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A História Serial e a História Quantitativa são abordagens historiográficas que surgiram no contexto do movimento dos Annales e ganharam destaque na historiografia europeia, especialmente entre os séculos XX e XXI. Ambas abordagens frequentemente se complementam, permitindo aos historiadores estudar processos históricos com maior precisão e em diferentes escalas, especialmente em áreas como História Econômica, demografia e estudos sociais. Qual alternativa melhor descreve a relação entre a História Quantitativa, a História Serial e a contribuição de Ernest Labrousse, no contexto do movimento dos Annales?
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A história oral tem se consolidado como uma metodologia relevante nas ciências humanas, especialmente pela possibilidade de acesso a memórias e perspectivas de indivíduos e grupos. Sobre a história oral, assinale a afirmativa correta.
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Entretanto, tendo começado sua colaboração nos Quaderni storici, em 1978, ele (Carlo Ginzburg) não havia participado diretamente das primeiras discussões sobre a microanálise, ainda que tenha encontrado aí, como já reconheceu mais de uma vez, um eco familiar das suas próprias preocupações intelectuais. Essas preocupações foram intensamente exploradas em um artigo também publicado em 1979, intitulado “Sinais: raízes de um paradigma indiciário”, no qual Ginzburg discutia a emergência de um “paradigma científico” alternativo nas ciências humanas no século XIX, que ele recuperava em um conjunto diverso de contribuições que iam desde as observações metodológicas do crítico de arte italiano Giovanni Morelli até a psicanálise de Sigmund Freud, passando pela semiótica de Charles S. Pierce e as aventuras detetivescas de Sherlock Holmes, personagem de Conan Doyle. Esse paradigma, cujas origens remontariam ao saber venatório primitivo, apresentava elementos comuns com a medicina e com outras formas de conhecimento que se baseavam na leitura de indícios, pistas, fragmentos e sintomas. A história, com sua salutar incapacidade de se desvencilhar dos elementos singulares, individuais e irrepetíveis, disciplina indiciária por excelência, encontrava seus próprios fundamentos epistemológicos nesse paradigma, que se contrapunha àquele triunfante da física e da ciência moderna, para quem não há outro conhecimento científico possível senão o das regularidades e das universalidades.
(CARDOSO, Ciro Flamarion Santana; VAINFAS, Ronaldo. Novos domínios da história. Elsevier, 2012. p. 214. Adaptado.)
“Surgiu, na Itália, e se tornou cada vez mais popular no Brasil e na América Latina. É uma metodologia da ciência histórica que leva em consideração fontes e narrativas alternativas:”
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A respeito da Escola dos Annales, analise as afirmativas a seguir.
I. Os dois principais nomes envolvidos na criação da Escola dos Annales foram os historiadores Lucien Febvre e Marc Bloch, e seus principais objetivos consistiam no combate ao positivismo histórico.
II. Os historiadores da Escola dos Annales entendem que a história deve buscar entender o processo de desenvolvimento de forças produtivas e relações de produção com o trabalho como fator fundamental.
III. Este nome, Escola dos Annales, ficou conhecido porque tal grupo se organizou em torno do periódico francês Annales d'histoire économique et sociale (Anais de história econômica e social), no qual eram publicados seus principais trabalhos.
IV. Foi um movimento histórico francês que surgiu no final do século XIX, com o objetivo de dar à História o status de ciência. Para isso, buscava-se afastar a História da literatura e da filosofia, utilizando métodos científicos.
V. Por positivismo histórico, que era o alvo dos “annales”, entende-se um tipo de visão do trabalho do historiador típico de uma corrente histórica também francesa, dominante no século XIX. Essa corrente entendia que ao historiador bastava expor as fontes escritas, sem necessidade de questionar os documentos, de interpretá-los nas entrelinhas e de confrontá-los com outras fontes, como vestígios materiais arqueológicos etc.
Está em conformidade com os princípios representados pela Escola dos Annales o que se afirma em
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Segundo Karl Marx, “os homens fazem sua própria história, mas não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. Marx (1818-1883) foi um filósofo, ativista político alemão e um dos fundadores do socialismo científico e da sociologia. A historiografia foi influenciada pelo marxismo. Nesse sentido, é possível afirmar que a historiografia marxista:
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O oceano da historiografia acha-se hoje povoado por inúmeras ilhas, cada qual com a sua flora e a sua fauna particular. Ou, para utilizar uma metáfora mais atual, podemos ver a Historiografia como um vasto universo de informações percorrido por inúmeras redes, onde cada profissional encontra a sua conexão exata e particular.
(BARROS, José D’Assunção. Os Campos da História – uma introdução às especialidades da História. Campinas: Revista HISTEDBR On-line, nº 16; dez. 2004.)
No tocante à produção historiográfica, cabe observar as seguintes considerações; analise-as.
