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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
por verdadeira história uma novela
da classe das patranhas, que nos contam
verbosos navegantes, que já deram
ao globo deste mundo volta inteira.
Uma velha madrasta me persiga,
uma mulher zelosa me atormente
e tenha um bando de gatunos filhos,
que um chavo não me deixem, se este chefe
não fez ainda mais do que eu refiro.
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito:
Segue esta norma,
Porte servir, Deusa serena,
Serena Forma!"
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
no escuro
o mais puro diamante perdido
O grilo
com as suas frágeis britadeiras de vidro
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CETAP
Orgão: Pref. Ananindeua-PA
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: Univaço
O ciclista
Dalton Trevisan
Curvado no guidão lá vai ele numa chispa. Na esquina dá com o sinal vermelho e não se perturba – levanta voo bem na cara do guarda crucificado. No labirinto urbano persegue a morte com o trim-trim da campainha: entrega sem derreter sorvete a domicílio.
É sua lâmpada de Aladino a bicicleta e, ao sentar-se no selim, liberta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete impávido colosso, desvia de fininho o poste e o caminhão; o ciclista por muito favor derrubou o boné.
Atropela gentilmente e, vespa furiosa que morde, ei-lo defunto ao perder o ferrão. Guerreiros inimigos trituram com chio de pneus o seu diáfano esqueleto. Se não se estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e – uma perna mais curta – foge por entre nuvens, a bicicleta no ombro.
Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta a poça d'água no asfalto. Num só corpo, touro e toureiro, golpeia ferido o ar nos cornos do guidão.
Ao fim do dia, José guarda no canto da casa o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim a pé e, na primeira esquina, avança pelo céu na contramão, trim-trim.
(TREVISAN, D. O ciclista. In: BOSI, A. (org). O conto brasileiro contemporâneo. 14 ed. São Paulo: Cultrix, 1997. p. 189.)
Em relação aos elementos constitutivos do conto, NÃO está correto afirmar que:
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Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: IBGP
Orgão: Univaço
O texto abaixo reproduz algumas estrofes do poema “Um cadáver de poeta”, do romântico Álvares de Azevedo.
De tanta inspiração e tanta vida
Que os nervos convulsivos inflamava
E ardia sem conforto...
O que resta? uma sombra esvaecida,
Um triste que sem mãe agonizava...
Resta um poeta morto!
Morrer! e resvalar na sepultura,
Frias na fronte as ilusões – no peito
Quebrado o coração!
Nem saudades levar da vida impura
Onde arquejou de fome... sem um leito!
Em treva e solidão!
Tu foste como o sol; tu parecias
Ter na aurora da vida a eternidade
Na larga fronte escrita...
Porém não voltarás como surgias!
Apagou-se teu sol da mocidade
Numa treva maldita!
Tua estrela mentiu. E do fadário
De tua vida a página primeira
Na tumba se rasgou...
Pobre gênio de Deus, nem um sudário!
Nem túmulo nem cruz! como a caveira
Que um lobo devorou!...
[...]
(AZEVEDO, A. Lira dos vintes anos e outros poemas. São Paulo: Companhia Editora
Nacional, 2006. p.109)
Sobre esse poema, analise as afirmativas a seguir.
I. A obsessão com a morte, presente no trecho, é uma das formas do escapismo romântico.
II. A emoção excessiva, explicitada pelo uso recorrente dos pontos de exclamação, revela um desejo de fuga da realidade, da problemática existencial.
III. O egocentrismo romântico, ligado ao tema da morte, produz um tom de lamentação em relação à finitude do poeta.
IV. A subjetividade, característica da escola romântica, é expressa pela forte presença da marcas de 1ª pessoa do “eu lírico”.
Estão CORRETAS as afirmativas.
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Compare o fragmento da cantiga de amor “O que vos nunca cuidei a dizer”, de D. Dinis, à música “Apaixonado”, de Milionário e José Rico, e assinale a alternativa que aponta adequadamente uma semelhança entre as duas, considerando as características do Trovadorismo:
O que vos nunca cuidei a dizer,
con gran coita, senhor, volo direi,
porque me vejo já por vós morrer;
ca sabedes que nunca vos falei
de como me matava vosso amor;
ca sabe Deus ben que d’outra senhor
que eu non havia, me vos chamei.[...]
(D. Dinis – antigo rei de Portugal)
Disponível em <http://www.cirp.es/pls/bdo2/f?p=MEDDB2> Acesso em 30 mai. 2015.
Moreninha linda
Se tu soubesses
O quanto padece
Quem tem amor
Talvez não faria
O que faz agora
Quem te adora
Não tem valor
Não vivo sem ti
Sem ti não sei viver
Se eu perder seus beijos
Juro, querida, que vou morrer
Vou sofrer por ti
Por ti vou sofrer
Se for meu destino
Apaixonado quero morrer.
(Milionário e José Rico)
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