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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
A literatura indígena brasileira contemporânea é uma expressão vinculada ao lugar de fala (Dalcastagnè, 2012) do sujeito indígena que reivindica, cada vez mais, protagonismo para articular em nome de suas ancestralidades, sem mediações alheias a eles. O lugar de fala indígena é a sua ancestralidade. Matos (2011), refletindo sobre a enunciação literária indígena e o lugar de onde partem os textos criativos indígenas, argumenta que a autoidentificação e a autodenominação étnicas sob a forma de ‘nós’, ‘os humanos’, os ‘verdadeiros humanos’, é uma constante para vários povos indígenas (araweté, yaminawa, waiapi, etc.). Estas alcunhas autorreferenciais são, conforme Viveiros de Castro (1996 apud Matos, 2011), pronomes cosmológicos, e não nomes próprios. “Eles servem para marcar o lugar de onde se fala, o nós do grupo” (Matos, 2011, p. 33). Na literatura indígena brasileira, os escritores e escritoras empenham-se em esclarecer que a cultura indígena é formada por diferentes grupos que possuem tradições e práticas diversas entre si. Reiteram que não são um monólito homogêneo e fenotípico que justifica o rótulo de índios do Brasil. Seus lugares de fala são suas ancestralidades e pertenças étnicas, uma vez que são munduruku, potiguara, guarani, sateré-mawé, dessana, kambeba, entre outros. Desse modo, a leitura das obras desses autores de etnias diferentes coopera para o conhecimento de diferentes lugares de fala cuja expressão se anuncia a partir da própria alteridade. Diferentes projetos literários, nesse sentido, encontram-se dentro desse sistema, anunciando diferentes mensagens elaboradas criativamente a partir de matérias ancestrais, históricas, estéticas, políticas etc.
(Julie Dorrico, “Vozes da literatura indígena brasileira contemporânea: do registro etnográfico à criação literária”. Em: DORRICO, Julie; DANNER, Leno Francisco; CORREIA, Heloisa Helena Siqueira; DANNER, Fernando (Orgs.). Literatura indígena brasileira contemporânea: criação, crítica e recepção [recurso eletrônico]. Em: https://www.editorafi.org/438indigena. Adaptado)
A habilidade EF69AR34 do Currículo Paulista – Ensino Fundamental diz respeito a “Analisar e valorizar o patrimônio cultural, material e imaterial, de culturas diversas, em especial a brasileira, incluindo suas matrizes indígenas, africanas e europeias, de diferentes épocas, e favorecendo a construção de vocabulário e repertório relativos às diferentes linguagens artísticas.”
Nesse sentido, as considerações de Dorrico articulam-se aos pressupostos do Currículo na medida em que
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: VUNESP
Orgão: SEDUC-SP
Leia o poema de Manuel Bandeira.
Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
Que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo:
Teadoro, Teodora.
(Manuel Bandeira, As cidades e as musas)
Antonio Candido afirma que “um certo número de escritores se aplica a mostrar como somos diferentes da Europa e como, por isso, devemos ver e exprimir diversamente as coisas. Em todos eles encontramos latente o sentimento de que a expressão livre, principalmente na poesia, é a grande possibilidade que tem para manifestar-se com autenticidade um país de contrastes, onde tudo se misturas e as formas regulares não correspondem à realidade.” Tal afirmação, em relação ao poema de Manual Bandeira, é
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
“Ciclo
Manhã. Sangue em delírio, verde gomo,
Promessa ardente, berço e liminar:
A árvore pulsa, no primeiro assomo
Da vida, inchando a seiva ao sol... Sonhar!
Dia. A flor, — o noivado e o beijo, como
Em perfumes um tálamo e um altar:
A árvore abre-se em riso, espera o pomo,
E canta à voz dos pássaros... Amar!
Tarde. Messe e esplendor, glória e tributo;
A árvore maternal levanta o fruto,
A hóstia da ideia em perfeição... Pensar!
Noite. Oh! saudade!...A dolorosa rama
Da árvore a aflita pelo chão derrama
As folhas, como lágrimas... Lembrar!”
(BILAC, Olavo. Tarde. 1.ed. Rio de Janeiro; São Paulo; Belo Horizonte: Libraria Francisco Alves, p. 12-13, 1919.)
No soneto “Ciclo”,
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
Texto 1
“Parece-me gente de tal inocência que, se nós os entendêssemos e eles a nós, seriam logo cristãos porque eles não têm nem conhecem nenhuma crença. E, portanto, se os degredados que aqui hão de ficar aprenderem bem a sua fala e os entenderem, não duvido que eles, segundo a santa intenção de Vossa Alteza, se tornem cristãos e passem a crer em nossa santa fé, à qual praza a Nosso Senhor que os traga. Porque certamente esta gente é boa e de boa simplicidade, e imprimir-se-á ligeiramente neles qualquer cunho que lhes quiserem dar. E, pois, Nosso Senhor, que lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens, se aqui nos trouxe, creio que não foi sem um motivo.”
(CAMINHA, Pero Vaz de. Carta de Achamento do Brasil. Campinas: Editora da UNICAMP, 2001, p. 108.)
Texto 2
“As molas do homem primitivo podem ser postas em ação pelo exemplo, educação e benefícios (...). Newton, se houvesse nascido entre os guaranis, seria mais um bípede, que pisara sobre a superfície da Terra; mas um guarani criado por Newton talvez ocupasse o seu lugar. Quem ler o diálogo que traz Léry na sua viagem ao Brasil entre um francês e um velho carijó conhecerá que não falta aos índios bravos o lume natural da razão.”
(ANDRADA E SILVA, José Bonifácio de. Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p. 50.)
