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4222671 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Em janeiro de 1884, o jornal Gazeta da Tarde promoveu um debate em torno da seguinte questão: "A mulher brasileira é escravocrata?".

Leia os trechos a seguir, extraídos dos artigos publicados nessa ocasião.

I. A mulher brasileira nasceu entre os escravos e foi alimentada com o leite da escrava. O seu berço foi embalado ao som dos cantos pungentes da escravidão. Cresceu e identificou-se com esse monstruoso crime. E hoje julga a escravidão um direito legítimo. Pode a mulher brasileira, nestas condições, estar livre da lepra que corrói o nosso corpo social? É porventura ela culpada do nosso mal? Não.

Adaptado de CLAPP, João. “A mulher brasileira é escravocrata?”, Gazeta da Tarde, 19 de janeiro de 1884, p. 1.

II. A mulher brasileira é escravocrata? Muito. Ninguém o é tanto. E como poderia ser diferente, se a mulher brasileira caminha com sessenta anos de atraso? Se, enquanto nós estamos munidos de ciência, a mulher arrasta-se ainda nas brumas do romantismo, crê no diabo e, em vez de responder pelos seus atos, lança tudo na conta da fatalidade. Conheci muitas senhoras honestas como esposas, com seus parentes e amigos, mas verdadeiramente perversas quanto aos escravos. Lhes metem o chicote como se estivessem cumprindo um destino decretado pelos céus.

Idem, p. 2.

Com base nos trechos, e considerando os argumentos apresentados pelos autores sobre a relação entre mulheres e a escravidão no Brasil do século XIX, é correto afirmar que ambos

 

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4222669 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Durante uma visita ao Museu Nacional, um professor de História conduz sua turma da segunda série do Ensino Médio à exposição sobre as relações entre o Reino do Daomé e o Brasil no início do século XIX. Entre as peças expostas, destacam-se presentes enviados pelo rei Adandozan a D. João, em 1810, no contexto das negociações diplomáticas envolvendo Portugal, Inglaterra e o comércio atlântico de pessoas escravizadas. 

Ao observar esses objetos, alguns estudantes questionam por que o rei do Daomé teria enviado presentes a D. João justamente quando Portugal havia firmado um tratado com a Inglaterra que previa restrições ao tráfico de pessoas escravizadas.

Considerando a situação apresentada e o objetivo de promover uma análise histórica das relações diplomáticas e econômicas entre África e Brasil no período, avalie os itens a seguir sobre o encaminhamento pedagógico mais adequado a ser adotado pelo professor.

I. Explicar que os presentes enviados buscavam preservar a posição de Uidá como o principal porto do Golfo do Benim e um dos principais centros de embarque de pessoas escravizadas com destino ao Brasil, ao lado de Luanda.

II. Explicar que os presentes enviados buscavam garantir a permanência do Reino do Daomé como fornecedor de pessoas escravizadas para o Brasil, ainda que o tráfico passasse a ocorrer de forma clandestina após o fim do tráfico atlântico.

III. Explicar que o envio de presentes fazia parte das práticas diplomáticas do Reino do Daomé, que, por não possuir um exército organizado, dependia dessas negociações para garantir seus interesses no tráfico de escravizados para o Brasil.

Está correto o que se apresenta em
 

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4222668 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Leia os trechos a seguir.

I. Em 4 de novembro de 1861, a Caixa Econômica do Império inaugurou sua primeira agência no Rio de Janeiro. Apenas doze dias depois, Margarida Luiza, uma mulher escravizada, abriu a caderneta de poupança nº 59 com um depósito de 50 mil réis. Documentos históricos revelam que pessoas escravizadas depositavam dinheiro em cadernetas de poupança e utilizavam esses recursos para comprar a própria liberdade. Essa ambiguidade jurídica refletia-se no sistema financeiro do Império. Enquanto bancos aceitavam pessoas escravizadas como garantia de crédito, a Caixa Econômica, mesmo sem previsão legal, permitia que elas depositassem economias para formar pecúlio. Com a anuência de seu escravizador, Joaquim José Madeira, Margarida Luiza, pode ter sido uma das primeiras mulheres escravizadas a abrir uma conta na Caixa Econômica do Império.