I. A História das Mentalidades, a História do Imaginário e a História Antropológica, por exemplo, foram enfoques que de certo modo se desprenderam há algumas décadas da História da Cultura.
II. Há dimensões que são constituídas pelo contato da História com outras disciplinas, como a Geo-História, que surgiu de uma interface do trabalho historiográfico com a Geografia.
III. A historiografia contemporânea adota uma abordagem que busca nas narrativas tradicionais escrever sobre o passado. Ela busca enfatizar as fontes oficiais, o que influencia o historiador a incluir perspectivas antes negligenciadas para enriquecer a compreensão histórica.
IV. A História da Cultura Material organizou-se a partir de um certo setor da História Econômica, que estava diretamente voltado para o consumo e que passou a se conectar com certos aspectos enfatizados pela História Cultural, ao mesmo tempo em que se beneficiava das preocupações crescentes com a vida cotidiana que surgiram no decurso do século XX.
Está correto o que se afirma em
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A história arrisca-se a perder sua identidade apesar da grande quantidade das pesquisas atuais. Mostra a tendência para diluir o campo histórico nas diversas outras ciências sociais. A dúvida cética foi substituída pela construção do futuro a partir do passado em nome da perda de sentido. Daí o refluxo do relato factual cujo estatuto desmorona-se, já que não se inscreve mais em uma problemática inteligível do antes e do depois na escala do tempo.
(DOSSE, François. A história em migalhas: dos Annales à nova história. Tradução de Esther Fine. São Paulo: Ensaio, 2003. Pág. 323-324.)
O paradigma apresentado no texto sugere que o risco enfrentado pela história na pós-modernidade estaria relacionado ao (à)
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A área que corresponde ao atual estado de Rondônia foi denominada, originalmente, Território do Guaporé (nome do rio que em parte do seu curso é marco divisório entre o Brasil e Bolívia) e foi desmembrada dos estados do Amazonas e Mato Grosso. A denominação atual foi atribuída em homenagem ao sertanista Marechal Cândido da Silva Rondon, conhecido como desbravador dos sertões de Mato Grosso e da Amazônia, sendo responsável pela construção das linhas telegráficas que ligariam a região aos demais estados brasileiros.
(SANTOS, V. S. dos. O processo de ocupação de Rondônia e o impacto sobre as culturas indígenas. Itabaiana: GEPIADDE, ano 8, vol 16, jul/dez 2014, pp. 197-220.)
São processos articulados à ocupação de Rondônia, EXCETO:
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No Brasil, a ideia de colonização é adotada há pelo menos dois séculos e, em diferentes temporalidades e espacialidades, a noção de se humanizar o “vazio” [...] apresentou-se como opção de um dado desenvolvimento para atender a interesses econômicos e sociais de certos grupos hegemônicos da sociedade brasileira. Nesse sentido, a Amazônia já foi ocupada várias vezes, sempre obedecendo a critérios e circunstâncias do tempo em que a ocupação se deu. A ocupação sobre a Amazônia, projetada durante período militar, esteve ligada aos centros economicamente hegemônicos da sociedade brasileira daquele período, amplamente apoiada pelo estado. Assim, a migração para Rondônia [naquele período] esteve ligada a proposições políticas dos militares para a Amazônia.
(MOSER, L. M.; ERNESTO, E. S. A migração para Rondônia (Brasil) pós-década de setenta: um olhar a partir dos estudos culturais. Rev Hist UEG. Anápolis, vol 5, num 1, jan/jul 2016, pp. 74-102.)
São características do processo de colonização de Rondônia a partir da década de 1970, EXCETO:
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O território federal do Guaporé foi criado pelo Decreto-Lei nº 5.812, a partir da anexação de áreas pertencentes aos estados do Amazonas e de Mato Grosso. Considerando a data de criação do território de Guaporé e a respeito do contexto histórico que levou à criação do estado de Rondônia ao longo do século XX, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A criação do território de Guaporé ocorreu no contexto de exploração econômica dos minérios existentes na região, a exemplo da cassiterita e do cobre.
( ) A partir das mudanças ocorridas no Brasil após 1954, observa-se a alteração do nome da região de Território Federal do Guaporé para Território Federal de Rondônia, em 1956.
( ) A estratégia de fixação de populações no território de Guaporé/Rondônia se articulou ainda à criação de colônias agrícolas, a exemplo das colônias de IATA (1945) e Paulo Leal (1959).
( ) A partir da década de 1960, o projeto de abertura da atual BR-364 possibilitou a interligação das capitais de Mato Grosso, Rondônia e Acre, estimulando o desenvolvimento regional.
( ) A criação dos Territórios Federais, no contexto do governo de Getúlio Vargas, tinha como um de seus objetivos estimular a ocupação humana nas áreas subaproveitadas economicamente.
A sequência está correta em
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