A partir dos dois textos, escritos em momentos emblemáticos da história do Brasil (o “achamento” em 1500 e o debate de ideias para a criação de uma constituição em 1823), seria correto afirmar que os povos originários são
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UNICAMP
Orgão: UNICAMP
Conheço um povo sem poligamia: o povo macua. Este povo deixou as suas raízes e apoligamou-se por influência da religião. Islamizou-se. (...) Conheço um povo de tradição poligâmica: o meu, do sul do meu país. Inspirado no papa, nos padres e nos santos, disse não à poligamia. Cristianizou-se. Jurou deixar os costumes bárbaros de casar com muitas mulheres para tornar-se monógamo ou celibatário. (...) Um dia dizem não aos costumes, sim ao cristianismo e à lei. No momento seguinte, dizem não onde disseram sim, ou sim onde disseram não.
(CHIZIANE, Paulina. Niketche. Uma história de poligamia. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 92.)
Baseando-se no excerto e na leitura da obra, é correto afirmar que
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O Trovadorismo surgiu em meados do século 11 na região da Occitânia - onde hoje estão França, Itália e Espanha. Os poemas da época eram feitos para ser cantados, e os artistas eram divididos entre Trovadores, que eram compositores de origem nobre, e Jograis, que eram servos, muitos deles, profissionais da música.
(Disponível em: https://curtlink.com/npZz3. Adaptado.)
Em relação ao Trovadorismo, assinale a opção correta.
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O Humanismo, como movimento literário, ocorre no período entre a Idade Média e o início da Idade Moderna. Em Portugal, foram produzidos três tipos literários no Humanismo: prosa, poesia e teatro.
(Disponível em: https://curtlink.com/npZz3. Adaptado.)
O movimento humanista continha várias características, sendo uma delas:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: UEMG
Quanto aos gêneros literários, analise os itens e assinale a alternativa correta.
I- Gênero dramático: A tragédia e a comédia são os principais subgêneros dramáticos.
II- O gênero dramático está relacionado a textos produzidos para serem interpretados por atores. Tais textos são compostos por atos, cenas, rubricas (instruções do dramaturgo) e falas.
III-Tragédias: são textos dramáticos de caráter funesto, trágico.
IV- Comédia é um dos gêneros teatrais escrito geralmente em versos, que tem início na Grécia Antiga. Trata-se de um gênero crítico burlesco e humorado, que satiriza diversos aspectos da sociedade desde os costumes, hábitos, moral, figuras nobres, instituições políticas, etc.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: UEMG
Em se tratando de variações linguísticas, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa correta.
( ) Variações linguísticas no Nordeste: O sotaque nordestino é a variante mais utilizada nos Estados do Nordeste Brasileiro, entretanto, quando o assunto são expressões e gírias, cada região tem a sua própria. Canhenga, usado para caracterizar uma pessoa que não gosta de gastar dinheiro; Ligeiro, significa rápido; Encabulado, quer dizer algo vergonhoso; Rangar, significa comer; Oxê, ou Oxente, são expressões de surpresa, espanto; Mainha/Painho, são mãe e pai.
( ) Variações linguísticas no Sudeste: As variações linguísticas da região sudeste predominam o jeito caipira no sotaque do interior de São Paulo, mas o Sudeste não se resume apenas a isso, mas também com as mais diversas gírias em outros estados, como o Rio de Janeiro. Bolado, quer dizer estar preocupado com algo; Da hora, significa legal; É fria, quer dizer perigoso; Larica, expressão usada para dizer que está com fome; Quebrado, significa estar sem dinheiro.
( ) Variações linguísticas no Sul: As variações linguísticas na região Sul são caracterizadas pela harmonia e redução na voz. Em alguns locais, por exemplo, é comum que os falantes pronunciam a letra “e” em palavras cujo a sílaba final possui a vogal, enquanto em outras regiões do país pronuncia-se como “i”. Conheça algumas expressões da região Sul. Alçar a perna, quer dizer monta a cavalo; Cacetinho, o pão francês que mencionamos no início desse artigo; Embretar-se, entrar, ou se meter em apuros; Guri, significa menino; Lindeiro, quer dizer vizinho; Solito, uma pessoa sozinha, isolada.
( ) Variações linguísticas no Centro-Oeste: As variações linguísticas e o sotaque da Região Centro-Oeste são bastante marcados pelo contato do português colonizado com as línguas indígenas da região. Por exemplo, no Estado do Mato Grosso, os falantes não falam chuva com o som de chu, mas sim tchuva, mesma coisa com a palavra peixe, a pronúncia é petche. Vale ressaltar que esse dialeto é típico dessa região, não só ele, como os jargões a seguir. Arruinou, quer dizer que está ruim de saúde; Carreta, significa carro; Dormir no macio, quer dizer viver folgado; Empatar, quer dizer atrapalhar.
( ) Existem quatro tipos de variantes linguísticas: as variações diatópicas (geográficas), variações diacrônicas (históricas), variações diastráticas (grupos sociais), variações diafásicas (formal x informal). São as variações relacionadas ao espaço geográfico em que estão inseridas.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: MS CONCURSOS
Orgão: UEMG
“Constante aproximação entre a música e a poesia; utilização de recursos literários como, por exemplo, a aliteração (repetição de um fonema consonantal), assonância (repetição de fonemas vocálicos), onomatopeia, sinestesia; caráter individualista; subjetividade; oposição ao racionalismo, materialismo e cientificismo; desconsideração das questões sociais; fantasia e mistério; misticismo, religiosidade e sublimação; ampla valorização da espiritualidade humana; valorização do inconsciente e do consciente humano, rompendo com as barreiras impostas pela racionalidade; universo onírico e transcendental; produção de obras de arte baseadas na intuição, descartando a lógica e a razão; linguagem fluida e musical”.
Estas são algumas características do:
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