Adaptado de https://jornal.usp.br/diversidade/documentos-historicos-mostram como-pessoas-escravizadas-usavam-poupancas-de-bancos-para-comprar-a-propria alforria/

II. Art. 4º - É permitido ao escravo a formação de um pecúlio com o que lhe provier de doações, legados e heranças, e com o que, por consentimento do senhor, obtiver do seu trabalho e economias. O Governo providenciará nos regulamentos sobre a colocação e segurança do mesmo pecúlio.

Brasil. Lei nº 2.040, de 28 de setembro de 1871 (Lei do Ventre Livre).

A comparação entre os trechos evidencia uma mudança na situação jurídica das pessoas escravizadas. Assinale a opção que interpreta corretamente essa mudança.
 

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4222667 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Ao abordar a Guerra do Paraguai, o professor de História apresentou aos estudantes da segunda série do Ensino Médio a caricatura a seguir, publicada no periódico paraguaio Cabichue e intitulada "Mitre e Flores prestam obediência à Sua Majestade".

Enunciado 4615605-1
Republicanos da América do Sul, contemplai o quadro que vos apresento e dizei-me se ele não retrata a verdadeira situação dos governantes da Bacia do Prata. Não há exagero algum na representação daqueles que venderam suas pátrias ao imperador escravocrata que os comprou.

Adaptado de Cabichue, Paraguai, 3 de junho de 1867.

Considerando o contexto de produção da caricatura e sua utilização como fonte histórica, a atividade proposta pelo professor permite aos estudantes compreender que representações produzidas durante conflitos políticos podem
 

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4222665 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Movimento urbano ocorrido na Cidade da Bahia, refletiu antiga dissidência, gestada havia quase duas décadas, entre liberais e conservadores baianos, a qual teve origem ao longo da guerra de independência (1822-1823). De novembro de 1837 a março de 1838 a Cidade esteve sob o comando do governo revolucionário, mas sitiada por forças legalistas. Calcula-se que, após a incorporação daquele sítio ao controle da presidência da província, havia aproximadamente 1.300 pessoas mortas e quase 3.000 presos políticos. Seis de seus líderes foram condenados à pena capital. 

SILVA, Luiz; Ariel Feldman. “Revisitando o passado em tempos de crise: federalismo e memória no período regencial (1831-1840)”, Topoi, v. 11, n. 21, 2010, p. 150.

Assinale a opção que identifica corretamente o movimento histórico descrito.

 

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4222664 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Mais prudente e refletido do que os seus vizinhos Espanhóis, o Brasil mediu a grandeza do objeto: derrubar o antigo edifício e erguer o novo; conheceu-se com forças de o fazer, e assim o tem felizmente executado sem se precipitar na torrente de desgraças que nem os S. Martines, nem os Bolívares, com todos os seus talentos, são capazes de suster. Tal tem sido a marcha do Brasil no curso da sua Regeneração; marcha que tem constituído das suas diferentes partes um todo colossal, que o torna respeitável aos estranhos, formidável aos inimigos, e afiança para o futuro a perpetuidade do seu sistema.

Adaptado de Diário do Governo, n.28, 05/02/1823.

Com base no trecho, assinale a opção que identifica a perspectiva político-ideológica defendida pelo autor.
 

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4222663 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Observe a imagem a seguir. Trata-se de uma gravura setecentista que representa uma cena urbana em uma cidade colonial.

Enunciado 4615601-1

A imagem apresenta diferentes personagens em um espaço público. À esquerda, aparece um homem branco vestido com casaca, chapéu de abas largas e bengala, caminhando à frente. Ao centro, estão mulheres e crianças brancas, vestidas com roupas características da época. À direita, aparecem pessoas negras, incluindo uma mulher carregando uma criança, outra mulher e um homem, com vestimentas mais simples em comparação às dos demais personagens.

