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1161536 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: COTEC
Orgão: FASA Itabuna
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Para que serve a filosofia?

Todos nós deveríamos dedicar um pouco do nosso tempo a fazer perguntas das mais simples às mais complexas sem medo de parecermos bobos.

As pessoas ficam compreensivelmente confusas sobre o que é a filosofia. De longe, parece estranha, irrelevante, chata e, ao mesmo tempo, também — um pouquinho — intrigante, mas é difícil explicar exatamente do que se trata. O que são filósofos? O que fazem? Por que precisamos deles? Felizmente, a resposta já está na própria palavra “filosofia”. Em grego, philo significa amor — ou devoção — e sophia quer dizer “sabedoria”. Filósofos são, assim, pessoas dedicadas à sabedoria. Embora seja um termo um tanto abstrato, o conceito de “sabedoria” não é nebuloso. Ser sábio significa tentar viver e morrer bem, levar a melhor vida possível dentro das condições problemáticas da existência. A meta da sabedoria é a realização. Você pode até dizer que é a “felicidade”, mas “felicidade” é ilusória, pois sugere alegria e animação constantes, enquanto “realização” parece compatível com muita dor e sofrimento, que toda vida decente deve necessariamente ter. Então um filósofo, ou “pessoa dedicada à sabedoria”, é alguém que se aplica à especialização sistemática em descobrir a melhor maneira de encontrar realização individual e coletiva. Em sua busca pela sabedoria, os filósofos desenvolveram um conjunto muito específico de habilidades. Ao longo dos séculos, eles se especializaram em muitas das questões amplas e gerais que tornam as pessoas não muito sábias. Identificamos seis: Qual é o sentido da vida? O que devo fazer com meu trabalho? O que vamos fazer como uma sociedade? O que é o amor? A maioria de nós pensa nessas questões em algum momento (com frequência durante a noite), mas ficamos desesperados ao tentar respondê-las. Elas têm o status de piada na maioria dos círculos sociais, e ficamos tímidos ao expressá-las (exceto por alguns breves momentos na adolescência) por medo de sermos considerados pretensiosos e não chegarmos a lugar algum. No entanto, essas questões são profundamente importantes, porque somente com respostas fundamentadas a elas é que podemos direcionar nossa energia significativamente. Filósofos são pessoas que não têm medo das grandes perguntas. Ao longo dos séculos, fizeram as maiores delas. Percebem que essas questões sempre podem ser divididas em partes mais gerenciáveis, e a única coisa realmente pretensiosa é alguém pensar que está acima de fazer periodicamente questionamentos que parecem ingênuos.

A opinião pública — ou o que é chamado de “senso comum” — é sensata e racional em inúmeras áreas. É o que você ouve de amigos e vizinhos, as coisas simplesmente presumidas como verdadeiras, que você absorve sem ao menos pensar nelas. A mídia jorra isso diariamente, mas, em alguns casos, o senso comum também é cheio de absurdos, distorções e preconceitos dos mais lamentáveis. A filosofia nos faz submeter todos os aspectos do senso comum à razão. Ela quer que pensemos por conta própria, sejamos mais independentes. É de fato verdade o que dizem sobre amor, dinheiro, filhos, viagens, trabalho? Os filósofos querem saber se uma ideia é lógica — em vez de simplesmente presumir que deve estar certa só porque sempre se pensou dessa maneira.

Não somos muito bons em saber o que acontece em nossa mente. Sabemos que realmente gostamos de uma música, mas temos dificuldade em dizer exatamente o porquê. Ou alguém que conhecemos é muito irritante, mas não conseguimos apontar exatamente qual é o problema. Ou, então, perdemos a calma, mas não sabemos identificar o que nos incomoda tanto. Não temos uma boa percepção de nossas próprias satisfações e desgostos. É por isso que precisamos examinar nossa própria mente. A filosofia está comprometida com o autoconhecimento, e seu preceito central — articulado pelo pioneiro e maior filósofo, Sócrates — é curto: “Conhece a ti mesmo”.

Somos incrivelmente determinados a tentar ser felizes, mas constantemente falhamos nesse processo. Exageramos o poder que algumas coisas têm de melhorar nossa vida — e subestimamos outras. Em uma sociedade consumista, fazemos escolhas erradas porque, guiados por um glamour falso, ficamos imaginando que um tipo em particular de férias, carro ou computador fará uma diferença maior do que a possível. Ao mesmo tempo, subestimamos a contribuição de outras coisas — como dar uma caminhada, arrumar um armário, ter uma conversa estruturada ou ir dormir cedo —, o que pode ter pouco prestígio, mas contribui profundamente para a natureza da existência. Filósofos buscam ser sábios ao serem mais precisos quanto às atividades e atitudes que podem realmente ajudar nossa vida a ser melhor. Somos inevitavelmente seres emotivos, mas com frequência esquecemos esse fato desconfortável. Às vezes, algumas emoções — certos tipos de raiva, inveja ou ressentimento — nos levam a problemas sérios. Os filósofos nos ensinam a pensar em nossas emoções em vez de simplesmente senti-las. Ao entender e analisar nossos sentimentos, aprendemos a ver como as emoções afetam nosso comportamento de formas inesperadas, contraintuitivas e, às vezes, perigosas. Filósofos foram os primeiros terapeutas.

