O Transtorno do Processamento Auditivo Central é um
transtorno funcional do sistema nervoso central e que
pode estar relacionado a um grande número de
manifestações comportamentais e a uma variedade de
sintomas, alguns dos quais muito sutis. O Déficit De
Decodificação Auditiva pode apresentar a seguinte
manifestação comportamental
O nome Desvio Fonológico tem origem na dificuldade de
formação desse arquivo de sons pelo cérebro (sistema
fonológico) e irá se caracterizar por trocas na fala
inesperadas para sua idade e tipo de estímulo recebido
durante o seu desenvolvimento. Entre as trocas mais
frequentes, encontra-se:
A aquisição da linguagem depende de um aparato neurobiológico e social ou seja, de um bom
desenvolvimento de todas as estruturas cerebrais, de um
parto sem intercorrências e da interação social desde sua concepção. No que diz respeito aos primeiros
fonemas produzidos com os lábios pela criança, é correta
a seguinte afirmação:
Cabe ao fonoaudiólogo promover a inclusão social da pessoa com deficiência considerando as particularidades dos
usuários e os territórios, através do matriciamento das equipes de saúde nas questões de competência da
Fonoaudiologia e da oferta de cuidados contínuos e compartilhados entre a atenção primária e a especializada. Caso hipotético: O fonoaudiólogo que atua em um Centro de Especialidades em Reabilitação (CER) começa a receber
vários casos de crianças com diagnóstico de deficiência auditiva, provenientes de um determinado território. I - O fonoaudiólogo estabeleceu, com a equipe do CER e a equipe da atenção primária, um planejamento estratégico
voltado ao desenvolvimento de ações de saúde que possam assistir àquela população em diferentes níveis
(promoção, proteção e reabilitação), de forma integral.
PORQUE
II - Verificou-se que os casos podem estar relacionados a algum tipo de fator desencadeante (por exemplo, aumento
de casos de sífilis) que demanda ação preventiva da equipe da atenção primária.
A respeito dessas assertivas, assinale a alternativa CORRETA.
O fonoaudiólogo, em parceria com a Educação, a partir de seus conhecimentos específicos relacionados à aquisição
da leitura e escrita, linguagem oral, voz e audição, auxilia a comunidade educacional no processo educativo. Nesse
contexto, pode atuar em redes públicas e no setor privado de ensino, em todos os níveis e modalidades, inclusive nas
esferas administrativas.
Um dos principais objetivos da atuação do Fonoaudiólogo Educacional é colaborar com o processo educativo. Para
isso, as ações podem ser divididas em cinco eixos: acolhimento da demanda, análise da situação institucional,
proposição de estratégias, implantação das propostas e monitoramento das ações.
Marque a alternativa que apresenta uma ação de implantação das propostas.
A audiometria é o principal exame para diagnóstico da perda auditiva. O teste consiste, basicamente, na reprodução
de uma sequência de sons ou palavras com o objetivo de determinar a menor intensidade (volume) que o indivíduo é
capaz de ouvir em diferentes frequências. Em 2020, a OMS publicou o material intitulado Basic Ear and HearingCare
Resource, em que utilizou a classificação dos graus de deficiência auditiva revisada, com referência a médias de
500Hz, 1000Hz, 2000Hz e 4000Hz. Com base nesse conhecimento, observe atentamente o audiograma a seguir.
O transtorno dos sons da fala (TSF) é um termo genérico relacionado a qualquer dificuldade ou combinação de
dificuldades com a percepção, produção motora ou representação fonológica dos sons da fala. Não raramente o
transtorno de fala se manifesta em idade escolar, quando a criança já deveria ter conquistado a completude do sistema
fonológico. O TSF tem sido descrito e discutido, na literatura pertinente, como transtorno dos sons da fala residual ou
persistente. Ele pode ser entendido como dificuldades no desenvolvimento da fala que não desaparecem à medida
que a criança cresce, muitas vezes se mantendo mesmo com a intervenção terapêutica. Caso clínico: Após a avaliação de fala de uma criança de 7 anos, encontraram-se as seguintes características: a
criança demorou para começar a falar, apresentou fala “embolada” e dificuldade para executar movimentos planejados
e programados para a produção da fala, manifestou distorções em consoantes e vogais, e demonstrou fraqueza
muscular com articulação imprecisa, distorcida e arrastada, dificuldade na prosódia, no controle de intensidade e tom
com qualidade vocal rouca e áspera.