A composição da cena evidencia aspectos da organização social do Brasil Colonial.

Com base na imagem e em seus conhecimentos, assinale a opção que interpreta corretamente essa representação.

 

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4222662 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Em uma turma do oitavo ano do Ensino Fundamental, um professor de História percebeu que os estudantes tinham dificuldade para compreender as mudanças políticas decorrentes da elevação do Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves, em 1815.

Para favorecer a compreensão do tema, organizou um jogo de RPG histórico. Cada grupo recebeu o papel de um personagem da época: um comerciante de Lisboa, um comerciante do Rio de Janeiro, D. João VI, um funcionário da administração portuguesa no Rio de Janeiro e um pequeno agricultor. Cada grupo deveria discutir de que maneira a elevação do Brasil à condição de Reino afetaria a situação de seu personagem. Ao final da atividade, os grupos apresentaram suas conclusões à turma.

Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma resposta historicamente correta, de acordo com a atividade proposta.

 

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4222661 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Observe a imagem a seguir. Ela reproduz a gravura alegórica intitulada “Fraternidade” (1793-94): uma mulher com louro na cabeça, com um dos seios desnudo, segura dois corações com uma das mãos, e, com a outra, cobre com sua toga duas crianças que se beijam, uma negra e outra branca.

Enunciado 4615599-1

Com base na alegoria e nos ideais iluministas associados à Revolução Francesa, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A composição apresenta uma figura feminina em posição central, vestida com túnica clássica, recurso visual utilizado para personificar conceitos abstratos - Liberdade, Justiça, República, Fraternidade, Nação -, sem que isso significasse o reconhecimento de direitos políticos às mulheres.

( ) A figura feminina apoia e protege duas crianças, uma branca e outra negra, que se abraçam. O gesto sugere harmonia, solidariedade e pertencimento a uma mesma comunidade moral.

( ) A alegoria representa a fraternidade como consequência da superioridade da razão científica, simbolizada pelos corações e pela serpente vencida, indicando que as diferenças sociais e raciais foram definitivamente superadas pela Revolução Francesa. As afirmativas são, respectivamente,

As afirmativas são, respectivamente,

 

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4222660 Ano: 2026
Disciplina: História
Banca: FGV
Orgão: SEDUC-SP
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Jerusalém pernambucana foi a comunidade judaica estabelecida na Nova Holanda, nordeste brasileiro, com a autorização da Companhia das Índias Ocidentais. Milhares de cristãos-novos portugueses tinham se instalado nas Províncias Unidas dos Países Baixos desde o início do século XVII. Uma vez consolidada a conquista holandesa das capitanias açucareiras do nordeste brasileiro, com a destruição do Arraial do Bom Jesus, iniciou-se uma crescente migração de judeus portugueses da Holanda para Pernambuco.

Adaptado de VAINFAS, Ronaldo. “O fim da Jerusalém pernambucana: Identidades partidas no Brasil holandês”, Revista del Cesla, 29, 2022, p. 178.

Analise as afirmativas a seguir sobre a presença da comunidade judaica no Recife durante a ocupação holandesa.

I.  Durante a ocupação holandesa, a relativa tolerância religiosa favoreceu a instalação de comunidades judaicas no Recife e a fundação da Kahal Zur Israel, primeira sinagoga das Américas, embora o calvinismo permanecesse como religião oficial.

II. Durante a ocupação holandesa, a maior tolerância religiosa permitiu que muitos cristãos-novos reassumissem publicamente sua identidade judaica, em contraste com a perseguição inquisitorial na Península Ibérica.

III. Durante a ocupação holandesa, embora houvesse relativa liberdade religiosa, os judeus eram impedidos pela Companhia das Índias Ocidentais de participar dos negócios do açúcar e do comércio atlântico.

Está correto o que se afirma em
 

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