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566263 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A3CCC

O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.

Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.

O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.

Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)

Visto como síntese de tendências estéticas universalistas e particularistas, o Modernismo é apresentado pelo texto 10ACCC como um movimento que
 

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566262 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A3AAA

Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada, sete horas de chumbo.

[…]

O rumor crescia, condensando-se; o zunzum de todos os dias acentuava-se; já se não destacavam vozes dispersas, mas um só ruído compacto que enchia todo o cortiço. Começavam a fazer compras na venda; ensarilhavam-se discussões e rezingas; ouviam-se gargalhadas e pragas; já se não falava, gritava-se. Sentia-se naquela fermentação sanguínea, naquela gula viçosa de plantas rasteiras que mergulham os pés vigorosos na lama preta e nutriente da vida, o prazer animal de existir, a triunfante satisfação de respirar sobre a terra.

Aluísio Azevedo. O cortiço. 15.ª ed. São Paulo: Ática, 1984. p. 28-9.

A escola naturalista no Brasil, à qual pertence o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, caracteriza-se literariamente pela presença de narrativas com protagonismo de personagens
 

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566261 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2BBB

Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,

fui honrado pastor da tua aldeia;

vestia finas lãs e tinha sempre

a minha choça do preciso cheia.

Tiraram-me o casal e o manso gado,

nem tenho a que me encoste um só cajado.

Para ter que te dar, é que eu queria

de mor rebanho ainda ser o dono;

prezava o teu semblante, os teus cabelos

ainda muito mais que um grande trono.

Agora que te oferte já não vejo,

além de um puro amor, de um são desejo.

Se o rio levantado me causava,

levando a sementeira, prejuízo,

eu alegre ficava, apenas via

na tua breve boca um ar de riso.

Tudo agora perdi; nem tenho o gosto

de ver-te ao menos compassivo o rosto.

Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: A. Candido e A. Castello. Presença da literatura brasileira. Das origens ao Romantismo. São Paulo: Difel, 1976, p. 165-6.

A principal característica árcade presente nas estrofes do texto 10A2BBB é
 

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566260 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2BBB

Eu, Marília, não fui nenhum vaqueiro,

fui honrado pastor da tua aldeia;

vestia finas lãs e tinha sempre

a minha choça do preciso cheia.

Tiraram-me o casal e o manso gado,

nem tenho a que me encoste um só cajado.

Para ter que te dar, é que eu queria

de mor rebanho ainda ser o dono;

prezava o teu semblante, os teus cabelos

ainda muito mais que um grande trono.

Agora que te oferte já não vejo,

além de um puro amor, de um são desejo.

Se o rio levantado me causava,

levando a sementeira, prejuízo,

eu alegre ficava, apenas via

na tua breve boca um ar de riso.

Tudo agora perdi; nem tenho o gosto

de ver-te ao menos compassivo o rosto.

Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. In: A. Candido e A. Castello. Presença da literatura brasileira. Das origens ao Romantismo. São Paulo: Difel, 1976, p. 165-6.

As liras de Marília de Dirceu, de que as estrofes do texto 10A2BBB fazem parte, são exemplos da perspectiva pré-romântica da poesia árcade brasileira. Nesse sentido, o lirismo amoroso de Tomás Antônio Gonzaga se mostra mais distante da formalidade árcade e mais próximo da espontaneidade romântica, embora ainda conserve elementos próprios do Arcadismo, como a
 

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566259 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A2CCC

Canção do Tamoio

(Natalícia)

Não chores, meu filho;

Não chores, que a vida

É luta renhida:

Viver é lutar.

A vida é combate,

Que os fracos abate,

Que os fortes, os bravos

Só pode exaltar.

Um dia vivemos!

O homem que é forte

Não teme da morte;

Só teme fugir;

No arco que entesa

Tem certa uma presa,

Quer seja tapuia,

Condor ou tapir.

E pois que és meu filho,

Meus brios reveste;

Tamoio nasceste,

Valente serás.

Sê duro guerreiro,

Robusto, fragueiro,

Brasão dos tamoios

Na guerra e na paz.

Teu grito de guerra

Retumbe aos ouvidos

D’imigos transidos

Por vil comoção;

E tremam d’ouvi-lo

Pior que o sibilo

Das setas ligeiras,

Pior que o trovão.

Porém se a fortuna,

Traindo teus passos,

Te arroja nos laços

Do inimigo falaz!

Na última hora

Teus feitos memora,

Tranquilo nos gestos,

Impávido, audaz.

E cai como o tronco

Do raio tocado,

Partido, rojado

Por larga extensão;

Assim morre o forte!