Diante do caso clínico exposto, qual o provável diagnóstico? Marque a alternativa CORRETA.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2005, 278 milhões de pessoas tinham perdas auditivas
de grau moderado a profundo, sendo que 80% dessas pessoas viviam em países em desenvolvimento. A metade dos
casos de deficiência auditiva poderia ser prevenida e seus efeitos minimizados se a intervenção fosse iniciada
precocemente. Segundo dados de diferentes estudos epidemiológicos, a prevalência da deficiência auditiva varia de
um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos, e de um a quatro neonatos para cada cem recém-nascidos
provenientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).
São considerados neonatos ou lactentes com indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA) aqueles que
apresentam os seguintes fatores em suas histórias clínicas (Jcih, 2007; Lewis et al., 2010):
I - Preocupação dos pais com o desenvolvimento da criança, audição, fala ou linguagem.
II - Antecedente familiar de surdez permanente, com início desde a infância, considerado risco de
hereditariedade, e os casos de consanguinidade.
III - Permanência na UTIN por mais de cinco dias, ventilação extracorpórea, ventilação assistida, exposição a
drogas ototóxicas, hiperbilirrubinemia, anóxia perinatal grave, apgar neonatal de 0 a 4 no primeiro minuto ou
0 a 6 no quinto minuto e peso inferior a 1.500 gramas ao nascer. IV - Infecções congênitas e infecções bacterianas ou virais pós-natais.
V - Anomalias craniofaciais envolvendo a orelha e o osso temporal, traumatismo craniano, síndromes genéticas
que usualmente expressam deficiência auditiva e distúrbios neurodegenerativos (ataxia de Friedreich e
síndrome de Charcot-Marie-Tooth).
Marque a alternativa que apresenta os indicadores de risco para a deficiência auditiva:
A disfonia é um sintoma clínico que significa dificuldade na produção da voz. Essa dificuldade pode manifestar-se
como esforço à emissão, dificuldade em manter a voz, variação na qualidade vocal, cansaço ao falar, variações de
frequência fundamental habitual ou na intensidade, rouquidão, dificuldade de projeção, perda de eficiência vocal e
pouca resistência ao falar, entre outras. Assim, pode-se afirmar que qualquer desordem ou alteração nos órgãos e
estruturas envolvidos no processo de produção vocal pode afetar o padrão vibratório das pregas vocais, causando
alterações vocais. Ademais, de acordo com Simpson e Fleming (2000), disfonias também podem ter causas não
diretamente relacionadas ao sistema de produção vocal, como no caso de doenças neurológicas, autoimunes, e até
mesmo distúrbios comportamentais. Dada a grande variedade de tipos e nomenclaturas de disfonias, Behlau (2001)
as separam em três categorias: disfonias funcionais, disfonias orgânicas, e disfonias organofuncionais.
Leia atentamente as causas de disfonias a seguir:
I - Nódulos, pólipos e edema de Reinke.
II - Alterações psicogênicas, inadaptações vocais e uso incorreto da voz.
III - Malformação laríngea e desordens inflamatórias como a laringite.
IV - Granulomas, leucoplasias e tumores benignos e malignos de laringe.
V - Inadaptações vocais, laringomalácia e neoplasias de laringe.
Marque a alternativa que apresenta a(s) causa(s) de disfonia funcional.
As crianças com dislexia apresentam déficits no processamento fonológico, tendo grandes dificuldades em um nível
mais básico de leitura, no que se refere a acessar, reter e decodificar a informação linguística. Tais dificuldades trazem
prejuízo secundário à compreensão de leitura, mas não à compreensão oral. Dessa maneira, o desempenho das
crianças com dislexia em linguagem oral não é compatível com o desempenho em leitura.
Caso clínico: O fonoaudiólogo recebeu, em seu consultório, uma criança de 11 anos com dislexia, cuja queixa principal
era a dificuldade de compreensão leitora de textos narrativos. Ao avaliar a compreensão leitora da criança, foram
identificados os seguintes achados clínicos:
I - Desempenho de leitura significativamente inferior àquele esperado para a idade cronológica.
II - Desempenho de leitura inferior àquele esperado para o grau de escolaridade.
III - Dificuldade na habilidade de decodificação e na fluência correta da leitura.
IV - Déficit no componente fonológico da linguagem.
V - Dificuldade na habilidade de compreensão de leitura. Marque a alternativa que apresenta os achados clínicos correspondentes à queixa principal da criança.