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“A primeira lei a estabelecer diretrizes e bases da educação nacional, em todos os seus ramos e níveis, do pré-primário ao superior, foi a Lei n.4.024, de 20 de dezembro de 1961. Na verdade, o projeto havia chegado ao Congressos Nacional ainda em 1948, tendo sido discutido durante 13 anos.”
Texto extraído de: PILETTI, Claudino; PILETTI, Nelson. História da educação: de Confúcio a Paulo Freire. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2021, p.204.
Marque a alternativa que NÃO caracteriza a Lei de Diretrizes e Bases de 1961:
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Marque a alternativa correta sobre a educação africana, desenvolvida a partir do século XX, conforme Piletti e Piletti:
Texto de apoio: PILETTI, Claudino; PILETTI, Nelson. História da educação: de Confúcio a Paulo Freire. 2.ed. São Paulo: Contexto, 2021.
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Texto de apoio: MOTTA, Rodrigo Patto Sá. O lulismo e os governos do PT: ascensão e queda. In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O tempo da Nova República: da transição democrática à crise política de 2010: Quinta República (1985-2016). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. (O Brasil republicano; volume 5).
Julgue as afirmativas abaixo quanto aos governos do PT, de acordo com a análise do historiador Rodrigo Motta (2003-2015):
I. O programa moderado do PT para as eleições de 2002 foi sacramentado na “Carta aos brasileiros”, que significava um compromisso com a estabilidade econômica e respeito aos contratos, inclusive com o capital estrangeiro. Tratava-se de uma declaração de garantia de que as dívidas do estado seriam honradas e que a propriedade seria respeitada, para tranquilidade dos capitalistas.
II. Superada a fase inicial de ajuste ortodoxo da economia, o novo desenvolvimentismo da era Lula foi instalando-se paulatinamente, aproveitando a experiência e as tradições ainda presentes na máquina estatal. Foi abandonada a visão privatista dos governos anteriores e recuperado o papel do Estado como agente planejador econômico.
III. A maneira heterodoxa como o governo Lula respondeu à crise econômica global de 2008 destacou-se em seu 2º mandato, especialmente porque os resultados foram positivos. Em lugar de adotar a receita liberal aplicada por muitos países no mesmo contexto, o governo brasileiro ampliou os gastos públicos e tomou medidas para estimular a atividade econômica.
IV. No período Lula-Dilma, o Estado aprofundou as ações de reparações financeiras e de busca da verdade sobre a violência da ditadura, além de também ter sido mais ousado na abertura de acervos documentais produzidos pelas agências de repressão. No entanto, continuou-se a evitar a busca por justiça penal e a respeitar o conceito de anistia recíproca para não confrontar alguns setores que preferiam esquecer os crimes contra os direitos humanos praticados na ditadura.
Estão CORRETAS:
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“No Brasil republicano, com a forte centralização do regime presidencialista – mesmo se de coalizão – a política externa é um campo de atuação jurídica e formalmente reservado à Presidência da República. Desde a primeira constituição republicana, manter relações com os estados estrangeiros é competência privativa do presidente da república.”
Texto extraído de: MARTINS, Estevão de Rezende. Realismo, ambição e frustração: o Brasil e sua política internacional (1985-2015). In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O tempo da Nova República: da transição democrática à crise política de 2010: Quinta República (1985-2016). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. (O Brasil republicano; volume 5).
Marque a alternativa CORRETA quanto à visão de Estevão Martins sobre a política externa brasileira entre 1985 e 2015.
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Sobre a instituição do Plano Real e os desdobramentos políticoeconômicos dos governos FHC (1995-2002), julgue as afirmativas abaixo como verdadeiras (V) ou falsas (F), conforme a análise de Marly Motta:
Texto de apoio: MOTTA, Marly. A estabilização e a estabilidade: do Plano Real aos governos FHC (1993-2002). In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (orgs.). O tempo da Nova República: da transição democrática à crise política de 2010: Quinta República (1985-2016). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. (O Brasil republicano; volume 5).
( ) A rigidez das diretrizes liberais, tais como corte nos gastos públicos, redução das alíquotas de importação e política de câmbio flutuante, foi fundamental para o sucesso do Plano Real. Devido ao apoio de importantes caciques do PSDB, como FHC (Fernando Henrique Cardoso), Mário Covas e José Serra, às ações propostas pela equipe montada para colocar essas medidas em efetividade, o então presidente, Itamar Franco, não teve condições de opor resistência.
( ) O processo de privatização tinha uma função financeira – sustentar uma economia carente de investimentos e com graves problemas fiscais, via ingresso de capitais externos investidos na compra de empresas estatais – e uma ideológica – relacionada às mudanças ocorridas no cenário internacional a partir dos anos 1980, com o fim da Guerra Fria e a crise do modelo desenvolvimentista com base em um Estado intervencionista.
( ) A aprovação, pelo Congresso Nacional, de reformas de caráter liberal, tais como a da administração federal e a da previdência, possibilitou o sucesso do governo no trato com os parlamentares da base aliada, a qual acabou ampliada a seguir, com a entrada de políticos do PPB e do PMDB e com uma ampla reforma ministerial, por meio da criação de diversos ministérios, para acomodá-los.