Estamos sempre perdendo a noção do que é importante e do que não é. Estamos — como diz a expressão — constantemente “perdendo a perspectiva”. Os filósofos são bons em mantê-la. Ao ouvir a notícia de que havia perdido todas as suas posses em um naufrágio, o filósofo estoico Zenão simplesmente disse: “A fortuna [o acaso, o destino] me leva a ser um filósofo menos sobrecarregado”. São respostas assim que tornaram o termo “filosófico” um sinônimo de pensamento calmo e de longo prazo e de força mental, resumidamente, para ter perspectiva. O que chamamos de “história da filosofia” é composto de tentativas repetidas ao longo dos séculos de abordar formas nas quais não somos sábios. Então, por exemplo, na Atenas antiga, Sócrates deu atenção especial ao problema de

como as pessoas ficam confusas. Ele ficava incomodado por as pessoas não saberem exatamente explicar o que eram conceitos essenciais como coragem, justiça ou sucesso, embora fossem os mais usados ao falarem sobre a própria vida. Sócrates desenvolveu um método (que ainda tem seu nome) pelo qual é possível aprender a ter mais clareza sobre o que se quer dizer ao ser o advogado do diabo com qualquer ideia. O objetivo não é necessariamente mudar de opinião, mas sim testar se os conceitos que orientam sua vida são firmes. Algumas décadas depois, o filósofo Aristóteles tentou nos deixar mais confiantes em torno das grandes perguntas. Ele achava que as melhores questões eram aquelas que indagavam para que algo serve. Fez muito isso e, em vários livros, questionou: para que serve o governo? Para que serve a economia? Para que serve o dinheiro? Para que serve a arte? Hoje, ele nos incentivaria a perguntar: para que serve a mídia jornalística? Para que serve o casamento? Para que servem as escolas? Para que serve a pornografia? Os filósofos estoicos, interessados no pânico, também eram ativos na Grécia antiga. Eles notaram uma característica realmente central do pânico: entramos nele não apenas quando algo ruim acontece, mas quando acontece muito inesperadamente, quando presumíamos que tudo correria bem. Então sugeriram que deveríamos nos proteger do pânico ao nos acostumarmos com a ideia de que perigo, problemas e dificuldades muito provavelmente surgirão a qualquer momento. A tarefa geral de estudar filosofia é absorver essas e muitas outras lições e colocá-las para funcionar no mundo hoje. A questão não é apenas saber o que este ou aquele filósofo diziam, mas tentar exercitar a sabedoria no nível individual e social — a partir de agora. A sabedoria da filosofia é entregue — nos tempos modernos — na maior parte em forma de livros, mas, no passado, os filósofos ficavam sentados em praças e discutiam suas ideias com os pedestres ou entravam em gabinetes e palácios de governo para dar conselhos. Não era anormal ter um filósofo na folha de pagamento. A filosofia era considerada uma atividade normal e básica — não um item opcional incomum e esotérico. Atualmente, não é que neguemos abertamente esse pensamento — sempre ouvimos frases de sabedoria aqui e ali —, mas simplesmente não temos as instituições certas estabelecidas para promulgar a sabedoria de forma coerente no mundo. No futuro, entretanto, quando o valor da filosofia estiver um pouco mais claro para todos, poderemos esperar encontrar mais filósofos na vida cotidiana. Eles não estarão trancados, vivendo principalmente em departamentos de universidades ou em escolas, porque os momentos em que nossa falta de sabedoria aparece — e bagunça nossa vida — são inúmeros e precisam de atenção imediata.

Fonte: ARMSTRONG, John. Para que serve a filosofia? Disponível em: <http://vidasimples.co/pensar/filosofia.phtml#.W_LemehKiUk>. Acesso em: 20 nov. 2018.

Texto 3 Essas meninas

As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com os seus namorados. As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que entrou na classe e pousou no vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem importância.

O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada uma as diferencia. Riem alto, riem musical, riem desafinado, riem sem motivo; riem.

Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e falar coisas sem importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O corpo da menina encontrada naquelas condições, em lugar ermo. A selvageria de um tempo que não deixa mais rir.

As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultas de uma hora para outra; essas mulheres.

Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: Record, 2006, p. 84.

