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A boa prática científica pode se assentar num conjunto de dogmas, isto é, de crenças postas acima de suspeitas? Contrariando a imagem do cientista como um “espírito aberto” e essencialmente não-dogmático, o filósofo da ciência Thomas Kuhn acredita que o cientista individual não partilha desses atributos. Para ele,
Preconceito e resistência parecem ser
mais a regra do que a exceção no de-
senvolvimento científico avançado. [...]
Embora o preconceito e resistência às
inovações possam muito facilmente pôr
um freio ao progresso científico, a sua
onipresença é, porém, sintomática como
característica requerida para que a inves-
tigação tenha continuidade e vitalidade.
Características desse tipo, tomadas cole-
tivamente, eu classifico como dogmatis-
mo das ciências maduras. [...] A educação
científica “semeia” o que a comunidade
científica, com dificuldade, alcançou até
aí - uma adesão profunda a uma manei-
ra particular de ver o mundo e praticar a
ciência. (KUHN, Thomas S. A função do dogma na investigação científica. Curitiba: UFPR / SCHLA, 2012, p. 20-21).
Considere as seguintes assertivas:
I – Há aqui uma contradição no pensamento do autor porque não se compreende como o autor de A estrutura das revoluções científicas defenda a importância do dogma para a ciência e que os cientistas sejam em sua prática conservadores e não, revolucionários.
II – O posicionamento de Kuhn é coerente com sua concepção de paradigma científico. Com efeito, para Kuhn, na base da prática científica está a adesão a um paradigma que, partilhado pela comunidade científica, define os limites da ciência normal de uma dada época.
III – Aqui está um dos pontos centrais da divergência entre Kuhn e Popper. Para Popper, não haveria dogma científico acima ou imune ao princípio da falseabilidade. A ideia de uma crença que devesse ser protegida e não falseada lhe pareceria também não-científica.
IV – Neste ponto, é possível aproximar o posicionamento de Kuhn e de Imre Lakatos. Porque este último compreende que todo programa de pesquisa parte de um “núcleo irredutível” de hipóteses que não serão postas em discussão (que, de princípio, não se tentará falsear).
Assinale a alternativa que contém apenas as assertivas corretas:
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A fundamentação da metafísica dos costumes pretende, nas palavras do próprio autor, a “fixação do princípio supremo da moralidade” (KANT, I. A fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Discurso Editorial: Barcarolla, 2011. p. 19).
Este princípio será o Imperativo Categórico.
O imperativo pede para que nos comportemos segundo máximas que possam ser universalizadas sem contradição. Ou seja, é preciso se perguntar o que decorreria se a máxima segundo a qual pretendemos agir fosse universalizada por uma lei imposta a todos os demais agentes. Donde, furar a fila é imoral, porque se tal atitude fosse universalizada por uma lei, a própria noção de fila deixaria de existir. Logo, o desejo de furar a fila implica num desejo contraditório: deseja-se a existência da fila e, ao mesmo tempo, pretende-se que ela seja uma exceção apenas para si. Por isso, é imoral.
E o que dizer da falta de disposição para desenvolver os próprios talentos que seriam úteis para a sociedade? Segundo Kant e seu imperativo categórico, essa atitude é moral ou imoral?
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Leia o trecho a seguir:
“– Então, disse, gerar justiça também é dispor os elementos da alma de modo que, de acordo com a natureza, entre eles haja uma relação de domínio e sujeição, mas gerar injustiça é ir contra a natureza tanto quando um governa o outro como também quando um é governado pelo outro?
– Certamente, disse.
– Ah! A virtude, pelo que se vê, seria como que saúde, beleza e boa disposição da alma, mas o vício, doença, feiura e fraqueza.
– É isso.”
(PLATÃO. A República: ou Sobre a Justiça, Diálogo Político. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2014, p. 172).
Tendo como referência este trecho do Livro IV, da obra A República, de Platão, marque a alternativa que apresenta corretamente a concepção de alma defendida pelo filósofo grego.
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A Declaração Universal dos Direitos Humanos, em alguns de seus artigos, preconiza que:
“Artigo 3° - Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4° - Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
Artigo 5° - Ninguém será submetido à tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.”
A esse respeito, é correto afirmar que a proposta do ensino religioso em escolas públicas de matrícula facultativa é coerente com os artigos citados na medida em que
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Gaarder; Hellern; Notaker (2000, p. 246) constatam que “ter uma filosofia de vida nem sempre é sinônimo de pertencer a uma religião.”
Nesse sentido, é correto afirmar que entre tais filosofias situam-se o humanismo e o materialismo, que, admitindo áreas de intersecção entre si, enfatizam, respectivamente,
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Assinale a alternativa que apresenta um dos argumentos com os quais Locke refuta o inatismo.
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Existem oito regras a que a inferência silogística deve obedecer, e uma delas afirma que o termo médio deve aparecer somente nas premissas, e nunca na conclusão. Acerca desse tema, assinale a alternativa em que a regra citada foi atendida corretamente.
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Assinale a alternativa que corresponde às dez categorias aristotélicas, descritas em Metafísica.
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Preencha a lacuna e assinale a alternativa correta. Para o filósofo , a beleza não é uma qualidade das coisas em si, mas um sentimento na mente de quem as contempla. Uma vez que os julgamentos de beleza não se referem a nenhum objeto fora do sujeito, somente ao sentimento de prazer trazido à tona pela percepção do objeto, eles só se referem a si mesmos.
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Uma doutrina que teve impacto importante na conformação das filosofias existencialistas foi a fenomenologia. Sobre o tema, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Husserl renovou a reflexão sobre o conhecimento, especialmente sobre a relação entre o sujeito e o objeto. Para esse filósofo, era preciso purificar essa relação para recuperar, em um extremo, a realidade das coisas e, no outro extremo, “descoisificar” a consciência.
II. A consciência não é, para Husserl, uma realidade essencial ou substancial, mas apenas um movimento – um movimento que se realiza na direção das coisas, dos objetos, pois toda consciência é sempre uma consciência de algo.
III. Husserl trouxe também outra novidade, pois observou que, nesse movimento, a consciência manifesta sempre uma intencionalidade, ou seja, um modo específico de visar as coisas. Em outras palavras, as coisas são sempre abordadas em função de alguma intenção do sujeito.
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