No passo da morte

Triunfa, conquista

Mais alto brasão.

As armas ensaia,

Penetra na vida:

Pesada ou querida,

Viver é lutar.

Se o duro combate

Os fracos abate,

Aos fortes, aos bravos,

Só pode exaltar.

Gonçalves Dias. Canção do Tamoio. Internet: <www.dominiopublico.gov.br> (com adaptações).

Na Canção do Tamoio, de Gonçalves Dias, apresenta-se o perfil literário do indígena construído pela poesia romântica com forte motivação nacionalista. Nessa fase da poesia romântica, o índio foi escolhido como o símbolo ideal do nacionalismo porque
 

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566258 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: Pref. São Luís-MA
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Texto 10A3BBB

Livre

Livre! Ser livre da matéria escrava,

arrancar os grilhões que nos flagelam

e livre penetrar nos Dons que selam

a alma e lhe emprestam toda a etérea lava.

Livre da humana, da terrestre bava

dos corações daninhos que regelam,

quando os nossos sentidos se rebelam

contra a Infâmia bifronte que deprava.

Livre! Bem livre para andar mais puro,

mais junto à Natureza e mais seguro

do seu Amor, de todas as justiças.

Livre! Para sentir a Natureza,

para gozar, na universal Grandeza,

Fecundas e arcangélicas preguiças.

Cruz e Souza. Obra completa. V.1, Ed. Avenida, 2008, p. 529.

São elementos da estética simbolista presentes no poema Livre (texto 10A3BBB), de Cruz e Souza,
 

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386665 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: UFRR
Orgão: UFRR
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“Grande Sertão: veredas” é o romance escrito por Guimarães Rosa, publicado no ano de 1956. O enredo constrói-se como uma longa narrativa oral, não linear, em primeira pessoa, na qual Riobaldo, um velho fazendeiro, ex-jagunço, conta sua experiência de vida a um interlocutor, que jamais tem a palavra e cuja fala é apenas sugerida. A obra conta histórias de vingança, amores, perseguições, lutas pelos sertões de Minas, Goiás, e sul da Bahia, tudo isso entremeado de reflexões. As demais personagens falam pela boca de Riobaldo, valendo-se de seu estilo de narrar e de suas características linguísticas individuais.
Assinale a alternativa que corresponde ao período literário do referido romance.
 

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375181 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Excelência
Orgão: Pref. Taquarituba-SP

Verso é o nome que se dá a cada uma das linhas que constituem um poema. Ele apresenta quatro elementos principais: metro, ritmo, melodia e rima:

I - Metro: é o nome que se dá à extensão da linha poética. Pela contagem de sílabas de um verso, podemos estabelecer seu padrão métrico e suas unidades rítmicas.

II - Ritmo: é a sequência de notas (no caso da poesia, de sons) que, apresentando organização rítmica com sentido musical, se relacionam reciprocamente, de modo a formar um todo harmônico, uma linha melódica.

III - Melodia: é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. No verso, a melodia é formada pela sucessão de unidades rítmicas resultantes da alternância entre sílabas acentuadas (fortes) e não-acentuadas (fracas); ou entre sílabas construídas por vogais longas e breves.

IV - Rima: é a igualdade ou semelhança de sons na terminação das palavras: asa, casa; asa, cada. Na rima asa, casa há paridade completa de sons a partir da vogal tônica; na rima asa, cada a paridade é só das vogais. As rimas do primeiro tipo se chamam consoantes; as do segundo, toantes.

Está CORRETO o que se afirma em:

 

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357969 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Coelho Neto
Orgão: Pref. Santo Amaro Maranhão-MA

Duas publicações, ambas de Cruz e Souza, são consideradas o marco inicial da estética no Brasil: Missal (prosa) e Broquéis (verso).

Assinale a opção que apresenta características dessa estética literária.

 

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357968 Ano: 2016
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: Instituto Coelho Neto
Orgão: Pref. Santo Amaro Maranhão-MA

Relacione as colunas abaixo.

1ª coluna

1. Romantismo.

2. Arcadismo.

3. Barroco.

2ª coluna

( ) Retoma o ideal de simplicidade, herdado do modelo clássico greco-romano. Predominam os adjetivos que expressam suavidade e harmonia: tudo é ameno.

( ) O indivíduo passa a ser o centro das atenções, voltando-se para a imaginação e para os sentimentos, do que resulta uma interpretação subjetiva da realidade.

( ) Reflexo de um dilema que muito atormenta o homem do século XVII: o conflito entre o terreno e o celestial, o homem e Deus.

A sequência correta é:

 

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