( ) As perspectivas em relação a um segundo mandato de FHC eram robustas, o que favorecia um debate sobre o caráter dessa nova etapa de governo. Havia um grupo do PSDB que era mais ligado à tradição desenvolvimentista, pois defendia a desvalorização cambial e políticas mais intervencionistas como base de sustentação para o crescimento econômico, enquanto a equipe econômica resistia à adoção de tais medidas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
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Julgue as afirmativas abaixo sobre o breve interregno democrático (1934-1937) e seus rebatimentos no Espírito Santo:
Texto de apoio: ACHIAMÉ, Fernando A.M. O Espírito Santo na Era Vargas (1930-1937): Elites políticas e reformismo autoritário. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.
I. No interregno de 1934 a 1937, as práticas democráticas do liberalismo político foram retomadas de forma significativa pela reconstitucionalização do país e pela abertura partidária. A volta dos partidos políticos regionais, fortalecida pela sua composição social, é um marco do reflorescimento do poder das elites regionais, que se tornaram novamente protagonistas do jogo político.
II. Dos anos em que governou o Espírito Santo, o período de 1934 a 1937 foi o período no qual Bley esteve em maiores dificuldades, pois já não mais nutria-se do apoio do governo central para ocupar o principal cargo político do estado. Além disso, ficou vulnerável ao jogo político das elites regionais e, consequentemente, das ações da Assembleia Constituinte Estadual, cuja autonomia o impedia de intervir nos trabalhos legislativos.
III – Quando houve o endurecimento político do regime, em preparação para o golpe do Estado Novo desfechado em 10 de novembro de 1937, Bley temia pela sua autoridade, no que diz respeito ao controle por ele exercido sobre o aparelho regional do Estado, apesar de ter sido nomeado o executor, no Espírito Santo, do Estado de Guerra decretado na semana anterior.
IV. Bley permaneceu no comando da política estadual por muitos anos porque soube adaptar-se aos novos tempos e fazer com que seu grupo o acompanhasse nessa postura política. Logo, não foram incomuns trocas de aliados, materializadas em rupturas de alianças e cooptação de adversários políticos. Não foram incomuns mudanças político-administrativas por ele realizadas no tabuleiro da administração estadual.
Estão CORRETAS:
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“Sintetizando as considerações antes efetuadas, podemos afirmar que as mudanças administrativas empreendidas pelo interventor foram no sentido da centralização do poder político no aparelho regional de Estado.”
Texto extraído de: ACHIAMÉ, Fernando A.M. O Espírito Santo na Era Vargas (1930-1937): Elites políticas e reformismo autoritário. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p.161.
Sobre as características e desdobramentos do reformismo autoritário, implementado por Bley no Espírito Santo, segundo Achiamé, é CORRETO afirmarmos que:
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Marque a alternativa correta sobre a realidade espírito-santense anterior, durante e posterior à Revolução de 1930, segundo Fernando Achiamé:
Texto de apoio: ACHIAMÉ, Fernando A.M. O Espírito Santo na Era Vargas (1930-1937): Elites políticas e reformismo autoritário. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.
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“Então, podemos considerar que os binômios café e ferrovias, de um lado, e capital comercial e produção familiar, de outro, moldaram, respectivamente, a formação territorial e a formação socioeconômica vigentes no estado do Espírito Santo nos anos 30.”
Texto extraído de: ACHIAMÉ, Fernando A.M. O Espírito Santo na Era Vargas (1930-1937): Elites políticas e reformismo autoritário. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010, p.71-72.
Marque a opção CORRETA quanto à formação territorial e socioeconômica do Espírito Santo até 1930, segundo Fernando Achiamé.
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Pedro Paulo Funari, em capítulo escrito sobre anacronismos e apropriações, demonstra como a história pode ser alvo de grupos interessados em manipular informações e relatos em favor de ideias machistas, racistas e até xenófobas. Abaixo trazemos algumas de suas possíveis assertivas. Considerando-as, identifique-as como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F):
Texto de apoio: FUNARI, Pedro Paulo. Anacronismos e apropriações. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021.
( ) Alguns estudiosos utilizam-se do termo recepção para retratar a tomada de contato direta de algo antigo, por meio de simples reprodução (a exemplo de textos gregos antigos, que foram estudados e apreciados).
( ) O termo recepção acabaria sendo questionado e, em seu lugar, passou-se a preferir o termo apropriação, ou seja, tornar algo próprio, tomar algo para si mesmo. No caso da História, tornar próprio no presente algo do passado.
( ) O conceito de apropriação tem ganhado força frente ao de recepção por enfatizar que o “tornar próprio” parte sempre do presente e de quem se apropria de algo. A ênfase aqui sai do elemento do passado apropriado para o momento da apropriação.
( ) A História aprendida na escola se apropria do passado, fazendo uma releitura, tendo como objetivo os interesses dos Estados nacionais, o que impede que as reivindicações de movimentos sociais, trabalhadores e grupos étnicos sejam atendidas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
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