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Leia atentamente o seguinte excerto do texto de Michel Foucault, que expõe parte de suas análises sobre o poder:
“É preciso, em primeiro lugar, afastar uma tese muito difundida segundo a qual o poder nas sociedades burguesas e capitalistas teria negado a realidade do corpo em proveito da alma, da consciência, da identidade. Nada é mais físico, mais corporal que o exercício do poder. Uma das primeiras coisas a compreender é que o poder não está localizado no aparelho de Estado e que nada mudará na sociedade se os mecanismos de poder que funcionam fora, abaixo, ao lado dos aparelhos de Estado a um nível muito mais elementar, quotidiano, não forem modificados”.
Foucault. Michel. Microfísica do poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979. P.147-149. Adaptado.
Com base na passagem acima e tendo em vista a concepção de poder no pensamento de Foucault, assinale a afirmação verdadeira.
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Atente para a seguinte passagem do texto de Aristóteles:
“Se, pois, para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; e se é verdade que nem toda coisa desejamos com vistas em outra, evidentemente tal fim será o bem, ou antes, o sumo bem. A julgar pela vida que os homens levam em geral, a maioria deles, e os homens de tipo mais vulgar, parecem (não sem um certo fundamento) identificar o bem ou a felicidade com o prazer, e por isso amam a vida dos gozos. Pode-se dizer, com efeito, que existem três tipos principais de vida: a que acabamos de mencionar, a vida política e a contemplativa”.
Aristóteles. Ética à Nicômaco. 4. ed. — São Paulo: Nova Cultural, 1991. — Os pensadores; v. 2. P. 2-5. Adaptado.
Sobre a compreensão acerca do fundamento moral, é correto afirmar que Aristóteles
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O trecho a seguir expõe parte do pensamento de Sêneca, o mais importante pensador estoico, no período romano do estoicismo:
“O fato é o seguinte: não recebemos uma vida breve, mas a fazemos; nem somos dela carentes, mas esbanjadores. Por que nos queixamos da Natureza? Ela mostrou-se benevolente: a vida, se souberes utilizá-la, é longa. Mas uma avareza insaciável apossa-se de um e de outro, uma laboriosa dedicação a atividades inúteis, um embriaga-se de vinho, outro entorpece-se na inatividade; alguns não definiram para onde dirigir sua vida, e o destino surpreende os esgotados e bocejantes, de tal forma que não duvido ser verdadeiro o que disse, à maneira de oráculo, o maior dos poetas: ‘Pequena é a parte da vida que vivemos’. Pois todo o restante não é vida, mas tempo”.
Sêneca. Sobre a brevidade da vida. Coleção L&PM Pocket – Literatura clássica internacional. Cap 1-2. Versículo 2-4. Adaptado.
Considere as seguintes afirmações a respeito da doutrina estoica:
I. Para o estoicismo, o homem é um microcosmo no macrocosmo; é parte do universo, do cosmo. Uma conduta ética deve estar de acordo com os princípios da natureza para, assim, atingir-se a felicidade.
II. Para o estoicismo, a felicidade consiste no abandono de todo autocontrole e austeridade com a negação de qualquer determinação natural. O comportamento ético impõe conquista e não aceitação.
III. A ética estoica carrega um forte determinismo e um certo fatalismo: por esta razão, teve imensa influência na ética cristã em sua aceitação dos acontecimentos.
Está correto o que se afirma em
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Sobre a compreensão acerca do processo de conhecimento, é correto afirmar que Aristóteles
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Leia com atenção a passagem a seguir que expõe parte da crítica feita por Friedrich Nietzsche ao edifício moral construído no ocidente: "Mas que quer ainda você com ideais mais nobres! Sujeitemo-nos aos fatos: o povo venceu – ou 'os escravos', ou 'a plebe', ou 'o rebanho', ou como quiser chamá-lo se isto aconteceu graças aos judeus, muito bem! Jamais um povo teve missão maior na história universal. 'Os senhores' foram abolidos; a moral do homem comum venceu. A 'redenção' do gênero humano (do jugo dos 'senhores') está bem encaminhada; tudo se judaíza, cristianiza, plebeíza visivelmente (que importam as palavras!)”.
Nietzsche, Friedrich. Para a genealogia da moral - Prólogo. Primeira dissertação §9.
Considerando a compreensão de Nietzsche acerca do fundamento moral do ocidente, assinale a afirmação verdadeira.
