte:
Provas
Provas
Caderno Container