Sobre o texto “Essas meninas”, de Carlos Drummond de Andrade, é INCORRETO afirmar:

 

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1161485 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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O filósofo Quincas Borba é um personagem criado por Machado de Assis. Autor da teoria do Humanitas, o personagem de Quincas Borba dá título ao sexto romance de Machado, publicado em 1891. No entanto, Quincas Borba não é apenas personagem do romance Quincas Borba, mas também de outro romance de Machado. Qual?
 

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1150035 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Divisor de água na obra de Machado de Assis, o romance Memórias póstumas de Brás Cubas traz um defunto autor que, no além-túmulo, resolve fazer um balanço que perfaça toda a sua existência: indo da infância e juventude às peripécias da maturidade, da velhice à morte. Ainda sobre esse romance é verdadeiro afirmar:
 

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1149899 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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TEXTO VI
enunciado 2062396-1
tirinhas+de+literatura&tbm=isch&source
Sobre a produção de Machado de Assis, além das características expostas no segundo quadro da tirinha, poderíamos acrescentar:
 

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1149848 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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O poeta alagoano Jorge de Lima foi, ao lado do poeta mineiro Murilo Mendes, responsável por perseguir um projeto literário que tinha como fim “restaurar a poesia em Cristo”. Essa poesia se firmava em cima da orientação cristã da Igreja
 

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1149769 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FADURPE
Orgão: CESMAC
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Considerado o “príncipe dos poetas de Alagoas”, Jorge de Lima começou a sua vida escrevendo poemas parnasianos. Depois, enamorou-se pelo regionalismo de Gilberto Freyre e, a partir dos anos de 1930, buscou, junto com o poeta mineiro Murilo Mendes, “restaurar a poesia em Cristo”. No entanto, em 1952, Jorge de Lima escreveu aquele que é considerado o seu mais importante poema: “Invenção de Orfeu”. Esse poema é:
 

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1149543 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: FUVEST
Orgão: USP
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O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pera, o damasco e a nêspera?
José de Alencar. Bênção Paterna. Prefácio a Sonhos d’ouro.
A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome, outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda e as tintas de que matiza o algodão.
José de Alencar. Iracema.
Glossário:
“ará”: periquito; “uru”: cesto; “crautá”: espécie de bromélia; “juçara”: tipo de
palmeira espinhosa.
Com base nos trechos acima, é adequado afirmar:
 

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1149437 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: URCA
Orgão: URCA
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TEXTO V
Quando era criança
Vivi, sem saber,
Só para hoje ter
Aquela lembrança.
E hoje que sinto
Aquilo que fui.
Minha vida flui,
Feita do que minto.
Mas nesta prisão,
Livro único, leio
O sorriso alheio
De quem fui então.
Fernando Pessoa, Cancioneiro
O texto V é parte integrante da poesia de Fernando Pessoa. O poeta utiliza-se de vários recursos da linguagem poética, dentre os quais, o elemento sonoro. Marque a opção que justifica o explícito acima:
 

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1147115 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: SEDUC-CE
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Considerando o Parnasianismo da segunda metade do século XIX e o Simbolismo do fim do século XIX e início do século XX no Brasil, atente para os itens listados a seguir e escreva, nos parênteses, 1 para as características do Parnasianismo e 2 para as características do Simbolismo.

( ) Volta ao Romantismo.

( ) Volta à cultura clássica.

( ) Exterioridade: culto à natureza.

( ) Interioridade: culto do sonho, da fantasia, da imaginação.

( ) Poema endereçado à emoção.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

 

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1147114 Ano: 2018
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UECE
Orgão: SEDUC-CE
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Atente para o que se afirma a seguir sobre o índio no imaginário literário do Brasil, e escreva V para o que for verdadeiro e F para o que for falso.

( ) O indianismo Barroco está presente na carta de Pero Vaz de Caminha, que define os índios como inocentes, curiosos e, até certo ponto, hospitaleiro, por receber os portugueses de modo acolhedor.

( ) O poeta árcade Basílio da Gama, no poema épico “O Uraguai”, compõe a história da resistência dos índios ao ataque português aos Sete Povos das Missões.

( ) No Brasil, os escritores indianistas dos romances românticos têm o interesse de retratar a cultura europeia, buscando resgatar a imagem do índio brasileiro como símbolo de um povo livre e soberano, de uma terra exuberante e incomparável.

( ) A imagem idealizada de pátria e de povo é questionada pelos modernistas, que promovem uma “releitura” dos textos quinhentistas e românticos, para propor uma visão desmistificada do Brasil e dos índios. O exemplo mais célebre dessa nova visão é “Macunaíma”, de Oswald de Andrade, em que Macunaíma é o índio indolente. Preguiçoso, sem caráter, que abre caminho para a desconstrução e dos mitos românticos e exemplifica a visão antropofágica defendida pelos modernistas.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

 

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