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Entre as principais estruturas de pensamento, no alvorecer da filosofia, encontra-se o pensamento socrático-platônico. Considerando as referências históricas e as características do pensar dos dois filósofos da antiguidade, atente para o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Como principal discípulo de Sócrates, Platão seguiu, inicialmente, os passos do mestre até romper com ele, ao optar por um pensamento mais sistemático.
( ) Tanto Sócrates quanto Platão defendiam o poder do pensamento racional como principal ferramenta de aproximação da verdade sobre o mundo real.
( ) Sócrates, como um dos principais pensadores sofistas foi o iniciador do pensamento filosófico cosmológico, dedicado à especulação sobre a natureza, sobre o cosmo.
( ) A Alegoria da caverna, escrita por Platão, é uma representação, uma metáfora sobre o mundo, concebida por ele para explicitar o modelo de um mundo dual: um racional, verdadeiro, e outro sensível, falso.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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A seguinte passagem reflete a novidade do pensamento político de Maquiavel:
“Falar no ‘realismo' de Maquiavel equivale, portanto, a ter aceitado o ponto de vista de Maquiavel: o ‘mal’ é politicamente mais significativo, mais ‘real’ do que o ‘bem’. Para contrastá-lo com Aristóteles, diríamos que descreveu a vida política dentro da perspectiva de seus primórdios ou suas origens – amiúde violentas e injustas – e não mais dentro da perspectiva de seu fim”.
MANENT, Pierre. História intelectual do liberalismo: dez lições. Rio de Janeiro: Imago Ed., 1990. P. 27-29. Adaptado.
A partir da leitura do excerto acima e considerando o pensamento político de Maquiavel, assinale a afirmação verdadeira.
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Leia a seguinte passagem, que descreve algumas das características da polis grega:
“O aparecimento da polis constitui, na história do pensamento grego um acontecimento decisivo. O que implica o sistema da polis é primeiramente uma extraordinária preeminência da palavra sobre todos os outros instrumentos do poder. Uma segunda característica é o cunho da plena publicidade dada às manifestações mais importantes da vida social”.
VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. P.34-35/adaptado.
Sobre a relação entre o aparecimento da polis grega e o nascimento do pensamento filosófico, é correto afirmar que
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Atente para o seguinte trecho da obra de Francis Bacon: “Nosso método, contudo, é tão fácil de ser apresentado quanto difícil de se aplicar. Consiste no estabelecer os graus de certeza, determinar o alcance exato dos sentidos e rejeitar, na maior parte dos casos, o labor da mente, calcado muito de perto sobre aqueles, abrindo e promovendo, assim, a nova e certa via da mente, que, de resto, provém das próprias percepções sensíveis”.
Bacon, Francis. Novum Organum ou Verdadeiras Indicações Acerca da Interpretação da Natureza. http://br.egroups.com/group/acropolis.
A passagem acima define a concepção do pensador londrino sobre
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A passagem que se apresenta a seguir revela uma narrativa mítica em um contexto de explicação e de interpretação do mundo:
“Existem novos deuses crescendo nos Estados Unidos, apoiando-se em laços cada vez maiores de crenças: deuses de cartão de crédito e de autoestrada, de internet e de telefone, de rádio, de hospital e de televisão, deuses de plástico, de bipe e de néon. Deuses orgulhosos, gordos e tolos, inchados por sua própria novidade e por sua própria importância. Eles sabem da nossa existência e têm medo de nós, e nos odeiam – disse Odin. – Vocês estão se enganando se acreditam que não. Eles vão nos destruir, se puderem. É hora de a gente se agrupar. É hora de agir”.
Gaiman, Neil. Deuses americanos. São Paulo: Conrad Editora do Brasil, 2011. P.114-115.
Considerando as características do conhecimento mítico e a citação acima, atente para o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) A narrativa mítica foi a primeira e mais duradoura forma de explicação do mundo, persistindo até os dias atuais, mesmo que de forma não preponderante.
( ) A interpretação do mundo e dos acontecimentos baseada na existência de divindades supremas reflete a necessidade humana por respostas que nem mesmo a ciência pode dar.
( ) Divindades são criaturas eternas e sobrenaturais. Elas existem, de fato, e não podem ser representadas por objetos ou pessoas.
( ) Persiste, mesmo na sociedade contemporânea, o que era habitual das civilizações totêmicas: o culto de objetos concretos, aos quais se atribui o poder de controle sobre a vida dos indivíduos.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
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